O Estado do país 2026

RIP Iniciativa Liberal
2017-2026
A IL tem uma grande penetração no eleitorado jovem. Portanto é um partido para o futuro. Quem está em maus lençóis são o PCP e o BE, e a prazo, o PS. As novas gerações emigram e viajam, têm amigos que emigraram, sabem como se vive nos países onde são aplicadas as ideias da IL, e por isso, apoiam o partido. Se décadas atrás ser contra o sistema significava ser socialista ou comunista, agora é contrário, a rebeldia contra a geração mais velha passa por ser liberal ou conservador.
 
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Reactions: "Charneca" Mundial
Uma lição para quem defende estas ideias. Além de motivarem a fuga de capitais, se provocam entrada de novos impostos, também causam a queda de outros.


Mais uma ideia da Esquerda socialista que falha.

Dito isto, não há outra solução em França senão cortar directamente a despesa.
 
A IL tem uma grande penetração no eleitorado jovem. Portanto é um partido para o futuro. Quem está em maus lençóis são o PCP e o BE, e a prazo, o PS. As novas gerações emigram e viajam, têm amigos que emigraram, sabem como se vive nos países onde são aplicadas as ideias da IL, e por isso, apoiam o partido. Se décadas atrás ser contra o sistema significava ser socialista ou comunista, agora é contrário, a rebeldia contra a geração mais velha passa por ser liberal ou conservador.
Com este novo movimento do Cotrim? A IL já era.
 
Parte da elite intelectual do país é na realidade uma desilusão.



Os 'atrasados mentais' que agora votam no Chega votaram em outros partidos em incontáveis eleições. Nenhum queixume foi registado.

Uma parcela significativa do eleitorado por motivo nenhum deixará de votar Ventura. Mas, novamente, enquanto não se fizer alarido com a (aparente) resolução de algumas bandeiras, não se sairá do mesmo local. Haverá sempre a permanente ameaça, que alguma vez se pode concretizar.
 
Com este novo movimento do Cotrim? A IL já era.

A IL já era desde anteontem, com ou sem movimento do Cotrim.

Com que legitimidade se pode fazer críticas a um PR que vai vetar tudo o que seja diplomas relacionados com medidas laborais, peso da máquina do estado nas finanças públicas, etc quando as lideranças da IL assumiram que era Seguro que queriam lá? Perderam a legitimidade neste choque de ideias e obviamente uma grande parte do eleitorado da IL deixou de se rever nos principais quadros do partido.
 
Parte da elite intelectual do país é na realidade uma desilusão.



Os 'atrasados mentais' que agora votam no Chega votaram em outros partidos em incontáveis eleições. Nenhum queixume foi registado.

Uma parcela significativa do eleitorado por motivo nenhum deixará de votar Ventura. Mas, novamente, enquanto não se fizer alarido com a (aparente) resolução de algumas bandeiras, não se sairá do mesmo local. Haverá sempre a permanente ameaça, que alguma vez se pode concretizar.


Seria uma boa oportunidade para relembrar Sergio Sousa Pinto que houve quem votasse em Sócrates 2a vez. Não sei se foi o caso dele.
 
A IL já era desde anteontem, com ou sem movimento do Cotrim.

Com que legitimidade se pode fazer críticas a um PR que vai vetar tudo o que seja diplomas relacionados com medidas laborais, peso da máquina do estado nas finanças públicas, etc quando as lideranças da IL assumiram que era Seguro que queriam lá? Perderam a legitimidade neste choque de ideias e obviamente uma grande parte do eleitorado da IL deixou de se rever nos principais quadros do partido.
Então o que se faria, votava-se em alguém que quer censurar o discurso nas redes sociais, prender quem desrespeitar a polícia, voltar a implementar a pena de morte, que usa linguagem de taberneiro e, para além disso, também vetará os diplomas relacionados com medidas laborais e é dos maiores estatistas em Portugal?

Não concordo que se insulte o eleitorado que opte por votar Ventura, mas não consigo considerar liberal alguém que quer votar Ventura convictamente (e sei que há alguns nesta situação).
Não acho que uma vitória de Ventura significasse um regresso a 1973, mas que seria um retrocesso civilizacional, sê-lo-ia.
Acho perigoso, para os partidos de centro-direita, que Ventura obtenha um resultado superior a 30%.
Não vejo como se pode considerar Seguro como um "perigoso socialista", quando ele foi dos poucos que lutou contra o polvo, que depois o devorou.
Não vejo como se pode ter medo "do socialismo", quando nos últimos 30 anos fomos governados 75% do tempo por socialistas muito mais radicais que Seguro (e o PR tem muito pouco poder para "implantar o socialismo"). Não foi bom, mas sobrevivemos tranquilamente.
E lembro que Seguro era, até há 3 meses atrás, "apoiado por passistas" segundo o PS, um "neoliberal de direita" segundo tudo o que está à esquerda do PS, um "tipo decente" segundo o centro-direita. Agora parece que é o Lenine.

Sobre a IL, o aparecimento de um PS de tendência "segurista" é o melhor que lhe poderia acontecer, não vejo grande problema em colar-se a Seguro. O verdadeiro posicionamento de um partido liberal no espectro partidário é entre o partido social-democrata e a democracia cristã, que em Portugal são representados pelo PS e o PSD. Um PS "segurista", é mais um parceiro com que se pode negociar acordos de governo e pode deixar um partido de índole liberal como charneira entre os dois. A colagem recente ao PSD é um erro estratégico, embora compreensível devido à "bloquização" do PS, felizmente rejeitada pelo eleitorado. Relembro que o Ciudadanos em Espanha morreu porque não quis entrar numa coligação de governo com o PSOE, deixando este último com a única opção de se aliar à extrema esquerda espanhola e à extrema direita catalã.
 
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Uma lição para quem defende estas ideias. Além de motivarem a fuga de capitais, se provocam entrada de novos impostos, também causam a queda de outros.


Mais uma ideia da Esquerda socialista que falha.

Dito isto, não há outra solução em França senão cortar directamente a despesa
Claro e isso aprende-se logo no curso de economia. A receita de imposto tem uma curva inversa, chegando a um ponto em que subir o imposto já nao rende mais receita, mas menos devido a menos atividade economica, fuga de capital, etc.
 
Então o que se faria, votava-se em alguém que quer censurar o discurso nas redes sociais, prender quem desrespeitar a polícia, voltar a implementar a pena de morte, que usa linguagem de taberneiro e, para além disso, também vetará os diplomas relacionados com medidas laborais e é dos maiores estatistas em Portugal?

Não concordo que se insulte o eleitorado que opte por votar Ventura, mas não consigo considerar liberal alguém que quer votar Ventura convictamente (e sei que há alguns nesta situação).
Não acho que uma vitória de Ventura significasse um regresso a 1973, mas que seria um retrocesso civilizacional, sê-lo-ia.
Acho perigoso, para os partidos de centro-direita, que Ventura obtenha um resultado superior a 30%.
Não vejo como se pode considerar Seguro como um "perigoso socialista", quando ele foi dos poucos que lutou contra o polvo, que depois o devorou.
Não vejo como se pode ter medo "do socialismo", quando nos últimos 30 anos fomos governados 75% do tempo por socialistas muito mais radicais que Seguro (e o PR tem muito pouco poder para "implantar o socialismo"). Não foi bom, mas sobrevivemos tranquilamente.
E lembro que Seguro era, até há 3 meses atrás, "apoiado por passistas" segundo o PS, um "neoliberal de direita" segundo tudo o que está à esquerda do PS, um "tipo decente" segundo o centro-direita. Agora parece que é o Lenine.

Sobre a IL, o aparecimento de um PS de tendência "segurista" é o melhor que lhe poderia acontecer, não vejo grande problema em colar-se a Seguro. O verdadeiro posicionamento de um partido liberal no espectro partidário é entre o partido social-democrata e a democracia cristã, que em Portugal são representados pelo PS e o PSD. Um PS "segurista", é mais um parceiro com que se pode negociar acordos de governo e pode deixar um partido de índole liberal como charneira entre os dois. A colagem recente ao PSD é um erro estratégico, embora compreensível devido à "bloquização" do PS, felizmente rejeitada pelo eleitorado. Relembro que o Ciudadanos em Espanha morreu porque não quis entrar numa coligação de governo com o PSOE, deixando este último com a única opção de se aliar à extrema esquerda espanhola e à extrema direita catalã.
Nem mais! Nenhum liberal que se considere realmente liberal votaria no Ventura que está nos antipodas do liberalismo.
 
Então o que se faria, votava-se em alguém que quer censurar o discurso nas redes sociais, prender quem desrespeitar a polícia, voltar a implementar a pena de morte, que usa linguagem de taberneiro e, para além disso, também vetará os diplomas relacionados com medidas laborais e é dos maiores estatistas em Portugal?

Algumas dessas (a maioria?) não incomodariam nada a maior parte dos eleitores.

O problema é outro, sendo que em PR na vasta maioria do tempo só se pode dar recados:

Perseguição policial a certas minorias, com correspondente maior tolerância a abusos.

Pressão judicial com atropelos nos procedimentos, 'investigações preventivas' e prioritização de certos casos ao invés de outros.

Estatização da discriminação (ninguém ficaria a salvo?) com todos os efeitos sociais, laborais e diplomáticos subsequentes.

Deve haver mais mas atualmente não sei conceptualizar.

O problema do Chega é a dificuldade em captar talento com notoriedade (pelo mesmo motivo que se está a urgir o voto em Seguro mas por qualquer motivo é condenável expressar o óbvio).

Se o Chega arranjasse boas opções para certos setores (saúde, economia/finanças), acho que até tu ficarias chocado com o que aquilo que o típico 'português' aturaria. O Ventura não tem grande interesse em ter mais pessoas a partilhar o palco. Para submissão, só o PPC.

Direitos e valores não pagam contas.
 
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Então o que se faria, votava-se em alguém que quer censurar o discurso nas redes sociais, prender quem desrespeitar a polícia, voltar a implementar a pena de morte, que usa linguagem de taberneiro e, para além disso, também vetará os diplomas relacionados com medidas laborais e é dos maiores estatistas em Portugal?

Não concordo que se insulte o eleitorado que opte por votar Ventura, mas não consigo considerar liberal alguém que quer votar Ventura convictamente (e sei que há alguns nesta situação).
Não acho que uma vitória de Ventura significasse um regresso a 1973, mas que seria um retrocesso civilizacional, sê-lo-ia.
Acho perigoso, para os partidos de centro-direita, que Ventura obtenha um resultado superior a 30%.
Não vejo como se pode considerar Seguro como um "perigoso socialista", quando ele foi dos poucos que lutou contra o polvo, que depois o devorou.
Não vejo como se pode ter medo "do socialismo", quando nos últimos 30 anos fomos governados 75% do tempo por socialistas muito mais radicais que Seguro (e o PR tem muito pouco poder para "implantar o socialismo"). Não foi bom, mas sobrevivemos tranquilamente.
E lembro que Seguro era, até há 3 meses atrás, "apoiado por passistas" segundo o PS, um "neoliberal de direita" segundo tudo o que está à esquerda do PS, um "tipo decente" segundo o centro-direita. Agora parece que é o Lenine.

Sobre a IL, o aparecimento de um PS de tendência "segurista" é o melhor que lhe poderia acontecer, não vejo grande problema em colar-se a Seguro. O verdadeiro posicionamento de um partido liberal no espectro partidário é entre o partido social-democrata e a democracia cristã, que em Portugal são representados pelo PS e o PSD. Um PS "segurista", é mais um parceiro com que se pode negociar acordos de governo e pode deixar um partido de índole liberal como charneira entre os dois. A colagem recente ao PSD é um erro estratégico, embora compreensível devido à "bloquização" do PS, felizmente rejeitada pelo eleitorado. Relembro que o Ciudadanos em Espanha morreu porque não quis entrar numa coligação de governo com o PSOE, deixando este último com a única opção de se aliar à extrema esquerda espanhola e à extrema direita catalã.

Em democracia não existem votos "com pouco entusiasmo". Um voto com pouco entusiasmo numa pessoa vale tanto como um voto com enorme entusiasmo nessa mesma pessoa. Fica a ideia que quem vota "com pouco entusiamo" (seja lá isso o que for, significa que faz pouca pressão na cruzinha?) está a querer dizer que se desresponsabiliza de eventuais consequências negativas que isso possa trazer para o país no futuro.

Quem é figura pública, quem é líder de um partido, tem várias opções. Mariana Leitão podia dizer que ia votar em Seguro, dizer que ia votar em Ventura, dizer que não ia votar em nenhum dos dois, não dizer nada e votar em Seguro, não dizer nada e votar em Ventura, não dizer nada e não votar em nenhum dos 2. Entre todas estas opções escolheu dizer que ia votar em Seguro. Fá-lo publicamente, não por desabafo pessoal, mas com o objectivo de influenciar o seu eleitorado.

Muita gente ilude-se com as sondagens dizerem que apenas 10% do eleitorado que votou em Cotrim vai votar em Ventura. E que mais de 50% dos que votaram em Cotrim vão votar em Seguro. Acontece que o eleitorado de Cotrim não é meramente o eleitorado da IL. O eleitorado do PSD que votou em Cotrim vai em grande parte votar Seguro. Mas o eleitorado de Cotrim que votou na IL nas legislativas está certamente naquele grande grupo dos que não dizem em quem vão votar, que vão votar em branco, ou que não respondem.

A IL não representa exclusivamente os liberais económicos e dos costumes. Representa também aqueles que querem um click, querem carregar num interruptor, querem uma mudança do status quo e um corte com o passado mas sem se rever no Chega. A liderança da IL abdicou dessas pessoas.

O PS é um partido muito pouco plural, a "pluralidade" no PS (aka lutas internas) aparece sempre à conta de jogos de poder e distribuição de poleiros e nunca para albergar pessoas com ideias diferentes. Para mim não faz qualquer sentido que Seguro, que faz parte da escola de Guterres e Socrates, será agora uma espécie de ET que aterrou doutro mundo e vai cortar com o passado. O PS incide a obtenção do poder em 2 grandes vertentes: 1) na manutenção da classe baixa à conta do terror de medidas liberais e 2) no controlo passivo da máquina do estado (instiuições e empresas do estado). Seguro tem que garantir que os meios de sobrevivência do PS persistem e a liderança da IL validou isso.
 
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A IL não representa exclusivamente os liberais económicos e dos costumes. Representa também aqueles que querem um click, querem carregar num interruptor, querem uma mudança do status quo e um corte com o passado mas sem se rever no Chega. A liderança da IL abdicou dessas pessoas.
Esse click ser dado pelo Ventura... Que nem a TAP quer vender e que apoiou a greve geral... Tem muito que se lhe diga.
Para mudança no status quo também podemos eleger o Mário Machado. Ou o André Pestana. Ou o Garcia Pereira.

Muita gente ilude-se com as sondagens dizerem que apenas 10% do eleitorado que votou em Cotrim vai votar em Ventura. E que mais de 50% dos que votaram em Cotrim vão votar em Seguro. Acontece que o eleitorado de Cotrim não é meramente o eleitorado da IL. O eleitorado do PSD que votou em Cotrim vai em grande parte votar Seguro. Mas o eleitorado de Cotrim que votou na IL nas legislativas está certamente naquele grande grupo dos que não dizem em quem vão votar, que vão votar em branco, ou que não respondem.
Não vi sondagens sobre isso. Na minha "bolha", toda a gente que vota IL votará Seguro, alguns até ponderaram votar nele na 1ª volta, antes da subida do Cotrim nas sondagens. Tenho até a impressão que a maior parte dos votos de Cotrim que irão migrar para o Ventura são eleitores AD e habituais abstencionistas (e, obviamente, de eleitores Chega).

O PS é um partido muito pouco plural, a "pluralidade" no PS (aka lutas internas) aparece sempre à conta de jogos de poder e distribuição de poleiros e nunca para albergar pessoas com ideias diferentes.
Nisto, não se difere do PSD. Nem do BE. Nem do CDS. Até a IL tem adquirido esses tiques. O único partido em que isso não acontece é no Chega, onde não há qualquer luta interna, há subserviência acéfala ao líder para se conseguir obter o poleiro desejado.
 
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Esse click ser dado pelo Ventura... Que nem a TAP quer vender e que apoiou a greve geral... Tem muito que se lhe diga.
Para mudança no status quo também podemos eleger o Mário Machado. Ou o André Pestana. Ou o Garcia Pereira.


Não vi sondagens sobre isso. Na minha "bolha", toda a gente que vota IL votará Seguro, alguns até ponderaram votar nele na 1ª volta, antes da subida do Cotrim nas sondagens. Tenho até a impressão que a maior parte dos votos de Cotrim que irão migrar para o Ventura são eleitores AD e habituais abstencionistas (e, obviamente, de eleitores Chega).


Nisto, não se difere do PSD. Nem do BE. Nem do CDS. Até a IL tem adquirido esses tiques. O único partido em que isso não acontece é no Chega, onde há subserviência acéfala ao líder.

Mas os partidos do Mário Machado, do André Pestana e do Garcia Pereira não têm 50 deputados na AR. Significa que as pessoas validaram que fosse o Chega a fazer a mudança do status quo. Não é assim que funcionam as democracias?

Existe aqui um problema fundamental daquilo que se define como uma democracia saudável. Ter os pobres na mão é mais democrático do que dizer que os ciganos têm que cumprir a lei? Para ti, ter os pobres na mão se calhar é democrático e dizer que os ciganos têm que cumprir a lei é anti-democrático. Para mim é anti-democrático um sistema perverso que precisa de pobres para ter poder.

Eu não gostava de ter Ventura como PR mas nunca colocaria a cruzinha no status quo que não nos tira de onde estamos e provavelmente nem os nossos filhos. Se Ventura está a ganhar espaço, os outros têm que se reiventar. Se Ventura for PR vai por exemplo receber Miguel Albuquerque no Palácio de Belém. Vão apertar a mão e no fim vai dizer que vai zelar pelos interesses da Madeira. Quando for confrontado pelos jornalistas sobre as declarações passadas sobre Albuquerque, vai dizer que confia na justiça mas que vai manter o relacionamento institucional previsto na Constituição. Não podes ser anti-sistema quando fazes parte do sistema.
 
Nem o Ventura e nem o Seguro têm estofo para serem PR. O Seguro vai ser pior que o Cavaco. :rolleyes: