Electricidade sobe para subsidiar empresas do sector

nelson972

Cumulus
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Mira de Aire
Mas alerto os melhores tarifários são os bi-horários para os clientes domésticos se souberem aproveitar.

O meu tarifário é bi-horário, e pelas minhas contas de consumos acumulados, gasto 38% da electricidade no horário vazio. Acresce que não pago por débito directo, por opção. E faço compras onde me parecer melhor.
Isto pareceu-me "banha da cobra" desde logo, penso que não me compensa de todo mudar de tarifário, mas admito que muitos consumidores terão vantagens em aderir.... :unsure:
 


filipe cunha

Nimbostratus
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20 Dez 2009
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Aderi ao EDP/Continente e como ainda só me inscrevi e ainda não tive descontos nas compras....estou satisfeito:lol:

Para mim pagar por MB ou debito directo, não me faz confusão....não tenho bi-horario, pois já sou escravo do relogio durante o dia e não ter que chegar a casa e sujeitar-me a horarios para ligar o interruptor e outros usos;)....faço compras quase sempre no continente, portanto vem ajudar....
Quanto mais concorrencia melhor, por acaso tinha aderido há poucos dias à Endesa (5% só nos consumos) mas sai no prazo de lei;)
 

ecobcg

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10 Abr 2008
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E pronto...já chegou a primeira factura de electricidade com IVA a 23%. A diferença é brutal, como era de se esperar! Posso-vos dizer que sem IVA, a minha factura é de 50€... se fosse com o IVA a 6%, com estava anteriormente, iria pagar 53€... agora com o IVA a 23% vou pagar 61,5€!! São mais 8,5€ só em IVA!:( E também é introduzido o novo imposto "Imposto Especial de Consumo de Electricidade", no valor de 0,0010/kWh!

Acho que esta vai "doer" a muito boa gente!!!:surprise:
 

Gerofil

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21 Mar 2007
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Estremoz
Tarifas reguladas extintas no gás e eletricidade

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O Governo aprovou ontem a extinção das tarifas reguladas de eletricidade e gás natural a consumidores domésticos, cumprindo, assim, uma das obrigações previstas no memorando de entendimento assinado com a Troika.
Em comunicado do conselho de ministros, o Executivo observa ainda que o fim das tarifas reguladas se aplica a clientes finais com consumos em baixa tensão normal, no caso da eletricidade, e a clientes finais com consumos anuais inferiores ou iguais a 10 mil metros cúbicos, no caso do gás natural. Em simultâneo, foram adotados mecanismos de salvaguarda "dos clientes finais economicamente vulneráveis, no contexto da liberalização, nomeadamente no que respeita ao relacionamento comercial e a tarifas e preços".
As tarifas reguladas de eletricidade são extintas a partir de 1 de julho de 2012 para os clientes com potência contratada igual ou superior a 10,35 kVA e a partir de 1 de janeiro de 2013 para os clientes com potência contratada inferior a 10,35 kVA. Por seu lado, as tarifas reguladas de gás natural são extintas a partir do próximo dia 1 de julho de 2012 para os clientes finais com consumos anuais superiores a 500 metros cúbicos e a partir de 1 de janeiro de 2013 para os clientes com consumos anuais iguais ou inferiores a 500 metros cúbicos. O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Marques Guedes, acrescentou que os consumidores poderão, durante períodos diferentes conforme os escalões, ter um regime transitório com um fator de agravamento.
Também ontem, o presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, advertiu, citado pela agência Lusa, que, se o Estado retirar os apoios às centrais térmicas, Portugal corre o risco de um apagão elétrico e de um aumento de 30% no gás em 2013.

OJE (10/02/2012)

EDP e Endesa admitem apagões eléctricos se Governo cortar apoios

Está em causa a garantia de potência, um mecanismo financeiro que recebem como incentivo ao investimento. O cenário ressuscita a ameaça de apagão.
A EDP e a Endesa preparam-se para parar as centrais eléctricas que beneficiam de garantia de potência no caso de o Governo acabar com este mecanismo de compensação financeira, criado como incentivo ao investimento em novos projectos e que é aplicado também em Espanha.
O Diário Económico sabe que estão em causa as centrais de ciclo combinado a gás natural de Lares, na Figueira da Foz, e do Carregado, ambas da EDP, assim como a central do Pego, em Abrantes, sob gestão da Endesa. A este pacote juntam-se ainda as centrais abrangidas pelo Plano Nacional de Barragens: Foz Tua, Fridão, Alvito, da EDP, e Girabolhos e Boqueira, do grupo espanhol, a maioria ainda em fase de construção e que representam um investimento global de 2,5 mil milhões de euros.
A concretizar-se este cenário, a segurança de abastecimento de Portugal fica comprometida e aumenta o risco de apagão, realça o presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, ao Diário Económico. O gestor alerta para o facto de 50% da capacidade eléctrica do País estar fortemente dependente de condições meteorológicas favoráveis. É o caso das grandes hídricas, num total de 4.500 megawatts (MW), e das renováveis, com 4.300 MW.
As centrais a gás representam 3.800 MW da capacidade instalada nacional, cabendo 1.800 MW às centrais a fuelóleo do Barreiro e de Setúbal, geridas pela EDP e que se encontram em fase de desmantelamento. O restante está afecto às centrais a carvão da EDP e da Endesa.

Ana Maria Gonçalves

Económico (10/02/2012)
 

Mário Barros

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18 Nov 2006
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Troika obriga Governo a renegociar apoios à produção eléctrica
O Executivo quer renegociar um terço dos apoios que serão pagos em 2012 aos produtores através da factura dos consumidores.

Vítor Gaspar e o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, foram claros quando na última terça-feira se referiram às mudanças que a troika exige no sector de electricidade. Sim, o Governo está determinado a mudar as regras do jogo quanto aos apoios que são pagos sob a forma de garantias de potência e tarifas de cogeração, mas apenas através de negociação.

Em causa estão custos que representam um terço dos subsídios e tarifas fixas que serão pagos em 2012 aos produtores de electricidade, através da factura eléctrica dos consumidores, e que são sempre calculados de forma antecipada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.

Um dos maiores críticos ao funcionamento do sistema, além da troika, tem sido o próprio secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes. "Há produtores que, sem risco, obtêm boas receitas com a geração eólica e depois, com o desequilíbrio criado e sem necessidade de produzirem, recebem garantia de potência complementarmente às asseguradas generosas rendas dos CMEC [custos de manutenção de equilíbrio contratual]", acusou, referindo-se principalmente à EDP.

Tudo somado, incluindo também os chamados CAE, CMEC e PRE, os apoios à produção pagos em Portugal somam quase 1800 milhões de euros e formam uma grande parte dos custos de política energética e de interesse económico geral (CIEG). Este ano, os CIEG e os custos de política energética totalizam quase 2302 milhões de euros - uma dívida que todos os meses vai sendo paga por todos nós.

Confuso? Vamos por partes, a começar pela cogeração, que representa mais de 535 milhões de euros pagos na factura eléctrica por consumidores domésticos e empresas em 2012. Uma pequena parte da cogeração é de base renovável, mas o caso é diferente numa grande fatia destes subsídios - 427,9 milhões de euros - que se baseiam no consumo de gás natural e subiram 48% face ao ano passado (ver PÚBLICO de 20/02/2012). Em causa estão dezenas de fábricas que vendem electricidade à rede, produzida com base na energia gerada pelo próprio processo industrial.

A grande fatia dos apoios à cogeração chega a grandes fábricas como as papeleiras e celuloses (Portucel e Altri), que representam mais de 40% do total, seguidas do sector têxtil e das duas refinarias da Galp (estas com 9% do total). A petrolífera portuguesa explora ainda outras três centrais de cogeração: na fábrica de cervejas da Sagres (parceria com Finerge), numa fábrica de processamento de sal no Carriço (com a EDP) e ainda na Solvay Portugal, que fabrica produtos químicos (também com a EDP). Mas sobre muitas empresas, existem também suspeitas de "falsa cogeração": venda de electricidade por fábricas que estão paradas, por exemplo, ou manipulação dos preços do mercado. O Governo tem falado numa redução da tarifa fixa, uma das mais altas dentro da produção em regime especial (inclui também as renováveis).

Endesa e EDP contestam

No entanto, é do lado da garantia de potência, que pode acabar, que mais vozes se levantam contra uma mudança. Tanto a Endesa como a EDP ameaçam colocar as centrais de gás natural em hibernação se esses apoios forem retirados. Em Janeiro passado, devido à falta de chuva, o gás natural alimentou 20% do consumo de electricidade em Portugal.

Contas feitas, a garantia de potência, em 2012, vai custar 60,4 milhões de euros aos consumidores. Este novo mecanismo começou a ser aplicado em Janeiro do ano passado, quando as renováveis eram a principal bandeira da política energética do Governo Sócrates. Um dos objectivos: passar a pagar a algumas centrais térmicas por se manterem prontas a produzir, quando a falta de vento e chuva obrigam a recorrer aos combustíveis fósseis. De fora ficam as térmicas, que já estão protegidas por contratos de longo prazo.

Destes 60,4 milhões, boa parte vai para as duas centrais de ciclo combinado (gás natural) da EDP, no Carregado (central do Ribatejo) e em Lares (próxima da Figueira da Foz). A primeira tinha começado a funcionar em 2004, sete anos antes destes novos apoios - o que leva o presidente da Endesa Portugal, Ribeiro da Silva, a criticar a atribuição a essa central. A espanhola Endesa é aliás outro dos "grandes players" do mercado com os quais o Governo deverá falar, uma vez que também recebe dinheiros da garantia de potência. Em causa está a central de ciclo combinado do Pego, que começou a funcionar há um ano e que a Endesa reparte a 50% com a International Power (empresa britânica que é hoje detida em 70% pelos franceses da GDF Suez).

Mas as centrais térmicas são apenas uma fatia das garantias de potência. Se nada mudar, este valor deverá crescer de forma substancial com o reforço da potência em várias centrais hidroeléctricas e a entrada em operação de novas barragens. Um dos objectivos foi incentivar investimentos na potência reversível, que permite "armazenar", através das barragens, parte da electricidade produzida pelas eólicas. Tal como as centrais térmicas, as hidroeléctricas receberão o mesmo se ficarem paradas. O Alqueva (EDP) é para já a única hídrica que recebe esses apoios, mas durante os próximos anos está previsto juntarem-se mais de uma dezena.

Público
 

Gerofil

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21 Mar 2007
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Estremoz
Mudança de contrato atinge 950 mil clientes em julho

Entre o dia 1 de Julho deste ano e 31 de Dezembro de 2014, quem tiver um contador com uma potência contratada entre 10,35 kVA e 41,4 kVA vai ter de mudar o contrato de electricidade para um fornecedor que esteja no mercado liberalizado.
No total, são 950 mil clientes - de um total de 5,7 milhões - abrangidos por este medida que surge por causa do fim das tarifas reguladas - aquelas que aumentaram 4% este ano - e com a criação efectiva do mercado livre de energia.

Ana Baptista

Fonte: DN
 

Gerofil

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21 Mar 2007
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Estremoz
Oposição liga saída do secretário de Estado da Energia a cedência aos grupos económicos

Ao fim de quase nove meses em funções, o Governo abre uma primeira brecha nas suas fileiras com a saída de Henrique Gomes da Secretaria de Estado da Energia, uma demissão que é oficialmente atribuída a “motivos pessoais e familiares”. Artur Trindade é o nome escolhido para substituir um governante que se propusera reduzir os “lucros excessivos” das produtoras de eletricidade. Para os partidos da Oposição, é por causa desta intenção que o Ministério da Economia sofre agora uma baixa política. O Executivo, acusam, mostra incapacidade para afrontar os “grandes grupos económicos”.
É no Ministério de Álvaro Santos Pereira, epicentro de uma acesa controvérsia em torno da orgânica e da distribuição de competências no XIX Governo Constitucional, que acontece a primeira demissão no elenco constituído por social-democratas e democratas-cristãos. Henrique Gomes, antigo administrador da REN e da Gás de Portugal, deixa a Secretaria de Estado da Energia a invocar “motivos pessoais e familiares”. E a enaltecer o desempenho do titular da pasta da Economia.
“Informei hoje o senhor ministro da Economia e do Emprego da minha decisão de abandonar as funções de secretário de Estado da Energia, por motivos pessoais e familiares. Quero agradecer ao senhor ministro da Economia e do Emprego o privilégio que me foi concedido para desempenhar estas funções, enaltecendo a importância do seu trabalho na liderança deste Ministério”, explica uma nota do ex-secretário de Estado, citada pela agência Lusa.
Henrique Gomes é hoje substituído por Artur Trindade, até agora diretor de Custos e Proveitos da Entidade Reguladora do Setor Energético. A tomada de posse está marcada para as 15h30 no Palácio de Belém. O governante demissionário tomara em mãos a reestruturação do sector da Energia, assumindo a intenção de proceder a um corte nos pagamentos às produtoras de eletricidade – uma redução que poderia cifrar-se em 2500 milhões de euros, de acordo com um estudo recente.
A edição on-line do Jornal de Negócios adiantava ontem à noite que Henrique Gomes teria apresentado a demissão na semana passada, depois de ter visto travada uma intervenção no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) sobre o dossier das rendas excessivas, nomeadamente os seus efeitos futuros nas tarifas da eletricidade. O secretário de Estado, recordou o diário, advogou a aplicação de uma contribuição especial sobre rendas excessivas na produção energética regulada. Uma iniciativa que acabaria inviabilizada pelo Executivo - o processo de privatização da EDP foi o primeiro argumento, seguindo-se, mais tarde, uma tomada de posição contrária à alteração unilateral de contratos.
Entre as forças políticas da Oposição, ganha corpo a tese de que Henrique Gomes sai da estrutura do Ministério da Economia porque o Governo não quis afrontar interesses instalados. Em particular da EDP.
Um Ministério “errado na sua orgânica” - O incómodo da administração da EDP ficou patente na semana passada, quando o presidente executivo da empresa, António Mexia, considerou que “a questão da existência de rendas é um falso problema”, recusando-se a reconhecer quaisquer proventos excessivos. A EDP não comenta, para já, a demissão do secretário de Estado da Energia. Já a Oposição é rápida a associar a saída de Henrique Gomes a interesses de grupos económicos. E à “descoordenação” na equipa de Santos Pereira.
“Este é mais um exemplo da descoordenação que grassa no Ministério da Economia. Temos assistido a um ministro que tem sido sucessivamente esvaziado de competências, o que demonstra aquilo que nós sempre dissemos, que este Ministério é errado na sua orgânica desde o início e que o ministro Álvaro Santos Pereira não tem peso político para o gerir, não consegue coordenar uma verdadeira política que vise o crescimento económico e o emprego”, avaliou o deputado socialista Rui Paulo Figueiredo, ouvido pela Antena 1.
No programa da RTP Prós e Contras, Basílio Horta não hesitou em pôr em dúvida as justificações oficiais para a demissão. “Acho que é o começo da desagregação do Ministério da Economia”, afirmou o antigo presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). O até agora secretário de Estado da Energia, prosseguiu o deputado eleito nas listas do PS, “tinha uma certa ideia, até fez diplomas que nunca chegaram a ver a luz do dia”: “Não são propriamente, julgo eu, aspetos familiares”.
Também ouvido pela rádio pública, o deputado do PCP Agostinho Lopes considerou, por seu turno, que a demissão “culmina a impotência” do Governo face às grandes empresas: “O Governo a que pertencia o secretário de Estado, que tem sido tão rápido, tão opressivo, tão urgente e mesmo emergente a fazer subir o IVA na eletricidade e no gás natural, ainda no último trimestre do ano que passou, a sacar o 13.º e o 14.º mês aos portugueses, não conseguiu ao fim de sete meses (...) pôr cobro a nenhuma dessas rendas excessivas do sector electroprodutor”.
O Bloco de Esquerda não tem dúvidas em concluir que “são os grandes grupos económicos” que estão “a levar vantagem” num “diferendo entre a defesa dos consumidores e a defesa” dos interesses empresariais. Pedro Filipe Soares sublinha que deveria caber ao Ministério da Economia a tarefa de “lidar com aquelas que são rendas abusivas no setor energético, particularmente no caso concreto da EDP”. À Antena 1, o deputado bloquista assinalou ainda o facto de se ter alimentado, na semana passada, “a dúvida” sobre a continuidade de Álvaro Santos Pereira quando o ministro “teria já na sua secretária o pedido de demissão do secretário de Estado”.
Num comunicado entretanto difundido, o Partido Ecologista “Os Verdes” estima que a demissão do secretário de Estado da Energia “muito provavelmente não se pode desligar de um conjunto de nomeações já feitas, designadamente para a EDP”. Os parceiros dos comunistas na CDU consideram também que as empresas do sector da energia “formam um Estado dentro do próprio Estado”.
“Nada muda” - Diante de Basílio Horta, o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, quis assegurar que “nada muda com a demissão” de Henrique Gomes. “Confirmo essa demissão por razões pessoais e familiares do senhor secretário de Estado. Mas um Governo funciona como uma equipa”, frisou Carlos Moedas, acrescentando que “o trabalho que o secretário de Estado da Energia começou” decorre de “medidas que estavam no memorando da troika”. “Aquilo que está a ser feito pelo secretário de Estado Henrique Gomes está a ser feito por equipas do Governo, pela própria equipa que eu dirijo, que está a monitorizar”, enfatizou.
Na RTP Informação, o deputado do PSD Carlos Abreu Amorim falou de desgaste: “São razões pessoais, que era, aliás, o que eu já estava a desconfiar, porque a tarefa governativa hoje em dia, qualquer tarefa política, é extremamente desgastante”. “O combate político ao Ministério da Economia é exatamente ao ministro, ou seja, um combate intuitu personae. Portanto, penso que não será por causa disso que o secretário de Estado se demitiu”, vincou.
“Lucros excessivos” - Henrique Gomes havia indicado, em fevereiro, que estava a negociar, junto da troika do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia, os “lucros excessivos” das produtoras de eletricidade. O secretário de Estado sustentava então, em declarações recuperadas pela Lusa, que “a EDP e a Endesa” deviam “perder ou atenuar significativamente a sua garantia de potência”.
Henrique Gomes defendia mesmo a adaptação dos incentivos financeiros para aquelas empresas às necessidades do mercado, de forma a “evitar sobrecustos existentes”.

Carlos Santos Neves

Fonte: RTP
 

Knyght

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10 Mai 2009
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Para mim o Ministério da Economia, que fique aqui escrito, é o mais competente desde a muitos anos. Não pode é executar as suas ideias entre as troikas e lobbies.
 

Gerofil

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21 Mar 2007
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Preço da luz poderá subir para facilitar liberalização

A liberalização das tarifas de electricidade decorre já em Julho, mas haverá um regime transitório que se estende até Dezembro de 2015. Nesse período, as tarifas reguladas serão decididas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e incorporarão um factor de agravamento, para facilitar a transição dos consumidores para o mercado liberalizado.
De acordo com o diploma publicado em Diário da República, «as tarifas reguladas de venda de electricidade a clientes finais com consumos em baixa tensão (BTN) são extintas: a partir de 1 de Julho de 2012, para os clientes com potência contratada superior ou igual a 10,35 kVA» e a «partir de 1 de Janeiro de 2013, para os clientes com potência contratada inferior a 10,35 kVA».

dinheirodigital
 

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10 Abr 2008
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Reportagem muito interessante a do Repórter TVI de hoje.
Intitulada de "Faturas de Betão", diz respeito à construção das 9 novas barragens e ao valor absurdo da sua construção (em Parcerias Público Privadas) e à subida dos custos da electricidade.

Fica aqui o artigo e um pequeno excerto do video (ainda não encontrei o video integral!):



Video
Repórter TVI esta noite: «Faturas de betão»




Em plena crise, vão ser construídas em Portugal nove barragens. A TVI foi investigar se este investimento vale a pena e quais as explicações para os custos da electricidade. Esta é a a grande reportagem desta noite no Jornal das 8.

s facturas de electricidade não param de subir. Mas, em plena crise, Portugal vai investir na construção de barragens o equivalente a três pontes Vasco da Gama. Como será depois?

«As hídricas não têm sobrecusto para o cliente. As hídricas se não foram capazes de competir com as outras 400 centrais que existem na Península Ibérica não trabalham. Os clientes não vão pagar nada daquilo, tirando a garantia de potência», defende António Castro, administrador da EDP.

A garantia de potência é um subsídio de 50 milhões de euros por ano que os consumidores de electricidade terão de pagar às novas barragens, durante dez anos.

«As novas grandes barragens não são um problema das populações locais, ou dos ambientalistas, são um problema de todos nós, porque nos vão ao bolso. Estas nove novas barragens vão custar-nos um aumento de 10 por cento na factura de electricidade», considera Joanaz de Melo, professor universitário na área de engenharia do Ambiente.

As novas barragens não terão apenas um, mas dois muros de betão, para poderem pôr os rios a correr ao contrário e usar várias vezes a mesma água. Só que para isso vão gastar mais energia eléctrica do que aquela que poderão produzir.

«Quando existe água em vez de a turbinar uma vez e deixar seguir para o Mar, faço retenções mais à frente, bombeio, e posso turbiná-la outra vez e várias vezes e andar neste ciclo várias vezes. E não tem nada a ver com eólicas», sustenta Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa.



 
Editado por um moderador:

AnDré

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22 Nov 2007
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Dados concretos do mês de Abril do ano decorrente:

Em Abril foram consumidos 133GWh em bombagem hidroelétrica.
Desses 133GWh consumidos, foram produzidos cerca de 100GWh.
Portanto, perda de energia de quase 30%.

Acontece que os 133GWh tiveram por vezes um custo zero (excedente de produção electrica), ao passo que os 100GWh produzidos foram vendidos, supostamente, em horas de ponta, na altura em que o custo é elevado.
A teoria da bombagem é essa. Consumir energia nas horas em que a energia é barata, para depois produzir nas horas em que a energia é cara.

E é claro que tem tudo a ver com a energia eólica.
No mercado ibérico, a potência eólica tem um peso elevadíssimo. Capaz de fazer os preços de consumo ir além dos 80€/MWh quando não há vento (e por isso é necessário recorrer a outros métodos de produção) e baixar aos 0€/MWh como aconteceu no passado mês em Espanha em dias de muito vento. Nessa altura, ganha quem mais conseguir armazenar.

E num exercício simples se vê:
Basta os 133GWh terem sido comprados a 40€/MWh e depois os 100GWh terem sido vendidos a 55€/MWh que já há lucro.
 

ecobcg

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Reportagem muito interessante a do Repórter TVI de hoje.
Intitulada de "Faturas de Betão", diz respeito à construção das 9 novas barragens e ao valor absurdo da sua construção (em Parcerias Público Privadas) e à subida dos custos da electricidade.

Fica aqui o artigo e um pequeno excerto do video (ainda não encontrei o video integral!):

Video

O video integral da reportagem:

http://www.tvi.iol.pt/videos/programa/3944/128753
 

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Dados concretos do mês de Abril do ano decorrente:

Em Abril foram consumidos 133GWh em bombagem hidroelétrica.
Desses 133GWh consumidos, foram produzidos cerca de 100GWh.
Portanto, perda de energia de quase 30%.

Acontece que os 133GWh tiveram por vezes um custo zero (excedente de produção electrica), ao passo que os 100GWh produzidos foram vendidos, supostamente, em horas de ponta, na altura em que o custo é elevado.
A teoria da bombagem é essa. Consumir energia nas horas em que a energia é barata, para depois produzir nas horas em que a energia é cara.

E é claro que tem tudo a ver com a energia eólica.
No mercado ibérico, a potência eólica tem um peso elevadíssimo. Capaz de fazer os preços de consumo ir além dos 80€/MWh quando não há vento (e por isso é necessário recorrer a outros métodos de produção) e baixar aos 0€/MWh como aconteceu no passado mês em Espanha em dias de muito vento. Nessa altura, ganha quem mais conseguir armazenar.

E num exercício simples se vê:
Basta os 133GWh terem sido comprados a 40€/MWh e depois os 100GWh terem sido vendidos a 55€/MWh que já há lucro.

Sim André, isso até se aceita sem grandes problemas, o que não se aceita é a construção de 9 novas barragens com bombagem hidroeléctrica, cuja principal função (supostamente) será a de utilizar a energia excedente das eólicas, quando as barragens já existentes já possuem (ou estão em fase de construção da bombagem) bombagem eléctrica com capacidade mais que suficiente para absorver esse tal excedente das eólicas... A remodelação das barragens já existentes fica MUITO mais barata que a construção "desnecessária"(em PPP's) dessas novas barragens!