O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
O que fazer a um povo que vive pelas suas próprias regras e leis? Que não têm o mínimo interesse em se integrar na sociedade? Que são criminosos nos mais variados ramos?

Os criminosos, sendo ciganos ou outra coisa qualquer, devem ser levados à justiça. Uma das penas que se pode aplicar a cidadão de fora da UE é a expulsão do país. Para cidadão portugueses ou da UE (caso dos romenos em França), existe a legislação que se aplica a todos os restantes cidadãos. Se matam, roubam, traficam droga, existem prisões. Outra conversa é a justiça que não funciona, mas isso é outra conversa...

E acima de tudo, que vivem à conta de quem realmente trabalha neste país com rendimentos de m****, uma afronta a quem trabalha.

O que fazer a um povo que vive do parasitismo? mas que têm mais dinheiro do que muita gente alguma vez terá, o que fazer a um povo que até entre eles se matam?

E os portugueses caucasianos que fazem o mesmo? O que lhes fazemos?
 
Um povo, onde no sul do país perto de 40% dos habitantes têm ascendência berbere ou sefardita, poderá ser chamado uma raça? A raça lusitana?

David Sf, essa dos caucasianos, com os estudos de genética, já era.

Quanto aos ciganos, vieram, se não me engano da Índia. E as suas características físicas denotam essa origem.

Mas os nossos antepassados também vieram da Península Arábica e do Magrebe, do Médio e Próximo Oriente (sefarditas), ou da Europa Média (francos). Isto para não falar da discutível origem dos povos nativos da Península Ibérica.
 
Os criminosos, sendo ciganos ou outra coisa qualquer, devem ser levados à justiça. Uma das penas que se pode aplicar a cidadão de fora da UE é a expulsão do país. Para cidadão portugueses ou da UE (caso dos romenos em França), existe a legislação que se aplica a todos os restantes cidadãos. Se matam, roubam, traficam droga, existem prisões. Outra conversa é a justiça que não funciona, mas isso é outra conversa...



E os portugueses caucasianos que fazem o mesmo? O que lhes fazemos?

Sim, existe mas não funciona da forma desejável.

Eu falei no caso concreto dos ciganos, mas aplica-se a qualquer um, seja Português, chinês, brasileiro ou azul, não pode haver parasitismo no País, eu não tenho obrigação de andar a trabalhar para alimentar quem não o quer fazer, quando as pessoas que realmente precisam de ajuda e apoios na grande maioria dos casos não o recebe e sofrem horrores, isto tem de acabar.
 
Já um tema recorrente, mas que não deixa de indignar.

Empresa caldense não consegue obter mão-de-obra

Após leitura da entrevista de Pedro Antunes a mim, Maria de Fátima Santos, e à responsável do Centro de Emprego, Célia Roque, venho comunicar que a nossa empresa sempre expôs os resultados das entrevistas de emprego de forma clara, preenchendo a tabela facultada pela mesma instituição, que menciona os nomes e o motivo pelo qual foram ou não aceites. Não foram 30 pessoas convocadas como referiu Célia Roque na edição da passada sexta-feira, 10/09/2010, pág.27, mas sim 39.
Temos em nossa posse o resultado final desses 39 indivíduos listados pelo Centro de Emprego, dos quais 26 não se apresentaram, quatro recusaram devido a formações, um recusou porque só quer part-time, um recusou porque precisava de férias, três recusaram porque não tinham horário compatível, três recusaram por “motivo de doença” e apenas um indivíduo deu entrada na empresa, trabalhando por 12 dias (saindo por motivos pessoais).
Todos estes factos correspondem a dados concretos e preocupantes pois o povo não procura trabalho, nem tão pouco um emprego. Como cidadã, fico estupefacta com o sentido de sacrifício no “deixa andar” português, como se isso os conduzisse a uma vida melhor (com objectivos). Mas que futura geração se seguirá? Que percentagem de população quer afinal trabalhar? Para podermos empregar sete pessoas, quantas pessoas serão necessárias o Centro de Emprego convocar?

Gazeta das Caldas

Curiosa a desculpa das férias.

Nessa mesma edição do referido jornal vem a seguinte reportagem:

Caldas da Rainha com mais 655 desempregados do que há dois anos

Link
 
Já um tema recorrente, mas que não deixa de indignar.

Empresa caldense não consegue obter mão-de-obra



Gazeta das Caldas

Curiosa a desculpa das férias.

Nessa mesma edição do referido jornal vem a seguinte reportagem:

Caldas da Rainha com mais 655 desempregados do que há dois anos

Link

Há de facto muita gente que não quer trabalhar, preferem viver dos rendimentos que trabalhar, é um problema que parece que não tem solução.

Já agora... que faz essa empresa?
 
Salvo erro é um trabalho pouco qualificado e deverá ser pouco atractivo.

Essa do pouco qualificado para mim não pega, a minha namorada é estudante universitária e trabalha numa empresa de limpezas em part-time, eu já trabalhei em fábricas também pouco atractivas a fazer todo o tipo de coisas.

E não acredito na falta de emprego que tanto falam, para as pessoas nas casas dos 40 anos acredito que seja complicado.. agora para os jovens. Tem é de saber procurar e ter vontade de realmente trabalhar, espírito de sacrifico.

Mas há mesmo muita gente que não quer trabalhar, aliás como já aqui tinha referido, uma grande quantidade de pessoas preferem receber do desemprego que trabalhar... receber dinheiro para andar a passear no café, dão-se ao luxo de recusar empregos só porque querem ser doutores e ter grandes empregos...

Ridículo.

Não se começa a construir uma casa pelo telhado! E talvez seja este o maior erro dos Portugueses.
 
Antigamente o meu avó deu emprego sazonal a dezenas de jovens, ao longo de anos, durante o Verão, para apanhar uvas e laranjas.

Os estudantes do liceu e do Superior aproveitavam as férias grandes para ganhar algum dinheiro extra, que servia ora para pagar as despesas do ano escolar seguinte, ora para pequenos luxos, como um casaco de pele ou uns jeans de marca.

No entanto, hoje em dia, para este tipo de trabalho, apenas se consegue imigrantes de Leste. Os jovens portugueses preferem a mesada dos papás ou trabalhar num centro comercial, onde aliás ganham muito menos.

O meu avô tem pago cerca de 30 a 35 euros por dia de trabalho, cerca de 8 horas, começar de manhã cedo, para antes da «hora do calor», e recomeçar a meio da tarde.

Há uns oito anos atrás pagava-se 25 euros, entretanto já subiu.

Os portugueses actualmente têm vergonha de trabalhar no campo ou na indústria, mas preparem-se, nem todos podem ser médicos, advogados, professores, engenheiros ou arquitectos, e nos próximos anos ou aceitam estes trabalhos ou então terão de emigrar.
 
Anteontem estive a falar com uma jovem filha de emigrantes portugueses na Alemanha. Veio para Portugal aos 16 anos, está cá a fazer a licenciatura e quer regressa para a Alemanha mal termine o curso.

Não se adapta à «portugalidade», e relatou-me algumas diferenças entre ambas as sociedades. Consta que na Alemanha muitos jovens saem de casa dos pais antes dos 18 anos, para viver com amigos, e começam muito cedo a trabalhar em part-time, nem que seja a fazer limpezas ou a trabalhar em estufas.

Já no ensino superior, muitos não dependem da família, pois vivem com o dinheiro do trabalho em part-time, e com empréstimos dados pelo Estado para financiar os estudos.

Disse-me que aqui nós temos «uma grande vida», «bons carros», «boas roupas», «noitadas», tudo com dinheiros de mesadas. Na Alemanha, não há festas académicas até às seis da manhã, como cá no Porto, e é impensável ficar um, dois ou três anos em casa dos pais, sem trabalhar, depois de terminar a licenciatura.

Sublinhou ainda que na Alemanha os jovens não compram casa, mas arrendam, e estão constantemente a trocar de casa e de emprego.
 
Os portugueses actualmente têm vergonha de trabalhar no campo ou na indústria, mas preparem-se, nem todos podem ser médicos, advogados, professores, engenheiros ou arquitectos, e nos próximos anos ou aceitam estes trabalhos ou então terão de emigrar.

Eu concordo plenamente, além disso já defendo isso aos tempos. Temos o telhado (licenciados) e não temos a base da casa (serviços/indústria) a sociedade assim não funciona.
 
Há alguns anos atrás dei formação profissional na área de informática a desempregados de longa duração e conheci dramas pessoais horríveis, que até me afectaram um pouco a mim também pois não consigo abstrai-me dos problemas das pessoas que me rodeiam ou quem eu convivo. Tal como conheci ao longo dos últimos 15 ou 20 anos muita gente que simplesmente não quer trabalhar. Eu sou um grande defensor do Estado social, acho que a sociedade tem uma obrigação moral de ajudar os mais pobres, acho que qualquer um de nós que é minimamente bem sucedido na vida tem um dever de retribuir à sociedade um pouco daquilo que ela lhe deu a si. Mas essa retribuição tem que ser apenas aos que realmente precisam, um dos problemas da sociedade actual (cá e em toda a Europa se calhar) é que se perdeu a capacidade de fazer essa distinção. E isso está já a levar ao colapso do estado social e os mais prejudicados vão ser precisamente os que realmente precisam, os mais pobres serão as maiores vitimas. E a culpa, claro, será atribuída aos selvagens dos "neo-liberais".


No selvagem e neo-liberal EUA, os empresários costumam oferecer bibliotecas, equipamentos laboratoriais ou mesmo dinheiro às faculdades onde estudaram. Para além disso, há muitas doações para fundações de caridade, fundações que dão bolsas a estudantes universitários, etc.

Esse retribuição à sociedade não tem de ser feita sobre a forma de impostos que depois o Estado redistribui como entende. Pode ser feita pelos próprios cidadãos.

Essa mudança de paradigma em Portugal e na Europa poderá ter de ocorrer com o colapso do Estado Social, e creio que a sociedade não está preparada para isso.

Não imagino os nossos patrões a dar dinheiro para uma causa humanitária ou ambiental, e não estou a falar de 5 euros mas de 1000, 5000 ou 100 000. Há algumas excepções, Champallimaud ou aquele industrial que estava no Brasil cuja companheira foi assassinada (ofereceu à freguesia natal uma série de equipamentos sociais, como escola, infantário, centro de dia e penso que 100 milhões de euros).
 
Anteontem estive a falar com uma jovem filha de emigrantes portugueses na Alemanha. Veio para Portugal aos 16 anos, está cá a fazer a licenciatura e quer regressa para a Alemanha mal termine o curso.

Não se adapta à «portugalidade», e relatou-me algumas diferenças entre ambas as sociedades. Consta que na Alemanha muitos jovens saem de casa dos pais antes dos 18 anos, para viver com amigos, e começam muito cedo a trabalhar em part-time, nem que seja a fazer limpezas ou a trabalhar em estufas.

Já no ensino superior, muitos não dependem da família, pois vivem com o dinheiro do trabalho em part-time, e com empréstimos dados pelo Estado para financiar os estudos.

Disse-me que aqui nós temos «uma grande vida», «bons carros», «boas roupas», «noitadas», tudo com dinheiros de mesadas. Na Alemanha, não há festas académicas até às seis da manhã, como cá no Porto, e é impensável ficar um, dois ou três anos em casa dos pais, sem trabalhar, depois de terminar a licenciatura.

Sublinhou ainda que na Alemanha os jovens não compram casa, mas arrendam, e estão constantemente a trocar de casa e de emprego.

No Norte da Europa há muito esta cultura, principalmente nas casas, poucos terão casas mesmo próprias, praticamente é tudo arrendado e lá está eles não têm vergonha de trabalhar em qualquer coisa, querem é ser independentes ter a sua vida, aqui somos muito comodistas , querem é sopas e descanso e aqui uma das principais preocupações de muita gente é arranjar um trabalho para a vida, de preferência onde estejam efectivos, ora, quando há necessidade de mudar de emprego por qualquer motivo não sabem fazer mais nada.
 
Não é que eu tenha dado conta disso mas em todo o caso gostaria que nesse filme sobre o fim dos tempos que muito gostam de escrever... que reservassem para mim o papel do Giacinto Mazzatella.

[ame="http://www.youtube.com/watch?v=DgPVh-tPmoI&feature=related"]YouTube - Broadcast Yourself.[/ame]
 
Eu concordo plenamente, além disso já defendo isso aos tempos. Temos o telhado (licenciados) e não temos a base da casa (serviços/indústria) a sociedade assim não funciona.

Mas vai ser um grande «choque» para milhares de portugueses, que foram educados para serem «doutores».

Daqueles que emigrarem, só terão emprego nas áreas em que estudaram os melhores, ou seja, aqueles que tiverem melhor média de curso, que souberem falar fluentemente uma ou mais línguas estrangeiras e que tenham estudado em universidades portuguesas de renome. Portanto, estamos a falar de uma minoria.

A maioria, acabará a fazer limpezas, a trabalhar nas indústrias ou a trabalhar no campo. Ou seja, os mesmos trabalhos que recusam em Portugal.
 
Estado
Fechado para novas mensagens.