Daniel Vilão
Super Célula
O que acho espantoso é considerarem que deve haver esses avanços nos transportes e tudo mais, mas que no fundo a qualidade de vida está constantemente a ser prejudicada apenas para pagar planos futuros que, antes de serem totalmente saldados, já se estão a afundar em mais dívidas para planos futuros e nunca se chega a usufruir sem preocupações daquilo que se tem, porque entretanto está-se tão concentrado no passo seguinte que não se aproveita o que se tem no momento e assim sucessivamente, vivendo sempre com essas preocupações... talvez fosse melhor o país ter aparentemente um pouco menos de desenvolvimento e pelo menos desenterrar um pouco as finanças, porque assim só se vive para a imagem de termos de ter um TGV, apenas porque constitui uma política comum da UE, isto ou aquilo. A certo ponto o tão afamado desenvolvimento não passa de fogo de vista, de bens pagos a longo prazo, que na verdade não são totalmente nossos nem muito menos pagos a pronto, em despesas que se arrastam anos e anos sem fim, comprometendo mais um conjunto de outras despesas também derrapadas e sem fim à vista. Gerindo um pouco melhor o que já se tem, os resultados não devem ser tão diferentes, num país que não é tão grande quanto isso e está bem servido do ponto de vista rodoviário, uma linha de TGV pouco fará. Renovar alguns troços do caminho-de-ferro desactivado servirá perfeitamente para ligar algumas regiões menos bem servidas e recuperar o que se foi perdendo nestes últimos anos. Um TGV lento, que apenas atingirá os 250 km/h, como já foi dito pelos responsáveis, que poupa apenas 20 minutos numa viagem Lisboa - Porto e que custe 100 € por ida não terá assim tantos passageiros. Quando muito um plano Lisboa - Madrid. Porto - Vigo já seria bem posterior a esse. E seria apenas se fosse possível dar a volta a tal despesa... Unir todo o país por TGV parece-me completamente desnecessário. Não carecemos assim tanto de transportes, somos dos países do mundo mais bem servidos, principalmente por vias rodoviárias, em cobertura de transportes por unidade de área.
O Algarve com este governo tem sido discriminado sempre, o Algarve neste momento tem a taxa de desemprego que tem a Espanha cerca de 20%, alguém fala disso, o Hospital Central do Algarve foi só para dizer que está a ser feito, remodelação da 125, arranjaram 2 máquinas para dizerem que as obras começaram, o resultado foi o veto do Tribunal de Contas.