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O Estado do País

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por Rog 25 Mar 2009 às 10:35.

Estado do Tópico:
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  1. frederico

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    Super Célula

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    A esta hora deveriam estar a bater com a cabeça na parede por não terem eleito o Paulo Rangel.
     
  2. Mário Barros

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    Furacão

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    Bastante esclarecedor.

     
    #2147 Mário Barros, 11 Mai 2011 às 19:46
    Editado por um moderador: 21 Set 2014 às 03:52
  3. Paulo H

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    Cumulonimbus

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    Na minha opinião, o que o primeiro ministro disse ontem, não é lá muito preto no branco, é apenas uma meia-verdade, senão vejamos:

    Quando se diz preto no branco que daqui a 2 ou 3 anos seremos 700 ou 800mil desempregados, o que é que está mal e não foi dito?

    Aparentemente é preto no branco, a realidade! Agora o que não foi dito é que já estamos com 600mil desempregados há anos. E sabem o pior? O tempo para receber o subsídio de desemprego esgotou já para muitos! E as novas atribuições estão sujeitas a novas regras (menor subsídio, redução no tecto máximo e redução do tempo para 1ano). Estou a falar de subsídio de desemprego, existe ainda o social de desemprego que é muito menor e apenas alguns têm direito caso vivam em precaridade, mas é apenas um pequeno apoio!

    A realidade que não foi dita, preto no branco, é esta: daqui a 1 ano o dinheiro será escasso para quem tenha de sobreviver com um subsídio social de desemprego (se tiver direito), e a crise social poderá ser uma realidade bem dramática a ter em conta!

    Foi apenas isto, o que ontem não foi dito preto no branco!! :)
     
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  4. frederico

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    Super Célula

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    Esses números não contabilizam os portugueses que já estão fora dos núumeros do desemprego. No total, poderemos estar a falar de mais de um milhão de almas, entre desempregados «oficiais», desempregados não compatibilizados e portugueses que emigraram nos últimos 6 anos e não regressaram :shocking:
     
  5. Mago

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    Nimbostratus

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    Sim o problema não vai ser só dos desempregados, acho que não vai haver dinheiro para nada. Acho muito difícil Portugal com uma recessão económica e que vai mantê-la durante dois ou três anos pagar estes juros altíssimos da pseudo-ajuda da "troika".

    Depois de os "agiotas" voltarem a emprestar dinheiro à Grécia porque o seu plano fracassou o mesmo se passará em Portugal, vai acontecer que já não há mais dinheiro para o resgate, nem para Portugal nem para Espanha que caminha para o abismo também.

    Consequência, estrutura da divida, vamos para o "junk" financeiro uma série de anos, salto fora do euro, inflação altíssima, divida pior, bancarrota de famílias e estado.
     
  6. frederico

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    Super Célula

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    Já tenho equacionado a hipótese de saída do euro, mas é algo que não interessa à Alemanha. Os alemães beneficiam com a desvalorização imposta pelo euro. Se voltassem ao marco, ficariam com uma moeda mais cara, o que afectaria as suas exportações. Em boa verdade, a Alemanha está com indicadores económicos óptimos, desemprego baixo, crescimento económico, exportações, portanto, em suma, o euro interessa-lhes. Tal como lhes interessa exportar Mercedes e BMW's para Portugal, Grécia ou Espanha...

    Por outro lado, acredito que sabem que nós não poderemos pagar. Portanto, Portugal poderá estar a caminhar para algo muito, muito sinistro...
     
  7. frederico

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    Super Célula

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    E ninguém fala da explosão da questão do crédito malparado. Foi noticiado que 1 em cada 7 famílias não tem dinheiro para pagar as dívidas. Isto é só o começo. Com o aguçar da crise, muitas mais famílias ficarão sem dinheiro para pagar os créditos contraídos. Portanto, ainda a procissão vai no adro... :eek:
     
  8. Paulo H

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    Cumulonimbus

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    A procissão só ainda vai no adro e bem no adro! É que se neste momento temos 1/7 de incumprimentos, imaginem só que a taxa de juro ainda nem descolou!! O BCE já aumentou uns pontinhos devido a alguma pequena ameaça de inflação, que não tenham dúvidas vai subir e subir e subir.. Daqui a 2 anos querem adivinhar qual a inflação e qual a taxa de juro? É melhor não pensarmos nessas coisas más.. Mas se agora é 1/7, daqui a 2 anos será quanto??
     
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  9. frederico

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    Super Célula

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    A introdução de portagens nas Scut prejudicou os automobilistas, que passaram a pagar o que antes era gratuito, mas foi igualmente ruinosa para o Estado. (...).
    Na sua própria previsão, a Estradas de Portugal vai cobrar 250 milhões de euros de portagens em 2011, mas terá de pagar rendas de 650 milhões. Resultado: 62% de prejuízo.(...)
    O consórcio Ascendi, liderado pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo tem garantidos, independentemente do número de carros a circular, mais 2532 Milhões de rendas pela da Beira-Litoral e Alta, mais 891 Milhões na Costa de Prata, mais 1977 milhões na concessão Grande Porto. Já o consórcio Euroscut, liderado pela Ferrovial, ganhou direito a um adicional de 1186 milhões pela concessão Norte Litoral.


    http://cachimbodemagritte.com/
     
  10. Knyght

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  11. Gerofil

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  12. Paulo H

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    Já dá para pagar uns belos tachos.. Era preferível dar logo o dinheiro aos políticos, em vez de irem engonhar para os conselhos de administração dessas empresas!

    Embora a iniciativa de 90% das PPPs seja de autoria socialista, há lugar para todos os boys dos restantes partidos, ou a maioria deles..
     
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  13. frederico

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    Super Célula

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    A introdução de portagens nas Scut prejudicou os automobilistas, que passaram a pagar o que antes era gratuito, mas foi igualmente ruinosa para o Estado.

    Antes, o Estado devia às concessionárias 178 milhões de euros. Agora, a empresa pública Estradas de Portugal ficou comprometida com um dívida superior a 10 mil milhões de euros. Com a renegociação de contratos, para introduzir portagens, as estradas ficaram 58 vezes mais caras.

    O problema é que a receita de portagens fica longe dos novos encargos assumidos pelo erário público, com pagamentos por disponibilidade às concessionárias.

    «As concessionárias passaram a beneficiar de rendas Avultadas», denuncia o Tribunal de Contas.

    Na sua própria previsão, a Estradas de Portugal vai cobrar 250 milhões de euros de portagens em 2011, mas terá de pagar rendas de 650 milhões. Resultado: 62% de prejuízo.

    O Estado, para cobrar portagens, assumiu ele o risco de tráfego. Com a crise e o previsível aumento do preço dos combustíveis, menos carros vão circular nas antigas Scut. O Estado receberá menos dinheiro, mas as empresas estão a salvo porque recebem avultadas rendas fixas, suportadas pelos contribuintes e pelos automobilistas, que financiam a EP com uma parte do imposto sobre combustíveis.

    O Tribunal de Contas quantifica o ganho dos consórcios privados com cada estrada.

    O consórcio Ascendi, liderado pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo tem garantidos, independentemente do número de carros a circular, mais 2532 Milhões de rendas pela da Beira-Litoral e Alta, mais 891 Milhões na Costa de Prata, mais 1977 milhões na concessão Grande Porto. Já o consórcio Euroscut, liderado pela Ferrovial, ganhou direito a um adicional de 1186 milhões pela concessão Norte Litoral.

    A renegociação visou desorçamentar a despesa com o ambicioso Plano Rodoviário do Governo, criando «receitas» para a Estradas de Portugal, que permitissem apresentá-la à Europa como mais dependente do mercado do que do orçamento de Estado. O objectivo, falhado, levou à renegociação dos contratos que já antes tinham portagem.

    A EP passa a ter receitas de portagem da própria Auto-Estrada do Norte, a grande concessão da Brisa, mas ficou devedora de mais 2500 milhões de euros. O mesmo na concessão Grande Lisboa, em que vai ter de pagar mais
    1023 milhões.

    Almerindo Marques, presidente cessante da Estradas de Portugal, remete para o Governo a responsabilidade na renegociação dos contratos. Mas critica o Tribunal de Contas por não ter submetido à EP este relatório, para contraditório. A explicação é que esta auditoria é dirigida à regulação das parcerias publico-privadas por parte do Instituto Nacional de Infraestruturas Rodoviárias.

    O Governo não só nomeou as comissões de negociação, como criou condições para escapar ao controlo do Tribunal de Contas. Em 2006, a maioria socialista aprovou uma alteração aos poderes do tribunal que permite modificações a contratos antigos:

    «Não estão sujeitos à fiscalização do Tribunal de Contas os contratos adicionais aos contratos visados», determina a Lei 48/2006, de 29 de Agosto.

    Esta auditoria, que a TVI revela em primeira mão, esteve para ser aprovada há quinze dias, por um colectivo de 3 juízes. O Presidente do Tribunal de Contas, Guilherme D`Oliveira Martins, entendeu, contudo, que ela deveria ser discutida no plenário, de 9 juízes. A votação está agenda para esta quinta-feira. A TVI convidou o ministro das Obras Públicas para uma entrevista, mas não obteve resposta.



    Veja aqui o vídeo: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/scut-portagens-estradas-tvi24-auto-estradas/1252649-4071.html

    Isto é ESCANDALOSO!
     
  14. Paulo H

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    Mais uma prova de falta de isenção por parte da TVI! Que vilanagem para com o governo.. O sócras devia era processa-los! Ou quando ganhar as eleições privatizar a rtp e nacionalizar a tvi. Alguém tem de calar aquela tv. É só demagogia aquela estação!

    A intenção do governo ao promulgar aquela lei, era apenas para desburocratizar, simplificar o trabalho do tribunal de contas, que está sempre cheio de processos e a queixar-se de falta de meios!

    Incompreensível a atitude de quem só quer prejudicar o governo, mas descansem que não vai dar em nada!
     
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  15. frederico

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    Super Célula

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    Noutros países, este assunto seria esmiuçado até ao limite, e capa de jornais durante semanas. Por cá, ninguém presta a atenção devida. É mais importante pegar nas gaffes de Eduardo Catroga :mad:
     
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