O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Pelo contrário. Esta crise está longe do crédito fácil e do juro baixo. A crise começa na pressão sobre os salários e sobre o rendimento, porque a única forma de criar valor com as regras actuais passou a ser o ataque ao salário, aos impostos, à segurança social e à solidariedade entre gerações, transformando tudo em mercadoria. Não é por acaso que muitas empresas saíram de Portugal para irem para a Roménia, Bulgária, Marrocos, Índia e China. Trabalham as mesmas horas, geram o mesmo valor por cada hora de trabalho mas pagam menos e pagar menos é gerar valor.

Como se percebe por aqui há muitos adeptos do Estado mínimo. Mas duvido muito que tenham sequer dinheiro para entrar num hospital privado, numa escola privada ou que pudessem aviar uma receita na farmácia sem a comparticipação do Estado. Talvez vivessem à luz das velas porque como se sabe o preço da electricidade é REGULADO e está muito longe do preço real.

E não adianta confundir a organização económica de um país feita pelo Estado com a corrupção dentro de um Governo. Quem melhor que o Estado pode gerir as expectativas da economia? Como pode um Estado regular a economia se não tiver as suas próprias empresas? Como foi que o Japão saiu da 2ª Guerra Mundial e construiu a vantagem económica que tem hoje?

Como é que explicas que a França, com salários muito mais altos que os nossos, e isto a título de exemplo, tenha mais investimento estrangeiro que Portugal? Os nossos problemas são outros, e chamam-se má produtividade e justiça. Por isso muita gente não quer investir cá. Dou-te três exemplos que demonstram como se afugenta um investidor, e que se passaram dentro da minha família.

1) Um vizinho construiu um edifício cujas janelas, toldos e caixas de ar condicionado ocupam parte de um terreno da minha família. O caso está em tribunal, em primeira instância, há 18 anos, e ainda não saiu sentença. Estando o terreno na Conservatória registado na minha família, foi necessário angariar testemunhas que fossem lá dizer quem era o dono do terreno. Isto é um misto de tragédia e comédia. 18 anos. Repito: 18 anos.

2) Uma residencial aí no Algarve precisou de uma nova recepcionista. Fez várias entrevistas a possíveis candidatos. Muitos tinham daqueles cursos de formação que os desempregados fazem, Novas Oportunidades, etc. O entrevistador perguntava se sabiam falar inglês. Todos diziam que sim. Quando começava a falar inglês, chegava à conclusão que afinal aquilo não passava muito do Hello ou do Good Bye. Acabou por empregar uma ex-emigrante portuguesa da Suiça, que falava e escrevia fluentemente inglês e alemão.

3) Foi construída uma casa. Quem a construiu queria entregá-la aos moradores. No entanto, já tinham passado mais de 3 meses e a fiscalização não vinha, acto necessário para a moradia poder ser habitada. O vendedor foi à Câmara, e falou com uma funcionária amiga. Esta disse-lhe para falar com a arquitecta e dar qualquer coisinha, que no dia seguinte tinha tudo resolvido.

Exemplifiquei 3 problemas reais que afugentam o investimento: falta de formação e má formação, justiça lenta, corrupção. Assim, poucos querem cá investir, e acabam por preferir outros países europeus.

Quanto à saúde privada, posso te dizer que só ponho os pés num Hospital público porque sou aluno de um, pois não recorro ao SNS há vários anos, tenho seguro de saúde e sempre que preciso vou a um privado. A mim não me afectaria, mas claro sei que parte substancial da população portuguesa não poderia pagar privado, e os IPOs ou os Hospitais Centrais terão sempre de permanecer públicos, por isso não defendo o fim do SNS mas sim um sistema misto onde haja oportunidade de escolha.

Quanto à educação, sabes andei numa escola pública aí no Algarve e fui enviado para exame nacional com metade do programa de Matemática por leccionar, e partes de Química, Biologia ou Português que não foram leccionadas. No ano seguinte andei a pagar privado, e sabes, ter-me-ia saído mais barato se tivesse feito o secundário todo no privado, ao menos lá o ambiente é de maior respeito, cumprem os programas e ajudam os alunos.
 
Dispensar 100 mil funcionários públicos?
Na Grã-Bretanha, "The Economist" diz que o Governo britânico precisa de dispensar 400 mil funcionários públicos. Em Portugal, o que aconteceria se o Expresso afirmasse que o Estado precisa de dispensar 100 mil funcionários públicos?

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
9:00 Quarta-feira, 30 de Junho de 2010
39 comentários

Partilhe
I. Os portugueses têm um problema sério com a realidade. Os políticos, por norma, preocupam-se apenas com a bondade intrínseca das benesses que dão à população. E a população aceita as benesses sem nunca fazer as perguntas da prudência: "mas isto não vai aumentar os impostos?", "e aquilo não será pago pela geração do meu filho?". Depois, quando alguém aponta o dedo para a dura realidade, políticos e população atacam esse dedo, isto é, não enfrentam o mal; apenas insultam os mensageiros do mal.

II. "The Economist" fez um exame duro à realidade britânica, e propôs as medidas que a realidade exige. Para começar, defendeu o óbvio: o problema resolve-se com cortes na despesa do Estado e não com aumento de impostos. Aliás, esta foi a posição da maioria dos governos europeus. Mas o que fez o Governo português? Aumentou de forma ilegal os impostos.

III. Nos cortes, "The Economist" defendeu uma diminuição da despesa na saúde (sobretudo na forma como o Estado "apaparica" os médicos) e uma reforma profunda ao nível das pensões. Porquê? Porque o aumento da esperança média de vida e a pirâmide demográfica invertida tornaram insuportáveis os gastos com a saúde e com as reformas.

IV. E, acima de tudo, "The Economist" defendeu uma redução enorme na despesa com o funcionalismo público, até porque lá - como cá - o funcionário público tem sempre melhores salários (e pensões) do que o trabalhador do sector privado. Neste sentido, a revista afirmou que cerca de 400 mil postos na função pública devem ser anulados. Ora, na Grã-Bretanha, esta opinião é uma opinião, e não causou - que se saiba - um tumulto. Agora imaginem que o Expresso fazia um editorial semelhante, no qual pedia a redução de 100 mil funcionários públicos? Como é óbvio, cairia o Carmo e a Trindade, não faltariam as promessas de boicote às vendas do jornal por parte dos senhores dos 'direitos adquiridos'. Na Grã-Bretanha, há uma humildade perante a realidade. Em Portugal, há uma arrogância intrínseca que despreza a realidade. Os portugueses acham que a esperança é um substituto do realismo.


http://aeiou.expresso.pt/dispensar-100-mil-funcionarios-publicos=f590761
 
Quanto à saúde privada, posso te dizer que só ponho os pés num Hospital público porque sou aluno de um, pois não recorro ao SNS há vários anos, tenho seguro de saúde e sempre que preciso vou a um privado. A mim não me afectaria, mas claro sei que parte substancial da população portuguesa não poderia pagar privado, e os IPOs ou os Hospitais Centrais terão sempre de permanecer públicos, por isso não defendo o fim do SNS mas sim um sistema misto onde haja oportunidade de escolha.

Tens bastante sorte por viver na Cuba da Europa. Num país liberal o curso de medicina custar-te-ia 1300 contos por ano, o que basicamente significaria que nem punhas lá os pés. Já eu estou bastante satisfeito com o nosso SNS público e universal. A conta da farmácia dos meus pais anda por volta de 30/40 contos por mês. Se não fosse o nosso SNS a minha mãe já teria morrido de cancro. Agora entretem-se a viver com a Diabetes insulino-dependente...

Quanto à educação, sabes andei numa escola pública aí no Algarve e fui enviado para exame nacional com metade do programa de Matemática por leccionar, e partes de Química, Biologia ou Português que não foram leccionadas. No ano seguinte andei a pagar privado, e sabes, ter-me-ia saído mais barato se tivesse feito o secundário todo no privado, ao menos lá o ambiente é de maior respeito, cumprem os programas e ajudam os alunos.

Eu também estudei numa escola pública de Faro (Escola Tomás Cabreira). Chumbei no 12º ano a matemática. Mas no ano seguinte repeti e passei no exame nacional com 12,5 valores. Não me senti particularmente ajudado pelos professores mas não acho esse aspecto importante. E agradeço ao Estado Socialista Cubano da Europa Ocidental o facto de ter criado a Universidade do Algarve onde pude fazer o 3º ano de Electrotecnia. Se não existisse a UALG nunca poria os pés numa Universidade porque com 1000 euros de rendimento do agregado familiar, nem eu nem o meu irmão podíamos aspirar a estudar em Lisboa.
 

Sobre a venda da Vivo pode dizer-se o seguinte:

Os ratos eram em maior quantidade do que o queijo...

Há uns patetas do BES que acham que a PT pode sobreviver com 3% dos lucros actuais...

Os mesmos patetas que andam de braço dado com o governo em tudo o que é negócio (até fazem parte da pornográfica compra dos submarinos através da ESCOM) na primeira curva da estrada saltam fora e vão tratar da vidinha...

O PSD desistiu de ter um papel sério, se é que alguma vez tentou, no esclarecimento da opinião pública defendendo mais uma vez o contrário do que tinha dito horas antes...

Sim, isto só é possível num país neo-liberal, ganancioso e mentiroso em que o interesse nacional é atirado pela janela na primeira curva da estrada. Mas admito que haja pessoas para quem é indiferente a existência da PT e dos seus 6000 trabalhadores actuais...
 
Dispensar 100 mil funcionários públicos?
Na Grã-Bretanha, "The Economist" diz que o Governo britânico precisa de dispensar 400 mil funcionários públicos. Em Portugal, o que aconteceria se o Expresso afirmasse que o Estado precisa de dispensar 100 mil funcionários públicos?

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
9:00 Quarta-feira, 30 de Junho de 2010
39 comentários

Partilhe
I. Os portugueses têm um problema sério com a realidade. Os políticos, por norma, preocupam-se apenas com a bondade intrínseca das benesses que dão à população. E a população aceita as benesses sem nunca fazer as perguntas da prudência: "mas isto não vai aumentar os impostos?", "e aquilo não será pago pela geração do meu filho?". Depois, quando alguém aponta o dedo para a dura realidade, políticos e população atacam esse dedo, isto é, não enfrentam o mal; apenas insultam os mensageiros do mal.

II. "The Economist" fez um exame duro à realidade britânica, e propôs as medidas que a realidade exige. Para começar, defendeu o óbvio: o problema resolve-se com cortes na despesa do Estado e não com aumento de impostos. Aliás, esta foi a posição da maioria dos governos europeus. Mas o que fez o Governo português? Aumentou de forma ilegal os impostos.

III. Nos cortes, "The Economist" defendeu uma diminuição da despesa na saúde (sobretudo na forma como o Estado "apaparica" os médicos) e uma reforma profunda ao nível das pensões. Porquê? Porque o aumento da esperança média de vida e a pirâmide demográfica invertida tornaram insuportáveis os gastos com a saúde e com as reformas.

IV. E, acima de tudo, "The Economist" defendeu uma redução enorme na despesa com o funcionalismo público, até porque lá - como cá - o funcionário público tem sempre melhores salários (e pensões) do que o trabalhador do sector privado. Neste sentido, a revista afirmou que cerca de 400 mil postos na função pública devem ser anulados. Ora, na Grã-Bretanha, esta opinião é uma opinião, e não causou - que se saiba - um tumulto. Agora imaginem que o Expresso fazia um editorial semelhante, no qual pedia a redução de 100 mil funcionários públicos? Como é óbvio, cairia o Carmo e a Trindade, não faltariam as promessas de boicote às vendas do jornal por parte dos senhores dos 'direitos adquiridos'. Na Grã-Bretanha, há uma humildade perante a realidade. Em Portugal, há uma arrogância intrínseca que despreza a realidade. Os portugueses acham que a esperança é um substituto do realismo.


http://aeiou.expresso.pt/dispensar-100-mil-funcionarios-publicos=f590761

Previsível num governo de direita que aceitou transferir o gigantesco défice do sistema financeiro para os contribuintes. Mas também posso dizer que os tipos que afundaram o RBS saíram de camisa lavada, reabilitados e com enormes prémios, mas isso já não é corrupção nem roubalheira. São os tempos que vivemos. Não surpreende ninguém toda esta corrida para o fundo, para a destruição total das relações de trabalho, para a desvalorização total do trabalho e para a humilhação das pessoas, como por exemplo na Grécia em que se aceita pagar menos que o salário mínimo aos jovens no 1º emprego... :cold:
 
Agreste, pegando num país liberal...

Nos EUA existem muitas bolsas para quem quer estudar no Ensino Superior, existem até bolsas para canhotos, afro-americanos, hispânicos, etc. Há n empresários que criam fundações que se dedicam a equipar universidades e a dar bolsas a estudantes pobres. Para além disso, os horários e o mercado de trabalho permitem que os estudantes trabalhem em part-time, tal como sucede noutros países europeus. E os alunos podem optar por fazer o curso em menos tempo, pois há liberdade de escolha curricular, ou seja, um aluno pode fazer quase o dobro das cadeiras se assim entender. Em Portugal, pelo contrário, chumba-se até mais não, por um lado devido à má qualidade muitos professores, por outro devido à falta de organização das instituições e à falta de métodos de trabalho por parte dos estudantes, os quais por vezes preferem andar o primeiro semestre a brincar à praxe ou uma semana a cair de bêbados na queima das fitas a um mês da época de exames.

Mas não defendo a privatização das universidades, apenas que haja mais rigor, expulsando os alunos que chumbam sistematicamente, permitindo que haja mais liberdade para um aluno fazer mais cadeiras por ano e assim terminar mais cedo, dando formação pedagógica aos professores e fazendo a avaliação do seu trabalho, etc. O ensino universitário em Portugal está com muitos problemas de organização, por falta de dinheiro, bons professores, instalações deficientes, etc. Como é que um aluno que entra nas aulas as dez da manhã, sai ao meio-dia, entra às quatro da tarde e sai às sete pode trabalhar em part-time e ser mais independente dos pais? Lá fora onde se entra às oito para sair às 15 todos os dias úteis é possível. Mais um vez, constata-te que todo o país está acima de tudo com um grave problema de organização.

Quanto ao SNS, como disse, nós não temos condições para ter um sistema estilo americano, nem é desejável que tenhamos, pois o sistema americano tem maus indicadores de saúde, por contraposição ao sistema europeu. Defendo apenas que deve haver liberdade de escolha.
 
Previsível num governo de direita que aceitou transferir o gigantesco défice do sistema financeiro para os contribuintes. Mas também posso dizer que os tipos que afundaram o RBS saíram de camisa lavada, reabilitados e com enormes prémios, mas isso já não é corrupção nem roubalheira. São os tempos que vivemos. Não surpreende ninguém toda esta corrida para o fundo, para a destruição total das relações de trabalho, para a desvalorização total do trabalho e para a humilhação das pessoas, como por exemplo na Grécia em que se aceita pagar menos que o salário mínimo aos jovens no 1º emprego... :cold:

Se há funcionários públicos a mais o Estado deve despedi-los e não sustentá-los. Dou-te um exemplo, a existência da Câmara de Castro Marim não se justifica, obviamente este concelho fosse fundido com VRSA haveria funcionários que teriam de ser despedidos porque as suas funções passariam para os funcionários de VRSA. Quem diz isso diz os 18 governadores civis, e n membros de empresas públicas, deputados, assessores, motoristas, gestores públicos, etc. A mim espanta-me que tenhamos 7% dos portugueses a trabalhar para o Estado e a Espanha, um país semelhante, tenha apenas 5%, isto tendo em conta que em Espanha há os funcionários das regiões autónomas e aqui não. Imagino se fosse feita a Regionalização passaríamos para 8% de funcionários públicos? Agreste, no tempo do Cavaco Silva e do Guterres entrou gente a mais e agora não há ninguém com coragem de corrigir o problema.
 
Se há funcionários públicos a mais o Estado deve despedi-los e não sustentá-los. Dou-te um exemplo, a existência da Câmara de Castro Marim não se justifica, obviamente este concelho fosse fundido com VRSA haveria funcionários que teriam de ser despedidos porque as suas funções passariam para os funcionários de VRSA. Quem diz isso diz os 18 governadores civis, e n membros de empresas públicas, deputados, assessores, motoristas, gestores públicos, etc. A mim espanta-me que tenhamos 7% dos portugueses a trabalhar para o Estado e a Espanha, um país semelhante, tenha apenas 5%, isto tendo em conta que em Espanha há os funcionários das regiões autónomas e aqui não. Imagino se fosse feita a Regionalização passaríamos para 8% de funcionários públicos? Agreste, no tempo do Cavaco Silva e do Guterres entrou gente a mais e agora não há ninguém com coragem de corrigir o problema.

Em Espanha não existem freguesias. Provavelmente teríamos de as extinguir também não?
E esses funcionários da Câmara de Castro Marim passavam a fazer o quê? Servir à mesa nos restaurantes da praia da Altura? Haverá lugar para todos? Se um dia o Hospital de São João te despedir, como médico, aceitarias servir à mesa do MacDonalds? Não vês que isso é demagógico?

A Espanha tem uma taxa de desemprego superior a 20%. Não acho que isso seja motivo de satisfação. :cold:
 
Em Espanha não existem freguesias. Provavelmente teríamos de as extinguir também não?
E esses funcionários da Câmara de Castro Marim passavam a fazer o quê? Servir à mesa nos restaurantes da praia da Altura? Haverá lugar para todos? Se um dia o Hospital de São João te despedir, como médico, aceitarias servir à mesa do MacDonalds? Não vês que isso é demagógico?

A Espanha tem uma taxa de desemprego superior a 20%. Não acho que isso seja motivo de satisfação. :cold:

Sim, concordo que se extingam pelo menos metade das freguesias. Não se justifica que Lisboa tenha mais de 50, ou Barcelos 89, entre muitos outros exemplos. Este mapa foi feito no século XIX, quando não havia estradas asfaltadas, auto-estradas, carros, telefones ou internet.

Como médico não iria servir à mesa do Mac Donalds. Se fosse despedido de um Hospital Publico, abria um consultório e tentaria ser bom para atrair doentes. Em alternativa emigrava. Não faria disso um drama. Se estivesse a mais, sairia com humildade.

Quanto aos funcionários a mais em Castro Marim que fossem despedidos, paciência. Eu é que não quero pagar impostos altíssimos para os rendimentos que tenho para sustentar um Estado ineficiente.

Mas agreste, espera mais um pouco e verás o que aí vem. Seria melhor, como já disse, termos poucos funcionários públicos, mas eficientes e bem remunerados. Com o adiar das soluções, teremos sim cortes cegos, onde menos se deveria cortar. Por exemplo, aqui no S. João o professor Hespanhol já se demitiu por não admitir que os cortes ponham em causa a qualidade da medicação. Onde não se deve cortar, não se corta, para depois tirarem dinheiro onde ele deveria estar.

Agreste,

preferes o status quo ou pagar menos impostos com um Estado mais eficiente?
 
Então agora há concelhos que pagam portagem e outros não? Óptimo. Assim, o Estado opta por tornar uns concelhos mais competitivos que outros, e prejudica umas populações em prol das outras. Mas que treta de Regime é este?
 
Agreste,

preferes o status quo ou pagar menos impostos com um Estado mais eficiente?

Prefiro antes que todos paguem, nomeadamente os bancos e que as operações bolsistas fossem taxadas como acontece em qualquer país decente. Mas sobre o que aí vem estou confiante. Ainda hoje a Merkel só conseguiu eleger o presidente da Alemanha à 3ª tentativa e depois da desistência do Die Link. Esta estratégia de destruição da UE está cada vez mais próxima do fim ainda que seja possível alinhar Portugal com o lema do FPO da Austria (que é um partido fascista e que já andou pelo governo no tempo do Jorg Haider)... O Nosso dinheiro para o nosso povo!

fpon.jpg


Sobre a estratégia das SCUT's, o negócio é ruinoso e já não há volta a dar... mas haverá mal em fazer pagar que mais tem? Não será isso a solidariedade ou teremos todos de ir viver para Barrancos para não pagar?
 
Talvez fosse hora de acabar com as portagens de vez. Tipo.. ninguém paga portagens em portugal.

Talvez se aumentasse 1% o imposto sobre os combustíveis chegasse para compensar. Na verdade, o que já pagamos de impostos sobre combustíveis deveria chegar para pagar as portagens e manutenção das auto-estradas..

Mas não.. Eles preferem uma de 2 opções:
1-Chip fabricado por uma empresa onde parece ter encalhado um ex-secretário de estado.
2-Via verde, onde a Mota Engil do Jorge Coelhone já demonstrou interesse em participar no capital da brisa (de que faz parte o via verde) com uma quantia de 10milhões de euros, sabe-se lá porquê.. Deve ser por caridade! :)
 
Prefiro antes que todos paguem, nomeadamente os bancos e que as operações bolsistas fossem taxadas como acontece em qualquer país decente. Mas sobre o que aí vem estou confiante. Ainda hoje a Merkel só conseguiu eleger o presidente da Alemanha à 3ª tentativa e depois da desistência do Die Link. Esta estratégia de destruição da UE está cada vez mais próxima do fim ainda que seja possível alinhar Portugal com o lema do FPO da Austria (que é um partido fascista e que já andou pelo governo no tempo do Jorg Haider)... O Nosso dinheiro para o nosso povo!

fpon.jpg


Sobre a estratégia das SCUT's, o negócio é ruinoso e já não há volta a dar... mas haverá mal em fazer pagar que mais tem? Não será isso a solidariedade ou teremos todos de ir viver para Barrancos para não pagar?

Não sei de que UE falas. Eu pessoalmente não me revejo numa UE que caminha para a integração política e económica, com um governo central em Bruxelas e Portugal transformado num mero estado periférico onde se apanha sol no Verão e se trabalha a servir à mesa os ricos da Alemanha ou da Holanda. E o FPO não deixa de ter alguma razão. Os gregos duplicaram o número de funcionários públicos e as suas remunerações, organizaram os Jogos Olímpicos, Aeroporto em Atenas e mais n obras públicas sem dinheiro para tal, e pelo meio aldrabaram as contas para enganar Bruxelas. Para além disso, tinham benesses que nós não temos, como IVA ou idade de reforma bem inferiores. E pelo meio, cerca de 1000 municípios. Os Estados também têm de ser punidos pelos seus erros e assumir as suas responsabilidades.
 
PS: acho interessante que o tom de pele do grego representado no desenho seja mais típico do tom de pele de um indivíduo do Magreb, mas isso também não me surpreende vindo de um partido xenófobo.
 
Estado
Fechado para novas mensagens.