A Ministra do Ambiente pretende avançar até ao próximo com a tributação das mais valias imobiliárias. Será ver para crer. Se a lei avançar, é uma machadada final na especulação imobiliária. Pessoalmente, espero bem que seja aprovada, mas duvido.
Tudo o que li e ouvi tem a ver com cortes nas prestações sociais, aumento de alguns impostos e corte nas deduções fiscais! Então e o resto das despesas fica para o próximo ano? Ex: financiamento directo ou indirecto, parcial ou total a institutos privados, públicos, associações, clubes e fundações. É que são à volta de 16000 entidades a comer de todos nós!! Está difícil.. E porque é que em vez de pagar para fazer estudos para isto e para aquilo, não se usa o que a casa tem? Ex: Laboratório nacional de engenharia civil e outras entidades noutros ramos, mas de carácter público?
Esta vontade toda ainda esconde muito proteccionismo em relação a entidades que só servem para prometer tacho ou patrocinar campanhas!
Parece que isso também terá alterações.
Sim, concordo.. Há um esforço. Digamos que se houver menos dinheiro para as regiões autónomas, para as autarquias e governos civis, certamente estes irão gastar menos com financiamento de museus, bibliotecas, fundações, associações, clubes, doações, prémios (aos mesmos "empreendedores" de sempre), bombeiros, escolas, sei lá..
Já os 20% de redução com despesas com viaturas do estado, acho assim um pouco falar para o ar.. Do gênero, as viaturas do exército, gnr e psp necessitam de verbas acrescidas para manutenção. Será que esses 20% de redução que falam tem a ver com aquisição de novas viaturas?? Na minha opinião, uma viatura deveria conservar-se de 10 a 20anos, não somos um país rico, certo?
Sim, concordo.. Há um esforço. Digamos que se houver menos dinheiro para as regiões autónomas, para as autarquias e governos civis, certamente estes irão gastar menos com financiamento de museus, bibliotecas, fundações, associações, clubes, doações, prémios (aos mesmos "empreendedores" de sempre), bombeiros, escolas, sei lá..
Já os 20% de redução com despesas com viaturas do estado, acho assim um pouco falar para o ar.. Do gênero, as viaturas do exército, gnr e psp necessitam de verbas acrescidas para manutenção. Será que esses 20% de redução que falam tem a ver com aquisição de novas viaturas?? Na minha opinião, uma viatura deveria conservar-se de 10 a 20anos, não somos um país rico, certo?
Já os 20% de redução com despesas com viaturas do estado, acho assim um pouco falar para o ar.. Do gênero, as viaturas do exército, gnr e psp necessitam de verbas acrescidas para manutenção. Será que esses 20% de redução que falam tem a ver com aquisição de novas viaturas?? Na minha opinião, uma viatura deveria conservar-se de 10 a 20anos, não somos um país rico, certo?



Para quando...
... redução de institutos, organismos, associações, etc, que são um bom contribuidor para a despesa do Estado e que praticamente não têm qualquer função? (E com isso menos alguns milhares de funcionários públicos)
... a extinção de benefícios para fundações, associações, cooperações que se assemelham mais a instituições que recebem RSI do Estado? (em virtude de capital privado praticamente não existir).
... a alteração para empresas públicas geridas com mentalidade privada, ou seja, com total auto gestão dos activos?
... as escolas, hospitais, etc... gerirem o seu orçamento e pessoal necessário? (nada de contratações colectivas, etc)
... um parlamento com 100 deputados e que fossem eleitos pelo número de votos dos portugueses que votam e não pela abstenção distrital?
... aproveitarem a CGD para colocarem à venda a dívida pública a um juro interessante, a todo o comum português, ao contrário do mercado internacional? (As mais valias dos pequenos investidores portugueses teriam grande probabilidade de serem introduzidos na economia portuguesa, ao contrário do que se verifica)
Poderia continuar, mas devo ser apenas eu que devo ter estas ideias.![]()
E punhas na rua os amigalhaços do partido? Isso só com o FMI cá dentro, ou com outro regime.
Sabe Deus o estado das nossas contas públicas para haver reduções dos salários da função pública e cancelamento de investimentos do Estado.
Despesa corrente sem juros aumenta 4,8%
Jornal de Negócios
Gostaria de saber o valor actual do défice orçamental.
Lousano estás enganado.
De acordo com a Comissão Mista Portugal precisa de 1200 a 1300 vagas para que haja uma formação de médicos adequada ao mercado laboral português. Neste momento há mais de 1600 vagas, dentro de dois ou três anos poderão rondar as 1800, com a abertura do curso de Aveiro e o aumento do número de vagas no Algarve.
O desemprego dever-se-á primariamente ao excesso de vagas nas universidades portuguesas.
Depois, obviamente, há outro dado. As centenas de portugueses em Espanha e na República Checa. Esses no futuro terão muita dificuldade em regressar para Portugal para fazer a especialidade, pois nem sequer se sabe se haverá vagas para todos formados em Medicina em Portugal.
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Quanto à Medicina Dentária. Quando houve a entrada descontrolada dos brasileiros, nos anos 90, havia menos de 3000 dentistas no país. Pouco tempo depois essa entrada foi contida, graças à Ordem dos Médicos Dentistas. Ora o país precisa de 5000 médicos dentistas, tendo em conta a população. E neste momento já vamos a caminho dos 6000, e nem sei se este valor já não foi ultrapassado. Sabes porquê? Sabes como passámos de 3000 para o dobro? Por causa das privadas. Há três cursos públicos, com cerca de 200 vagas, mas há quatro privadas, com mais de 300 vagas... A este ritmo, dentro de alguns anos teremos dentistas nas caixas de supermercado.
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Eu penso que uma situação de subemprego é benéfica, pois obriga a uma maior competição nas faculdades e no mercado de trabalho. Mas desemprego em massa é uma vergonha, pois são cursos caros, para as famílias e para os cofres do Estado, e cuja formação completa pode demorar perto de uma década.
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Mas olhando para as estatísticas, o desemprego de Médicos ou de Dentistas é típico de países do Sul da Europa, ou seja, Grécia, Itália ou Espanha, mas não é frequente no Norte da Europa, na Inglaterra ou na Alemanha. Curioso, não acham?
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Na verdade, a Espanha nem tem muitas vagas para Medicina. São cerca de 4000. Portugal tem 1600. No entanto, eles têm médias mais baixas. Por duas razões: em primeiro lugar, têm um acesso mais exigente, para os estudantes espanhóis; em segundo lugar, não têm a obcessão parola pela Medicina que existe nos jovens e nas famílias de Portugal.
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A concentração de mais de 95% dos melhores alunos portugueses num único curso é altamente prejudicial para o país. Ainda ninguém percebeu isso?
Em que mundo vive, caro Agreste?
Trepkos, «nem muito ao mar, nem muito à terra».
Os ciganos não são propriamente apátridas, estão em Portugal há vários séculos e os ciganos portugueses têm tanto direito a viver cá quanto qualquer um de nós.
A questão é que têm de se submeter às regras da nossa sociedade, e ter pelo menos o mínimo de integração. Muitos ciganos vivem de forma honesta, têm os seus negócios ou as suas profissões e não são nem nómadas, nem ladrões, nem traficantes.
Em Espanha, os ciganos estão bem mais integrados, talvez seja o país da Europa Ocidental onde a sua integração é mais visível, e muitos até são figuras públicas de renome.
O caminho em Portugal, em relação aos nossos ciganos, é lutar por uma maior integração, e uma menor dependência do Estado. Há um esforço que tem de ser feito por ambas as partes, e a nós compete lutar contra o preconceito e contra a xenofobia que existe em Portugal contra o povo cigano e contra a sua cultura.
Se há dependência em relação ao RSI? Há. Mas não há menos nos portugueses que não são de etnia cigana.
Se há ciganos ladrões e traficantes? Há. Mas não há menos nos portugueses de etnia não cigana. E os sacos de alfarrobas, de amêndoas, ou as roupas do estendal que os ciganos roubam não são nada ao lado dos milhões de euros movimentados pela corrupção e pelo tráfico de influências nas autarquias e no poder central.
Um povo, onde no sul do país perto de 40% dos habitantes têm ascendência berbere ou sefardita, poderá ser chamado uma raça? A raça lusitana?
David Sf, essa dos caucasianos, com os estudos de genética, já era.
Quanto aos ciganos, vieram, se não me engano da Índia. E as suas características físicas denotam essa origem.
Mas os nossos antepassados também vieram da Península Arábica e do Magrebe, do Médio e Próximo Oriente (sefarditas), ou da Europa Média (francos). Isto para não falar da discutível origem dos povos nativos da Península Ibérica.
Anteontem estive a falar com uma jovem filha de emigrantes portugueses na Alemanha. Veio para Portugal aos 16 anos, está cá a fazer a licenciatura e quer regressa para a Alemanha mal termine o curso.
Não se adapta à «portugalidade», e relatou-me algumas diferenças entre ambas as sociedades. Consta que na Alemanha muitos jovens saem de casa dos pais antes dos 18 anos, para viver com amigos, e começam muito cedo a trabalhar em part-time, nem que seja a fazer limpezas ou a trabalhar em estufas.
Já no ensino superior, muitos não dependem da família, pois vivem com o dinheiro do trabalho em part-time, e com empréstimos dados pelo Estado para financiar os estudos.
Disse-me que aqui nós temos «uma grande vida», «bons carros», «boas roupas», «noitadas», tudo com dinheiros de mesadas. Na Alemanha, não há festas académicas até às seis da manhã, como cá no Porto, e é impensável ficar um, dois ou três anos em casa dos pais, sem trabalhar, depois de terminar a licenciatura.
Sublinhou ainda que na Alemanha os jovens não compram casa, mas arrendam, e estão constantemente a trocar de casa e de emprego.