O Estado do País

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Eu mando vir tudo do estrangeiro através do ebay não compro nada cá. Com isto então ainda mais me incentiva a continuar a fazê-lo, a única coisa que compro fisicamente é bens alimentares e de higiene tudo o resto vem de fora.
 
A organização considera também que Portugal tem de prosseguir no esforço de redução do défice externo mas, para isso, é necessário restaurar a competitividade da economia portuguesa mediante um aumento da produtividade e uma transferência do consumo para as exportações como motor do crescimento.

O mercado é um jogo. Para vender é preciso que outros comprem. Se quase todos estão em recessão ou com políticas de corte radical da despesa e recusam comprar, a quem é que nós vamos vender os nossos produtos? Vamos voltar à conversa da competitividade pelos salários?

De acordo com a OCDE, este ajustamento pode ser acelerado de duas maneiras. Uma delas é manter baixos os salários da função pública para conseguir um ajustamento generalizado dos ordenados. Neste sentido, a organização defende mesmo que o Executivo português deve prolongar o congelamento dos salários dos funcionários públicos até 2013.

Notícias de ontem. Suponho que antes de congelar é preciso retirar 20% ou 30% aos salários. Não sei porque não se retira logo 50% porque pode não chegar. Apesar de isto já ter sido experimentado na Irlanda e Grécia e não estar a ter qualquer resultado pratico.

Por outro lado, a OCDE propõe uma reforma tributária “mais amiga” do crescimento, que diminua o peso dos impostos ligados ao trabalho (IRS e IRC) e aumente o peso de impostos sobre o consumo e o património.

Estas nem são de ontem. São de 1980, do neoliberalismo. Não há nenhuma evidência sobre os benefícios da redução dos impostos no crescimento económico em mais de 30 gloriosos anos neoliberais. Se a produção fica mais barata e a compra mais cara valerá a pena produzir ou o que esta gente quer é que se continue a esvaziar o estado social para engordar o estado financeiro? Sempre os mesmos 2 problemas fundamentais: O pagamento de impostos e a redistribuição da riqueza através de coisas caras e ineficientes como o Estado Social Europeu...
 
Este governo só quer TGV, 3ª travessia sobre o Tejo, aeroporto, por mim tudo cancelado, porque não preciso de nada...

Até podes ter muita razão em tudo o que dizes mas chega a esta parte e lá estás a ser o típico Português que quer que os impostos baixem, maior poder de compra, etc... mas não percebe como se chega lá.

Nós temos um vasto oceano e alguns dos maiores portos da Europa mas tudo isto esbarra num problema, os produtos chegam aos portos mas como são escoados? Portugal tem que se re-centrar na Europa e ser uma porta de entrada no continente e esta é uma das melhores formas de o fazer.

Que emprego isto gera? Que quantidade de empresas são atraídas? É mesmo só benéfico para a zona de Lisboa?

Claro que é caro, pode não ser a melhor altura para o fazer, mas quando será? Depois dos Espanhóis o fazerem?

TGV sem aeroporto e aeroporto sem TGV é que não faz nenhum sentido. Vai tentar perceber um pouco o que significa o projecto e não te deixes levar pela comunicação social que pela sede de sangue para ter audiências não mostra aos Portugueses o que é a porra do "TGV" nem a porra do "Aeroporto".

:thumbsup:
 
Até podes ter muita razão em tudo o que dizes mas chega a esta parte e lá estás a ser o típico Português que quer que os impostos baixem, maior poder de compra, etc... mas não percebe como se chega lá.

Nós temos um vasto oceano e alguns dos maiores portos da Europa mas tudo isto esbarra num problema, os produtos chegam aos portos mas como são escoados? Portugal tem que se re-centrar na Europa e ser uma porta de entrada no continente e esta é uma das melhores formas de o fazer.

Que emprego isto gera? Que quantidade de empresas são atraídas? É mesmo só benéfico para a zona de Lisboa?

Claro que é caro, pode não ser a melhor altura para o fazer, mas quando será? Depois dos Espanhóis o fazerem?

TGV sem aeroporto e aeroporto sem TGV é que não faz nenhum sentido. Vai tentar perceber um pouco o que significa o projecto e não te deixes levar pela comunicação social que pela sede de sangue para ter audiências não mostra aos Portugueses o que é a porra do "TGV" nem a porra do "Aeroporto".

:thumbsup:

Deixa cá pousar o FMI, que logo vês o que acontece com os TGV'S, 3as pontes e aeropostos! Estamos no princípio de uma grande mas muito grande crise social, não tenhamos dúvidas! Olhem que os números de subsidio de desemprego já começam a cair, e não é por aumento do emprego, ok!? Se o TGV criar 20000 empregos à custa de todos, não vai chegar para os 600 ou 700mil desempregados!

Ps: Nesta altura do campeonato, já se prende e muito a questão de governar tal como se faz as contas em casa! Não somos ricos, temos crédito cada vez mais caro: Temos de viver com o que temos e melhorar o que somos!
 
Em Portugal existem não sei bem se 13mil ou 16 mil entidades financiadas parcial ou totalmente pelo estado: institutos públicos, institutos privados, fundações, associações, clubes, sei lá mais o quê! Será muito difícil cortar assim na despesa de forma a evitar aumentar impostos e que aterre aqui o FMI?? É que se o FMI se instala em Portugal, metade das lojas fecham mesmo e é nem ai nem uí, fecham mesmo!
 
Mas Vince, é mesmo isso que ninguém quer acreditar! Temos de descer à terra!

Penso que nenhum de nós está preparado para o que aí vem, em termos de crise social e criminalidade!

No distrito de castelo branco, já se assaltam postos de combustível e garagens de prédios com telecomandos universais! Isto a propósito de quê? Prestem muita atenção nos números de subsídio de desemprego (não estou a falar de subsídio social de desemprego nem de outras prestações sociais, as quais já é necessária a prova de condições de recurso), estes subsídios aos quais temos direito por lei,pois fizemos descontos vão diminuindo progressivamente sem contrapartida de criação de emprego! As famílias têm contas e os filhos precisam de comer! Rouba-se, tem de ser.

Que reformas tem o governo feito desde há um ano?? Que planos para 2011 têm sido descutidos no parlamento?? Que raio de oposição é esta que deixa o governo afundar em regime de gestão para cair quando lhe der jeito? Existe alguém por lá que queira governar?

Eu acho muito alarmante que neste preciso momento não se esteja a discutir no parlamento com todos os partidos, quais as medidas e reformas a seguir para 2011!! Orçamento de estado realista ou para se esgotar ao fim de 8 ou 9 meses?? Este governo de gestão só sabe é vítimizar-se e ir às compras, mas o juro já vai na casa dos 6%, ai ai que isto vai mesmo abaixo.. Isto não está mesmo para brincadeiras, e eu culpo todos os partidos neste momento, a começar pelo que devia governar!
 
Estamos a chegar ao limite da paciência. Aturar esta malta que nos suga constantemente para manter os seus privilégios pode levar a graves consequências sociais.

Eu estou farto de ver a minha condição social a ser duramente atingida. Eu estou farto de ser constantemente o "mau da fita".
Digo isto e seriamente: se continuarem por este caminho eu serei um dos que apoiarei os grupos radicais que emergem hoje em dia por toda a Europa.
Grupos como a extrema-direita ganham mais e mais adeptos: boa parte dos seus apoiantes são descontentes com os seus governantes e com os parasitas que os sustentam e que deles se sustentam.
Estes parasitas sociais são aqueles que recebem vencimentos do estado através de subsídios vulgo "sociais" para nada fazerem. Estes parasitas são aqueles também que colados ao poder nada fazem (mas tem funções pouco ou nada transparentes) e auferem vencimentos "principescos".
Para manter esta corja eu sou uma vítima constante dos ataques do governo. Como trabalhador tenho que ceder parte (grande parte) dos meus vencimentos como "justiça social" para aqueles que nada fazem por merecer esta justiça.

Bem sei que há muitos que não os posso incluir nessa lista - a esses que tudo fazem para viver condignamente, seja na doença ou na velhice, ou aqueles que continuam a tentar entrar de novo na vida activa mas que por várias razões não conseguem, sei reconhecer a dignidade e sei que merecem que eu contribua para eles. A todos os outros o meu desprezo tem aumentado à medida que vou sendo o "burro de carga" que os sustenta...

O TGV é para ricos, o novo aeroporto só nos servirá daqui a muitos anos. Nós não temos dinheiro para isso.
Eu não tenho dinheiro para um Porsche - poderei sonhar com ele - mas não me empenharei a qualquer preço para o ter. É assim que aje o homem inteligente. Agora se não tem o dinheiro para ele o que fará? Roubar? É isso que o estado fará se quiser o TGV - tira o dinheiro aos nossos bolsos apenas para satisfazer os seus sonhos.

O NARCISISMO tem dado cabo de Portugal. A megalomania tem servido para mostrar "obra" dos políticos rascas - é de uma questão de imagem e de nome nas grandes obras que se trata com estes governantes. O verdadeiro político gere o dinheiro que tem e não está interessado em obras que o perpetuem na história. A estes verdadeiros políticos a história os fará heróis. Aos outros fará de ídolos com pés de barro...
 
Estradas de Portugal premeia atrasos

A Variante Sul de Coimbra foi inaugurada por António Mendonça com dez meses de atraso. EP pagou 351 mil euros por antecipação de abertura de obra que estava três meses atrasada. Estrada tem 5 km e custou 19 milhões.
A empresa Estradas de Portugal (EP), gestora da rede rodoviária nacional, pagou cerca de 350 mil euros à construtora Ferrovial Agroman a título de sobrecustos pela antecipação de abertura de um troço da Variante Sul de Coimbra - obra que estava atrasada cerca de três meses.

A proposta para o pagamento do prémio partiu dos serviços da EP, mas a autorização dada pelo então vice-presidente Eduardo Gomes em Novembro de 2009 pode ter violado a lei. O facto de o despacho de Gomes, a que o SOL teve acesso, ser totalmente omisso no enquadramento legal que permitiria pagar os 350 mil euros, «põe em causa os princípios da transparência e da imparcialidade» impostas pela lei, assegura Raúl Mota Cerveira, advogado da Miranda & Associados.

5 km em dois anos:thumbsup:
A Variante Sul de Coimbra, com uma extensão de cinco quilómetros que custaram 19,2 milhões de euros, foi uma obra atribulada desde o início. Teve três consignações (entrega dos terrenos para o inicio da obra) entre Novembro de 2007 e Abril de 2008, prevendo-se a conclusão para Novembro de 2009. Mas acabou por ser inaugurada apenas no passado dia 13 de Setembro pelo ministro António Mendonça.

Foi precisamente na data em que a obra deveria estar terminada (Novembro de 2009) que o Centro Operacional Centro Norte (COCN) da EP fez a proposta a Eduardo Gomes para a abertura parcial do troço de 2,6 quilómetros entre o nó de Almegue e a EN 241.

Antecipação de abertura do troço diminui atraso
Em informação remetida para o vice-presidente da EP, Godinho Miranda, director COCN, afirmou que a troço deveria estar concluída em Julho de 2010. Contudo, acrescentou, era possível antecipar a abertura do mesmo para Dezembro de 2009 - o que faria com que, mesmo assim, o «atraso», fosse «pouco superior a dois meses».

«Face aos sobrecustos apresentados pelo adjudicatário no valor de 351.753, 22 euros, os mesmos entendem-se em conformidade com os trabalho derivados da eventual antecipação», concluiu o director do COCN.

Eduardo Gomes concordou com a proposta, invocando apenas «os benefícios sócio-económicos» para as populações abrangidas pelo troço. O vice-presidente da EP fez questão de elogiar «a razoabilidade dos valores negociados», «tendo em conta a conclusão de uma parte significativa da obra com um atraso de três meses». Quando à fundamentação legal que permitiria proceder ao pagamento dos 350 mil euros, nem uma palavra.:huh:

Raul Mota Cerveira, jurista especialista em Direito Público, não tem dúvidas em classificar o despacho de Eduardo Gomes como «ilegal» por violar «os princípios da transparência e da imparcialidade, pois não se consegue apreender se e quando podia haver lugar à antecipação da entrega e à remuneração dos custos adicionais daí resultantes». Para o sócio da Miranda, «a EP deveria ter sido mais transparente, fundamentado convenientemente a decisão tomada», concluiu.

EP tem que reclamar pagamento de multas
O jurista diz ainda que, «para que a legalidade seja cumprida», a «EP tem (ou terá) de aplicar e cobrar multas» pelos atrasos registados. «Quando no final se fizer a conta final da empreitada, nesta deve levar-se em linha de conta não só o preço inicial, o valor dos sobrecustos, mas também os valores das multas pois, o facto de terem sido aprovados sobrecustos não inviabiliza que as multas sejam aplicadas e cobradas», afirmou.

O SOL enviou diversas perguntas escritas à EP, mas não obteve qualquer resposta da administração de Almerindo Marques até ao final do fecho da edição.

in: http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=996

:huh:Parece-me mais um excelente negócio...para alguém que não os contribuintes!

E esta estrada ficou por 3,8 milhões de euros por cada km!!Não estou bem dentro dos preços por km, mas parece-me um "grande" preço este!
 
Os popós de luxo dos senhores das Águas de Portugal
Já conhecíamos o Senhor dos anéis. Agora, numa altura em que o Senhor deve andar a vender os anéis, ficámos a conhecer os Senhores das Águas de Portugal. E um estranho fetiche por popós topo de gama. Gastam que se fartam.
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)

Este é um daqueles casos que só veio a público porque tudo o que é em demasia acaba por feder. E a água choca sente-se à distância. Resumindo: foi notícia porque apesar das muitas viaturas que as Águas de Portugal (AdP) já possuía para uso de quadros intermédios e gestores em 2010, e tendo em conta a conjuntura em que nos encontramos, estes senhores continuaram a renovar a frota como se fossem correr o Dakar.

E como água não lhes falta, preferiram gastar dinheiro em equipamento automóvel para enfrentar o deserto em que nos encontramos. Foram 34! Novos veículos topo de gama só este ano. BMW´s, Renault, Citroen, etc. À escolha do freguês que a "besta" do contribuinte paga, mesmo que não tenha dinheiro para trocar a sua própria viatura. São 400 o número de automóveis em que os senhores das águas se passeiam. E este valor não inclui veículos de trabalho, piquete etc. Estamos a falar apenas dos veículos para os altos quadros usarem como entenderem. Não será um bocadito para o exagerado? Imoral? Absurdo? Vergonhoso?

O Ministério das Finanças e o do Ambiente acharam que sim (depois de ter ser noticiado, obviamente) e ordenaram a suspensão de "imediato, em todo o universo de empresas pertencentes ao Grupo Águas de Portugal, o plano de renovação da frota automóvel", abrindo, no entanto, uma porta para "situações excepcionais de carácter urgente e inadiável, susceptíveis de comprometer a eficácia do desempenho operacional da empresa". (fonte D, citando a Lusa)

Mais hilariante é o gasto em gasolina e na manutenção de viaturas. Atente-se: segundo relatório de 2009 só com o popó do Presidente da AdP foi gasta a módica quantia de 12 734 euros, acrescem 2805 euros em combustível. Juntando os valores gastos pelos 5 vogais, dá um total de 71,5 mil euros. Segundo o Correio da manhã "só um dos vogais teve um gasto em combustível de 7186 euros". Que maravilha. Deve ter sido um grande Dakar. Provavelmente ainda fez uma perninha no Mundial de todo o terreno de Marrocos.

A AdP usou, só em 2009, 955 mil euros das garantias estatais de 1,47 milhões. Mostra bem a saúde financeira da Empresa. Mas para além deste tipo de regalias, popós, telemóveis, gasolinas, nunca esquecer que a maioria das chefias das empresas públicas tem um vencimento superior a 4 mil euros/mês. E são tantos os chefes. Milhares. Se virarmos uma empresa pública de pernas para o ar eles caem como os trocos do bolso de um arrumador. E normalmente aumentam órgãos sociais enquanto cortam nos trabalhadores (é ir ver ao relatório).

E com tudo isto o Ministro das Finanças ainda tem a lata de dizer no Parlamento que não sabe onde cortar? Olhe Sr. Ministro corte na "mama" instalada em tudo o que é empresa pública. Só aí tem muito que cortar.

in http://aeiou.expresso.pt/os-popos-de-luxo-dos-senhores-das-aguas-de-portugal=f606017
 

O que posso contar, é que no que toca às viaturas de serviço usadas por funcionários directamente ligados à exploração/manutenção do negócio (ETA's e ETARES), e especificamente da empresa "Águas do Centro" estas são todas alugadas (Leasing / ALD), pelo que não têm de se preocupar com gastos de manutenção e ao fim de 3 anos têm uma frota nova.

Agora no que toca a viaturas de administradores ou altos quadros, o que sei é o mesmo que todos vós através da comunicação social. Sei que estão bem equipados (viaturas de luxo), no entanto, desconheço se são de aluguer ou se são mesmo activos da empresa.
 
Salários acima de 1500 euros com cortes entre 3,5 e 10 por cento

O primeiro-ministro, José Sócrates, acaba de anunciar uma redução de cinco por cento nas despesas com os salários dos funcionáriso públicos no próximo ano. O corte será progressivo e incidirá sobre os vencimentos superiores a 1500 euros mensais.

A redução será feita consoante o rendimento. Os salários acima dos 1500 euros mensais e até dois mil euros terão um corte de 3,5 por cento, enquanto nos rendimentos mais elevados o corte será de 10 por cento.

José Sócrates anunciou ainda o congelamento das promoções e progressões na carreira, o congelamento das pensões e a proibição da acumulação de salários com pensões.

Além das medidas previstas para o próximo ano, os funcionários públicos deverão contar com sacríficios já este ano e os descontos para a Caixa Geral de Aposentações vão aumentar um ponto percentual.

Na área social, o governo vai congelar o abono de família para os rendimentos mais elevados e reduzir em 20 por cento as despesas com o rendimento social de inserção.

O primeiro-ministro anunciou ainda a redução das transferências para os fundos e serviços autónomos, para as autarquias e para as regiões.

Público

Agora é que a festa vai começar. Surpreenderam-me tão cheios de coragem. :thumbsup:
 
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Em actualização) - O Governo anunciou hoje, quarta-feira, cortes de 5% na massa salarial da Administração Pública. A taxa máxima de IVA sobe dois pontos percentuais, isto é, aumenta de 21% para 23%, a partir de 1 de Janeiro de 2011. "Chegou o momento de agir" na defesa do interesse nacional, disse José Sócrates, que afirma querer defender o "estado social e modelo de sociedade".

As medidas foram anunciadas no final da reunião do Conselho de Ministro que decorreu hoje, quarta-feira, em Lisboa. Algumas entram em vigor ainda este ano, para garantir um défice de 7,3%, um valor com que Portugal se comprometeu com Bruxelas. Ainda na Administração Pública, o Governo decidiu reduzir o número de contratados.

O primeiro-ministro disse ainda que não se pode falhar os compromissos com a União Europeia, necessitando o Governo de eliminar as dúvidas e incertezas que estão a prejudicar a economia portuguesa.

Os salários dos funcionários públicos sofrerão cortes entre 3,5% e 10%, de modo atingir uma redução de 5% na massa salarial total. O corte nos salários da Função Pública entrará em vigor em 2011 e vai manter-se nos anos seguintes, revelou o ministro das Finanças.

Para além destas medidas, José Sócrates anunciou uma redução de 20% dos gastos com a frota automóvel do Estado e com o Rendimento Social de Inserção. Também serão avançadas medidas para a redução da despesa com horas extraordinárias e ajudas de custo no sector público.

Pensões e a progressão na carreira da Função Pública serão congeladas durante um ano.

Teixeira dos Santos anunciou, ainda, que a Portugal Telecom vai transferir o fundo de pensões da empresa para o Estado. Esta quantia, de cerca de 2500 milhões de euros, "permitirá cobrir a baixa execução de receitas não fiscais e cobrir custos dos submarinos".

Será ainda criado um novo imposto sobre o sector financeiro e serão reduzidas as deduções fiscais.

"Estas medidas só são tomadas quando um político entende que não há mais nenhuma alternativa", afirmou Sócrates, garantindo que "temos um dos mais sérios e exigentes esforços orçamentais de sempre".

Governo desafia oposição a apresentar cortes adicionais na despesa

O ministro de Estado e das Finanças referiu-se de forma implícita à posição do PSD de que o Estado deveria cortar na despesa, embora disse que, até ao momento, não ouviu qualquer proposta em concreto sobre essa matéria.

"O Governo apresentou hoje propostas duras -- direi mesmo dolorosas -- de corte na despesa para todos os portugueses. Se [na oposição] não querem que se aumentem os impostos, eu desafio quem acha que se deve cortar mais na despesa a dizer em que mais é que se pode cortar na despesa para evitar aumentar os impostos", declarou Teixeira dos Santos, que se mostrou pessoalmente disponível "a considerar propostas adicionais de corte na despesa que possam evitar o recurso ao aumento dos impostos".


http://jn.sapo.pt/paginainicial/
 
IVA sobe para 23% em 2011

No novo pacote de medidas de austeridade, o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou esta quarta-feira um aumento do IVA dos 21 para os 23% no próximo ano.
Além disso, Sócrates referiu que a redução da despesa fiscal será feita "pela fixação de um tecto global para as deduções e benefícios fiscais".

Entre as várias medidas anunciadas pelo Executivo, com as quais o Governo espera encaixar 1700 milhões de euros, conta-se ainda um novo imposto para o sector financeiro.

"Ninguém toma decisões destas de ânimo leve", comentou Sócrates, acrescentando, no entanto, que é o "interesse nacional" que está em causa.

Sócrates justificou que as medidas "exigentes" anunciadas esta quarta-feira surgem numa altura de grande "instabilidade nos mercados financeiros" para desfazer "dúvidas e incertezas que estão a prejudicar o País".

Fonte: CM

Mas vocês acham, que isto vai resolver alguma coisa, daqui a 6 meses vão aumentar o IVA para 25% e assim por adiante e nós portugueses hipnotizados pelo mestre Sócrates. Abaixo este governo! abaixo esta roubalheira!

TGV, 3ª travessia sobre o Tejo e aeroporto as obras faraónicas essas nunca serão canceladas, só se o FMI entrar em Portugal.

As reformas da PT é areia para atirar os olhos dos portugueses, depois quem vai pagar as reformas da PT quem é? quem é? pois claro, só podia ser o Zé povinho.
 
Intrigante para mim apenas a questão do novo imposto sobre o sector financeiro. :huh:

Não temos imposto sobre mais valias, o IRC pago pela banca é o que se sabe, portanto estou bastante intrigado...
 
Tudo o que li e ouvi tem a ver com cortes nas prestações sociais, aumento de alguns impostos e corte nas deduções fiscais! Então e o resto das despesas fica para o próximo ano? Ex: financiamento directo ou indirecto, parcial ou total a institutos privados, públicos, associações, clubes e fundações. É que são à volta de 16000 entidades a comer de todos nós!! Está difícil.. E porque é que em vez de pagar para fazer estudos para isto e para aquilo, não se usa o que a casa tem? Ex: Laboratório nacional de engenharia civil e outras entidades noutros ramos, mas de carácter público?

Esta vontade toda ainda esconde muito proteccionismo em relação a entidades que só servem para prometer tacho ou patrocinar campanhas!
 
Estado
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