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Vara preside Camargo Corrêa para África desde Setembro
O antigo vice-presidente do BCP Armando Vara é o novo presidente do conselho de administração da Camargo Corrêa para África.

"Assumi o cargo de chairman [presidente do conselho de administração] da Camargo Corrêa para África. Já estou a trabalhar desde o dia 1 de Setembro", disse Armando Vara à Lusa, sem adiantar mais pormenores.

O jornal diário moçambicano ‘O País' noticia hoje que "Armando Vara é o novo presidente do conselho de administração da Camargo Corrêa África, tendo assim a seu cargo as actividades da empresa brasileira em Moçambique e Angola".

Armando Vara, arguido no processo Face Oculta, renunciou em Julho aos cargos de administrador e vice-presidente do conselho de administração do BCP, depois de, em Novembro de 2009, ter pedido a suspensão destas funções.

A Camargo Corrêa, que detém 32,6% da Cimpor, actua em Moçambique nos sectores do cimento, da construção civil e da energia, segundo o jornal moçambicano.

Em Angola, refere o jornal, a Camargo Corrêa trabalha na reabilitação da Estrada Nacional Lubango - Benguela, sendo também responsável pelos acessos na zona do porto e na Marginal de Luanda.

O grupo brasileiro desenvolve ainda projectos de incorporação imobiliária, bem como construções para comércio e residências.
in http://economico.sapo.pt/noticias/vara-preside-camargo-correa-para-africa-desde-setembro_99632.html

Eles acabam sempre por se safar muito bem!! Fiquei curioso em qual será o vencimento do tipo!!
 
Olá...:malandro:

Eu sou funcionário público. Bom, quer dizer...sou funcionário e trabalho sem público mas sou público porque é o estado de todos nós que me paga. A meu ver eu sou do pior que há em Portugal - é o dinheiro do contribuinte que cai na minha conta ao final do mês. Sendo assim, e aos olhos do Portugal "CONTENTE" com o estado a que chegamos, eu tenho de ser despedido ou, em último caso, ver o meu salário ser reduzido porque eu ganho muito.

Infelizmente este é o pensar de muita gente no nosso país. O CONTROLO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL por parte deste governo leva o povo a assumir como verdade uma mentira. E a mentira é que o mal está no FUNCIONÁRIO PÚBLICO.
NÃO, O MAL NÃO ESTÁ NO FUNCIONÁRIO PÚBLICO! O mal está naqueles que, detendo o poder concedido pelos votos de todos nós, se aproveitam para amealhar indevidamente dos dinheiros públicos, directa ou indirectamente.

A clientela (política, por afinidade, por compadrio, etc.) funciona como um polvo que lança os tentáculos a tudo onde seja possível ROUBAR. O termo é propositado! ROUBAR...porque o seu trabalho não justifica o dinheiro que auferem.

No meu caso é uma injustiça que digam que ganho muito porque EU TRABALHO. Estudei para trabalhar na área em que me encontro. Cumpro o meu horário. Suo, esforço-me, actualizo-me constantemente, perco noites de sono porque estou a TRABALHAR...Ganho mais que a média? Sim, mas sou trabalhador e tenho objectivos os quais cumpro. E tenho um desgaste aumentado em relação ao trabalhador comum.

O que ganhei nestes últimos anos com os políticos que temos? Incompreensão, porque desvalorizaram-me enquanto PESSOA e trabalhador...Sou funcionário público, sou um ALVO A ABATER.

É triste verificar ao que chegou este país: aquele que se esforça é recompensado com troça e mau olhado. Mas aquele que nada faz, que mete a mão ao bolso do outro é um herói - porque sem saber como ou sem se esforçar tem o que quer...

Mais que um desabafo é uma chamada de atenção para a injustiça que se tem praticado nos últimos 6 anos de vigência "socialista". Há uma cara para a crise e essa cara é a do funcionário público.
Os outros servem para dar a cara pelas obras dispendiosas e dispensáveis, que os idiotas deste país acham que vão dar um FUTURO para os nossos filhos.
 
Impressionante, tantos chefes na CP para tanta incompetência. A CP deve ser das empresas com a pior gestão do país.

Os horários estão desfasados das necessidades dos utentes, aboliram a primeira classe nos regionais, fecharam estações que serviam mais de 5000 habitantes, e o tratamento que dão ao cliente é péssimo.
 
Eu gostaria de saber quanto ganham os gestores das empresas municipais. A Câmara de Castro Marim, até se deu ao luxo de abrir uma empresa municipal para gerir uma discoteca. :lmao:

Ainda me falam em regionalização e descentralização?
 
Impressionante, tantos chefes na CP para tanta incompetência. A CP deve ser das empresas com a pior gestão do país.

Os horários estão desfasados das necessidades dos utentes, aboliram a primeira classe nos regionais, fecharam estações que serviam mais de 5000 habitantes, e o tratamento que dão ao cliente é péssimo.

Pensei exactamente o mesmo quando li a notícia. Amanhã é o dia europeu sem carros (ou qualquer coisa parecida) e acho que seria pertinente pensar nos transportes públicos em Portugal, principalmente a CP que presta um serviço vergonhoso.

No que conheço melhor, a linha do Alentejo e a linha de Sintra, só tenho razões de queixa. Na linha do Alentejo, apesar das obras na linha se cingirem ao troço Bombel - Casa Branca, resolveram suspender o serviço entre Beja e Casa Branca. Já para não falar, que nos últimos anos, acabaram com a carruagem bar (apesar de no horário vir referido que existia), reduziram o número de carruagens (cheguei a ter viagens em que passageiros tiveram de viajar de pé) e do tempo excessivo parado em semáforos quando se chegava à linha da Fertagus, tudo porque os horários de dois comboios coincidiam na mesma linha.
Na linha de Sintra, fora da hora de ponta há 3 (!!) comboios por hora, para quem vem das estações entre Sintra e Rio de Mouro. Já várias vezes cheguei à estação para comprar bilhetes, e das 5 máquinas, 4 estavam fora de serviço. Das 3 bilheteiras só 1 estava aberta. A fila era enorme, perdi vários comboios, cheguei atrasado ao trabalho. Falta de funcionários? Não, porque havia 8 funcionários (2 em cada porta) a fiscalizar se todos levavam bilhete. E o que é estranho é que ninguém reclama. As pessoas protestam por tudo e por nada, e não se importam de viajar meia hora em pé, com menos de um metro cúbico para respirar, depois de um dia de trabalho, só porque quem fez o cálculo do número de passageiros que cada carruagem transporta considerou que há cerca de 80 lugares em pé. E como tal, podem meter menos comboios.
E não falo de outras linhas mais mal servidas, de capitais de distrito não servidas,...
O que eu sei é que na Rede Expressos, privada, pago praticamente o mesmo para o percurso Lisboa - Portel, que pagava na CP Lisboa - Cuba (13€ na RE para 12€ na CP) e tenho um serviço sempre pontual (a não ser quando há muito trânsito, e disso a culpa não é deles), limpo, atencioso. De Évora para Lisboa, havia 4 comboios por dia e há dezenas de autocarros.
Por fim uma comparação. Quando venho de Portel na Rede Expressos, passo em Montemor-o-Novo às 9:15 e estou a trabalhar em Alfragide às 10:45. Quando vou de transportes públicos desde perto de Rio de Mouro até Alfragide, saio de casa às 7:30 e raramente consigo estar a trabalhar às 9:00.
 
Ordenamento
Câmara de Portimão aprova quase o dobro da construção depois de o terreno mudar de proprietário
22.09.2010 - 09:28 Por José António Cerejo
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Anterior dono teve aprovação prévia para 2485 m2 de construção. Novos donos, entre os quais um antigo vice-presidente da câmara, conseguiram que lhes fossem aprovados 4545 m2.

Prédio que se vê encostado à fábrica demolida foi autorizado com apenas três pisos (Foto: Melanie Map's)

A Câmara de Portimão aprovou em Março a construção de um bloco de habitação com uma área de pavimento superior em 83 por cento à que viabilizara em 2002 para o mesmo local, mas para outro dono. O terreno onde o projecto vai ser erguido situa-se na estrada que liga a cidade à Praia da Rocha e foi comprado em 2004 pelo grupo imobiliário e hoteleiro RR. Entre os administradores e proprietários deste grupo encontra-se Fernando Rocha, o presidente do Portimonense que foi vice-presidente da câmara local em 2002 e 2003, eleito pelo PS.

Meses depois de adquirirem os 10.250 m2 onde funcionou durante décadas a fábrica de conservas Facho, por cima da marina e das ruínas classificadas do Convento de São Francisco, os anteriores proprietários apresentaram, em 2002, uma proposta de urbanização para toda a parcela. Considerando que ela se encontrava numa zona de expansão urbana, a câmara viabilizou, ainda em 2002, a construção de quatro edifícios de apartamentos, com 2640 m2 numa primeira fase, do lado da Praia da Rocha, e de mais quatro edifícios, com 2485 m2 numa segunda fase, na parte restante.

Ambos os conjuntos previam prédios com um máximo de quatro pisos, sendo que o da segunda fase teria de deixar um espaço livre entre dois blocos, por forma a permitir a visualização da chaminé da antiga fábrica no eixo do convento. O coeficiente de ocupação do solo (COS - quociente entre a área de construção e a área da parcela) então aceite era de 0,5 em cada uma das fases e no conjunto das duas - o máximo previsto no Plano Director Municipal de 1995 para as zonas de expansão urbana.

Já em 2004, depois de finda a construção da primeira fase, os então donos do terreno, Jaqueline Dimas e familiares, venderam as quotas da sociedade proprietária a Fernando Rocha e aos seus sócios. Passados cinco anos, estes apresentaram um novo projecto para os 4970 m2 disponíveis.

Em vez dos 2485 m2 aprovados em 2002, a proposta previa 4545 m2, com um COS de 0,91, distribuídos pelos cinco pisos de um bloco contínuo do qual desaparecia a abertura para visualização da chaminé. A primeira informação da Divisão de Urbanismo foi claramente negativa, salientando que o terreno se encontrava numa zona de expansão urbana (COS de 0,5). No despacho proferido em Dezembro passado sobre esta informação, o director do Departamento de Urbanismo, Agostinho Escudeiro, escreveu: "Concordo com a classificação do espaço urbano, uma vez que a mesma foi dada em 2002 e nunca houve contestação da mesma." Quem não concordou foi um arquitecto exterior à câmara, que coordenou a elaboração do PDM, e que, ainda em Dezembro, subscreveu um "esclarecimento" pedido dias antes pelo mesmo director que concordara com a classificação de 2002. De acordo com aquele arquitecto, que invocou a insuficiente escala das plantas usadas na câmara para justificar a interpretação contrária, a fábrica Facho, afinal, não está em zona de expansão urbana (COS 0,5), mas sim num "espaço urbano consolidado". Como nestas zonas se determina a área de construção em função do COS da área envolvente - e a média calculada pelos actuais donos (com dados errados) é de 1,13 -, Escudeiro propôs em Março a aprovação do novo projecto. O argumento foi o de que aos 4545 m2 de construção pedidos equivale um COS de 0,91, o que é muito menos do que os 1,13 apontados pelo promotor. E mesmo corrigindo um erro óbvio que o PÚBLICO detectou nos cálculos, o gabinete do presidente da câmara, Manuel da Luz (PS), concluiu que o COS aprovado é "inferior" ao da área envolvente. Depois da correcção, salienta o autarca, o coeficiente desce para 0,95. Assim, a câmara considerou que está tudo certo.



http://www.publico.pt/Local/camara-...is-de-o-terreno-mudar-de-proprietario_1457195
 
Três Scut com portagens até 15 de Outubro, as outras em Abril

No máximo até 15 de Abril do próximo ano, quem percorrer uma das sete Scut que hoje estão isentas de portagens irá ter de pagar para as utilizar.

A garantia foi ontem dada pelo ministro das Obras Públicas, António Mendonça, à saída de um Conselho de Ministros em que o novo calendário para o fim das auto-estradas sem custos para o utilizador foi aprovado através de resolução - o que dispensa a aprovação pelo Parlamento - tal como as regras de "discriminação positiva".

Nas três Scut do Norte com portagens anunciadas desde 2009 (Costa da Prata, Grande Porto e Norte Litoral), a cobrança começa já no dia 15 de Outubro. Nas restantes quatro (Interior Norte, Beiras Litoral e Alta, Beira Interior e Via do Infante), as portagens iniciam-se até 15 de Abril de 2011, dependendo do andamento das negociações com as empresas concessionárias e de obras em alternativas rodoviárias, adiantou o Governo.

De norte a sul do país, a resposta de autarcas e comissões de utentes foi imediata: acções de contestação e promessas de "luta" espalharam-se pelos concelhos mais próximos das Scuts que tiveram ontem morte anunciada (ver reacções). Até mesmo da Galiza se esperam preocupações, uma vez que a introdução das portagens pode vir a ter um efeito negativo nos negócios entre fronteiras. Para o caso dos condutores estrangeiros e dos emigrantes, é criado o dispositivo electrónico temporário (DT), que poderá ser pago através de debitação automática ou de pré-carregamento e que vai implicar o pagamento de cauções.

Mas, apesar das reacções, o ministro António Mendonça avisou desde logo que há da parte Governo "uma forte determinação e vontade de avançar", alegando que estas medidas são "fundamentais para a própria sustentabilidade do sector".

Por outro lado, durante o próximo ano e meio, até 30 de Junho de 2012, irá estar em vigor um regime de "discriminação positiva" para todos os residentes e empresas locais que morem em concelhos com uma parte do território a menos de 10 quilómetros destas três auto-estradas.

Em causa irá estar a isenção de pagamentos para as dez primeiras utilizações mensais, para além de descontos de 15 por cento nas utilizações seguintes da respectiva auto-estrada. O mesmo regime irá aplicar-se para as Scut do Interior Norte, Beiras Litoral e Alta, Beira Interior e Via do Infante, mas neste caso os residentes e empresas abrangidos estão em concelhos inseridos em NUT (unidades territoriais) com parte do território a menos de 20 quilómetros dessas vias rodoviárias. No caso da Via do Infante, no Algarve, as isenções e descontos chegam aos concelhos do Baixo Alentejo. "A diferença de quilómetros tem a ver com a diferença de densidade populacional", justificou António Mendonça.

Algarve perderá isenções

Após Junho de 2012, a Via do Infante, no Algarve, poderá ser a primeira rodovia a ficar sem qualquer "discriminação positiva". Isso porque o regime irá manter-se apenas para as regiões desfavorecidas, ou seja, aquelas em que se regista menos de 80 por cento da média do PIB per capita nacional.

Os critérios para a "discriminação positiva" eram desconhecidos até ontem. A generalização das isenções e dos descontos a todos os residentes e empresas em concelhos próximos das auto-estradas, alguns ainda bem distantes, acabou por ser recebida com alguma surpresa.

"Esta mudança resultou das alterações que tivemos de fazer ao que estava previsto, no quadro da Assembleia da República", justificou António Mendonça. Já o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, João Tiago Silveira, atirou desde logo as "culpas" pela aplicação universal das portagens ao PSD: "O Governo demonstrou espírito de compromisso, o princípio da universalidade foi imposto pelo PSD. Esperamos agora que não virem a cara".

Público

Eu tou pra ver se isto vai pra frente eu tou pra ver...é uma realidade inevitável.

portagens.jpg
 
«O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, deixou hoje a porta aberta a adopção de mais medidas de austeridade se isso for necessário para permitir o cumprimento do objectivo do défice, fixado em 7,3 por cento no final do ano.»

Já oiço tocar Marcha Fúnebre K477, dedicada a todos os economistas do sistema pró-FMI. Relembro que a Grécia não obteve nenhum benefício prático da aplicação das medidas duríssimas de ajustamento do défice. Continua a pagar juros altíssimos pelo seu financiamento externo, a actividade económica parou e vários bens públicos foram entregues ao mercado.

 
Editado por um moderador:
Agreste, qual seria então a melhor forma de controlar a despesa do estado?

Nacionalizações?, colectivização dos campos? Cooperativas agrárias de produção? Aumento dos salários? o Estado assumia todos os encargos financeiros e seria um 'grande pai' ?

Não se pode pedir nacionalizações e ter controle de despesa do estado... é impossível, nem dos mais utópicos regimes comunistas isso foi possível, só criou miséria.
 
Parece que cortar em tudo e em todo lado quase fazendo desaparecer a economia para dar lugar às finanças também não resulta em lado nenhum. A Grécia paga o mesmo que pagava e a Irlanda recuou mais de 1% no crescimento económico apesar de fazer tudo como manda o caderno de encargos pró-FMI. Todos os que se ligam ao FMI estão hoje muito pior do que estavam.

A solução é fazer desaparecer as agências de rating que não tem qualquer credibilidade, aliviar a pressão sobre os orçamentos dos Estados pondo o BCE a comprar a dívida dos países em vez de fazer empréstimos aos Bancos comerciais e tomar medidas a nível europeu para que haja procura interna e crescimento económico. Não é em recessão que vamos conseguir pagar as nossas necessidades de financiamento. A Banca comercial está a pagar junto do BCE 1% de juros, nós, Estado, estamos a pagar no mercado aberto mais de 6%, isto é uma fraude...
 
A solução é mesmo vivermos com o que temos e melhorarmos o que somos. Não estaríamos nesta embrulhada se não fosse a dívida externa que temos! Os bancos em Portugal funcionam da mesma forma que o mercado que empresta dinheiro a Portugal: os mais pobres levam com juro alto e os mais ricos levam com juro baixo! Há dúvidas? Então porque teimamos em penhorar o futuro actual e das gerações vindouras? Eu entendo que a dívida não deve ser encarada como as nossas contas lá de casa, mas deve ser minuciosamente tratada com cuidado: há investimentos que valem a pena e outros que não servem para nada! E aqui a irresponsabilidade tem sido a palavra de ordem nas últimas décadas, é deixar buracos para quem governa a seguir, é comprar dívida e equipamentos a si próprio (estado) para camuflar as finanças, mas o que é isto?? Depois não há milagres.. O resultado é mais juro a pagar! Quem é o culpado, é quem se põe a jeito. Quanto às agências de rating também não confio nelas, até porque não posso auditá-las e muito menos querer controla-las. Mas não devem estar isentas de interesses nem que seja manipular um mercado pequeno como o nosso. Mas um dia param de depreciar para depois vender mais alto! Tenho fé, mas há que mudar pois o dinheiro e a credibilidade não são inesgotaveís.
 
A solução é mesmo vivermos com o que temos e melhorarmos o que somos. Não estaríamos nesta embrulhada se não fosse a dívida externa que temos! Os bancos em Portugal funcionam da mesma forma que o mercado que empresta dinheiro a Portugal: os mais pobres levam com juro alto e os mais ricos levam com juro baixo!

Se isso acontece penso que a razão principal se deve à exigência de determinadas garantias em termos de estabilidade económica levadas a cabo a médio e longo prazo. Poderá a Grécia estar sob esta condicionante?
Respondendo muito sinteticamente, acho bem possível e relacionado ou não com o plano de austeridade que lhe foi aplicado, poderá o facto de ser um dos países europeus com maior taxa de actividade em formato de economia paralela um dos factores preponderantes? É possível!

“Viver com o que temos e melhorar o que somos” a frase é forte mas perfeitamente possível de colocar em prática ainda que integrando um cenário muito pouco animador, mas dada a existência de talvez duas correntes distintas em campo, uma inteligente, empreendedora, optimista e capaz de resistir diante dos poucos incentivos por parte do Estado para a criação de novos e viáveis projectos de desenvolvimento, a outra concentrando-se demasiado no seu infortúnio, resultado este talvez devido a um défice de perspicácia ou de insuficiente atenção às potencialidades muitas vezes não detectadas.

Discutem-se muito as politiquices em detrimento da verdadeira política, sinceramente também não sei se existe por cá quem queira fazer verdadeira política, “os suspeitos do costume” com as suas intervenções lá vão dizendo umas verdades até de forma muito inteligente; se o fazem sob efeito demagógico penso que o importante seria extrair o que de relevante e efectivamente comprovado possam referir, mas como infelizmente a guerra de ideais prevalece face ao interesse colectivo português, dizer que isto é mais uma utopia penso que não será assim tão disparatado! Isto conjugado com a assustadora sujeição aos barómetros económicos alegadamente credíveis contudo sem se afastarem da veia especuladora e da qual dependem, Portugal qual país fragilizado internamente e um tanto descredibilizado além fronteiras, só sob um comando político hasteando a bandeira da sustentabilidade e de uma coragem ímpar poderá recuperar do pântano em que se encontra. :(
 
Relatório sobre Portugal divulgado hoje

OCDE diz que Governo português deve estar pronto para aumentar mais os impostos


No Economic Survey of Portugal 2010, que será hoje divulgado, a organização considera que é sempre preferível uma consolidação orçamental pela via da redução da despesa, mas sublinha que, “como a magnitude do ajustamento orçamental de que Portugal necessita é considerável, o Governo deverá estar pronto para aumentar ainda mais os impostos”.

Para a OCDE, uma nova subida de impostos deveria concentrar-se naqueles que menos prejudicariam o crescimento, como os impostos sobre o consumo (IVA) e património (IMT e IMI), e não no IRS ou no IRC.

A OCDE diz que “é importante manter um consenso político forte para a consolidação orçamental” e salienta que, “se a pressão dos mercados voltar a aumentar, ameaçando a sustentabilidade da dívida e o fornecimento de crédito à economia, poderá ser necessário contemplar medidas adicionais de consolidação”.

Salários públicos congelados até 2013

A organização considera também que Portugal tem de prosseguir no esforço de redução do défice externo mas, para isso, é necessário restaurar a competitividade da economia portuguesa mediante um aumento da produtividade e uma transferência do consumo para as exportações como motor do crescimento.

De acordo com a OCDE, este ajustamento pode ser acelerado de duas maneiras. Uma delas é manter baixos os salários da função pública para conseguir um ajustamento generalizado dos ordenados. Neste sentido, a organização defende mesmo que o Executivo português deve prolongar o congelamento dos salários dos funcionários públicos até 2013.

Por outro lado, a OCDE propõe uma reforma tributária “mais amiga” do crescimento, que diminua o peso dos impostos ligados ao trabalho (IRS e IRC) e aumente o peso de impostos sobre o consumo e o património.

Fonte: Publico

Já agora aumentem o IVA para os 50%. O Sócrates pagou aos gajos da OCDE virem mandar postas de pescada. O Algarve tem mais de 20000 desempregados para o ano vai ser 40000 desempregados. As Águas de Portugal compra carros de luxo com os nossos impostos e os portugueses é que pagam. Portugal cortar na despesa nunca, mas aumentar impostos isso sim. Este governo só quer TGV, 3ª travessia sobre o Tejo, aeroporto, por mim tudo cancelado, porque não preciso de nada, será que Lisboa não tem pontes ainda suficientes que palhaçada. Vivemos num país onde reina a corrupção e nada mais que isso. :D
 
Roupa, calçado, material de informática, pequenos electrodomésticos, prendas de Natal, passo a comprar em Huelva. Vou ao centro da cidade e ao Corte Inglés e compro lá tudo. IVA a 23%? Não contem comigo. Da Manta Rota a Faro são 40 km, e da Manta Rota a Huelva são 60 km, por mais 20 km pago 18% de IVA e encho o depósito por muito menos.
 
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