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A DESGOVERNAÇÃO continua

Espanha adia uma das ligações do TGV a Portugal

O Governo espanhol decidiu adiar, por tempo indefinido, a abertura das propostas para o concurso da construção de parte de um dos troços da ligação ferroviária de alta velocidade entre Madrid e Badajoz.

Ainda assim, fonte do Ministério do Fomento espanhol garantiu à Lusa que se trata apenas de um adiamento "técnico" de alguns dias que afectou a vários concursos em curso actualmente.

"O calendário do projecto continua a ser para cumprir, como os dois Governos reafirmaram recentemente", disse a fonte oficial.

A mesma fonte explicou que estão a estudar todos os projectos devido aos cortes orçamentais anunciados pelo Governo espanhol para cumprir as metas de redução do défice e que incluem reduções de mais de 6 mil milhões de euros no investimento público até ao final de 2011.

Questionado pelo adiamento, o presidente do Governo regional da Extremadura (Espanha), Guillermo Fernández Vara, afirmou hoje, quarta-feira, ter o "compromisso do Governo" central que a ligação de alta velocidade entre Madrid e Lisboa "não sofrerá atrasos".

Em declarações aos jornalistas assegurou que "se não se cumprir" ele será o primeiro a chamar a atenção para o problema.

Vara insistiu que se trata de uma "reconsideração temporal até que se reajuste" o plano de investimento em infraestruturas e que o Governo mantém "o compromisso" de que a ligação "não sofrerá atraso".

Acrescentou que pode "entender que haja outras coisas que se podem atrasar", mas que "o AVE (TGV) no)”, até porque "os compromissos internacionais não podem estar submetidos ao vai-e-vem das economias" de cada país.

"Quando a Europa aposta pela comunicação por alta velocidade entre as suas capitais, faz com que essa questão seja prioridade", disse.

"Apesar disso, estaremos muito vigilantes para que isso aconteça. É lógico que haja, ajustes mas o ministro do Fomento, José Blanco, já anunciou no parlamento que o TGV Madrid-Lisboa não vai sofrer atraso", afirmou.

O adiamento refere-se especificamente a uma plataforma na zona de Alcântara-Garrovilas, cujas propostas apresentadas a concurso - convocado entre 13 e 16 de Março – e que deveriam ter sido abertas no passado dia 31 de Maio.

O Boletim Oficial de Estado (BOE) dá conta desse adiamento, explicando que a decisão foi tomada pelo presidente da ADIF (Administrador de Infraestruturas Rodoviárias) "por interesse geral".

Não há qualquer indicação de quando a abertura de propostas se realizará já que o próprio BOE explica que essa data será notificada através de uma nova publicação no boletim oficial.

No caso da linha da alta velocidade, o troço afectado pelo adiamento, com um orçamento de 106,2 milhões de euros, tem apenas 6,3 quilómetros, mas é um dos mais complexos da linha.

Inclui três viadutos, entre eles quase um quilómetro sobre o rio Almonte com um vão central, em forma de arco, de 384 metros, recorde mundial dentro da sua tipologia.

Além deste troço, estão actualmente em obras quatro outros, nomeadamente os que ligam Badajoz a Mérida e esta localidade a Cáceres e os entre esta cidade e Talayuela.

O projecto de construção continua a ser feito para 94 quilómetros do traçado.
 
Estranhos números do desemprego em Abril, em Portugal

Os factos:

1- Em Maio 2010, o INE referiu que a taxa de desemprego estimada do primeiro trimestre do ano seria 10,6% (deverá ser a média nos três primeiros meses do ano em curso);

2- O Eurostat refere que taxa de desemprego em Abril deste ano, em Portugal, encontra-se no valor de 10,8%.

3- Segundo o INE, a evolução económica do país no primeiro trimestre do ano foi de 1,0% em relação ao trimestre anterior, mas uma valorização de 1,7 em relação ao trimestre do ano anterior;

4- O desemprego apenas tem uma franca diminuição quando a economia cresce mais de 2%.

5- O Desemprego surge na diminuição do desempenho económico do país.

6- Encontramo-nos numa situação de estagnação económica há vários anos, pelo que o esforço de diminuição de custos já foi efectuado pelas empresa/agentes economicos);

7- A estatística do INE é isenta e com creditação (ao contrário do que por exemplo acontece nos EUA, onde apenas contabiliza a taxa de desemprego de quem recebe algum subsídio do Estado ou do Governo, para esse efeito).


As minhas dúvidas:

1- Será que os agentes económicos pensam que a situação economica europeia não irá melhorar, poderá até voltar à recessão ou estagnação (os países asiáticos asfixiarem a economia)?

2- Será a razão de as empresas que dão grande valor acrescentado (as que estão a dar crescimento ao país), terão poucos trabalhadores, ao contrário de outras que continuamente fazem despedimentos de centenas de trabalhadores e que representam practicamente nada na economia do país?;

3- Será a diminuição da admissão de funcionários nos quadros públicos?

4- Será que no primeiro quadrimestre existiu uma grande afluência de pessoas à procura do seu primeiro emprego?
 
Em relação ao desemprego, uma nota: agora no Verão é provável que diminua, como costuma suceder todos os anos. Ainda vamos ver alguns políticos regozijarem-se com essa descida, argumentando que são sinais de retoma.

Quanto às estatísticas do INE versus Eurostat, abstenho-me de comentar, pois desconheço os critérios que eles têm em conta para obter as estatísticas do desemprego.
 
Isto está cada vez melhor.


Ten Year Government Bond Spreads
Country Latest Spread
vs Bund Spread vs
T-Bonds
Australia 5.34% -97.61 +2.02
Austria 3.10% -99.85 -0.23
Belgium 3.33% -99.62 +0.01
Canada 3.39% -99.56 +0.07
Denmark 2.70% -100.25 -0.62
Finland 2.89% -100.06 -0.43
France 2.98% -99.97 -0.34
Germany 2.66% -100.29 -0.66
Greece 8.16% -94.79 +4.83
Italy 4.27% -98.68 +0.95
Japan 1.27% -101.68 -2.05
Netherlands 2.90% -100.05 -0.42
New Zealand 5.59% -97.36 +2.27
Norway 3.17% -99.78 -0.15
Portugal 5.03% -97.92 +1.71
Spain 4.47% -98.48 +1.15
Sweden 2.64% -100.31 -0.69
Switzerland 1.51% -101.44 -1.81
UK 3.55% -99.40 +0.23
US 3.32% -99.63 0.00


Dados de hoje, 2 de Junho.
 
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PCP quer revogar chips nos carros
Comunistas consideram medida «desproporcionada

O PCP vai propor na quarta-feira o agendamento do diploma que defende a revogação da decisão governamental que impõe a obrigatoriedade de todos os veículos passarem a ter um chip de matrícula, anunciou o deputado António Filipe, citado pela Lusa.

Os deputados comunistas vão propor o agendamento da sua proposta, para revogar o decreto-lei governamental, na conferência de líderes, uma decisão que sai das jornadas parlamentares do PCP, que terminam esta terça-feira em Setúbal.

Os comunistas contestam a medida do Governo socialista, aprovada na anterior legislatura, que consideram «completamente desproporcionada», uma vez que «qualquer cidadão deve ter o direito de poder optar sobre ter ou não ter um dispositivo de matrícula no seu veículo».

«Esta exigência que o Governo faz, como reconheceu a Comissão de Protecção de Dados quando emitiu o parecer, constitui uma intromissão grave na liberdade fundamental dos cidadãos», considerou António Filipe, para quem a medida do Executivo tem «a agravante» de estar «ao serviço de um objectivo que é o de impor o pagamento de portagens nas SCUT e fazê-lo sem custos para as respectivas empresas concessionárias, que passarão a beneficiar desse sistema».

PSD e Bloco de Esquerda já apresentaram diplomas no mesmo sentido da proposta comunista, cujo debate pode agora ser agendado em simultâneo.

O objectivo, acrescentou António Filipe, é que a Assembleia da República tome uma decisão sobre esta decisão do Governo antes de Julho, altura em que o Executivo pretende começar a cobrar portagens nas SCUT da Costa da Prata, do Grande Porto e do Norte Litoral.


http://www.tvi24.iol.pt/politica/pcp-chips-matriculas-carros-tvi24/1166912-4072.html
 
UE pode criar regulador único para supervisionar agências de rating

A Comissão Europeia apresentou hoje novas propostas no sentido de exercer um maior controlo sobre as agências de notação financeira.

A ideia é que sejam supervisionadas por um único regulador europeu, imbuído de poderes para investigar, multar e revogar licenças. E que seja capaz de ter mão no regime de atribuição de bónus com base num comportamento de risco que vigora nas empresas financeiras. Isto para evitar uma nova crise.

“As alterações às regras de regem as agências de ‘rating’ irão significar uma melhor supervisão e uma maior transparência neste sector crucial”, disse hoje em comunicado o comissário europeu do Mercado Interno, Michel Barnier (na foto), citado pela Bloomberg.

Barnier reiterou assim as suas afirmações de 18 de Maio, quando disse que as agências de notação financeira tinham de ser mais controladas, nomeadamente através de uma agência europeia.

“Não é normal que o mercado seja dominado por três grandes agências. A Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s precisam de concorrência. (...) São elas as responsáveis pelo clima de incerteza que se gerou nos mercados financeiros depois do corte do ‘rating’ da dívida de Portugal e da Grécia”, defendeu Barnier nessa ocasião, acrescentando que em inícios de Junho estariam novas propostas em cima da mesa.

Durão Barroso questiona as "três grandes" americanas

E hoje o presidente da Comissão Europeia replicou essas mesmas preocupações. “É normal que haja apenas três intervenientes relevantes em questões tão sensíveis em que existem grandes probabilidades de conflito de interesse? É normal que todos eles sejam do mesmo país?”, questionou-se Durão Barroso, citado pela Bloomberg.

O primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, que é também o presidente do Eurogrupo [ministros das Finanças dos países membros da Zona Euro] apelou ontem à criação de uma agência europeia de “rating” que seja supervisionada pelo BCE. E Durão Barroso concorda, tendo dito hoje que está a ponderar uma proposta muito semelhante, revela a Bloomberg.

A investigação às agências de “rating” intensificou-se quando a Standard & Poor’s cortou a classificação da Grécia para “lixo” a 27 de Abril passado. A incapacidade das agências de notação financeira para identificarem o verdadeiro valor dos títulos, muitos dos quais acabaram mais tarde por ser classificados como “lixo” [junk], tem resultado em inúmeros apelos no sentido de uma maior regulação do sector.

“Apesar de algumas divergências iniciais em matéria de partilha de competências, os governos da UE e o Parlamento Europeu apoiaram uma linha dura e uma maior supervisão de um sector avaliado em perto de quatro mil milhões de dólares e dominado por multinacionais norte-americanas, como a Standard & Poor’s e a Moodys”, sublinhou recentemente a “EurActiv”.

A União Europeia já aprovou legislação no sentido de regular as agências de “rating”, mas apresentou agora propostas adicionais. O objectivo é colocar as referidas agências sob a supervisão centralizada de uma nova agência chamada Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA, no original em inglês).

Além da legislação já aprovada, que levará a que as agências de notação financeira sejam registadas numa base de dados central europeia, Barnier defende também que os reguladores comunitários tenham acesso às metodologias utilizadas pelas agências, bem como à informação existente sobre “ratings” anteriores.

www.jornaldenegocios.pt

Será mais uma a regular dividendos para alguns especuladores (neste caso mais "europeus")?
 
UE pode criar regulador único para supervisionar agências de rating



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Será mais uma a regular dividendos para alguns especuladores (neste caso mais "europeus")?

Acho que será um pouco complicadote querer regular agências estrangeiras.. Como será isso possível, juridicamente falando?? Hum.. Deve ser para tapar o sol com a peneira ao zé povinho.. :) agora se a medida for criar mais uma agência de rating com sede na europa, enfim.. não acho que seja má a idéia, só acho que talvez seja um pouco ingênua, ou utopica, isto porque os especuladores não conhecem fronteiras (não têm nacionalidade), quero com isto dizer que especuladores podemos ser todos nós, desde que possuamos algum poder de influência financeiro, torna-se natural o desejo de provocar volatilidade nos mercados de forma a que tudo desca a pique para eu comprar a seguir, ou que tudo suba a pique para eu vender a seguir! Por isso digo, que numa economia global, todo o mundo tem dinheiro investido em todo o mundo, logo é como se não houvesse países, existem sim mercados, mercados esses sujeitos a mecanismos especulatórios com objectivo de comprar ou vender. Nenhum especulador gosta de perder dinheiro lançando uma nota de rating má ou um rumor negativo, a fazê-lo é porque tem um interesse por detrás que se irá revelar num curto/médio prazo! É pura utopia querer controlar aquilo que é o propósito comum a todos os investidores: fazer dinheiro! Ora se a economia está estagnada, que tal agitar um pouco os mercados? Entendem? Não se pode culpar o escorpião por ser venenoso, mas podemos sim limita-lo, por ex: eliminem as ordens de short selling, porque não eliminam?? A alemanha eliminou.. Tou farto de ver ordens de venda a descoberto lançadas por gestores de fundos de investimento com o intuito de fazer baixar cotações nos mercados.
 
Sou a favor dos chips nos veículos.

Apenas digo que quem não tem nada a esconder, nada teme.

Tem de ser regulado é que tem acesso aos dados, algo que de certo não irá ser descuidado.

O facto de obrigarem a colocar matrículas com chips não ameaça necessariamente a nossa liberdade, pois não fica demonstrado que alguém tenha passado na portagem X, apenas demonstra que o veículo passou! O que interpreto nessa medida é mais um custo acrescido para todos nós gerando receitas para o fornecedor dos chips. Se um cartão magnético custa para cima de 10Eur, quanto custará um chip?? É também uma forma de eliminar milhares de postos de trabalho nas portagens e de tornar viável eliminar as SCUTS sem ter de colocar portagens (seria pouco rentável colocar portagens com 2-3 pessoas por portagem em todas as saídas da A23, são muitas saídas e pouco tráfego nestas). É assim como colocarem máquinas no hipermercado que lêem o código barras das nossas compras, evitando-se um emprego como caixa, por isso vou sempre para a fila da caixa, em vez da máquina que retira um empregado. Esta medida só serve mesmo para tornar viável a eliminação das SCUTS e diminuir os custos com pessoal.
 
O chip deve ser facultativo. Tornar a sua compra obrigatória é um ataque sem precedentes à liberdade individual e ao direito à privacidade. Se eu optar por não usar scuts, por qual razão terei que ser obrigado a usar chips? Em Inglaterra, David Cameron tenciona, e bem, remover medidas e práticas que ponham em causa a privacidade e que tenham como objectivo «vigiar» cidadãos. Claro que em Portugal, um país impregnado por mais de trinta anos de socialismo (ideologia), a população já nem questiona muito estas coisas. Já nos anos trinta os socialistas britânicos faziam ataques à liberdade individual, elaborando, por exemplo, planos de ocupação dos tempos livres para os funcionários públicos.

Duas leituras, para reflexão:

Huxley_brave_new_world_small.jpg


road_to_serfdom.jpg


O CAMINHO DA SERVIDÃO (Português-Brasil):
http://www.ordemlivre.org/files/hayek-ocaminhodaservidao.pdf
 
Estranhos números do desemprego em Abril, em Portugal

Os números do desemprego aparecem sempre aos pares, sendo que os políticos escolhem indicador que lhes convém. Gostam de nos atirar areia para os olhos, com números de natureza diferente. Uma coisa são dados do dia de hoje, outra é a média do trimestre. Uma coisa é o número de beneficiários de prestações do desemprego, outra é o número de inscritos no centro de emprego, e outra é a população activa que não tem qualquer rendimento de trabalho (tem idade para trabalhar, mas não é trabalhador por conta de outrem, não é trabalhador independente, não é empregada doméstica, não é membro de órgão estatutario, não é gerente/sócio-gerente nem reformado/pensionista).

Penso que os números do desemprego deviam ser apresentados de forma transparente, chamando os nomes certos aos indicadores, por exemplo:
1-Número actual de inscritos no Centro de Emprego
2-Média trimestral de inscritos no Centro de Emprego
3-Número de beneficiários de prestações de desemprego
4-Número de beneficiários do rendimento social de inserção
5-Número de indivíduos em acções de formação profissional com protocolo com o IEFP/Centro de Emprego
6-População activa
7-Número de contribuintes que tenham apresentado rendimentos
8-Número de pensionistas dos vários sistemas de protecção social.

Como vêem, é fácil apresentar números, mas nem sempre usam os mesmos critérios. Porque não apresentar a evolução de todos estes indicadores e a comparação com períodos homólogos bem como a comparação com outros países ou com a média de grupos na união europeia?

Simples, a verdade não lhes convém! Não mentem, mas escolhem a verdade (o indicador) que lhes convém.
 
E ainda a propósito dos chips:

Socialism_Would_Mean.jpg

Pois.. Mas se fosse para ser facultativo para serviriam os chips? Para isso já temos a via verde, só adere quem quer! Os chips a serem criados, serão para uso obrigatório de certeza absoluta! Caso contrário não se justificam, bastaria querer aderir ou não à via verde..

Mas há um pormenor que não estou a entender: então e os veículos estrangeiros? Não precisam eles de usar chips para pagar as portagens?? Hum.. Estranho! Era só o que faltava nós pagarmos portagem e os turistas não. É que parece-me um pouco inviável, pouco prático um turista ter de adquirir um chip com valor pré-pago numa loja se quiser circular nas nossas auto-estradas.. :S
 
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