O Estado do País

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a saída limpa resume-se ao stock de dinheiro que este governo acumulou para os próximos 12 meses. Algo que a parte final socrática não conseguiu.

Tudo o resto permanece no mesmo ponto de partida de 2011.
 
A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, considera que se fizerem mais reformas nos últimos quatro anos do que nos 36 anteriores.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=147247

3 anos depois, acho que é seguro afirmar que este governo PSD foi o maior embuste dos tempos modernos. Para além das mentiras descaradas nenhum dos interesses oliguáquicos foi aderessado. A trafulhice com o Secretário de Estado com a EDP resume tudo. A reforma propagandeada é despedimentos e cortes de salários. Reformar para afinar foi 0. Mas, não se esqueçam de votar :thumbsup:

Notícia pouco divulgada:

Jaime Gama vai ser o novo presidente do Conselho de Administração do BES Açores, avança este domingo a SIC Notícias.

O antigo presidente da Assembleia da República vai substituir no cargo Augusto Ataíde, falecido no final de fevereiro.

Aos 66 anos, Jaime Gama, que nasceu em Ponta Delgada, assume novas funções. Licenciado em Filosofia, fez carreira como professor, jornalista, fundou o Partido Socialista e foi ministro de vários governos.

Há três anos, afastou-se da vida política ativa quando ocupava a presidência da Assembleia da República.

http://www.noticiasaominuto.com/economia/185785/jaime-gama-nomeado-chairman-do-bes-acores
 
vamos continuar com a corda ao pescoço, há impostos que estão a chegar ao limite legal, eles começam a tirar coelhos da cartola como a ces, a senhora do inconseguimento ganha 7000 euros e esta reformada desde os 50, bem é que temos por votar nesta gente
 
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concordo.é uma saída limpa,estou limpinho, este mês foram 650€ só para impostos.....


há muito tempo que não vejo o nosso Paulinho a beijar as peixeiras,porque será?
 
concordo.é uma saída limpa,estou limpinho, este mês foram 650€ só para impostos.....


há muito tempo que não vejo o nosso Paulinho a beijar as peixeiras,porque será?

Pois não precisa, esse partido é um caso inacreditável é um partido que não precisa de votos para nada para ser poder, se pensarmos esse partido o CDS possivelmente irá ter metade dos votos da CDU ou secalhar menos e é sempre Poder, nunca um Partido tão pequeno e tão pouco representativo tem tanto Poder e tanto tempo de antena, e vamos ver se não tem o grande descaramento de virem a serem moleta do PS, mas a culpa disto são dos Partidos de Esquerda que não se entendem.
 
Como era de esperar, a notícia ontem desmentida afinal é verdade (só que agora tem uma designação diferente):

O vice-presidente da bancada social-democrata Carlos Abreu Amorim afirmou hoje que Portugal vai ter uma «carta de intenções» como a Irlanda teve e acusou o PS de parecer zangado com a «saída limpa» do programa de resgate.

Em resposta ao PS, que hoje exigiu que o Governo PSD/CDS-PP esclareça as condições detalhadas de saída do atual programa de resgate que está a negociar com a 'troika', Carlos Abreu Amorim declarou: «Não há nenhum mini memorando. Aquilo que virá a existir é um documento que é típico - e já estava previsto - do final das avaliações. É um documento normal, uma carta de intenções».

«Não há carta nenhuma, a não ser aquela que a Irlanda assinou há seis meses: um documento de intenções, um compromisso de intenções», reforçou o deputado do PSD, em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, acrescentando que essa carta «com certeza, em devido tempo, será conhecida, porque está a ser trabalhada com as várias entidades internacionais».

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3845708

Não é um mini-memorando mas sim uma carta de intenções. Não, esperem, não é uma carta mas sim um compromisso de intenções :confused::rolleyes:

Depois, e à boa maneira do infantário, não é possível dizerem uma coisa sem embirrarem com o PS ou com qualquer outro partido. As criancinhas é que dizem eu fiz isso mas ele fez aquilo.
 
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Portugal merecerá do FMI o mesmo tratamento que foi dado à Irlanda para poder concluir o programa de ajustamento: o envio de uma “carta de intenções”. Nela o Governo renovará o seu compromisso com as principais reformas a implementar este ano e no próximo mas, segundo Maria Luís Albuquerque, não terá nada que surpreenda os portugueses.

“O que temos com o FMI é igual ao que foi pedido à Irlanda: uma carta de intenções onde surge um conjunto de compromissos que já estava inscrito no documento de estratégia orçamental”, garantiu a responsável pela pasta das Finanças na conferência de imprensa após o Eurogrupo. Entre os temas contemplados estão pensões, as medidas substitutivas dos actuais cortes de salários e pensões, o mercado de trabalho e outras áreas “com medidas com processos em curso” o que alude às rendas na energia, um dos temas que quentes das últimas avaliações da troika.

A ministra as Finanças não especificou o grau de detalhe dos compromissos que assumirá. O FMI tinha começado por exigir que, além de uma carta de intenções, Portugal entregasse também, como anexo, um Memorando de Políticas Económicas e Finanças (MEFP) mais detalhado que não pediu à Irlanda, uma intenção que gerou desconforto do lado nacional e que o Fundo acabou por deixar cair.

No domingo, após o Negócios avançar com o tratamento diferenciado entre os dois países, fonte oficial de Washington garantiu que os dois países teriam um tratamento igual, recusando ter imposto um “mini-memorando” ao País.

A Carta de Intenções será enviada a Christine Largarde, e faz parte dos requisitos formais para a conclusão da 12ª avaliação da troika, que decorrerá em Junho. O seu conteúdo será divulgado juntamente com o relatório da 12ª avaliação.

http://www.jornaldenegocios.pt/econ...o_fmi_inclui_principais_reformas_de_2015.html

Mas qual saída limpa? Eles vêm cá pouco a pouco e ainda deixam um acordo rígido sobre o que se há-de fazer. Isso é um programa cautelar. Até os 6 mil milhões que restam da ajuda para os bancos já podem ser usados para qualquer coisa:

Maria Luís Albuquerque disse hoje que o Governo estará livre para usar a verba atribuída à recapitalização da banca, de 6,4 mil milhões de euros, depois dos testes de stress.

http://economico.sapo.pt/noticias/g...ilhoes-da-banca-apos-stress-tests_192402.html
 
Depois de o PS ter criticado o PSD por não revelar “com clareza e a transparência” as condições que está a acordar com o FMI, com o Banco Central Europeu e com a Comissão Europeia para o período pós-troika, foi a vez de o partido social-democrata responder.

Em declarações aos jornalistas, Carlos Abreu Amorim acusou o PS de, com “desinformações”, tentar “incutir o medo e terror nas pessoas, dizendo que de alguma maneira este memorando vai continuar e tentando agitar fantasmas que não têm razão de existir”.

O deputado social-democrata apelou ainda ao PS no “sentido de participar neste momento de alegria, pelo facto de os portugueses terem conseguido ultrapassar com sucesso” um desafio tão difícil como foi o período destes últimos três anos.

Carlos Abreu Amorim pede então que, “de uma vez por todas, o PS pare com esta guerrilha verbal” e com a tentativa de camuflar a realidade, ao dizer que “tudo o que foi conseguido foi graças ao Banco Central Europeu e não propriamente aos sacríficos que os portugueses tiveram de suportar”.

http://www.noticiasaominuto.com/politica/213207/ps-tenta-incutir-o-medo-e-o-terror-nos-portugueses

E depois ainda há coisas destas:

"A CDU é nestas eleições [europeias] a única força com representação no Parlamento Europeu que aponta um caminho capaz de libertar o país da dependência exclusiva dos mercados financeiros, dos especuladores dos mercados financeiros", disse João Ferreira.

O caminho, segundo o candidato, passa por "reestruturar a dívida" e "recuperar a soberania monetária que o país perdeu", recuperando um banco central nacional emissor de moeda, que "assegure a solvabilidade" do Estado e a capacidade do Estado em fazer face aos seus compromissos, nomeadamente nas suas funções sociais.

João Ferreira falava aos jornalistas, em Portalegre, à margem de uma visita ao Hospital José Maria Grande, iniciativa inserida na pré-campanha da CDU para as eleições europeias.

De acordo com o candidato, o anuncio feito no domingo pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de que Portugal optou por uma "saída limpa" do programa de assistência económica e financeira "foi uma operação de propaganda", inserida no "contexto" eleitoral que o país está a atravessar.

"Os constrangimentos que hoje pesam sob o país por estar sob um programa de assistência continuarão no futuro, mesmo sem esse programa de assistência se mantiverem estes mecanismos: o tratado orçamental, a governação económica e o semestre europeu", disse.

Sobre a visita ao distrito de Portalegre, João Ferreira considerou que houve um "rotundo falhanço" no objetivo da chamada coesão territorial, graças às políticas desenvolvidas nos últimos anos.

"Ao nível da União Europeia, falhou claramente o objetivo da coesão e isso é muito percetível hoje no agravamento das assimetrias, seja entre países, seja dentro de cada país ao nível das diferentes regiões", declarou.

Lamentando a "redução" de fundos da União Europeia para a coesão, o candidato comunista sublinhou que o orçamento comunitário 2014/2020 "desfere um golpe muito profundo" no objetivo da coesão económica, social e territorial.

"É um orçamento que prejudica Portugal, cada vez há mais desigualdade e isso é evidente", disse.

http://www.noticiasaominuto.com/eco...forca-capaz-de-libertar-portugal-dos-mercados

Por outras palavras, a CDU quer que Portugal saia do Euro mas lamenta que os subsídios dessa mesma Europa sejam cada vez mais pequenos. Novamente, omite que se o escudo voltasse, o financiamento do Estado não estaria resolvido porque a moeda não valeria nada. Além de que sair do Euro não reduziria a dependência dos mercados. De onde viria a taxa do câmbio do escudo (ou outra moeda)? A definição dos juros das dívidas?

Quanto ao banco próprio, o Zimbabwe fez isso, imprimiu e imprimiu chegando a taxa de inflação a... 231,000,000% em 2008. Depois disso começou a usar os Dólares Americanos.
 
http://www.noticiasaominuto.com/politica/213207/ps-tenta-incutir-o-medo-e-o-terror-nos-portugueses

E depois ainda há coisas destas:



http://www.noticiasaominuto.com/eco...forca-capaz-de-libertar-portugal-dos-mercados

Por outras palavras, a CDU quer que Portugal saia do Euro mas lamenta que os subsídios dessa mesma Europa sejam cada vez mais pequenos. Novamente, omite que se o escudo voltasse, o financiamento do Estado não estaria resolvido porque a moeda não valeria nada. Além de que sair do Euro não reduziria a dependência dos mercados. De onde viria a taxa do câmbio do escudo (ou outra moeda)? A definição dos juros das dívidas?

Quanto ao banco próprio, o Zimbabwe fez isso, imprimiu e imprimiu chegando a taxa de inflação a... 231,000,000% em 2008. Depois disso começou a usar os Dólares Americanos.

Tacho!!!!

Infelizmente a grande maioria dos deputados, autarcas, etc têm como profissão "político".

Outra minoria de deputado, autarcas, têm como profissão "corruptos".

Geralmente os que são pessoa dignas e incorruptas têm pouca duração nesses cargos.
 
Minha opinião sobre política e as próximas eleições:

Da mesma maneira que quando vamos a um médico ou a outro profissional geralmente não estamos a confirmar o que nos dizem (se soubéssemos não precisávamos deles) também na política não deveria ser preciso estar a analisar os discursos (às vezes não é preciso já que as mentiras são descaradas). Obviamente que a maioria das pessoas não tem tempo, nem paciência ou gosto para se interessar por questões destas. Ao invés de haver alguém que explique as coisas todas como elas são (não dão votos, nem glória, nem tachos pois é) todos os grandes partidos políticos mentem por omissão. Preferem os discursos que apelam às emoções e ao desconhecimento geral. Nem está em questão políticas de direita ou esquerda, todas têm as suas virtudes e defeitos. Estão sim em questão as promessas vãs que não serão cumpridas e cuja justificação do "inconseguimento" serão os governos anteriores. O processo e os resultados são sempre o mesmo. Há lutas de classes (público vs privado, pobre vs rico, esquerda ou direita) e essas mesmas lutas mascaram os verdadeiros problemas, que se resumem a esta pergunta: Porque é que somos dos países mais desiguais da Europa?

(P.S.: Ufa, post de longo :D)

Adição:

Quanto ao post anterior sobre a CDU acerca da saída do Euro. Das duas uma, o João Ferreira ou não sabe do que fala ou omite a verdade. As duas são obviamente graves e tenho dificuldade em distinguir qual delas é a pior.
 
... que se resumem a esta pergunta: Porque é que somos dos países mais desiguais da Europa?

Seremos?

Comparar o muito rico com o muito pobre... então no México deve ser o esplendor.

A comparação deveria ser apresentado no poder de compra dos 90% da população que estão entre os mais ricos e nos mais pobres.

Então veríamos as verdadeiras diferenças entre os vários países.
 
Quanto ao post anterior sobre a CDU acerca da saída do Euro. Das duas uma, o João Ferreira ou não sabe do que fala ou omite a verdade. As duas são obviamente graves e tenho dificuldade em distinguir qual delas é a pior.

Sabe do que fala porque é impossível manter excedentes orçamentais conforme é pedido pelo pacto orçamental. E nesse caso não temos nenhuma hipótese de os cumprir e seremos expulsos da união.
 
Seremos?

Comparar o muito rico com o muito pobre... então no México deve ser o esplendor.

A comparação deveria ser apresentado no poder de compra dos 90% da população que estão entre os mais ricos e nos mais pobres.

Então veríamos as verdadeiras diferenças entre os vários países.

Cito a OCDE:

2011:

Portugal continua a ser um dos países mais desiguais do mundo desenvolvido, com um fosso acentuado na distribuição dos rendimentos, e o mais desigual entre as economias europeias, revelou hoje a OCDE.

De acordo com o estudo 'Divided We Stand: Why Inequality Keeps Rising', da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o fosso entre ricos e pobres atingiu o nível mais elevado dos últimos 30 anos.

...

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=35480

2013:

OCDE diz que antes da crise Portugal já era o país mais desigual da Europa

http://www.ionline.pt/artigos/dinhe...-portugal-ja-era-pais-mais-desigual-da-europa
 
o que temos tido até agora é um orçamento que bate nestes e poupa aqueles... o orçamento seguinte bate naqueles e poupa os anteriores... é uma ficção financeira.
 
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