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Ele é que devia ir para o desemprego!

Conjuntura: Aumento do desemprego é "preço a pagar" pela consolidação orçamental - José Sócrates

13 de Maio de 2011, 13:30O

Primeiro-ministro disse hoje que o aumento do desemprego, previsto pela Comissão Europeia, é “o preço a pagar pela consolidação orçamental” e que os resultados do primeiro trimestre são consequência das medidas orçamentais “exigentes” tomadas pelo Governo.

À margem do hospital de Braga, e confrontado com as previsões de Primavera da Comissão Europeia e os dados do INE que indicam que Portugal entrou em recessão técnica, Sócrates afirmou que “os resultados do primeiro trimestre estão em linha com as previsões do governo e espelham as medidas orçamentais tomadas”.

“Os resultados do primeiro trimestre estão em linha com as previsões do governo, espelham as consequências das medidas orçamentais que tivemos de tomar para este ano e que foram muito exigentes, como redução de salários e aumento de impostos. É o preço a pagar para pôr as contas públicas em ordem”, disse Sócrates, antes da inauguração do novo hospital de Braga, que hoje decorre.

O primeiro-ministro afirmou que o “aumento do desemprego” é o preço a “pagar pela consolidação orçamental” e explicou que a única forma de conseguir crescimento “é pôr as contas públicas em ordem”.

“O aumento do desemprego é o preço que temos que pagar pela consolidação orçamental e porque não temos alternativa. A única forma de entrarmos pelo crescimento é pormos as nossas contas públicas em ordem”, assumiu.

José Sócrates, que está acompanhado da ministra da Saúde, Ana Jorge, sublinhou ainda o aumento das exportações: “Subiram 17 por cento e aliviaram esse impacto na nossa economia”.

A Comissão Europeia prevê que Portugal sofra uma recessão de 2,2 por cento este ano e de 1,8 por cento em 2012, segundo as Previsões de Primavera hoje divulgadas. Bruxelas antecipa ainda um aumento do desemprego para os 12,3 por cento este ano e 13 por cento em 2012.

Para a zona euro, a previsão de crescimento é de 1,8 e 1,9 por cento em 2011 e 2012, respetivamente.

Também hoje o INE revelou que o PIB português registou uma quebra de 0,7 por cento nos primeiros três meses do ano, o que atira o país para uma recessão técnica.

@Lusa
http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1151965.html
 
O Aumento da Dívida Portuguesa é transversal a todos os infelizes governos que governaram nas ultimas décadas.

Se observar-mos o gráfico em baixo vemos a linha ascendente que demonstra o aumento de dívidas mesmo nos governos de Durão Barroso e Santana Lopes.

Como dizia um blogue, o "monstro apelidado pelo Sr. Cavaco Silva já vinha de 2000. Por isso e dado que a crise económica mundial se intensificou nos últimos anos é incoerente estigmatizar a divida explicitamente a governo A ou B.

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Última edição:
Eurostat: Portugal é o único país em recessão na UE


Dados do Eurostat mostram que o PIB português registou o pior desempenho entre os 27 países da União Europeia no primeiro trimestre.

Alemanha, Espanha, França e Reino Unido registaram, segundo o Eurostat, uma evolução positiva das suas economias no primeiro trimestre face ao anterior. Assim, em cadeia, a Alemanha passou de uma progressão do PIB de 0,4% para 1,5%, a Espanha de 0,2% para 0,3%, a França de 0,3% para 1,0% e o Reino Unido passou de uma quebra do PIB para um avanço de 0,5%.

Com uma contracção de 0,7% da economia no primeiro trimestre, Portugal regista também a pior performance entre os países periféricos da zona euro, já que compara com o crescimento de 0,8% da Grécia e o avanço de 0,1% da Itália, na variação mensal. Para a Irlanda ainda não há dados disponíveis.

O Eurostat revelou ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro cresceu 0,8% no primeiro trimestre face aos três meses anteriores, o mesmo crescimento registado na União Europeia a 27. Já na comparação homóloga, o PIB da zona euro e da UE cresceu 2,5%.

Fonte: DE

Oh Sócrates amigo, a culpa é de não terem aprovado o PEC IV e da oposição. Mesmo não havendo ainda PEC IV a culpa foi o PEC IV.:D

Só Portugal é que não cresceu, afinal o patrão da Jerónimo Martins já sabia que o país estava em recessão, enquanto o Sócrates diz ai que horror isso é mentira. :lol:
 
Relativamente ao Debate Passos VS Portas, debate morno cheio de cortesias, quase os quinze minutos do debate foi a discutir coisas fúteis, sem ideias, uma banalidade. Depois e após alguma insistência da moderadora para mudarem de ponto lá o candidato PSD foi abrindo o livro, o Paulo Portas aproveitava para fazer um contra-ataque demagogo contra Passos Coelho - " o PSD é muleta do PS ". Acho o discurso do Paulo Portas sempre o mesmo e pedido no tempo, não sei como ainda consegue roubar tantos votos ao PSD.
 
Pouco conheço do memorando do contrato entre o FMI e o governo. Mas se há tanta dúvida e discussão acerca do TSU, à partida reflete um erro grave por parte da tróika! Um objectivo nunca pode em lugar algum no mundo ser uma orientação geral, um objectivo em qualquer empresa na vida real, é algo sempre mensuravel, que ou se atinge ou não se atinge! Daí que ou esse valor na redução do TSU é conhecido e estão todos a mentir, ou então as coisas foram mal feitas, enfim não conhecem a natureza dos nossos políticos!

Quanto à questão de sacrificar ou não uns anitos a segurança social, é algo que choca muito em particular! É a minha opinião, pois aquele é o nosso dinheiro, não deveria ser mexido ou melhor desviado! Penso que na cabeça dos políticos existe a idéia disseminada pelo povo, de que a segurança social vai mesmo falir um dia e que depois não vai haver dinheiro para pagar a reforma de ninguém! Ao pensarem nisso, mesmo sendo falso, entendem eles que como o povo pensa que é inevitável, se cortarem um pouco aqui e ali no dinheiro que descontamos para o nosso futuro, que ninguém vai reparar nem dar importância!

Nada de mais errado, cortem nos descontos para a segurança social e depois quero vê-los a assobiar para o lado daqui a uns anos! "Ah e tal, era preciso, eram razões de estado e tal.." Tretas!

A segurança social nunca estará falida, pelo menos enquanto o dinheiro que tem for divisivel por todos os pensionistas, nem que seja um centímo para todos! Entendem? É pura demagogia!

Os partidos não podem nem devem brincar com o dinheiro que se destina às nossas reformas! Existem regras concretas para investir todo esse dinheiro em acções, obrigações, fundos, etc e existem pessoas capazes para isso! Se os políticos entenderem impor um tecto no valor máximo da reforma, acho positivo, é o que se faz na Suíça! Se há políticos que entendem que devemos vender fundos da segurança social para pagar a nossa dívida e alimentar o nosso monstro papão que é o estado, acho isso um erro tremendo, de energumes atrasados mentais mesmo! E falam eles que isso não é alienar o dinheiro da segurança social, então é o quê?? Deus me livre.. :)
 
Isto da TSU é mais uma brincadeira. No acordo com a troika, que os três partidos assinaram, está lá defendida a redução da TSU. O representante do FMI até refere uma redução da ordem dos 16-20 pontos, bem superior aos 4% que o PSD propõe.
Ainda nem entrou em vigor e já alguns partidos estão a prometer não cumprir o acordo.
 
Isto da TSU é mais uma brincadeira. No acordo com a troika, que os três partidos assinaram, está lá defendida a redução da TSU. O representante do FMI até refere uma redução da ordem dos 16-20 pontos, bem superior aos 4% que o PSD propõe.
Ainda nem entrou em vigor e já alguns partidos estão a prometer não cumprir o acordo.

Na minha opinião, nem o vão cumprir. Escreve-o aqui hoje. Aquele programa não é para cumprir na totalidade, por mil e uma razões.
 
Vince, entre ter uma segurança social, que funciona como garante da obrigatoriedade de efectuar descontos, e não ter, cabendo a cada um decidir o seu plano de reforma junto de um banco, venha o diabo e escolha! A sustentabilidade da opção banco é a mesma na medida em que a falência da segurança social nunca ocorrerá! O que pode e provavelmente continuará a acontecer é que a remuneração devida aos novos pensionistas irá decair progressivamente até se atingir um equilíbrio entre recebimentos e pagamentos. Mas dizer que o fundo da segurança social vai chegar a zero (vazio), é falso!

Se a idéia é fugir ao estado social, optando-se por descontar para bancos/seguradoras e não pela segurança social e outros sistemas de protecção social, então digo-te que acabamos por cair na mesma forma no chamado estado social! Porquê? Porque quem não desconta nem quiser descontar, um dia não vai conseguir trabalhar mais e poderá cair na pobreza, e então lá irá o estado ajudar.. Estado somos todos nós com os nossos impostos!

Eu podia explicar melhor com números ou planos futuros, mas tenho o dever de salvaguardar a propriedade intelectual da instituição, por isso não posso explicar melhor!

Quanto às medidas para sair do buraco, dificilmente saíremos dele durante uns bons anos. Há que sanear as contas, aproveitar a boleia dos outros países em crescimento incrementando as nossas exportações, depois mais tarde já com alguma margem, baixar os combustíveis, o preço da energia e as portagens para a indústria. Depois mais tarde baixar o iva, para estimular o consumo interno. Depois mais tarde aumentar os descontos para a segurança social, para que seja sustentável na medida em que um dia receberemos aquilo que esperamos receber de pensão!

Quanto tempo demora tudo isto a fazer-se? Uns 10 anos.
 
O estado social é perfeitamente viável. O que não é viável é o incumprimento da lei. Atribuição de pensões elevadas que não correspondem a verdadeiras carreiras contributivas e rendimentos de capital especulativo que escapam à contribuição.

Se a TSU baixar nos montantes propagandeados, coloca problemas sérios porque o dinheiro terá de ser transferido dos impostos indirectos.

Mas no geral estou de acordo. O memorando não é para cumprir porque não há forma de levar aquilo à pratica. Mais uma vez, declaração conjunta de falência de Grécia, Irlanda, Espanha e Portugal e renegociação da dívida.

Há que sanear as contas, aproveitar a boleia dos outros países em crescimento incrementando as nossas exportações, depois mais tarde já com alguma margem, baixar os combustíveis, o preço da energia e as portagens para a indústria. Depois mais tarde baixar o iva, para estimular o consumo interno. Depois mais tarde aumentar os descontos para a segurança social, para que seja sustentável na medida em que um dia receberemos aquilo que esperamos receber de pensão!

O talvez morreremos e não teremos pensão nenhuma, quem sabe...
 
A intrujice que ninguém consegue desmontar
Francisco Louçã, em entrevista à revista Única no Expresso de hoje:

"Sócrates é um homem que chega ao ponto de ser capaz de fazer uma prè-inauguração do Hospital de Braga, ao lado do representante da família Mello ( que vai gerir , durante trinta anos, o Hospital de Braga) e defender o Serviço Nacional de Saúde, apesar de estar a entregar um hospital público a um dos maiores grupos privados na saúde. É verdade que hoje o PSD é um partido mais agressivamente liberal, mas tem pela frente um PS que não propõe a privatização da CGD do sector bancário mas propõe a privatização total do sector de seguros, que é um terço das receitas da Caixa. A diferença que há hoje é entre um PS que quer tirar um terço da CGD e um PSD que quer tirar metade."

Este discurso e mensagem não passam nas tv´s que temos. Por alguma razão, o PS tem mais de trinta por cento de intenções de voto nas sondagens.


http://portadaloja.blogspot.com/
 
http://portadaloja.blogspot.com/

Uma história de proveito e exemplo
Na revista Time da semana passada que tem um artigo extenso sobre Bob Mueller, o director do FBI, de saída depois de reestruturar essa polícia federal americana, há um outro artigo de fundo sobre "as políticas da dívida", em que alerta para os perigos da dívida pública americana, actualmente detida em grande parte pela China. Em certa altura escreve-se isto:




"Há um século e meio atrás, o Egipto era a maravilha do Novo Mundo. A guerra civil americana destruíra as exportações de algodão do Sul americano, provocando um aumento nos preços, de oito vezes, o que enriqueceu os produtores egípcios.

O manda chuva do país, o Kediv (uma espécie de vice-rei então assim designado pelos turcos) Ismail Pasha, alargou-se de tal modo na extravagância das vias férreas que o Egipto então compassado com o Sudão moderno ou com partes da Líbia e Eritreia, alardeava mais milhas de linhas por habitante do que qualquer outro país.


Em 1869, o Egipto celebrava a abertura do canal do Suez, uma maravilha de engenharia que se fatiava através do ombro direito da África.


Notáveis vindos de tão longe como Londres ou S. Petersburgo compareceram em caterva para testemunharem a procissão cerimoniosa dos barcos através do canal conduzidos pelo yacht imperial da francesa Imperatriz Eugénia. Os festejos prolongaram-se por três semanas, numa espécie de confraternização festiva entre Davos e a bacanália do carnaval do Rio.

Mas antes de a Imperatriz francesa acabar de atravessar o canal, a rendição dos Confederados em Appomattox rebentava com a bolha egípcia. Com o fim da Guerra Civil, o preço do algodão começou a baixar e a ostentação do Kédiv só podia continuar a sustentar-se através de empréstimos promíscuos.

De 1867 a 1875, a dívida soberana do Egipto subiu de 3 para 100 milhões de libras.; entretanto, o preço do algodão continuava a cair para níveis anteriores à Guerra Civil americana. A dívida tornou-se incobrável.


O que se seguiu foi uma lição sobre quão rápido a dívida pode comprometer a soberania de uma nação. Em 1875 um Kédiv aflito por dinheiro vendeu a participação do Egipto na empresa do canal do Suez, aos britânicos que adquiriram a jóia de uma coroa financeira e geopolítica pelo preço angustiante de 4 milhões de libras. No ano seguinte o Egipto deu em bancarrota e em 1878 foi forçado a aceitar um governo cuja função principal era a de manter os credores satisfeitos- o próprio ministro das Finanças era britânico. Em 1882 uma intervenção militar britânica selou o destino do Egipto como colónia em tudo menos no nome. Na linguagem diplomática imperial tornou-se um "protectorado velado".

Assim acaba a primeira parte da lição ensinada pelo Suez. Para os americanos nervosos de hoje em dia, a segunda parte é mais subtil e ainda mais arrepiante. Em meados do séc.Vinte, a Inglaterra, superpotência que se aproveitou das vantagens da crise da dívida egípcia, sofria os mesmos efeitos, trazidos pelos insustentáveis empréstimos para os encargos de duas guerras mundiais. Os seus líderes ainda acreditavam que abarcavam o mundo. Mas o seu poder era ilusório. Depois da II Guerra mundial, a Inglaterra estava profundamente devedora para com os EUA, uma vantagem que o presidente Eisenhower utilizou para extrair várias concessões políticas, incluindo a devolução do canal de Suez ao Egipto. ( Pretendia manter o novo líder egípcio, coronel Gama Abdel Nasser feliz e impedi-lo de se juntar ao lado soviético). O dólar substituiu a libra como moeda de reserva mundial. E os EUA substituiram a Inglaterra como potência global emergente.


A humilhação do Suez marcou o fim das pretensões imperiais inglesas. Como escreveu o historiador Niall Ferguson, "Foi no Banco da Inglaterra que se perdeu efectivamente o Império". Harold MacMillan, então ministro das Finanças confessou que o Suez tinha sido o último suspiro de uma potência em declínio, acrescentando que "talvez em duzentos anos os EUA sintam o que sentimos".


A revista interroga-se depois sobre se os tais duzentos anos não chegaram antes...agora mesmo.

Esta história de proveito e exemplo poderia ser contada por um de nós, portugueses, que aprendemos História e sabemos o significado da Honra nacional, do brio pela Pátria e da Dignidade de uma Nação.

Qualquer um de nós é uma maneira de dizer. Estou convencido que há muito poucos de nós que sintam tal coisa. E não é um Inenarrável de um primeiro-ministro como o que temos que de História deve perceber as dos livrinhos aos quadradinhos, se tanto, quem nos vai devolver a honra perdida.
 
Ando soviético mesmo!
Lamento ter que o reconhecer, mas de todos os líderes políticos que tenho ouvido nos últimos tempos só dois estão a falar verdade quanto a um ponto crucial: não temos sequer a mais remota hipótese de pagar todos os empréstimos que contraímos, sejam os últimos, sejam aqueles que os precederam e chegaram a níveis usurários. Juros de 5%, ou de 10%, para um país que, salvo um milagre, não sairá tão cedo da recessão?
Pelas contas mais elementares, temos oxigénio para dois a três anos, e logo a seguir o garrote dos juros levar-nos-á à bancarrota, com o colapso do sistema bancário que está abraçado à própria dívida do Estado. Isto não é pessimismo - é fazer contas.
O resto é do domínio do milagre, que não se pode excluir que ocorra.
Pena que a lógica eleitoral não deixe aos "elegíveis" outra hipótese que não a de mentirem, e mentirem descaradamente, acerca do beco sem saída.


http://jansenista.blogspot.com/

:eek:
 
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