O Estado do país 2026


Começa a ganhar contornos de já não ser uma candidatura à presidência da República mas sim uma espécie de culto.

Nas próximas 2 semanas ninguém consegue ir ao Vaticano saber em quem é que o Papa votaria?
 




A favor do Ventura é que ele pode dizer o que quiser porque bem poucos votantes do Chega chegarão a ver a tal carta e os signatários que não representam 'interesses' e 'tachos'.

:D

 
Última edição:
E se calhar a tal direita não vê em AJS um adversário temível, ao contrário do que aconteceu com o AC.

Aborrecido, mais ou menos previsível, não propenso a escândalo.

 
Última edição:
O problema é outro, sendo que em PR na vasta maioria do tempo só se pode dar recados:

Perseguição policial a certas minorias, com correspondente maior tolerância a abusos.

Pressão judicial com atropelos nos procedimentos, 'investigações preventivas' e prioritização de certos casos ao invés de outros.

Estatização da discriminação (ninguém ficaria a salvo?) com todos os efeitos sociais, laborais e diplomáticos subsequentes.

Deve haver mais mas atualmente não sei conceptualizar.

O passado condiciona o presente e o futuro. Como tal, um governo chegano em teoria seria mais semelhante ao trumpiano.

 
O Ventura não é desilusão porque não faz parte da elite intelectual do país.

Ventura a liderar em 40 segundos (05:20 -> 06:00) -> https://www.rtp.pt/play/p16214/e903851/grande-entrevista

Novamente, dependendo das medidas implementadas - especialmente se a perseguição for inicialmente circunscrita a ciganos e indostânicos - teria bem mais aceitação social do que muitos pensam.

Nem sempre é o que se faz. Mas é sempre como se faz e se vende a ideia.
 
Última edição:
Quem está em maus lençóis são o PCP e o BE, e a prazo, o PS.
A IL convence muito os jovens porque promete e ambiciona um futuro diferente, mas não teve subidas muito expressivas em eleições depois de Cotrim deixar de ser líder do partido. Os melhores resultados têm sido obtidos por ele e isso viu-se com as Europeias e agora as presidenciais. Até podem ter algumas ideias interessantes, não quer é dizer que tendo em conta a realidade do nosso país isso venha a funcionar.

O PCP e o BE é mais dos mesmo, também já não convencem as pessoas com as lutas do costume. Em relação ao PS, não concordo se voltar a aproximar-se do centro. Seguro é da ala mais centrista do PS e conseguiu captar eleitores de todas as faixas etárias de forma mais equilibrada. Até pode vir a surpreender, mas algumas pessoas preferem andar numa "guerra" anti-socialismo quando na verdade, o Partido Socialista segue a social-democracia europeia.

O PS estará em maus lençóis se virar muito à esquerda de novo, mas com o estado em que a esquerda está era o maior erro que iriam cometer.

Começa a ganhar contornos de já não ser uma candidatura à presidência da República mas sim uma espécie de culto.
O que parece ser um culto é o partido CH, uma vez que gira em torno de uma pessoa. Só não se candidatou às câmaras municipais todas porque não dava, mas mesmo assim foi capaz de aparecer nos cartazes de todas as localidades. :lol:
Desde pessoas a dizer que o Ventura vai resolver rapidamente a crise na habitação a outras que acreditam em sondagens inexistentes, já vi de tudo. É uma pena que acreditem na tal mudança que tanto apregoam quando só espalham mentiras e em termos económicos seria (ou será) um desastre.
 
Última edição:
Como era de esperar um ou dois dias após as eleições o caso do alegado assédio de Cotrim desapareceu da comunicação social.

Segundo um estudo que circula por aí Cotrim perdeu 20% dos potenciais eleitores durante a última semana. Não chega para apanhar Ventura, mas teria ficado mais apertado.
 
A IL convence muito os jovens porque promete e ambiciona um futuro diferente, mas não teve subidas muito expressivas em eleições depois de Cotrim deixar de ser líder do partido. Os melhores resultados têm sido obtidos por ele e isso viu-se com as Europeias e agora as presidenciais. Até podem ter algumas ideias interessantes, não quer é dizer que tendo em conta a realidade do nosso país isso venha a funcionar.

O PCP e o BE é mais dos mesmo, também já não convencem as pessoas com as lutas do costume. Em relação ao PS, não concordo se voltar a aproximar-se do centro. Seguro é da ala mais centrista do PS e conseguiu captar eleitores de todas as faixas etárias de forma mais equilibrada. Até pode vir a surpreender, mas algumas pessoas preferem andar numa "guerra" anti-socialismo quando na verdade, o Partido Socialista segue a social-democracia europeia.

O PS estará em maus lençóis se virar muito à esquerda de novo, mas com o estado em que a esquerda está era o maior erro que iriam cometer.


O que parece ser um culto é o partido CH, uma vez que gira em torno de uma pessoa. Só não se candidatou às câmaras municipais todas porque não dava, mas mesmo assim foi capaz de aparecer nos cartazes de todas as localidades. :lol:
Desde pessoas a dizer que o Ventura vai resolver rapidamente a crise na habitação a outras que acreditam em sondagens inexistentes, já vi de tudo. É uma pena que acreditem na tal mudança que tanto apregoam quando só espalham mentiras e em termos económicos seria (ou será) um desastre.
Para já será difícil o PS virar ao Centro, talvez a vitória de Seguro dê algum impulso nesse sentido, mas não será no imediato. Alguns partidos irmãos do PS de outros países europeus como o Labour de Inglaterra já perceberam que se não mudarem as suas posições na imigração e se não tiverem políticas de criação de riqueza são papados pela Direita populista. O PS ainda está longe dessa realidade, muito longe. O Labour está a aplicar medidas que vão muito além do que o Chega tem proposto, depois do Brexit e das políticas migratórias da Direita do Partido Conservador terem deixado a imigração descontrolada. Como consequência, o Partido Reform do Nigel Farage está em primeiro lugar nas sondagens, há muitos meses.

No fundo os partidos que não tomam posições racionais e técnicas para resolver os problemas, com medo que sejam impopulares, um dia mais tarde pagam a factura, e essa vem na forma de partidos radicais a tomar o poder. E isto vale agora para Montenegro, para a AD, que também está a adiar reformas, para agradar a opinião pública, o partido, poderes económicos e funcionários públicos. Um dia a factura virá, e poderá ser sob a forma de um governo do Chega.