O Estado do País

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É bom termos países amigos como a China, prontos para nos socorrer no crédito. Mas ainda não vi escrito em lado nenhum, qual a taxa de empréstimo praticada, alguém viu? Ou será aquela que está cotada nos 6.4% actuais? Temos de aceitar com sorriso?

A China tem a faca e o queijo na mão, por um lado tem o dinheiro e por outro tem uma mão cheia de produtos que deseja colocar cá! Se não estou enganado, só no último ano desembolsamos 280milhões de euros em compras de produtos chineses. Não sei quanto lhes vendemos, mas duvido que seja tanto ou mais. Gosto de pensar que esses 280milhões de euros dariam jeito ao nosso comércio, hotelaria e vestuário, em especial na manutenção dos empregos! Mas pronto, também compreendo que não nos podemos fechar para o resto do mundo.

Acabei de obter a resposta aqui:

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=452451

A China ajuda portugal na concessão de crédito, comprando-nos a dívida pública em obrigações! Contrapartida: O banco da china ICBC adquire 10% do BCP conseguindo com isso um reforço da sua presença em Portugal e em Angola.
 
Sejam todos bem-vindos ao Império da formiguinha!
Entre muitas mais coisas, ainda vamos ter que suportar a traumatizante tarefa de ter como língua estrangeira dominante o chinês...
Ah, sabem de algum feedback vindo da ala de extrema esquerda se este Império seguir com os seus objectivos?
Em matéria de direitos humanos, será que o esforço de muitos por tantos anos cairá por terra se o conceito de vida social tiver que se alterar tendo como base a realidade que se vive na República Popular da China?

Bem, penso que existem tantas questões a colocar diante de um cenário político quiçá fortemente influenciado pelo que mais parece uma invasão a uma Europa de segunda, à partida vulnerável, certamente frágil social e politicamente mas que absorve tudo e todos na vã tentativa de vislumbrar um quê de sebastianismo qual luz ao fundo do túnel...
Será assim tão disparatado colocar já estas em cima da mesa? Espero que sim porque sofrer por antecipação faz mal ao estômago e já basta esta indigestão pré-presidenciais que a poucos deixa indiferença! :huh:
 

Sem dúvida excelente vídeo, dá bem a noção daquilo que é orçamento de Estado e das dívidas "escondidas".

Adorei este esquema.

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Enfim, a cúpula do complexo bancário-construtor ligado à maçonaria que se tem entretido a destruir o país ainda há de conseguir dar cabo de alguns bancos portugueses que controlaram, só lhe restando agora pedinchar regimes como o angolano, chinês ou venezuelano, já que para o restante mundo a nossa dívida tornou-se lixo tóxico em que ninguém quer pegar. É fácil de ver a que mãos vão parar no futuro empresas a privatizar, como a TAP, Ana e outras, que em vez de acabarem associadas a grandes empresas europeias como a Lufhtansa vão acabar por ter como sócios o regime angolano, chinês e companhia e os bancos nacionais do regime como o BES a mandar nelas.
E porque ? Porque é a única forma desse regime bancário-maçónico que domina o país continuar a mandar nas empresas sem ter guita para o fazer é procurando para parceiros estes países. Dão-se bem uns com os outros, falam a mesma língua da falta de transparência e corrupção. Isto nada tem a ver com economia de mercado, com liberalização, é simplesmente um estado mafioso, e não augura nada de bom para o nosso futuro.

O restante mundo sério, credível e limpo suponho que seja o das agências de rating americanas. Portanto entre a nova máfia chinesa e o cabedal polido do velho mundo livre eu uso a economia de mercado e escolho o que me pagar mais...

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Eu gostava de tentar perceber porque é que os portugueses se acamaram tanto em dez anos, mas eu sinto a mesma vontade de manifestações, revoltas, greves, tomar iniciativa, etc, que sentia há 10 anos atrás.

Hmmm, espera, já sei. Os portugueses passaram muito tempo em frente à televisão.
Não estou a ver outra explicação para este "súbito" conformismo.


Para mim é uma vergonha ver um povo tão amorfo, passivo, conservador, inactivo, corrupto, deorganizado, iludido, e pouco productivo.


JN: «Portugueses apoiam greve geral mas não a vão fazer»

Inquérito diz que 59% concordam com a paralisação, mas 71% não vão participar. Orçamento merece não de 55%, embora 54% digam ser importante aprová-lo.

Sondagens são sondagens mas é mais um bloqueio que é preciso vencer, a resignação e a indiferença não fazem avançar a sociedade. Longe vão os tempos das manifs dos anos 80 e 90...
 

Ainda bem que aqui colocas-te isto Frederico, a ver se muita gente abre os olhos.

Este porco do Soares que hoje é um herói nacional é o maior traidor à Pátria que existe e que teimosamente insiste em continuar a respirar... desculpem o desabafo.

Estou-me agora a lembrar de um certo avião que caiu com excesso de carga enquanto voava abaixo dos radares para não ser descoberto...

Juntando 1+1 chegamos ao triste estado da Nação em que nos encontramos e não nos podemos esquecer que só o Soares recebe mais de 400 mil euros ao ano de reformas e é conselheiro de estado.. este estado eu não quero, obrigado.
 
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Lamentavelmente, não temos em Portugal um Marquês de Sade que descreva esta gente. Os abutres já se posicionam sobre o cadáver. Mas por cá, o jornalismo pueril da casa faz estes títulos. E os carneiros engolem.

«Presidente chinês termina hoje visita ao país
Hu Jintao quer ajudar Portugal a ultrapassar a crise económica


O Presidente da China, Hu Jintao, afirmou hoje que o seu país irá apoiar os esforços de Portugal para responder à crise económica. A Pequim, o primeiro-ministro, José Sócrates, pediu mais investimento em Portugal, no sentido de duplicar o número de acordos bilaterais até 2015.

Hu Jintao na chegada ao encontro com Sócrates (Rui Gaudêncio)

“Estamos dispostos a tomar medidas concretas para ajudar Portugal a ultrapassar a crise financeira global”, disse Hu Jintao depois de um encontro com o primeiro-ministro português, José Sócrates, sem adiantar mais pormenores. O Presidente chinês disse ainda que irá incentivar as empresas do seu país a investirem em Portugal.»
 
Infelizmente, em Portugal escasseia o debate sobre política internacional. Andam por aí uma série de «politólogos» que se restringem às querelas paroquiais que vão entretendo as «elites», enquanto o povo assiste às telenovelas, ao futebol e ao novo Big Brother.

Não tenho qualquer formação académica no temática, mas por aquilo que vou lendo em revistas e jornais estrangeiros, fico com a sensação que o mundo se está a posicionar em dois blocos.

De um lado temos os países democráticos do Ocidente, do outro as ditaduras e as falsas democracias da América, da África e da Ásia.O primeiro bloco é liderado pelos EUA, o segundo pela China.

No grupo liderado pelos EUA encontram-se os países mais transparentes, ricos e desenvolvidos do mundo. Para se atingirem tais níveis de liberdade, riqueza e bem-estar seguiram-se essencialmente dois modelos. Por um lado, temos a tradição liberal dos EUA, da Austrália ou do Reino Unido, por outro a social-democracia da Alemanha, da Suécia ou da Noruega.

Já no segundo grupo estão os países mais corruptos e que menos respeitam os direitos humanos. Contudo, muitos têm atingido níveis de crescimento económico assinaláveis na última década, embora isso nem sempre tenha repercussões no bem-estar da população. Penso na Rússia, na China, em Angola ou no Irão.

Ora recentemente os EUA intensificaram as suas relações diplomáticas e económicas com a Índia, a democracia mais populosa do mundo, e uma das novas potências económicas emergentes. A China não morre de amores pelo subcontinente indiano: há tensões fronteiriças e económicas entre as duas Nações. Há até quem diga que no futuro uma guerra entre a Índia e a China não é uma hipótese que deva ser desprezada.

No meio deste novo quadro político, qual tem sido a posição de Portugal? Qual o lado que temos escolhido?

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(continua)
 
A maioria dos portugueses não imagina o que lhes espera nos próximos anos:
2010-meta do défice nos 7.6% (acho que já vai nos 8.4%)
2011-meta do défice nos 4.3% (ou será 5%)
2012-meta do défice nos 3%
2013-fim dos apoios comunitários
2014.. Pagar o que deve as parcerias público-privadas (30anos x 2mil milhões de euros??)

É de doidos.. Não estou minimamente preocupado com a vinda do FMI nem com as eleições antecipadas em Maio/Junho! Preocupo-me sim com a minha carteira! Crise meus amigos, crise é para quem não tem trabalho, acreditem! Tenho pena dos jovens e também de aqueles que tudo deram na vida e que vão sair pela porta da amargura! Emigrar? Seria boa solução, não fosse o défice de europa que temos. Enfim o que posso concluir é que só temos apoio da Europa quando tudo corre bem, agora ninguém nos quer!! Aguentem-se, que nada irá voltar a ser o que era. Os portugueses fascinaram-se demasiado com as mordomias dum mundo a que nunca tiveram direito: autoestradas, universidades, politécnicos, hospitais, n telemóveis, n automóveis, n créditos e sei lá mais o quê! Alguém guardou algum dinheirito de lado? Se sim, menos mal!
 
500x500



Henrique Neto

Sócrates está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto

É uma entrevista arrasadora. Henrique Neto, histórico do PS, diz que Sócrates "é um vendedor de automóveis" que "está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto".
Revela que Sócrates disse que cortar na Função Pública era atacar a base eleitoral do partido. A maçonaria "é a coisa pior que pode existir na política". "Ser empresário hoje é ser herói."

Acusando o primeiro-ministro de "mentira" e falando também de Mários Soares, Jorge Sampaio ou Pina Moura, Henrique Neto critica a actual forma de direcção do Partido Socialista: "Isto é uma máfia com experiência na maçonaria".



http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=452249

PS: quem quiser o livro da imagem envie-me mensagem pessoal. Foi lançado nos anos 90, esteve um dia nas bancas e esgotou de imediato. O autor foi enxovalhado e acabou por sair de Portugal. Os factos relatados nunca foram alvo de discussão pública. Um texto importante que ajuda a perceber as raízes do actual Regime.
 
Não sabia que havia censura em Portugal de forma tão clara e assumida ao ponto de esconder um livro:shocking:

Não conheço essa obra mas deve por o dedo em muitas feridas de certeza...
 
Facebook é arma de protesto

Criar grupos no Facebook para contestar as políticas económicas do Governo tem vários objectivos. Alguns querem propor soluções, outros desejam ser ouvidos pela classe política, muitos pretendem informar e, claro, todos querem protestar. Na rede social mais usada da actualidade, uma pesquisa contendo a expressão 'medidas de austeridade' revela a existência de 20 grupos, número que aumentou nas últimas semanas.

Quando, a 13 de Maio, José Sócrates apresentou o PEC II não houve milagre que salvasse os portugueses. Nesse dia, segundo o primeiro-ministro, o «mundo mudou», os portugueses defrontaram-se com a notícia dos primeiros aumentos de impostos e cortes na despesa e começaram a surgir os grupos de contestação.

Carla Silva criou o grupo não às medidas de austeridade. por considerar que «o povo português é pacífico demais». Apesar de ter passado algum tempo fora do país, Carla manteve-se informada e acompanhou a discussão em torno da situação económica nacional. Não concordava com as medidas que foram tomadas no âmbito das medidas de contenção orçamental e, de regresso à pátria, queria unir um conjunto de pessoas que, partilhando as mesmas opiniões, se colocassem à parte dos partidos e dos sindicatos e se unissem para se fazer ouvir nas ruas.

Criar um grupo no Facebook surgiu como um passo natural para alcançar esse objectivo. Mas, o que poderia ter sido um movimento cívico e independente de contestação, esbarrou no que considera ser a falta de «interesse e espírito crítico dos portugueses». Seis meses passados sobre sua criação o grupo perdeu completamente a actividade e Carla, desiludida, garante que em Portugal as pessoas «falam, falam, falam, mas não querem saber».

Aliás, dos 20 grupos criados para contestar as medidas de austeridade, a maior parte perdeu a força inicial durante o primeiro mês em que esteve activo. Os seus criadores não foram bem sucedidos em manter a discussão acesa, há pouca dinâmica na publicação de conteúdos e o número de membros estagnou, não chegando na maior parte dos casos aos 100.

Mas existem excepções à regra e o TIREM A MÃO DO MEU BOLSO! QUEM PROVOCOU A CRISE QUE A RESOLVA! é uma delas. Um «exercício de cidadania», como o seu criador o define, este grupo conta com a participação de 14.126 pessoas.

José Manuel Candeias conta que inicialmente não teve noção de que o Facebook tinha tão grande potencial para juntar «pessoas com o mesmo tipo de preocupação», mas garante que quando recebeu um «retorno surpreendente» aos conteúdos que publicava, passou a procurar, por um lado, «chegar a pessoas menos informadas» e, por outro, fazer do seu espaço um local para quem deseja debater e pensar sobre os temas da actualidade.

As conversas acerca da situação económica do país saltaram dos cafés para as páginas virtuais do Facebook e a vantagem é que, se as palavras partilhadas entre um pastel de nata e uma meia de leite chegariam, no máximo, à pessoa da mesa do lado, os comentários escritos nos murais desta rede social podem, esperam os seus utilizadores, alcançar os decisores políticos. José Manuel Candeias também pensa que as críticas, sugestões e invectivas lançadas nos murais chegam às esferas mais altas, embora não acredite que possam influenciar decisões devido «à postura autista» dos políticos.

Para combater esse 'autismo', e como os portugueses querem ter a certeza que são ouvidos, está a circular entre os utilizadores do Facebook um convite para uma Grande Manif de cidadãos anónimos. A data dessa iniciativa de cidadãos já foi alterada três vezes, com o objectivo de juntar um número razoável de pessoas e, neste momento, estão confirmadas 306 presenças frente à Assembleia da República no dia 11 de Dezembro, um sábado. Os proponentes desta manifestação assumem-se como «cidadãos anónimos» que «não podem ficar sentados no sofá a lamentar o estado da nação» e que vão, à margem de partidos políticos e sindicatos, entregar na Assembleia da República as suas sugestões para o país.

Os portugueses utilizam o Facebook para debater, contestar, reclamar contra as políticas económicas do Governo e começaram já a aperceber-se do seu potencial para criar consensos e unir pessoas. Vingam os grupos e iniciativas aos quais os criadores dedicam mais tempo, aqueles que conseguem fidelizar os membros por terem murais dinâmicos onde os utilizadores encontram conteúdos inovadores.

No fundo, os grupos que vingam são os que conseguem manter o seu mural animado e interessante, como uma boa conversa.

SOL

É o Avante do século XXI :lmao:
 
Ontem numa viagem pelo A25 reparei na quantidades de maquinões que em alta velocidade se circulava pela auto-estrada. Crise? qual crise...em 100 automoveis raros eram da idade do meu carrito de 1999.

O País pode estar mal governado, mas existe uma mea culpa de todos... Os créditos, o ter de se ter uma casa, um carro, etc etc igual ao colega de emprego, ao vizinho, esta ganancia e obessão de fachada conduz qualquer mau gestor de finanças familiar à ruína.

O Abismo está próximo...vamos morrendo em lume brando, quem teve a humildade de viver apenas com aquilo que podia, pontapé para um lado ou para o outro lá vai vivendo, quem se habituou a viver no mundo dos sonhos e das vacas sempre gordas poderá levar ainda uns bons coices...

Venha o FMI, vejamos o lado positivo da crise, colocará algumas pessoas no seu devido lugar...
 
Estado
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