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Cunhal, o animal...político.

Camilo Lourenco
...Portugal está a comemorar, com grande destaque na Imprensa, os 100 anos do nascimento de Álvaro Cunhal. O curioso é que o que nos é apresentado é a face branda de Cunhal: o "homem do Renascimento", o "ensaísta, romancista, tradutor, pintor" (como dizia o editorial do "DN" de domingo). Mas é bom lembrar que o ex-líder do PCP tinha outra face; tenebrosa.
É verdade que foi um dos políticos mais lúcidos do pós-24 de Abril. Ao contrário de outros "pais da Democracia", sabia muito bem o que que queria. E o que ele queria era tomar o Poder e instalar em Portugal uma ditadura do proletariado (alguém o ouviu condenar as atrocidades e a falta de Democracia na ex-URRS?). Cunhal não queria uma Democracia ocidental, não queria a adesão à União Europeia, não queria economia de mercado e não queria Portugal na Nato. É por isso que choca o endeusamento de um homem cujas ambições só foram travadas pelo 25 de Novembro.
O anterior regime branqueou Salazar durante 40 anos. A III República anda a branquear Cunhal há 39. É altura de parar. Se queremos falar de Cunhal temos de revisitar tudo o que ele foi. E ele foi um ditador. Ora não se trata ditadores de forma diferente só por causa da cor política. A não ser que o país tenha complexos de Esquerda. Pelos vistos tem...
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Agora que tanto se branqueia a imagem de alguns políticos de esquerda, urge repensar se não somos masoquistas...
Em pouco tempo passaremos a idolatrar não só o Sr. Cunhal como o Sr. Soares e afins. Porque idolatrar os políticos de direita está fora de moda e porque eles são obra do demo. Literalmente...
 
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Em pouco tempo passaremos a idolatrar não só o Sr. Cunhal como o Sr. Soares e afins. Porque idolatrar os políticos de direita está fora de moda e porque eles são obra do demo. Literalmente...

Salazar eleito "o maior português de sempre" em programa da RTP


197826



Nem D. Afonso Henriques, nem D. João II, nem Camões, nem mesmo o Infante D. Henrique. António de Oliveira Salazar foi o nome escolhido pela maioria dos telespectadores da RTP1 que votaram na eleição do "maior português de sempre", no âmbito do programa "Os Grandes Portugueses".

No segundo lugar ficou o líder comunista Álvaro Cunhal e o terceiro mais votado foi o cônsul português Arsitides de Sousa Mendes.

D. Afonso Henriques e Luís Vaz de Camões acabaram por ocupar os quarto e quinto lugares, respectivamente.

No estudo de opinião elaborado pela Eurosondagem para a RTP, publicado no site da estação pública, D. Afonso Henriques, Luís Vaz de Camões e o Infante D. Henrique são os nomes mais repetidos em resposta à pergunta "Da lista de 10 finalistas do concurso da RTP 'Grandes Portugueses', qual é o maior Português de sempre?"

O programa "Grandes Portugueses", um modelo original da BBC, já foi realizado em vários países. Em França foi eleito Charles De Gaulle, em Inglaterra Winston Churchill e nos Estados Unidos Ronald Reagan.


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Sobre o Cunhal arranjem pipocas e assistam à guerra civil no blogue 5dias.net por causa do Cunhal.
A extrema esquerda odeia-se mais entre si do que odeia a direita, imaginem estas pessoas um dia no poder....

Já estou enjoado de tantas pipocas, na verdade comi castanhas, sempre é um produto português! :)

Ao ler metade dos posts desse blogue, fiquei com a idéia de que o PC se servia da PIDE como arma de arremesso interna, na luta pelo poder no partido, ou desculpando algumas delações direta ou indiretamente à pide através do avante!, a alguns militantes considerados perigosos..

Faz pensar, no que é capaz o ser humano.. É fazer do monstro pide, um mal necessário, útil aos interesses do partido.
 
Se procurares bem, além dos livros que ele próprio escreveu, encontrarás pelo menos 10 livros diferentes editados recentemente sobre o Cunhal. Cada um com a sua versão.
 
Eh, eh!
Salazar, Cunhal...Epá! Queres ver que agora até são amigos?! :D

O Salazar e o Cunhal fazem parte da nossa história, amados por uns, odiados por outros.
Faz-me pensar um pouco esta espécie de idolatria pelo homem.
Homenagear não me parece descabido, pela importância que lhe dão nos meios comunistas, mas não me peçam para concordar com o homem político.

Não coloco nenhum deles num pedestal é certo, cada um tem\teve algum valor humano em si. Foram homens com ideias, a maior parte delas antagónicas.
Não façam é deles aquilo que não são. Em relação ao Cunhal não o façam de figura proeminente da nossa pátria, porque isso ele nunca foi.

Ah, e olhem que grandes amigos foram:

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P.S.: aconselho bons livros aqui. Parece que há alguém a desfazer-se do seu passado...:p
 
as bases que sustentam a democracia (direito ao voto,liberdade de expressão e poder me manifestar )são aquilo que não existe numa ditadura tanto de esquerda como de direita

Alvaro Cunhal foi um fiel seguidor da URSS
 
uma pessoa cansa-se de tanta aldrabice sobre o Cunhal... não vale a pena. Ele também tinha mecanizadas todas as respostas porque as perguntas eram sempre as mesmas.
 
uma pessoa cansa-se de tanta aldrabice sobre o Cunhal... não vale a pena. Ele também tinha mecanizadas todas as respostas porque as perguntas eram sempre as mesmas.

Sobre o Cunhal e o PCP escreve o José Milhazes um livro:

...Escrito de uma forma simples e preferencialmente descritiva, com o autor a recorrer frequentemente a documentos e testemunhos de personagens que participaram directa ou indirectamente nos acontecimentos descritos no livro, Milhazes apresenta um PCP diferente do afirmado pelos seus dirigentes - não um partido comunista independente e nacional, mas antes uma força política organizada de forma a ser dirigida pelo Partido Comunista da Rússia. E que, especialmente durante o período em que foi dirigido por Cunhal, sendo «mais vermelho do que os muros vermelhos do Kremlin de Moscovo» e totalmente obediente a Moscovo.
Quanto ao seu líder, Álvaro Cunhal, o autor apresenta-o como um dirigente igualmente submisso perante o Partido Comunista da Rússia, chegando a ser qualificado de oportunista na forma como aproveita as benesses que lhe são concedidas pelo Kremlin durante as suas temporadas em Moscovo, beneficiando de regalias que não estavam ao alcance da maioria dos russos. Isto ao mesmo tempo que contribuía para o mesmo seguidismo e obediência da parte do PCP, os quais via como única garantia de sobrevivência do Partido Comunista Português tal como ele o concebia.
Ver aqui

Não é o Álvaro Cunhal uma figura isenta de críticas, perfeita, como o pretendem fazer crer.
É humano, com imperfeições, com defeitos.
Considero que está longe de ser um ídolo, uma figura que se tenha como modelo.
Respeito sim quem lhe faça homenagem porque lhe dirá alguma coisa a figura pública, como político e representante de uma corrente de pensamento.;)
 
Ainda não percebi a polémica sobre a homenagem a Álvaro Cunhal. Este político como tantos outros tanto da esquerda como da direita tiveram posições antagónicas ou polémicas respeitantes a uma série de opções e assuntos.
A única coisa que convém relembrar, é que génese ou as personalidades políticas desse tempo, anos 70, inícios de 80 tanto da esquerda como da direita moderada, tinham outros princípios, personalizavam-se nos seus ideais, mais desvinculados dos vícios que hoje existem na podridão política portuguesa, onde cada um olha unicamente para o seu umbigo e para as suas ambições pessoais.
 
Respeitante ao assunto do desemprego em Portugal, ao qual se enaltecia o facto de este ter decrescido, aqui vemos uma analise mais detalhada do Jornal I-online.

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http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO289173.html

Esta semana, duas criaturas com os seus 30 e muitos anos, dirigiram-se ao meu local de trabalho, e pediram que lhes "carimbasse" umas folhas. Não estava a perceber patavina da conversa, até que me deparo com folhas do centro de emprego. Mandei-as ir dar uma curva, e as mesmas mostraram-se bastante indignadas.
Já tinha ouvido falar de acontecimentos deste tipo de ocorrências, mas nunca pensei que fossem tão descaradas.

Nunca ninguém contabilizou o número de desempregados que estão inscritos no centro de emprego, mas que continuam a "ganhar por fora"? Ou acham que simplesmente as pessoas deixaram de procurar emprego e vivem agora ar?

Quero ainda deixar a seguinte nota. No final de Outubro fui 2 dias ao norte apanhar castanhas para familiares e amigos. E deparei-me com uma corrida à castanha como eu nunca vi. A procura era tanta que nem se conseguia chegar com as castanhas a casa. Resultado, além dos 50kg a que me havia proposto, ainda apanhei e vendi o suficiente para pagar a viagem, portagens, refeições e ainda sobrou. 2 dias... Imagino quem tirou duas semanas para a apanha da mesma.
O mesmo para os miscaros e nozes, embora disso eu não tenha.

-> Castanhas "dão dinheiro" e compensam viagem de avião
 
Interessante o que escreves sobre as castanhas.

Há uns anos os espanhóis invadiam o pinhal entre a Praia Verde e Monte Gordo, para apanhar os pinhões. Quem me disse foram guardas da Reserva do Sapal.

O pinhão é vendido a 40 euros o quilograma, aqui nas mercearias gourmet do Porto. Imaginem a quantidade de dinheiro que a Reserva do Sapal perde, pois é quem gere a mata.

Imagino que este desperdício de pinhão suceda noutras matas do Estado e em matas privadas, especialmente ali na zona do Sado.

Quem tiver tempo e matas por perto aproveite, pois o pinhão é caríssimo.
 
Bem isso dos carimbos tem muito que se digam, se por um lado há os tais embustes sem emprego, que no fundo apenas procuram isso devido a questões formais, por outro, há empresas que já levam 5 euros por carimbo, levando a sensibilidade a niveis grotescos com um grupo desanimado e fragilizado.
Obviamente que alguns não vivem do ar, provavelmente envolvem-se em jornadas agricolas, biscates e outros de forma a ganharem para comer. Têm filhos, obrigações como as outras pessoas. No entanto é isso que se pretende? que as pessoas andem a viver de uma semana apanhar castanhas, ou outra semana a apanhar azeitonas? situações esporádicas, pagas "ao negro" ? Conheço aqui na zona uma quinta com 700 Hectares, tem desde animais, castanhas, batatas, muitas outras coisas, durante os tempos de maior necessidade, lá mete esses temporários, 80% do ano vive apenas com 2 funcionários permanentes, porque a agricultura é como o turismo tem a sua sazonalidade.
 
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