O Estado do País

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Estado
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Se os ordenados em geral baixarem 20 a 30%, também metade das superfícies comerciais e hipermercados fecham de certeza! É o regresso às feiras, mercados e passar férias visitando a família! :) Ah velhos tempos..

Se baixarem apenas os mais elevados, não haverá esse problema :thumbsup:
 
Com a bica a 60 cêntimos, o pão de 400 gramas a 70 cêntimos ou o prato do dia a 5 euros ninguém pode pagar salários mínimos de 1000 euros. Ainda há uns meses estive em Milão e num restaurante dificilmente se pagava menos de 15 euros, e um café era perto de 2 euros, mesmo nas cidades dos arredores como Bergamo ou Como.

O rendimento disponível elevado na zona norte de itália é que faz inflacionar o preços.

Obviamente se colocassem esse preços em Portugal, a grande maioria dos estabelecimentos deixaria de ter clientes :lol:
 
Da série: «Povo Lusitano: o Retrato pelos Sábios da Cidade» (I)


A Canalha

Como esta gente odeia, como espuma
por entre os dentes podres a sua baba
de tudo sujo sem sequer prazer!
Como se querem reles e mesquinhos,
piolhosos, fétidos e promíscuos
na sarna vergonhosa e pustulenta!
Como se rabialçam de importantes,
fingindo-se de vítimas, vestais,
piedosas prostitutas delicadas!
Como se querem torpes e venais
palhaços pagos de miséria rasca
de seus cafés, popós e brilhantinas!
Há que esmagar a DDT, penicilina
e pau pelos costados tal canalha
de coxos, vesgos e ladrões e pulhas,
tratá-los como lixo de oito séculos
de um povo que merece melhor gente
para salvá-lo de si mesmo e de outrem.

Jorge de Sena, 7 de Dezembro de 1971
 
monarquia.jpg




Há que não temer nem as palavras nem o raciocínio: o poder, ou tem um rosto e uma voz, ou é simples associação de criminosos irresponsáveis. O grande drama das democracias contemporâneas - por redundância, do mundo hodierno - é o eclipse da solidão responsável e o triunfo da turbamulta derrancada na tirania das exigências e dos chamados "direitos" inscritos pela mão de quem entende a Cidade como armazém inexaurível de pão e espectáculo gratuitos.

A privação da liberdade política é um flagelo, certo, mas fazendo de advogado do diabo diria que o bom e o mau governo não se aferem apenas pela maior ou menor ilusão de participação e daquelas condições que fazem da democracia o mal menor entre todos os outros regimes políticos. O poder é a capacidade de levar os outros a comportarem-se como nunca o fariam se a tal não fossem constrangidos. Disseminar o poder por muitos implica, a história comprova-o, entregar o bem comum a camarilhas devoristas, pelo que amiúde as chamadas democracias sem cultura de cidadania e sacrifício tresandam a corrupção, amadorismo e demolição das instituições que salvaguardam a unidade de destino.

Há ditadores boníssimos que são, por indução da sua obra, verdadeiros construtores de democracias. O continente africano tem hoje como líder político mais respeitado na arena internacional um ditador: Yoweri Kaguta Museveni. Há autocratas amados que entregaram a vida à sua comunidade e deixam um legado de obra e elevação que envergonharia muitos governantes eleitos. Lembro o nome do Sultão Qaboos bin Said Al Said de Omã. Por seu turno, os mais acabamos exemplos do triunfo das pulsões liberticidas contemporâneas foram eleitos livremente: Hugo Chávez, Robert Mugabe, Evo Morales, Hun Sen, Ahmadinejad e Lukashenko. O Rei-Povo decide, sempre, no estreito limite da sua visão do mundo, pelo que premeia quem com ele se identifica - os Berlusconi, os Zapatero, os Papandreou - e não quem exerce o poder para além da hora que passa.

Ora, uma democracia, para o ser, precisa de um poder não-democrático - isto é, não eleito - que seja agulha polar, que preserve e memória do pacto social, que não se comprometa nem envolva com as camarilhas ávidas e que não se deixa ludibriar pelos caprichos e reivindicações de curta duração da massa. A democracia precisa, desesperadamente, da caução da monarquia.


http://combustoes.blogspot.com/
 
Quer dizer que a única solução é reduzir os salários ? Eu acho que não, que é apenas a solução final, a desesperada, poderia ter sido evitada se se empreendesse um ambicioso programa de redução de despesa corrente e se evitasse mais endividamento em grandes obras de viabilidade nula e valor acrescentado nebuloso, mas isso não está a acontecer, está a suceder o inverso, com apoio de toda a esquerda, pelo que a derradeira e mais drástica solução será a única daqui a muito pouco tempo. Que solução tens tu ?
Ainda por cima ele finaliza o texto com a questão do défice, parece irresponsavelmente querer menorizar a situação dramática do nosso deficit.

A redução da despesa é tão importante como o aumento da receita mas...

... estamos num plano demagógico de discussão, tal qual o RSI (novo modelo para todos as prestações sociais do estado) que como solução final devia acabar porque é um subsídio à preguiça (reparem que o desempregado num país de 475 euros de salário, passou também a ser classificado como preguiçoso). Mas como solução final os salários deviam baixar para ganharmos mercado ou então como solução final devíamos trabalhar mais horas para produzirmos mais parafusos com o mesmo salário. E então se depois disso tudo ninguém nos comprar os parafusos?

Insisto na impossibilidade de redução de salários. Nada resolve. E só para cairmos na real, o dólar já vale 1 para 1,20 euros e não 1 para 1,50 euros. A vantagem de desvalorizar os salários provavelmente perdeu-se. Acho até que mesmo nesta situação é possível cumprir o plano acordado de elevar o salário mínimo até aos 500 euros em 2012. O impacto do aumento do salário mínimo elevada a dignidade do trabalho, não penaliza os resultados das empresas e penaliza os sectores de baixo índice tecnológico ou de reduzido número de trabalhadores (empresas familiares), forçando a reconversão do sector de actividade ou obrigando à reorganização/associação/agrupamento para ganhar escala (aqui deviam entrar os dinheiros públicos).

Sobre as grande obras públicas, já se demonstrou que o TGV não é viável no modelo proposto. Novo aeroporto de LX é possível noutras condições de financiamento bancário. Muitas outras obras públicas podem avançar e isso não é de todo criticável.

E sobre o financiamento bancário, o estado não tem um banco? Que tal começar a financiar a economia real. A que dá emprego sustentável. Também já se escreveu aqui que a maior parte do financiamento bancário dos últimos 15 anos se destinou a criar um mercado virtual de habitação para 30 milhões de residentes. Que tal "mexer" na contribuição autáquica dos prédios novos que estão "parados"?

Sobre soluções, apresento algumas das que o BE e o PCP tem apresentado. Captar a economia paralela, anda pelos 22% do PIB, taxar as operações bolsistas e o mercado virtual de habitação. Andar atrás do dinheiro não é nada de muito extravagente e já é prática nos países decentes.
 
Em Medicina existe um conceito estranho para muitos: análise custo-benefício. Como se sabe, os avanços tecnológicos têm propiciado a existência de tratamentos cada vez mais eficazes, mas também caros. Por isso, antes de fazer uma intervenção, há sempre que ponderar vários factores, e um deles será sempre o custo associado. Não faz sentido, por exemplo, intervir na neoplasia benigna da próstata num doente com 80 anos. Ou pagar um transplante de rim a um doente com 85 anos. Aliás, para muitas doentes existem algoritmos de auxílio no processo de decisão médica, e um dos factores tidos em conta é o custo dos tratamentos.

Vem esta conversa a propósito da proposta de incluir vigilantes nas praias o ano inteiro. Como se sabe, a maioria das nossas praias tem condições para a prática balnear apenas durante os meses compreendidos entre Junho e Setembro. Incluir vigilantes o ano inteiro, pagos pelas autarquias, seria mais um aumento absurdo do número de funcionários públicos e da despesa do Estado.

Resolver o problema das mortes recentes por afogamento em praias portuguesas passa também pela educação do público. Os portugueses devem saber que não é nada aconselhável banhar-se em praias não vigiadas, especialmente depois de Invernos rigorosos, ou depois de ingerirem um almoço bem farto. Se optarem por correr riscos, devem assumi-los e contar com as consequências. Tratando-se de crianças e adolescentes, aí já estaremos perante negligência dos pais ou encarregados de educação.

O problema da sociedade portuguesa é também uma questão de valores. Tornámo-nos uma sociedade imatura, acomodada, infantil, dependente dos cuidados do Estado paternalista. Como uma criança que precisa dos cuidados paternos, e que está incapacitada de assumir responsabilidades, acartar as consequências e guiar-se sozinha, os portugueses vivem acarinhados e protegidos pelo grande pai. As consequências não poderiam ser mais nefastas, e estão à vista. O Estado Social da cultura da doçura e da redistribuição ao estilo lusitano cria cidadãos moles, infantilizados, dependentes, irresponsáveis.

Por muito que isto choque a mentalidade portuguesa, nesta questão dos vigilantes de praia não estão apenas em causa as vidas de surfistas e cidadãos mais aventureiros que gostem de frequentar a praia durante o Inverno. Tal como na Medicina, há outro factor muito importante a ter em conta: os recursos são escassos, logo há que atentar aos custos da intervenção. Infelizmente, os portugueses não foram tocados pela cultura protestante, nem leram Adam Smith ou Max Weber.

Publicado por helenafmatos em 5 Junho, 2010

Salvar vidas na praia deve ser profissão o ano inteiro Já falta pouco para que os nadadores salvadores engrossem o número de trabalhadores da função pública. Há umas semanas tanto se tem falado sobre a problemática dos nadadores salvadores que nem se percebe como não temos morrido todos afogados dada a dimensão do problema. Tem sido um crescendo de notícias sobre o problema da nadador salvador que não estava lá. No primeiro momento os privados adoram porque lhes parece que vão pagar menos. Os sindicatos também apoiam porque nso próximos anos vários nadadores salvadores animarão manofestações várias. Depois teremos os comerciantes indignados porque os nadadores salvadores não foram destacados para aquea praia…. Enfim será o costume


http://blasfemias.net/
 
Portugal tem três feriados a mais que a média da União Europeia. Segundo Vasco Pulido Valente, na crónica de ontem do Público, entre pontes e feriados, os portugueses têm mais 22 dias de ócio que os restantes europeus. Assim, não há produtividade que aguente.

A minha proposta para a alteração da calendarização dos feriados:

1 de Janeiro
Sexta-feira Santa
Domingo de Páscoa
1 de Maio
5 de Outubro (data da assinatura do Tratado de Zamora)
1 de Novembro
25 de Dezembro
Feriado Municipal

Ou seja, passaríamos dos actuais quinze feriados (contando com o dia de Carnaval e o feriado municipal) para oito feriados. A isto, dever-se-ia acrescentar a penalização daqueles que optassem pelas pontes.
 
Portugal tem três feriados a mais que a média da União Europeia. Segundo Vasco Pulido Valente, na crónica de ontem do Público, entre pontes e feriados, os portugueses têm mais 22 dias de ócio que os restantes europeus. Assim, não há produtividade que aguente.

A minha proposta para a alteração da calendarização dos feriados:

1 de Janeiro
Sexta-feira Santa
Domingo de Páscoa
1 de Maio
5 de Outubro (data da assinatura do Tratado de Zamora)
1 de Novembro
25 de Dezembro
Feriado Municipal

Ou seja, passaríamos dos actuais quinze feriados (contando com o dia de Carnaval e o feriado municipal) para oito feriados. A isto, dever-se-ia acrescentar a penalização daqueles que optassem pelas pontes.

Eu tirava daí o feriado municipal e a sexta-feira santa ( não são precisos dois feriados em simultâneo ) e metia o 1 de dezembro ( dia da restauração ) e o 10 de Junho ( dia da Raça ).
 
Eu tirava daí o feriado municipal e a sexta-feira santa ( não são precisos dois feriados em simultâneo ) e metia o 1 de dezembro ( dia da restauração ) e o 10 de Junho ( dia da Raça ).

Trepkos,

na minha proposta, o dia de Portugal passaria para o 5 de Outubro, data da fundação do país. Por isso eliminei o 1 de Dezembro e o dia 10 de Junho. Basta um único feriado para glorificar a Nação.

Quanto à sexta-feira santa, compreendo que não deve ser retirado, uma vez que Portugal ainda é um país maioritariamente católico. Soar-me-ia a totalitarismo laicizante remover feriados como o 25 de Dezembro, a sexta-feira santa ou o Domingo de Páscoa. Mais discutível é a questão do 1 de Novembro (poder-se-ia dar apenas a manhã, para os portugueses prestarem culto aos seus familiares e amigos que já partiram).

Em relação ao feriado municipal, não tenho uma opinião definitiva, mas penso que não vem mal ao mundo se for também eliminado.

EDIT: se não me engano, a Inglaterra tem oito feriados ao longo do ano; com a minha proposta, ficaríamos com um número de feriados igual ao dos ingleses.
 
Para cima é que é caminho!

Ten Year Government Bond Spreads
Country Latest Spread
vs Bund Spread vs
T-Bonds
Australia 5.42% -98.34 +2.21
Austria 3.26% -100.49 +0.05
Belgium 3.47% -100.28 +0.26
Canada 3.29% -100.46 +0.08
Denmark 2.63% -101.13 -0.58
Finland 2.84% -100.91 -0.37
France 3.00% -100.75 -0.21
Germany 2.57% -101.18 -0.64
Greece 8.31% -95.44 +5.10
Italy 4.28% -99.47 +1.07
Japan 1.27% -102.48 -1.94
Netherlands 2.89% -100.86 -0.31
New Zealand 5.63% -98.12 +2.42
Norway 3.18% -100.57 -0.03
Portugal 5.33% -98.42 +2.12
Spain 4.60% -99.15 +1.40
Sweden 2.61% -101.14 -0.60
Switzerland 1.53% -102.22 -1.67
UK 3.51% -100.25 +0.30
US 3.21% -100.54 0.00

http://markets.ft.com/ft/markets/bonds.asp
 
Portugal tem três feriados a mais que a média da União Europeia. Segundo Vasco Pulido Valente, na crónica de ontem do Público, entre pontes e feriados, os portugueses têm mais 22 dias de ócio que os restantes europeus. Assim, não há produtividade que aguente.

A minha proposta para a alteração da calendarização dos feriados:

1 de Janeiro
Sexta-feira Santa
Domingo de Páscoa
1 de Maio
5 de Outubro (data da assinatura do Tratado de Zamora)
1 de Novembro
25 de Dezembro
Feriado Municipal

Ou seja, passaríamos dos actuais quinze feriados (contando com o dia de Carnaval e o feriado municipal) para oito feriados. A isto, dever-se-ia acrescentar a penalização daqueles que optassem pelas pontes.

Se o problema da falta de competitividade em Portugal fosse resolvido com mais três ou quatro dias de trabalho, estávamos nós muito bem. O défice de produtividade é muito superior a isso. Mais que feriados ou pontes, as causas da baixa produtividade dos portugueses, parece-me que são a falta de qualificações e especialização, excesso de burocracia e as muito grandes pausas para o café, para fumar e para almoçar.

Quanto às pontes, desta vez o governo não deu tolerância de ponto, portanto quem trabalha para o estado e não foi trabalhar, gastou um dia de férias. Está no seu direito. No privado, cada empresa sabe de si. Sinceramente achei mais escandaloso que se desse tolerância aquando da visita do Papa.
 
Já não punha a vista em cima deste tópico há vários meses.
E de facto para que é que o fiz:
Com as óbvias e meritórias excepções, isto continua um tópico
para os amantes dos profetas da desgraça e dos velhos do Restelo.
Felizmente que vivemos em Democracia ( Republicana) e todos têm direito a dizer o que pensam,mesmo aqueles que ao dizerem o que dizem , não o poderiam fazê-lo nos regimes que preconizam.
As virtudes do Estado Democrático , Laico e Republicano valem pela sua natural discrição.

Só uma achega quanto aos feriados:
como o David diz e muito bem, fosse a supressão de 2 ou 3 feriados para a resolução do deficit e embora lá eliminar 2 ou 3 ou 4.
Como estado laico que é a Répública Portuguesa ,não entendo o feriado do Corpo de Deus ,o de sexta-feira santa e o 8 de Dezembro.Muito menos ,tolerâncias de ponto por causa de visitas de chefes de estado.
Só aí arranjavam-se logo 3. Estava o problema resolvido???

Virei cá daqui a 3 meses ( ou mais) para ver se o conteúdo deste tópico
já terá nivéis mais elevados de confiança na minha amada República Portuguesa.
 
Trepkos,

na minha proposta, o dia de Portugal passaria para o 5 de Outubro, data da fundação do país. Por isso eliminei o 1 de Dezembro e o dia 10 de Junho. Basta um único feriado para glorificar a Nação.

Quanto à sexta-feira santa, compreendo que não deve ser retirado, uma vez que Portugal ainda é um país maioritariamente católico. Soar-me-ia a totalitarismo laicizante remover feriados como o 25 de Dezembro, a sexta-feira santa ou o Domingo de Páscoa. Mais discutível é a questão do 1 de Novembro (poder-se-ia dar apenas a manhã, para os portugueses prestarem culto aos seus familiares e amigos que já partiram).

Em relação ao feriado municipal, não tenho uma opinião definitiva, mas penso que não vem mal ao mundo se for também eliminado.

EDIT: se não me engano, a Inglaterra tem oito feriados ao longo do ano; com a minha proposta, ficaríamos com um número de feriados igual ao dos ingleses.

Pensei que o 5 de Outubro de referisse à implantação da República, se assim fosse tinha de ser definitivamente cortado do calendário, isso não é feriado nenhum.
 

Portugal Republicano já bateu no fundo do poço há muito. Todos os analistas o reconhecem, todos os Portugueses já se consciencializaram disso... menos os nossos amigos republicanos que se recusam a aceitar tal. Têm medo do passado quiçá....A História portuguesa recente tem sido ultrajada e manipulada de forma incoerente e caracterizada por um rol de acontecimentos sujos, deploráveis e vergonhosos para qualquer Estado. É emergente que se configure uma nova política tendente a mudar Portugal para que hajam alterações ao nível das políticas governamentais direccionadas para áreas como a educação, justiça, economia, saúde e tantas outras mais.

E como dizia Paiva Couceiro em 1919, "Quando em 1910 Portugal abandonou o Azul e Branco, Portugal abandonou a sua história! E os povos que abandonam a sua história são povos que decaem e morrem".
 
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