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O Estado do País

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por Rog 25 Mar 2009 às 10:35.

Estado do Tópico:
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  1. Daniel Vilão

    Daniel Vilão
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    Super Célula

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    O que acho espantoso é considerarem que deve haver esses avanços nos transportes e tudo mais, mas que no fundo a qualidade de vida está constantemente a ser prejudicada apenas para pagar planos futuros que, antes de serem totalmente saldados, já se estão a afundar em mais dívidas para planos futuros e nunca se chega a usufruir sem preocupações daquilo que se tem, porque entretanto está-se tão concentrado no passo seguinte que não se aproveita o que se tem no momento e assim sucessivamente, vivendo sempre com essas preocupações... talvez fosse melhor o país ter aparentemente um pouco menos de desenvolvimento e pelo menos desenterrar um pouco as finanças, porque assim só se vive para a imagem de termos de ter um TGV, apenas porque constitui uma política comum da UE, isto ou aquilo. A certo ponto o tão afamado desenvolvimento não passa de fogo de vista, de bens pagos a longo prazo, que na verdade não são totalmente nossos nem muito menos pagos a pronto, em despesas que se arrastam anos e anos sem fim, comprometendo mais um conjunto de outras despesas também derrapadas e sem fim à vista. Gerindo um pouco melhor o que já se tem, os resultados não devem ser tão diferentes, num país que não é tão grande quanto isso e está bem servido do ponto de vista rodoviário, uma linha de TGV pouco fará. Renovar alguns troços do caminho-de-ferro desactivado servirá perfeitamente para ligar algumas regiões menos bem servidas e recuperar o que se foi perdendo nestes últimos anos. Um TGV lento, que apenas atingirá os 250 km/h, como já foi dito pelos responsáveis, que poupa apenas 20 minutos numa viagem Lisboa - Porto e que custe 100 € por ida não terá assim tantos passageiros. Quando muito um plano Lisboa - Madrid. Porto - Vigo já seria bem posterior a esse. E seria apenas se fosse possível dar a volta a tal despesa... Unir todo o país por TGV parece-me completamente desnecessário. Não carecemos assim tanto de transportes, somos dos países do mundo mais bem servidos, principalmente por vias rodoviárias, em cobertura de transportes por unidade de área.
     
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  2. algarvio1980

    algarvio1980
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    Super Célula

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    O Algarve está a tornar-se num clima de insegurança, nunca antes visto no Algarve, na 5ªfeira mais um casal alemão foi assaltado, violentamente agredido e amarrado numa vivenda em Loulé (ver notícia), mais assaltos a ATM em Olhão, Faro, Loulé e muitos outros numa semana. O Algarve vai ter um duro golpe, porque isto salta para os media internacionais, depois quem é os turistas que querem vir passar férias para uma região onde a segurança é pouca. Quando os deputados do PS estão preocupados com o casamento gay, o Algarve afunda-se numa criminalidade violenta, agressiva e gangs capazes de fazerem tudo, e a polícia incapaz de deter estes criminosos.:disgust: O Algarve com este governo tem sido discriminado sempre, o Algarve neste momento tem a taxa de desemprego que tem a Espanha cerca de 20%, alguém fala disso, o Hospital Central do Algarve foi só para dizer que está a ser feito, remodelação da 125, arranjaram 2 máquinas para dizerem que as obras começaram, o resultado foi o veto do Tribunal de Contas.:disgust: Vivemos num país de criminalidade, não tarda o Algarve é tipo Brasil, e a economia algarvia vai sofrer um rombo que nunca sofreu antes. Neste país, onde os ladrões são apanhados hoje, vão a tribunal e o juiz mandam em liberdade, é muito mais fácil ver ladrão e corrupto neste país, do que em qualquer outro país europeu, porque quanto mais ladrão for e corrupto mais depressa fica em liberdade.:disgust::disgust:
     
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  3. Chingula

    Chingula
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    Cumulus

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    A crise é uma necessidade dos Governos para o exercício do Poder...

    Para não ir mais longe...
    Em 1870...82% dos Portugueses eram analfabetos (in Filomena Mónica - Fontes Pereira de Melo)
    A crise da Monarquia que levou à implatação da República...
    Participação desastrosa de Portugal na I Grande Guerra Mundial...
    Crises sistemáticas na I República...
    28 de Maio e reviralho do General Carmona contra os vencedores da Revolta Militar...
    Estado Novo e Constituição de 1933...
    Guerra Civil de Espanha 1936 - 1939, com participação activa do Governo de Portugal...à custa de inumeros sacrifícios da população Portuguesa...
    Crise da II Guerra Mundial 1939 - 1945...Portugal não entrou directamente mas "comeu" por tabela e de que maneira, pois contrariamente ao que se apregoa por aí...as Guerras que levaram à perca das Colónias (começaram com a perca de S. João Baptista de Ajudá, depois a India Portuguesa em 1961 e posteriormente (1975) Angola, Moçambique e Guiné...foram resultado da vitória dos Aliados sobre a Alemanha Nazi...a promessa feita pelas Potências beligerantes aos Povos das suas Colónias, para o compromisso em Homens e material no esforço de Guerra...acelerou o caminho da História.
    Crise do Petróleo...é tudo o que sabemos...uns a fazerem dos outros tolos e o que se sabe... é que de crise em crise, uns se safam melhor que outros...é o sistema...como dizem no Futebol...
    Cumpts
     
  4. frederico

    frederico
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    Super Célula

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    Bem, na Irlanda haverá em breve cortes nos salários e até o Primeiro-Ministro vai cortar o seu salário em 20%. Os cortes também afectarão apoios sociais e outras regalias do Estado-providência.

    Por sua vez, na Grécia parece que continuam muito optimistas, isto apesar de estarem à beira da bancarrota. Acomodoram-se à mão amiga da UE e assim haja dinheiro para estragar.

    É interessante constatar a semellhança entre nós e os gregos, ou seja, entre o Sul da Europa, e o que nos distingue dos povos da Europa Média e do Norte. Aqueles são metódicos, calculistas, eficientes, nós somos esbanjadores, desorganizados e péssimos gestores.

    Por cá, um governo com coragem diminuiria alguns salários (médicos, magistrados, gestores, deputados, membros do governo), congelaria outros, travaria o programa de obras públicas, colocaria limites aos gastos das autarquias, faria algumas privatizações e reduziria os impostos. E o povo, se fosse educado, compreenderia estas medidas e aceitaria, como o povo irlandês aceitou (ou o povo canadiano no início dos anos 90 quando o Estado despediu mais de 20% dos funcionários públicos).
     
  5. joseoliveira

    joseoliveira
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    Cumulonimbus

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    Em essência, penso que isto não é mais do que um ciclo vicioso!

    Se uma empresa não oferece salários acima do valor da inflação que permitam dar resposta a um nível de vida que satisfaça os seus funcionários, que motivação terão estes para contribuir com o seu esforço para que esta empresa atinja um patamar de sucesso e deste modo possa fazer frente a situações de crise?
    É tudo muito subjectivo, mas penso que não deixa de se considerar um princípio fundamental para manter a estabilidade de qualquer sistema económico!

    É difundida a ideia de que os portugueses se deslumbram com um nível de vida que não se coaduna com a fraca capacidade de sustentabilidade do País; para quê criar quando outros o fazem, estando nós por cá para comprar? As economias emergentes através da táctica da formiguinha lá estarão, continuando a trabalhar desrespeitando princípios fundamentais no que toca aos direitos humanos; se assim não fosse, milhares de pessoas morriam de fome porque alternativas por lá não existem, como por exemplo apoios de acção social como o anteriormente chamado de rendimento mínimo garantido, que muitas vezes apoia quem está em condições de poder trabalhar e que simplesmente acha que não há qualquer vantagem em fazê-lo…

    Se há alguma coragem de quem de direito em alterar este estado de coisas, ainda é grande a falta dela face à que devia existir… :disgust:
     
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  6. AnDré

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    Quanto a isto, e não sei se já aqui o tinha referido, mas da última vez que fui ao Porto com o Gilmet, à vinda para Lisboa viemos no IC das 16:52, com o lugar "zero" (houve uma falha no sistema, e na prática já nem havia lugares no comboio, estava lotado - tivemos de durante a viagem mudar de lugar consoante as pessoas entravam e saíam), quando 5 minutos antes tinha partido o Alfa para Lisboa com menos de 50% de ocupação.

    Se a maioria das pessoas prefere poupar 8€ e demorar mais 25 minutos (e já nem me refiro ao conforto...), como é que se espera que paguem mais ~80€ (face ao IC), ou ~70€ (fase ao Alfa)?
     
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  7. frederico

    frederico
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    Super Célula

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    Um ciclo vicioso que fará com que continuemos a ser o parente pobre da Europa Ocidental.
     
  8. frederico

    frederico
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    Super Célula

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    Segundo um estudo recente chegou-se mesmo a essa conclusão: os clientes da CP preferem ir no Intercidades e poupar a ir no Alfa.

    E diga-se, se o nosso espaço aéreo já tivesse sido liberalizado teríamos companhias de baixo custo a voar entre Porto e Lisboa. Já é hora de se começar a pensar em privatizar a TAP e liberalizar o nosso espaço aéreo(aliás, há um estudo da U. Católica que recomenda mesmo isso).
     
  9. AnDré

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    Arroja, Odivelas (140m); Várzea da Serra (900m)
    Fiquei espantado com essas medidas na Irlanda.

    Mas são medidas que em Portugal nunca poderiam ser postas em prática.
    Porque como disseste o povo não as compreenderia nem aceitaria.

    Seria o motim para a revolta.
     
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  10. frederico

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    Super Célula

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    André, se tivessemos políticos inteligentes seguiriam a máxima do Sá Carneiro das mudanças graduais e lentas, a a pouco e pouco começavam a cortar aqui e acolá... Um bom corte era nas obras públicas. Há sondagens que indicam que a maioria dos portugueses está contra, e só aí se pouparia bom dinheiro. Em relação à privatização da TAP penso que também não haveria revolta. Quanto aos salários, era congelar os mais elevados e os membros do Governo darem o exemplo como se fez na Irlanda e reduzir os seus salários. Quanto ao resto, tinha de ser assim muito devagar... Ah, e já agora paravam com o Magalhães, que já levou 180 milhões de euros do dinheiro dos nossos impostos!

    PS: mais drásticas foram as medidas tomadas no Canadá onde despediram no início dos anos 90 mais de 20% dos funcionários públicos. Graças a essas reformas o Canadá teve depois uns bons anos de crescimento económico.
     
  11. AnDré

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    Arroja, Odivelas (140m); Várzea da Serra (900m)

    Claro.
    Face à nossa economia, grandes obras públicas que não tenham sustentabilidade a médio prazo, nem deviam estar em papel. Até porque os estudos de projectos que não levam a lado nenhum, são mais um buraco financeiro. E são muitos aqueles que se fazem... Alguém sabe quantos milhões foram gastos nos últimos anos em todos os estudos que se fizeram em torno do novo aeroporto de Lisboa?

    Quanto aos salários, a mentalidade é esta:
    Ainda que os representantes dessem o exemplo na redução dos salários (seria uma medida importante, sim), assim que se mexesse no salário do "povo" (congelar ou reduzir), era o caos. As pessoas só olham para o seu umbigo. Iria pesar-lhes muito mais se perdessem 10€ no seu ordenado, do que saber que os representantes iriam ter menos 10% no seu ordenado. Ainda que isso implicasse cortes de 1000€. (Caso o ordenado fosse 10000€).

    Acho que com a primeira opção já conseguiríamos uma boa lufada de ar fresco. Sem ter de mexer no salário do povo. Já somos um povo pessimista por natureza. é melhor não alimentarmos esse pessimismo.
     
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  12. Agreste

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    Super Célula

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    Uma outra perspectiva sobre o estado do país, esta mais local e que de certo modo me envergonha. Vivo num concelho que tinha (por agora) 243 toneladas de lixo espalhado e não sabia... :disgust:

    «Voluntários recolhem 243 toneladas de lixo em Faro (com fotos)

    Uma acção de limpeza juntou hoje no concelho de Faro cerca de 300 voluntários, que recolheram um total de 243 toneladas de lixo, disse à Lusa o presidente da autarquia Macário Correia.

    Os voluntários recolheram 200 toneladas de entulho, 33 toneladas de resíduos urbanos, 16 toneladas de monos e 4,5 toneladas de recicláveis e verdes.

    Ao início da manhã de hoje, o autarca estimava que a acção de limpeza, denominada “Faro vai ficar mais limpo”, iria resultar numa recolha de cerca 10 a 15 toneladas de lixo, mas no fim da iniciativa autárquica o balanço ultrapassou as estimativas.

    Macário Correia elogiou a comunidade cigana do Cerro do Bruxo (junto à Estrada de S. Brás de Alportel), por ter recolhido 20 toneladas de lixo que encheu quatro camiões.

    A iniciativa para limpar o concelho de Faro, numa dezena de locais mais problemáticos resultou ainda na recolha de duas toneladas de papel e plástico (material reciclável) e 2,5 toneladas de verdes, como árvores, ramos, entre outros.

    Macário Correria acredita que iniciativas de limpezas das cidades são precisas para que a educação ambiental e o civismo seja mais apurado: "Se ninguém atirar para o chão as coisas ficam limpas", declarou.

    O núcleo urbano da ilha da Culatra, a linha de caminho de ferro junto ao Teatro Municipal de Faro, o trajecto para a praia de Faro junto ao Aeroporto de Faro, o caminho do Ludo junto à Ria Formosa, o Mercado de Estoi, ou o antigo aviário, em Braciais, são alguns dos pontos problemáticos de Faro que foram hoje alvo de uma acção de limpeza que a autarquia quer repetir»

    Tirado daqui...
    http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=38337
     
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  13. frederico

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    O palhaço
    00h30m
    O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

    O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

    Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

    O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

    E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

    Ou nós, ou o palhaço


    Mário Crespo no JN
     
  14. frederico

    frederico
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    Super Célula

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    NÃO HÁ HOMENS



    1. «Por que razão não há homens? Porque, tanto no PS como no PSD, e até, ocasionalmente, no próprio CDS, a oposição à ditadura (clandestina, aberta ou "colaborante") os criara. A maioria dos deputados de 1975, de 76, de 79, de 80, chegou a São Bento por convicção, com sacrifício, com risco (principalmente, em 75) e, ponto importante, com uma carreira respeitável. Poucos vieram por oportunismo. Quase nenhum para se promover, para ganhar influência, para entrar nos "negócios", para ar-ranjar um emprego. As coisas mudaram quando a política se profissionalizou e o interesse geral foi subordinado ao interesse particular do partido e, dentro do partido, ao de cada indivíduo. O país que se lixe. A obsessão da Assembleia (e do Governo) é meramente táctica: o voto, a vantagem imediata, o efeito na televisão ou na imprensa. É uma obsessão estéril e torpe. Não, de facto, não há homens.» (Vasco Pulido Valente, Público)
    2. A propósito de não haver homens, o rapazola Sérgio Sousa Pinto - um pequeno enfatuado que foi líder da JS e que andou a pastar pelo PE para regressar ao parlamento português nesta legislatura - "acusou" o Chefe de Estado de se "meter" na maravilhosa agenda do PS sobre casamentos não sei quê. Mais. O pequeno idiota "adverte" Cavaco para não fazer "coro" com a oposição acerca de tão fantástica matéria sob pena de colocar em causa (reparem até onde a idiotia pode ir) a "estabilidade política". Tudo serve de arremesso para tapar o sol com a peneira. Não, de facto, não há homens.
    3. Manuel Alegre, antes de ser o candidato oficial do PS às próximas presidenciais, já é o do dr. Louçã. O Bloco "lançou" ontem o poeta antes mesmo dele se lançar. Num raro momento de lucidez, Jorge Sampaio recordou que a única forma de um candidato a PR falar directamente com o país, sem ficar refém de partidos sobretudo do dele, é fazer uma "declaraçãozinha" a dizer "eu sou candidato" e, depois, quem quiser que o siga. Ora Alegre começa logo mal ao deixar que o profeta Louçã faça a dita declaração por si. Não há homens.
    4. «Há duas maneiras de governar os países: a grega e a outra. A nossa é a grega e, acreditem, acaba sempre mal.» (Miguel Sousa Tavares, Expresso) Não se governam países sem homens capazes de o governar. Nem a lanterna de Diógenes, cheia de pilhas de longa duração, os acharia por cá. Não, de facto, não há homens.
    5. «A devassa da vida privada tornou-se uma actividade comum e deixou de ser considerada devassa. Nos nossos talk-shows, como os de Júlia Pinheiro (TVI) ou Fátima Lopes (SIC), uns indivíduos com mau aspecto e umas indivíduas passadas pelo ferro de engomar do botox discutem as noites, os dias, as roupas, os corpos, as declarações, os namoricos, os arrufos, as separações, as relações com os filhos, enteados, pais e padrastos dos "conhecidos". As próprias apresentadoras comprazem-se nessa odiosa tarefa. Enquanto nos entretêm com o circo, o pão é o que se sabe: o desemprego aumenta, a crise rouba o melhor das vidas a milhões de pessoas, os corruptos prosperam, a política é altamente deficiente e os media que mitificam e destroem os Tiger Woods do mundo ou da nossa aldeia sobem nos jogos de bolsa (...). Uma Canção para Ti é um horror estético. Júlia Pinheiro grita como um vitelo à beira do choque eléctrico fatal. Manuel Luís Goucha, que faz muito bem as manhãs da TVI, não consegue acompanhá-la na gritaria. As crianças canoras gritam como la Pinheiro, mas agravam com uma desafinação desenfreada e generalizada. As famílias das criancinhas exploradas desartisticamente gritam na assistência pela vitória dos seus monstrinhos queridos.» (Eduardo Cintra Torres, Público). De facto, não há homens.


    http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2009/12/nao-ha-homens.html

    Precisamos de um líder que:

    - tenha carisma e que saiba cativar a classe média;
    - possua uma ideologia bem assente e lhe seja fiel;
    - não tenha passado com casos obscuros ligados a episódios por explicar de tráficos de influências e afins;
    - seja independente em relação a certos poderes económicos (como o lobby do betão) e certos corporativismos profissionais;
    - tenha uma carreira desenvolvida fora da área política, com mérito e reconhecimento dos pares;
    - seja culto;
    - possua uma postura sóbria, elevada e com sentido de Estado;
    - tenha fortes convicções morais e defenda certos valores;
    - ostente um comportamento que sirva de exemplo a todos os portugueses.

    A minha aposta: Marcelo Rebelo de Sousa.
     
  15. psm

    psm
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    Nimbostratus

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    estoril ,assafora
    Vou escrever algo que só poucos percebem, e que infelizmente não posso explicar porque mexe com grandes poderes instalados!

    Esta guerra de baiixa intensidade que existe entre "Dízimos" e "Aventais" está a destruir o país aos poucos:disgust:!



    Há uma situação que os assusta muito, e por isso estão evidenciar todos os esforços para resolver mas que é muito complexa, que é a questão do desemprego, pois vai causar instabilidade social, o que não interessa nada que aconteça.
     
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