Quando o RSI se torna ele próprio incapaz de inserir as pessoas na sociedade...
"Assim sendo, é necessário discutir e analisar a relação existente entre os apoios sociais disponibilizados pelo Estado às famílias mais carenciadas, nomeadamente através do RSI, e os ciganos de modo a desmistificar os preconceitos e os estereótipos que têm vindo a ser construídos e reproduzidos em torno deste assunto (Santos, 2012). As famílias ciganas recorrem ao RSI pela precariedade laboral e situações de pobreza. As expectativas em relação ao benefício social são positivas em que se espera a melhoria das condições económicas das famílias, a satisfação das necessidades básicas mas, no entanto a essência do RSI é sobretudo permitir um auxílio temporário, complemento ao rendimento familiar mensal, como forma de melhorar as suas condições (Santos, 2012). Todavia, por vezes, tende-se a permanecer em situação de dependência por incapacidade de resolução das situações.
Tendo em conta as características específicas desta população, “a maioria das ações de formação que estão contempla das nos contratos de inserção parece profundamente desadequada às necessidades dos ciganos” (Ministério da Segurança Social e do Trabalho, 2002:57). Ou seja, algumas análises têm vindo a mostrar que o RSI “não é muito eficiente na promoção da inclusão social dos beneficiários ciganos” que se tornaram dependentes da medida pela situação de desemprego (ERRC/Númena, 2007:52), o que se comprova com as fontes de rendimento indicadas pelas reclusas no EP de Tires (quadro 3) e os apoios sociais de que beneficiavam."
SEGURADO, Nuno
Licenciatura, mestrado em curso Universidade Aberta
MAGANO, Olga
Doutor Universidade Aberta
O problema muitas vezes reside em quem atribui o RSI e não em quem recebe o RSI. Os dirigentes que estão nos gabinetes a promover o RSI deveriam ir para o terreno e adaptar formações para os beneficiários do RSI em função das suas necessidades de integração na sociedade. É evidente que eu também preferia ver os beneficiários do RSI a limpar florestas em vez de de os ver a consumir nos cafés, mas isso implicaria ajustar e valorizar o trabalho social por toda a sociedade...
"Assim sendo, é necessário discutir e analisar a relação existente entre os apoios sociais disponibilizados pelo Estado às famílias mais carenciadas, nomeadamente através do RSI, e os ciganos de modo a desmistificar os preconceitos e os estereótipos que têm vindo a ser construídos e reproduzidos em torno deste assunto (Santos, 2012). As famílias ciganas recorrem ao RSI pela precariedade laboral e situações de pobreza. As expectativas em relação ao benefício social são positivas em que se espera a melhoria das condições económicas das famílias, a satisfação das necessidades básicas mas, no entanto a essência do RSI é sobretudo permitir um auxílio temporário, complemento ao rendimento familiar mensal, como forma de melhorar as suas condições (Santos, 2012). Todavia, por vezes, tende-se a permanecer em situação de dependência por incapacidade de resolução das situações.
Tendo em conta as características específicas desta população, “a maioria das ações de formação que estão contempla das nos contratos de inserção parece profundamente desadequada às necessidades dos ciganos” (Ministério da Segurança Social e do Trabalho, 2002:57). Ou seja, algumas análises têm vindo a mostrar que o RSI “não é muito eficiente na promoção da inclusão social dos beneficiários ciganos” que se tornaram dependentes da medida pela situação de desemprego (ERRC/Númena, 2007:52), o que se comprova com as fontes de rendimento indicadas pelas reclusas no EP de Tires (quadro 3) e os apoios sociais de que beneficiavam."
SEGURADO, Nuno
Licenciatura, mestrado em curso Universidade Aberta
MAGANO, Olga
Doutor Universidade Aberta
O problema muitas vezes reside em quem atribui o RSI e não em quem recebe o RSI. Os dirigentes que estão nos gabinetes a promover o RSI deveriam ir para o terreno e adaptar formações para os beneficiários do RSI em função das suas necessidades de integração na sociedade. É evidente que eu também preferia ver os beneficiários do RSI a limpar florestas em vez de de os ver a consumir nos cafés, mas isso implicaria ajustar e valorizar o trabalho social por toda a sociedade...
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(desculpe mas tinha de fazer a piada fácil...)