O Estado do País

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A Ministra do Ambiente pretende avançar até ao próximo com a tributação das mais valias imobiliárias. Será ver para crer. Se a lei avançar, é uma machadada final na especulação imobiliária. Pessoalmente, espero bem que seja aprovada, mas duvido.
 
Tudo o que li e ouvi tem a ver com cortes nas prestações sociais, aumento de alguns impostos e corte nas deduções fiscais! Então e o resto das despesas fica para o próximo ano? Ex: financiamento directo ou indirecto, parcial ou total a institutos privados, públicos, associações, clubes e fundações. É que são à volta de 16000 entidades a comer de todos nós!! Está difícil.. E porque é que em vez de pagar para fazer estudos para isto e para aquilo, não se usa o que a casa tem? Ex: Laboratório nacional de engenharia civil e outras entidades noutros ramos, mas de carácter público?

Esta vontade toda ainda esconde muito proteccionismo em relação a entidades que só servem para prometer tacho ou patrocinar campanhas!

Parece que isso também terá alterações.
 
É assim.. A não acumulação de pensões com ordenados já é pequena GRANDE notícia! Por um lado significa que ou se trabalha ou aufere pensão, logo, para quem prefere trabalhar leva a uma poupança nas despesas da segurança social. Por outro lado significa que quem preferir não trabalhar, tem a reforma, logo deixa um lugar aberto para ser ocupado por um desempregado e com isso poupa-se também com o subsídio de desemprego. É uma boa medida!

Mas sobra muito por fazer ainda.. Ainda hoje um amigo meu que trabalha num centro de saúde me contou que os médicos com exclusividade ganham 3000eur, e os que não têm ganham menos digamos 1500eur. Mas os que não têm exclusividade provocam ainda mais despesa, senão vejamos: quantos médicos no privado não usam os exames passados nos centros de saúde?? É assim, há quem tenha dinheiro para ir ao privado, mas depois há um aproveitar das comparticipações de exames mandados fazer através dos centros de saúde! Acho que algo não está bem, vai-se ao privado e ao público ao mesmo tempo, no público é só para obter exames comparticipados..
 
Parece que isso também terá alterações.

Sim, concordo.. Há um esforço. Digamos que se houver menos dinheiro para as regiões autónomas, para as autarquias e governos civis, certamente estes irão gastar menos com financiamento de museus, bibliotecas, fundações, associações, clubes, doações, prémios (aos mesmos "empreendedores" de sempre), bombeiros, escolas, sei lá..

Já os 20% de redução com despesas com viaturas do estado, acho assim um pouco falar para o ar.. Do gênero, as viaturas do exército, gnr e psp necessitam de verbas acrescidas para manutenção. Será que esses 20% de redução que falam tem a ver com aquisição de novas viaturas?? Na minha opinião, uma viatura deveria conservar-se de 10 a 20anos, não somos um país rico, certo?
 
Sim, concordo.. Há um esforço. Digamos que se houver menos dinheiro para as regiões autónomas, para as autarquias e governos civis, certamente estes irão gastar menos com financiamento de museus, bibliotecas, fundações, associações, clubes, doações, prémios (aos mesmos "empreendedores" de sempre), bombeiros, escolas, sei lá..

Já os 20% de redução com despesas com viaturas do estado, acho assim um pouco falar para o ar.. Do gênero, as viaturas do exército, gnr e psp necessitam de verbas acrescidas para manutenção. Será que esses 20% de redução que falam tem a ver com aquisição de novas viaturas?? Na minha opinião, uma viatura deveria conservar-se de 10 a 20anos, não somos um país rico, certo?

As autarquias são um balão prestes a rebentar.

Muitas já estão em falência técnica, e agora com a crise do imobiliário viram as suas receitas descer drasticamente.

A redução das transferência é mais uma machadada nas contas das câmaras municipais.

Muitos dos nossos municípios não são economicamente viáveis. São pequenos, com menos de 200 km2, têm pouca população (menos de 10 000 habitantes) e nos últimos anos assumiram obras milionárias e gastos desnecessários. Falo de piscinas tropicais (Castanheira de Pêra), iluminações dignas de uma avenida lisboeta em estradas rurais, discotecas de Verão (Castro Marim), gastos exorbitantes com artistas pimba (VRSA), excesso de funcionários públicos (e pouca produtividade), etc.

Ainda veremos muito estádio, piscina municipal ou sede de colectividade local ao abandono por falta de verbas.
 
Sim, concordo.. Há um esforço. Digamos que se houver menos dinheiro para as regiões autónomas, para as autarquias e governos civis, certamente estes irão gastar menos com financiamento de museus, bibliotecas, fundações, associações, clubes, doações, prémios (aos mesmos "empreendedores" de sempre), bombeiros, escolas, sei lá..

Já os 20% de redução com despesas com viaturas do estado, acho assim um pouco falar para o ar.. Do gênero, as viaturas do exército, gnr e psp necessitam de verbas acrescidas para manutenção. Será que esses 20% de redução que falam tem a ver com aquisição de novas viaturas?? Na minha opinião, uma viatura deveria conservar-se de 10 a 20anos, não somos um país rico, certo?

O problema é que para os museus, as bibliotecas, os monumentos ou as escolas falta dinheiro.

Mas para artistas pimba que recebem perto de 20 000 euros para abanar o rabo duas horas já não falta verba. Ou milhares e milhares de euros para as colectividades locais organizarem bailaricos, churrascadas e excursões a Fátima.
 
Já os 20% de redução com despesas com viaturas do estado, acho assim um pouco falar para o ar.. Do gênero, as viaturas do exército, gnr e psp necessitam de verbas acrescidas para manutenção. Será que esses 20% de redução que falam tem a ver com aquisição de novas viaturas?? Na minha opinião, uma viatura deveria conservar-se de 10 a 20anos, não somos um país rico, certo?

Sei que muito pouco entendo de mecânica automóvel, aliás o mesmo que a esmagadora maioria entende, mas custa-me a acreditar na longevidade de veículos usados pelas autoridades na área da segurança no exercício das suas actividades, que ao que todos sabemos, muitas vezes são aquelas em que tais veículos, por razões óbvias, são expostos a situações de desgaste extremo! :huh:
Atribuir uma longevidade de 10 anos a um veículo ainda que projectado para resistir a situações mais exigentes decorrentes do dia a dia das forças policiais, penso que será pedir demasiado, faço uma pequena ideia como seria alargando para o dobro do tempo a garantia de bom estado destes veículos! :rolleyes:
Na minha opinião, acho que garantir verba para o mínimo de condições em serviço à comunidade, à área da segurança (p.ex.) nunca se devia equacionar a hipótese de não lhe atribuir a devida e inquestionável importância.
 
Para quando...

... redução de institutos, organismos, associações, etc, que são um bom contribuidor para a despesa do Estado e que praticamente não têm qualquer função? (E com isso menos alguns milhares de funcionários públicos)

... a extinção de benefícios para fundações, associações, cooperações que se assemelham mais a instituições que recebem RSI do Estado? (em virtude de capital privado praticamente não existir).

... a alteração para empresas públicas geridas com mentalidade privada, ou seja, com total auto gestão dos activos?

... as escolas, hospitais, etc... gerirem o seu orçamento e pessoal necessário? (nada de contratações colectivas, etc)

... um parlamento com 100 deputados e que fossem eleitos pelo número de votos dos portugueses que votam e não pela abstenção distrital?

... aproveitarem a CGD para colocarem à venda a dívida pública a um juro interessante, a todo o comum português, ao contrário do mercado internacional? (As mais valias dos pequenos investidores portugueses teriam grande probabilidade de serem introduzidos na economia portuguesa, ao contrário do que se verifica)

Poderia continuar, mas devo ser apenas eu que devo ter estas ideias. :unsure:
 
Para quando...

... redução de institutos, organismos, associações, etc, que são um bom contribuidor para a despesa do Estado e que praticamente não têm qualquer função? (E com isso menos alguns milhares de funcionários públicos)

... a extinção de benefícios para fundações, associações, cooperações que se assemelham mais a instituições que recebem RSI do Estado? (em virtude de capital privado praticamente não existir).

... a alteração para empresas públicas geridas com mentalidade privada, ou seja, com total auto gestão dos activos?

... as escolas, hospitais, etc... gerirem o seu orçamento e pessoal necessário? (nada de contratações colectivas, etc)

... um parlamento com 100 deputados e que fossem eleitos pelo número de votos dos portugueses que votam e não pela abstenção distrital?

... aproveitarem a CGD para colocarem à venda a dívida pública a um juro interessante, a todo o comum português, ao contrário do mercado internacional? (As mais valias dos pequenos investidores portugueses teriam grande probabilidade de serem introduzidos na economia portuguesa, ao contrário do que se verifica)

Poderia continuar, mas devo ser apenas eu que devo ter estas ideias. :unsure:

E punhas na rua os amigalhaços do partido? Isso só com o FMI cá dentro, ou com outro regime.

Sabe Deus o estado das nossas contas públicas para haver reduções dos salários da função pública e cancelamento de investimentos do Estado.
 
E punhas na rua os amigalhaços do partido? Isso só com o FMI cá dentro, ou com outro regime.

Sabe Deus o estado das nossas contas públicas para haver reduções dos salários da função pública e cancelamento de investimentos do Estado.

Respondo-te com a minha dúvida há uns dias atrás.

Despesa corrente sem juros aumenta 4,8%



Jornal de Negócios

Gostaria de saber o valor actual do défice orçamental.
 
Lousano estás enganado.

De acordo com a Comissão Mista Portugal precisa de 1200 a 1300 vagas para que haja uma formação de médicos adequada ao mercado laboral português. Neste momento há mais de 1600 vagas, dentro de dois ou três anos poderão rondar as 1800, com a abertura do curso de Aveiro e o aumento do número de vagas no Algarve.

O desemprego dever-se-á primariamente ao excesso de vagas nas universidades portuguesas.

Depois, obviamente, há outro dado. As centenas de portugueses em Espanha e na República Checa. Esses no futuro terão muita dificuldade em regressar para Portugal para fazer a especialidade, pois nem sequer se sabe se haverá vagas para todos formados em Medicina em Portugal.

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Quanto à Medicina Dentária. Quando houve a entrada descontrolada dos brasileiros, nos anos 90, havia menos de 3000 dentistas no país. Pouco tempo depois essa entrada foi contida, graças à Ordem dos Médicos Dentistas. Ora o país precisa de 5000 médicos dentistas, tendo em conta a população. E neste momento já vamos a caminho dos 6000, e nem sei se este valor já não foi ultrapassado. Sabes porquê? Sabes como passámos de 3000 para o dobro? Por causa das privadas. Há três cursos públicos, com cerca de 200 vagas, mas há quatro privadas, com mais de 300 vagas... A este ritmo, dentro de alguns anos teremos dentistas nas caixas de supermercado.

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Eu penso que uma situação de subemprego é benéfica, pois obriga a uma maior competição nas faculdades e no mercado de trabalho. Mas desemprego em massa é uma vergonha, pois são cursos caros, para as famílias e para os cofres do Estado, e cuja formação completa pode demorar perto de uma década.

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Mas olhando para as estatísticas, o desemprego de Médicos ou de Dentistas é típico de países do Sul da Europa, ou seja, Grécia, Itália ou Espanha, mas não é frequente no Norte da Europa, na Inglaterra ou na Alemanha. Curioso, não acham?

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Na verdade, a Espanha nem tem muitas vagas para Medicina. São cerca de 4000. Portugal tem 1600. No entanto, eles têm médias mais baixas. Por duas razões: em primeiro lugar, têm um acesso mais exigente, para os estudantes espanhóis; em segundo lugar, não têm a obcessão parola pela Medicina que existe nos jovens e nas famílias de Portugal.

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A concentração de mais de 95% dos melhores alunos portugueses num único curso é altamente prejudicial para o país. Ainda ninguém percebeu isso?

Mas olhando para as estatísticas, o desemprego de Médicos ou de Dentistas é típico de países do Sul da Europa, ou seja, Grécia, Itália ou Espanha, mas não é frequente no Norte da Europa, na Inglaterra ou na Alemanha. Curioso, não acham?

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Na verdade, a Espanha nem tem muitas vagas para Medicina. São cerca de 4000. Portugal tem 1600. No entanto, eles têm médias mais baixas. Por duas razões: em primeiro lugar, têm um acesso mais exigente, para os estudantes espanhóis; em segundo lugar, não têm a obcessão parola pela Medicina que existe nos jovens e nas famílias de Portugal.


El desempleo de medicos es propio del Sur de Europa, porque en el Norte de Europa la población se dirige a carreras mas técnicas, como ingenieria o química.

En España la obsesión no es por la Medicina, si no por las leyes, creo que no hay país con mas abogados que España, en el parlamento español estoy seguro que el 80% son abogados, por eso las leyes son tan extrañas y complejas, si fueran simples no precisariamos de tantos abogados.
 
Em que mundo vive, caro Agreste?

Concuerdo, neoliberal? donde? cuando?

La Unión Europea es lo menos neoliberal en el planeta, todo son prohibiciones, cuotas, leyes limitantes, etc......

Neoliberal es Hong Kong y Singapur, y bastante Chile, pero en Europa no hay nada que sea como esos paises.
 
Trepkos, «nem muito ao mar, nem muito à terra».

Os ciganos não são propriamente apátridas, estão em Portugal há vários séculos e os ciganos portugueses têm tanto direito a viver cá quanto qualquer um de nós.

A questão é que têm de se submeter às regras da nossa sociedade, e ter pelo menos o mínimo de integração. Muitos ciganos vivem de forma honesta, têm os seus negócios ou as suas profissões e não são nem nómadas, nem ladrões, nem traficantes.

Em Espanha, os ciganos estão bem mais integrados, talvez seja o país da Europa Ocidental onde a sua integração é mais visível, e muitos até são figuras públicas de renome.

O caminho em Portugal, em relação aos nossos ciganos, é lutar por uma maior integração, e uma menor dependência do Estado. Há um esforço que tem de ser feito por ambas as partes, e a nós compete lutar contra o preconceito e contra a xenofobia que existe em Portugal contra o povo cigano e contra a sua cultura.

Se há dependência em relação ao RSI? Há. Mas não há menos nos portugueses que não são de etnia cigana.

Se há ciganos ladrões e traficantes? Há. Mas não há menos nos portugueses de etnia não cigana. E os sacos de alfarrobas, de amêndoas, ou as roupas do estendal que os ciganos roubam não são nada ao lado dos milhões de euros movimentados pela corrupção e pelo tráfico de influências nas autarquias e no poder central.

Esos gitanos son rumanos, y por tanto con nacionalidad rumana, no son gitanos franceses, por tanto Francia puede devolverlos a Rumania.

En Francia y Bélgica hay gitanos, y esos no son expulsados, el musico DIZZY GILLESPIE era gitano.

El origen de los gitanos es la India.

En España los gitanos están integrados en el Sur del país, en Andalucía sobre todo, al Norte del país no hay integración ninguna, en zonas como el País Vasco, Galicia o Asturias no hay ninguna integración.

Puede ser por características sociologicas o históricas, por lo que en Andalucía se encuentren bien integrados.

Las figuras públicas gitanas, son casi todos cantantes de flamenco, fuera de ahí pocos.


De los pocos gitanos de renombre que no son cantantes de flamenco destaca precisamente uno:

QUIQUE SÁNCHEZ FLORES, quien fuera entrenador del Benfica.

Su tía era la cantante LOLA FLORES y es primo DE ROSARIO FLORES.
 
Um povo, onde no sul do país perto de 40% dos habitantes têm ascendência berbere ou sefardita, poderá ser chamado uma raça? A raça lusitana?

David Sf, essa dos caucasianos, com os estudos de genética, já era.

Quanto aos ciganos, vieram, se não me engano da Índia. E as suas características físicas denotam essa origem.

Mas os nossos antepassados também vieram da Península Arábica e do Magrebe, do Médio e Próximo Oriente (sefarditas), ou da Europa Média (francos). Isto para não falar da discutível origem dos povos nativos da Península Ibérica.


El origen de la mayoría de los pueblos ibéricos es propio de la península desde el paleolítico.

Considero que tenemos suerte de contar con los vascos, que hablan la lengua mas antigua de Europa (ni siquiera es indoeuropea) y es un pueblo que en gran medida se ha mantenido aislado.

Según estudios genéticos los vascos y los irlandeses son los pueblos mas puros y homogeneos de Europa.

Para los vascos mas del 90% tienen el gen Rb1 y menos de un 10% el gen I.

Las personas de la península con el gen Rb1 son nativas y autoctonas de aquí, el resto llegaron mas tarde, neolítico, celtas, romanos, germanos, árabes, etc....


La genética arabemusulmana es del 8%, con áreas de 14% o poco mas como Andalucía y Algarve.

Sefarditas pocos por dos razones:

-fueron expulsados la mayoría
-muchos de aquellos judíos eran personas ibéricas que se conviritieron a la religión judía.

El 67% de los españoles y el 65% de los portugueses tiene el gen Rb1, autóctono de la península.
 
Anteontem estive a falar com uma jovem filha de emigrantes portugueses na Alemanha. Veio para Portugal aos 16 anos, está cá a fazer a licenciatura e quer regressa para a Alemanha mal termine o curso.

Não se adapta à «portugalidade», e relatou-me algumas diferenças entre ambas as sociedades. Consta que na Alemanha muitos jovens saem de casa dos pais antes dos 18 anos, para viver com amigos, e começam muito cedo a trabalhar em part-time, nem que seja a fazer limpezas ou a trabalhar em estufas.

Já no ensino superior, muitos não dependem da família, pois vivem com o dinheiro do trabalho em part-time, e com empréstimos dados pelo Estado para financiar os estudos.

Disse-me que aqui nós temos «uma grande vida», «bons carros», «boas roupas», «noitadas», tudo com dinheiros de mesadas. Na Alemanha, não há festas académicas até às seis da manhã, como cá no Porto, e é impensável ficar um, dois ou três anos em casa dos pais, sem trabalhar, depois de terminar a licenciatura.

Sublinhou ainda que na Alemanha os jovens não compram casa, mas arrendam, e estão constantemente a trocar de casa e de emprego.

Eso sucede en todo el Sur de Europa, también en España e Italia, y posiblemente en Grecia, aunque nunca allí estuve.
 
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