O Estado do País

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Quem se safa no meio disto tudo são as economias emergentes como a china, a índia, o brasil, em especial a China! A china tem aproveitado muito bem o momento de crise mundial, continuando a investir nos mercados internacionais, emprestando dinheiro, adquirindo cotas em empresas a preço de saldo. Primeiro a irlanda, depois a grécia, portugal, espanha, itália, JAPÃO na ruína, bélgica e a europa toda em medidas de contenção. Estamos a assistir o palco de uma reestruturacão política, económica e financeira mundial, e o mundo só irá acordar da crise provavelmente com uma nova ordem mundial, com mais ênfase nos chamados países emergentes! Agora vem aí o verão "seally season", mas será que o volume de negócios irá baixar como habitual, será que algum investidor poderá dormir e ir de férias descansado com os seus investimentos à mercê de volatilidades, depreciaçoes na bolsa, nos câmbios, em tudo?! Aparentemente parece que Portugal até está recuperando, mas porém, uma análise mais cuidada permite-me dizer que o desemprego aumentou uma vez mais, quando nesta época deveria descer (sector turismo, comércio e hotelaria) como é habitual no Verão, que será que nos espera em Setembro? A Europa só irá sobreviver se conseguir comportar-se como uma nação, aumentando o fundo de coesão, mas exigindo das suas nações o cumprimento de uma política económica e social com objectivos comuns, e é um pouco isso o que nos diferencia dos EUA, que têm maior capacidade, mas devem ainda mais, contudo têm mais crédito por serem uma nação que não se coibe em equilibrar as finanças entre estados, quando a situação o exige, assegurando políticas comuns.

A Europa nunca será os EUA. Ponto final. Leiam Maquiavel e estudem História. A URSS durou? A Jugoslávia durou? Os Impérios da Europa Continental duraram? No way!
 
A Europa nunca será os EUA. Ponto final. Leiam Maquiavel e estudem História. A URSS durou? A Jugoslávia durou? Os Impérios da Europa Continental duraram? No way!

Nem desejaria que fosse, eu quero continuar a ser português, abumino uma europa federalista imperialista. Nem a alemanha consegue minorar o suficiente as diferenças económicas e sociais entre a parte leste e a parte oeste e são todos nação alemã! Pelo menos ainda têm de passar algumas gerações até admitir essa hipótese de nos sentirmos todos europeus e como irmãos compatriotas, nem era preciso uma guerra entre europa e o mundo para nos unir, esta crise é em si uma oportunidade sem igual e poder central da europa não quer aproveitar esta ocasião que seria memorável unindo todos os cidadãos europeus. Os EUA não são bons em tudo, têm muitos defeitos, em especial nas políticas sociais, só agora começam a preocupar-se, algo pouco salutar num país tão poderoso. Países como a URSS e a jugoslávia, só poderiam ter o desfecho que tiveram, pois já nasceram com vários pontos fracos: políticas leninistas, estalinistas que nada têm a ver com o marxismo nem com o comunismo actual (penso eu..), estão condenados à pobreza todos os países fechados, nenhuma nação cria riqueza só para si sem se abrir para o mundo e sem permitir património privado! Outro ponto fraco destas repúblicas e dos impérios europeus é que pretenderam à força formar um país sem que fosse pátria, isto é, não se conseque unir à força povos que estão historicamente de costas voltadas devido às diferenças entre estes: cultura, etnia, raça, religião, odios, guerras, direitos adquiridos diferenciadamente, diferenças de riqueza.. Razões que não nos agradam (abobinamos até) mas que persistem durante séculos de geração em geração quer queiramos, quer não. Para que 2 pátrias se tornem uma pátria é preciso muito mais do que 2 assinaturas num papel, é preciso tempo, justiça, liberdade, respeito pela diferença, coesão social, tudo!
 
O que irá acontecer? O que está acontecendo é uma busca de equilíbrio, uma reestruturação na ordem mundial tal como a conhecemos. Os países demasiado endividados terão de descer alguns degraus no seu nível de vida, até chegarem a um nível de endividamente controlado. Enquanto isso, as economias emergentes que não estejam demasiado endividadas irão continuar a crescer exportando, aproximando-se mais dos países ricos. Os países ricos que tenham a dívida controlada ou sem dívida, irão manter-se ou descer apenas um degrau, pois irão conseguir exportar menos. Os países pobres e demasiado endividados, continuarão ainda mais na miséria. Conclusão: esta crise vai no sentido de reduzir as diferenças nos níveis de vida entre países ricos endividados e economias emergentes de países não muito endividados. Esta crise irá parar num certo ponto de equilíbrio onde iremos de novo conseguir exportar mais e assim crescer de novo. Alternativas: Se houver alguma nova descoberta, de uma nova tecnologia revolucionária ou de uma nova fonte de energia, tal como aconteceu com o petróleo, teríamos então uma nova era de crescimento. Mas não me parece..
 
Já tenho pensado algumas vezes sobre este assunto.
Os recursos à face da terra (incluindo os que estão mesmo debaixo da terra e oceano) são finitos. Com a constante extracção dos mesmos cada vez é mais difícil e oneroso obtê-los. Cada vez mais a procura aumenta - os países emergentes são também os mais populosos à face do planeta.

As empresas passaram grande parte da produção para esses países e em consequência mudaram hábitos de vida das suas populações que agora acedem ao dinheiro que antes não tinham. Em consequência directa também eles passaram subitamente a consumir agravando as necessidades de matérias primas.

Sendo assim é urgente um equilíbrio mundial entre a oferta e a procura. Parece-me que este ciclo fará parte de um processo longo e "doloroso" que em última instância levará a esse equilíbrio.

Lembrem-se de um dado importante: se os chineses e os indianos se aproximarem do índice consumista ocidental não há matérias primas para todos.
E ainda faltará muita população mundial chegar sequer a indicadores mínimos de consumo para viverem com decência - e isso afectará todos sem excepção.

Antes que isso aconteça teremos que, nós ocidentais, trabalhar para que um estilo de vida mais ecológico seja o novo motor da economia mundial.
A reaproveitação da maior parte dos produtos não perecíveis é emergente. A menor dependência das energias fósseis e aposta nas renováveis como o nuclear (fusão fria). Alocar mais recursos financeiros para a investigação e menos no militar.

Temos todos de consumir menos e com melhor critério na escolha: produtos com melhor qualidade e duradouros - escolher um brinquedo "made in china" de péssima qualidade e depois deitar ao lixo 1 ou 2 dias depois faz sentido? Claro que faz mas para quem fabrica e vende...este tipo de produtos nunca mas nunca deveriam ter entrado na cadeia de escolha dos consumidores ocidentais. Consomem-se produtos baratos, perigosos, de curta duração que levam a manter uma febre de aquisição constante: são divisas e mais divisas a sair destes países. E não é com isso que a qualidade de vida dos ocidentais tem melhorado.

Podemos adquirir mais e mais mas não vivemos melhor. É hora de parar e pensar o que realmente nos convêm...
:thumbsup:
 
Já tenho pensado algumas vezes sobre este assunto.
Os recursos à face da terra (incluindo os que estão mesmo debaixo da terra e oceano) são finitos. Com a constante extracção dos mesmos cada vez é mais difícil e oneroso obtê-los. Cada vez mais a procura aumenta - os países emergentes são também os mais populosos à face do planeta.

As empresas passaram grande parte da produção para esses países e em consequência mudaram hábitos de vida das suas populações que agora acedem ao dinheiro que antes não tinham. Em consequência directa também eles passaram subitamente a consumir agravando as necessidades de matérias primas.

Sendo assim é urgente um equilíbrio mundial entre a oferta e a procura. Parece-me que este ciclo fará parte de um processo longo e "doloroso" que em última instância levará a esse equilíbrio.

Lembrem-se de um dado importante: se os chineses e os indianos se aproximarem do índice consumista ocidental não há matérias primas para todos.
E ainda faltará muita população mundial chegar sequer a indicadores mínimos de consumo para viverem com decência - e isso afectará todos sem excepção.

Antes que isso aconteça teremos que, nós ocidentais, trabalhar para que um estilo de vida mais ecológico seja o novo motor da economia mundial.
A reaproveitação da maior parte dos produtos não perecíveis é emergente. A menor dependência das energias fósseis e aposta nas renováveis como o nuclear (fusão fria). Alocar mais recursos financeiros para a investigação e menos no militar.

Temos todos de consumir menos e com melhor critério na escolha: produtos com melhor qualidade e duradouros - escolher um brinquedo "made in china" de péssima qualidade e depois deitar ao lixo 1 ou 2 dias depois faz sentido? Claro que faz mas para quem fabrica e vende...este tipo de produtos nunca mas nunca deveriam ter entrado na cadeia de escolha dos consumidores ocidentais. Consomem-se produtos baratos, perigosos, de curta duração que levam a manter uma febre de aquisição constante: são divisas e mais divisas a sair destes países. E não é com isso que a qualidade de vida dos ocidentais tem melhorado.

Podemos adquirir mais e mais mas não vivemos melhor. É hora de parar e pensar o que realmente nos convêm...
:thumbsup:

Essa questão já é falada noutros países, há dias li que por cada x carros que entram nas estradas da China há y americanos que não podem adquirir uma viatura nova.

O que está a suceder é uma redistribuição massiva da riqueza mundial, que está a ser transferida para a Índia, para a China ou para a Coreia do Sul. Tenho um professor que lecciona nos EUA e disse-nos há dias que os melhores alunos são os orientais, pois são os mais disciplinados, conseguem estar horas a fio a estudar sem que nada os distraia, não se importam de abdicar da vida social para serem os melhores alunos.

No Ocidente perdemos o espírito de sacrifício e de poupança. As consequências estão à vista.

Muito em breve uma parte da população portuguesa deixará de poder ter carro próprio, telemóvel topo de gama ou TV Cabo. Voltaremos a ser uma sociedade mais hierarquizada e mais competitiva.

Lamento que os políticos medíocres que temos à esquerda e à direita não comecem já a antecipar o futuro, liberalizando o mercado de arrendamento, combatendo a insegurança no centro das cidades... Para consumirmos menos recursos, temos de voltar a viver nos centros urbanos, ao lado do emprego, utilizar mais o transporte público nas deslocações do dia a dia, comprar só quando temos dinheiro para pagar a pronto e para manter o que se comprou...
Precisamos de cidades mais humanizadas, com mais escolas, jardins públicos, faixas para bicicleta, melhores transportes, mais alojamentos no mercado de arrendamento.

Temo que os portugueses e outros povos ocidentais não estejam preparados para abdicar do actual estilo de vida e que as crispações sociais e políticas possam conduzir a situações de grave instabilidade. Veja-se o que tem sucedido na Grécia.

EDIT: há dias um membro da CGD disse que os portugueses tinham hábitos de desperdício absurdos, como o pequeno-almoço no café. Com a quantidade exorbitante de centros comerciais, cafés ou restaurantes que abriram nos últimos dez anos e que captaram em parte o que saía dos empregos do sector produtivo (indústrias, agricultura, pescas), colocando Portugal no topo dos países europeus em termos de área comercial por habitante, imagino o que será da nossa precária economia se gradualmente os portugueses começarem a cortar na ida ao centro comercial ao fim-de-semana, no pequeno-almoço no café, no jantar do take-away, nas roupas novas todas as estações, no i-Phone novo...
 
...há dias um membro da CGD disse que os portugueses tinham hábitos de desperdício absurdos, como o pequeno-almoço no café. Com a quantidade exorbitante de centros comerciais, cafés ou restaurantes que abriram nos últimos dez anos e que captaram em parte o que saía dos empregos do sector produtivo (indústrias, agricultura, pescas), colocando Portugal no topo dos países europeus em termos de área comercial por habitante, imagino o que será da nossa precária economia se gradualmente os portugueses começarem a cortar na ida ao centro comercial ao fim-de-semana, no pequeno-almoço no café, no jantar do take-away, nas roupas novas todas as estações, no i-Phone novo...

Não há volta a dar...temos de ser mais racionais em tudo o que fazemos. Não se trata de deixar de adquirir, seja o essencial ou o acessório. Trata-se apenas de
o fazer em função do rendimento real disponível e não com acesso a crédito como tem sido a norma.
Se tiverem de fechar lojas e cafés, centros comerciais e afins, que o seja. Não sem antes sermos capazes de aprender com os erros que cometemos nos últimos 30 anos de democracia.
Coloco aqui também a questão relativa aqueles que vivem apenas da "esmola" de todos nós, e que é transcendente ao actual estado de coisas...
Foi passado por email:

"Afinal o mal não é só nosso .... E já se tinha detectado há muito muito tempo .... Uma experiencia socialista:

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca chumbou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, chumbado uma classe inteira. Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo. '
O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiencia socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas em provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e, portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores... Logo que a média das primeiras provas foi tirada, todos receberam 14. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
 
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam da media das notas. Portanto, agindo contra as suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Em resultado, a segunda média dos testes foi 10. Ninguém gostou.
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5. As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da turma. Portanto, todos os alunos chumbaram... Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiencia socialista tinha falhado porque ela fora baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiencia tinha começado. "Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."

 
O pensamento abaixo foi escrito em 1931.
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar a alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."


Para aqueles que acham que o equilíbrio de uma sociedade é a repartição equitativa da riqueza...pensem melhor no que poderá acontecer cá em portugal: aqueles que mais trabalham terem o mesmo dinheiro daqueles que nada fazem? Não é esse o caminho...
Por mim uma sociedade justa é aquela em que cada um recebe em função do mérito no seu trabalho diário. Prémios chorudos só para aqueles que demonstrem mérito na sua função. para aqueles que nada querem fazer também a sociedade deverá dar o merecido e justo prémio para eles - a indiferença ou o castigo se a isso chegar.
 
Aristocrata, há muitas formas de fazer redistribuição. Eu sou contra a maioria das prestações sociais. A sociedade teria muito mais a ganhar se o Estado garantisse a todos os jovens o acesso a uma instrução exigente desde o pré-primário até ao Superior. Isso sim seria uma forma de redistribuição eficaz. Hoje em dia quem tem dinheiro põe os filhos no British Council e num colégio privado, bem como em bons explicadores, viaja e tem em casas livros. A maioria das famílias portuguesas tem os filhos em escolas públicas onde a qualidade deixa muito a desejar, e obviamente não tem dinheiro para explicadores muito menos para ir a museus a Paris ou a Londres. Entramos nas casas em Portugal e por vezes não vemos nem um único livro. O ensino nas privadas não é muito melhor, mas ao menos lá os programas são cumpridos e há boa preparação para os exames nacionais, para além do ambiente e da disciplina serem outra coisa. Sei porque conheço bem os dois mundos. Por isso apoiei sempre e apoiarei o Paulo Rangel, porque é o único político português que percebe isto e que sabe a raiz do nosso problema. Os suecos no final do século XIX já tinham a população educada, nós andamos com 7 ou 8% de analfabetos, 40% de iliteracia e enveredámos pelo facilitismo para melhorar estatísticas. Nos PISA somos dos piores da Europa, a título de exemplo. E a massificação do Ensino Superior e Bolonha também não trazem nada de bom...

Se o Estado quer fazer algo de útil, garanta ensino pré-escolar a todas as crianças, mude radicalmente os manuais e os programas, introduza exames nacionais no quarto ano, sexto, nono e em todos os anos do secundário, separe as escolas técnicas das escolas para prosseguimento de estudos, reintroduza a Filosofia e a Literatura a sério, reintroduza o ensino da Química e da Física como deve ser nos cursos científicos, dê direito de escolha aos pais em relação à escola, torne o acesso à profissão de professor mais selectivo, melhore as remunerações dos professores para tornar a profissão mais atractiva.
 
Alguém disse: "Não dês peixe, ensina a pescar!"

Pois bem, Portugal faz ainda pior, dá dinheiro em vez de dar "peixe" em vez de ensinar a pescar!

Penso que não se podem tratar todas as prestações/subsídios sociais da mesma forma, existem aqueles subsídios que resultam da contribuição do próprio e da sua entidade empregadora, esses não são mérito do estado social, são atribuídos por direito!
Prefiro abordar por exemplo o RSI - Rendimento Social de Inserção, neste caso penso que em vez de ser atribuído um rendimento mensal monetário se devia atribuir um plafond de consumo mensal válido apenas para compra de alimentos, medicamentos, material escolar, roupa, transportes públicos. Na Áustria existem os estabelecimentos sociais bem como refeitórios sociais. Se é descriminatorio? Talvez seja, mas aposto que no geral seria gasto menos dinheiro, pois ao não haver dinheiro, não haveria tabaco, álcool, drogas e outros abusos. E talvez por ser algo socialmente descriminatorio, talvez nem todos os beneficiários de RSI (da cota parte que abusa do sistema) aderissem aos locais definidos para dar apoio social em generes.

Mas existe ainda outro RSI, que nos escapa! O Rendimento de reintegração dos srs ex-deputados, que é no fundo uma espécie de rendimento social de inserção. Para mim, acabava já e de uma forma justa: os srs ex-deputados iriam deixar de receber um rendimento de reintegração profissional para receber um subsídio de desemprego (com as mesmas regras dos restantes cidadãos) calculado com base no que auferiam no emprego antes de serem deputados. Isto porque os srs deputados não descontam para a segurança social, porque deviam descontar e assim poderia ser-lhes atribuído um subsídio com base no ordenado que recebiam enquanto deputados.
 
(...) torne o acesso à profissão de professor mais selectivo, melhore as remunerações dos professores para tornar a profissão mais atractiva.

O problema dos professores não é o que recebem de ordenado, mas sim as poucas horas que são atribuídas a alguns (horários incompletos). São licenciados, e como qualquer outro licenciado que desempenhe uma profissão na "função pública" entram no 1o escalão e depois têm uma carreira que como sabem já não é automática. As dezenas de milhares de professores no desemprego, fazem-me pensar que a profissão talvez seja atrativa o suficiente dada a enorme procura de emprego em relação à oferta. Não quero estar a ser injusto, mas a verdade é que as universidades, politécnicos continuam a encher-se de alunos para ensino, para direito, isto apesar de terem noção do desemprego que existe.

No início o ensino politécnico era destinado a uma via profissionalizante, dita técnica, enquanto que ao optar pela universidade se seguia pela via ensino. Foi em parte esta desvirtualizacão do âmbito destes estabelecimentos que teve como consequência a existência de dezenas de milhares de professores no desemprego. A via técnica profissional, hoje em dia, resume-se quase apenas às escolas de formação profissional, que são poucas e cujos cursos muitas vezes já não vão de encontro às necessidades de emprego.
 
O problema dos professores não é o que recebem de ordenado, mas sim as poucas horas que são atribuídas a alguns (horários incompletos). São licenciados, e como qualquer outro licenciado que desempenhe uma profissão na "função pública" entram no 1o escalão e depois têm uma carreira que como sabem já não é automática. As dezenas de milhares de professores no desemprego, fazem-me pensar que a profissão talvez seja atrativa o suficiente dada a enorme procura de emprego em relação à oferta. Não quero estar a ser injusto, mas a verdade é que as universidades, politécnicos continuam a encher-se de alunos para ensino, para direito, isto apesar de terem noção do desemprego que existe.

No início o ensino politécnico era destinado a uma via profissionalizante, dita técnica, enquanto que ao optar pela universidade se seguia pela via ensino. Foi em parte esta desvirtualizacão do âmbito destes estabelecimentos que teve como consequência a existência de dezenas de milhares de professores no desemprego. A via técnica profissional, hoje em dia, resume-se quase apenas às escolas de formação profissional, que são poucas e cujos cursos muitas vezes já não vão de encontro às necessidades de emprego.

Por algum motivo disse que o acesso tinha de ser selectivo. Poucos cursos e poucas faculdades, com bons professores, e exame no final do curso,como se faz em Medicina. O acesso à profissão teria em conta dois factores chave: a média de curso e a nota de exame final de acesso à carreira.

Mas sobre o desemprego, há muito a dizer. Na verdade, há falta de professores nalgumas áreas, como a Matemática ou a Química.

Também não vejo por qual razão não poderemos ter professores de superior a leccionar nos liceus. As escolas técnico-profissionais poderiam estar ligadas aos politécnicos e até utilizar as mesmas instalações.

Mais uma nota: quando falo em tornar a profissão atractiva, refiro-me à atracção de cérebros, que neste momento estão todos caídos na Medicina ou num ou noutro curso da Católica. As médias de acesso a Matemática, ou Química, por exemplo, são muito baixas, inferiores a 14.
 
Frederico, também já tinha pensado nisso, mas tudo tem os seus prós e contras, porque limitar selectivamente o acesso é limitar a liberdade de escolha em nome de proteger os recém formados do desemprego certo. Por outro lado, se não houver selectividade no acesso promove-se a liberdade de escolha com a utopica promessa subentendida de que os recém formados com melhores médias terão emprego quase certo. Quanto às médias a matemática e a química serem baixas, tal deve-se também ao elevado numerus clausus que é muito superior a medicina e deve-se também pelo facto de a prova de acesso a matemática ser historicamente um desastre em Portugal. Os alunos de medicina não fazem prova de acesso a matemática, razão pela qual conservam as suas médias limitadas pelo pequeno número de acesso a medicina.

Penso que à semelhança do que se passa ou passava, a medicina, seria boa idéia haver um exame psicológico (entrevista) por forma a avaliar não o conhecimento mas também a atitude profissional para assim estimar o potencial de competência dos futuros alunos de medicina ou de professores. É que há verdadeiros gênios na medicina e no ensino, mas na realidade não têm a menor capacidade psicológica para exercer medicina ou capacidade de ensinar! Eu distingo um bom professor quando após uma falta minha, vou à aula e entendo a lição como se não tivesse faltado antes! Os bons professores têm brio em ensinar, em fazer analogias, em puxar pela motivação do aluno, em explicar realmente para que serve tudo aquilo que se aprende! E os médicos é igual, devem ser simpáticos, atenciosos, éticos,profissionais, sensíveis, cuidadosos, enfim, um monte de características psicológicas que ultrapassam todo o conhecimento de medicina que possam ter!

Ps: Deviam aumentar o número clausus nas faculdades de medicina, sem prejuízo na qualidade de ensino claro (por consequência, baixam as médias). Estou farto de ver médicos a exercer no privado que fazem horas no público que fazem o "sacrifício" de fazer horas extra, ou que pediram a pré-reforma e agora fazem falta nos nossos centros de saúde e hospitais. Faz impressão o fecho de unidades à noite por falta de equipas de médicos e ver directores de hospitais demitidos por não acatar ordens de políticos para o fecho à noite, ao que isto chegou! A população está envelhecendo, precisa de mais médicos, e ainda se houvem vozes pros lados da ordem dos médicos no sentido de não aumentar as vagas de medicina, que conveniente!
 
Frederico, também já tinha pensado nisso, mas tudo tem os seus prós e contras, porque limitar selectivamente o acesso é limitar a liberdade de escolha em nome de proteger os recém formados do desemprego certo. Por outro lado, se não houver selectividade no acesso promove-se a liberdade de escolha com a utopica promessa subentendida de que os recém formados com melhores médias terão emprego quase certo. Quanto às médias a matemática e a química serem baixas, tal deve-se também ao elevado numerus clausus que é muito superior a medicina e deve-se também pelo facto de a prova de acesso a matemática ser historicamente um desastre em Portugal. Os alunos de medicina não fazem prova de acesso a matemática, razão pela qual conservam as suas médias limitadas pelo pequeno número de acesso a medicina.

Penso que à semelhança do que se passa ou passava, a medicina, seria boa idéia haver um exame psicológico (entrevista) por forma a avaliar não o conhecimento mas também a atitude profissional para assim estimar o potencial de competência dos futuros alunos de medicina ou de professores. É que há verdadeiros gênios na medicina e no ensino, mas na realidade não têm a menor capacidade psicológica para exercer medicina ou capacidade de ensinar! Eu distingo um bom professor quando após uma falta minha, vou à aula e entendo a lição como se não tivesse faltado antes! Os bons professores têm brio em ensinar, em fazer analogias, em puxar pela motivação do aluno, em explicar realmente para que serve tudo aquilo que se aprende! E os médicos é igual, devem ser simpáticos, atenciosos, éticos,profissionais, sensíveis, cuidadosos, enfim, um monte de características psicológicas que ultrapassam todo o conhecimento de medicina que possam ter!

Paulo, anda muito desactualizado. A matemática já é uma prova específica obrigatória para todos os cursos de Medicina desde 2007/2008.

Quanto às vagas de Matemática, as médias são baixas, tal como em Física e Química, porque há poucos alunos a concorrer para estes cursos. Neste momento há falta de matemáticos, físicos e químicos, e não fosse a reforma curricular feita no ensino secundário há uns anos atrás, a falta de professores nestas áreas ainda seria mais gritante.

Em relação ao desemprego no Ensino Superior. Sendo o nosso Ensino Superior maioritariamente público, o ideal é que haja uma situação de subemprego, mas não de desemprego massivo, como já existe no Direito, na Arquitectura ou como virá a suceder na Medicina Dentária. Sendo cursos muito específicos, é deitar dinheiro do Estado para o lixo formar centenas e centenas de alunos para o desemprego.

Por fim, quando falo de acesso selectivo refiro-me a exames de acesso aos cursos e à profissão exigentes.

Sobre o tal exame psicológico, conhecendo bem o meio médico, temo que isso abriria portas a muitas cunhas... é melhor estar tudo como está. Para as médias de Medicina baixarem, teremos de ter uma situação de subemprego e tornar outras profissões mais atractivas, como a de professor, investigador, físico, matemático, químico, farmacêutico... senão os cérebros continuarão todos concentrados na Medicina. Não querendo menorizar a profissão de enfermeiro, não compreendo como um curso técnico como a enfermagem tem médias de acesso de 16 ou 17 aqui no Porto e cursos universitários tão belos como Física ou Química tenham 11 ou 12 de média. Há coisas no nosso país que não fazem nenhum sentido.

Ah, e mais uma nota. Há uns anos que o Estado anda a desprestigiar as Letras. A Filosofia, a História, as Línguas passaram para segundo plano. Já não há grego nem latim nas escolas, não se lê nem estuda obras dos grandes pensadores... Churchill aos 13 anos para entrar em Eton (não entrou) tinha de saber grego e latim, com 13 anos!

Bem, isto não é só um problema português. A treta do facilitismo e da falta de conhecimento dos nossos jovens já anda a preocupar as autoridades inglesas e francesas. Já se diz que os A levels de Inglaterra andam muito fáceis, e em França o Sarkozy quer que os alunos estudem cinema para não continuarem a engolir o lixo comercial.

Nós já tivemos um bom ensino secundário, sei porque vejo a qualidade dos manuais dos meus familiares mais velhos, no entanto vieram umas mentes iluminadas e destruíram tudo. Agora até querem que nas escolas a sala de aula deixe de ser o local de aprendizagem central e passem a ser os corredores e a biblioteca, onde os alunos circularão com os seus portáteis e discutirão projectos e ideias com os professores! :lmao: Não estou a brincar.
 
Frederico, também já tinha pensado nisso, mas tudo tem os seus prós e contras, porque limitar selectivamente o acesso é limitar a liberdade de escolha em nome de proteger os recém formados do desemprego certo. Por outro lado, se não houver selectividade no acesso promove-se a liberdade de escolha com a utopica promessa subentendida de que os recém formados com melhores médias terão emprego quase certo. Quanto às médias a matemática e a química serem baixas, tal deve-se também ao elevado numerus clausus que é muito superior a medicina e deve-se também pelo facto de a prova de acesso a matemática ser historicamente um desastre em Portugal. Os alunos de medicina não fazem prova de acesso a matemática, razão pela qual conservam as suas médias limitadas pelo pequeno número de acesso a medicina.

Penso que à semelhança do que se passa ou passava, a medicina, seria boa idéia haver um exame psicológico (entrevista) por forma a avaliar não o conhecimento mas também a atitude profissional para assim estimar o potencial de competência dos futuros alunos de medicina ou de professores. É que há verdadeiros gênios na medicina e no ensino, mas na realidade não têm a menor capacidade psicológica para exercer medicina ou capacidade de ensinar! Eu distingo um bom professor quando após uma falta minha, vou à aula e entendo a lição como se não tivesse faltado antes! Os bons professores têm brio em ensinar, em fazer analogias, em puxar pela motivação do aluno, em explicar realmente para que serve tudo aquilo que se aprende! E os médicos é igual, devem ser simpáticos, atenciosos, éticos,profissionais, sensíveis, cuidadosos, enfim, um monte de características psicológicas que ultrapassam todo o conhecimento de medicina que possam ter!

Ahh, mais uma nota. No São João, na disciplina de Psicologia Médica, os alunos andam um ano inteiro a aprender a ser atenciosos, a falar com o doente, a respeitá-lo, a treinar consultas, a não fazer juízos morais, a ser éticos, a não ser comerciais. E noutras disciplinas, estas questões também são muito abordadas. A questão humana não é esquecida na nossa formação, ao contrário do que muita gente diz. Agora se depois na vida profissional se põe em prática o que se aprendeu, isso já depende de cada um. Mas boa formação nesse aspecto aqui não falta.
 
Frederico, é provável que já esteja algo desactualizado, entrei no ensino superior em 91/92, já passaram uns anitos.. Lol :D
No meu tempo, para além da prova geral de acesso, tinha as provas específicas e o exame de matemática 10/12 era realmente uma monstruosidade!! :) Tínhamos em média um exame de 3 em 3 dias, era a loucura..

Realmente, o que afirmas relativamente ao estado do ensino, é completamente surreal, ao que isto chegou! :S Dava para escrever um livro sobre o delírio mental do governo e as suas reformas de ensino! Qualquer dia, faz-se o SIMPLEX 100% no ensino: e-learning em casa, avaliado com exame online por tentativas ilimitadas!! Oh Deus, tirem-nos deste filme! :)
 
Frederico, é provável que já esteja algo desactualizado, entrei no ensino superior em 91/92, já passaram uns anitos.. Lol :D
No meu tempo, para além da prova geral de acesso, tinha as provas específicas e o exame de matemática 10/12 era realmente uma monstruosidade!! :) Tínhamos em média um exame de 3 em 3 dias, era a loucura..

Realmente, o que afirmas relativamente ao estado do ensino, é completamente surreal, ao que isto chegou! :S Dava para escrever um livro sobre o delírio mental do governo e as suas reformas de ensino! Qualquer dia, faz-se o SIMPLEX 100% no ensino: e-learning em casa, avaliado com exame online por tentativas ilimitadas!! Oh Deus, tirem-nos deste filme! :)

Acho que nos EUA já existe algo do género. Há tempos mostraram-me um site desses, pena não ter guardado nos meus favoritos.
 
Estado
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