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Funcionários do Parlamento escapam a corte nos salários



Se alguma vez senti nojo de ser português, este foi o momento. F***** :angry:

Antecipaste-te. Vinha pôr isso. Fica a imagem:

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Há que proteger os cargos dos boys.

Os porcos continuam o banquete, os restantes animais trabalham. Leiam o livro, mais de uma vez se necessário.
 
Funcionários do Parlamento escapam a corte nos salários



Se alguma vez senti nojo de ser português, este foi o momento. F***** :angry:

A notícia tal como está publicada pelo Económico, apresenta algumas incorrecões:

1-Os grupos parlamentares, deputados, ministros, secretários de estado e seus acessores não são funcionários públicos! Eles não descontam para a segurança social, embora sejam considerados funcionários do estado. Logo, não têm direito a subsídio de desemprego! Têm um subsídio próprio, para integração social, caso tenham funções em regime de exclusividade durante x tempo.
2-Quando o governo decidiu baixar os salários destes funcionários, primeiro deixou de fora os acessores dos ministros, e mais tarde decidiu inclui-los nas medidas. Mas uma coisa é certa, ao baixar-lhes as remunerações decidiu pela porta das travessas aumentar-lhes as ajudas de custo em 20%!

Se agora vêm desfazer tudo, é só fazer contas: pelos vistos escapam à redução de salários e ainda continuam com o aumento das ajudas de custo! Foi só isto o que o Econômico se esqueceu de frisar.. :)

Porreiro pá!! :D
 
O triunfo dos porcos, onde são todos iguais mas há uns mais iguais que outros. ;)

Este livro é a metáfora perfeita para o Regime que temos desde o 25 de Abril.

Democracia da treta, a Irlanda já vai a eleições, por cá não se passa nada. Somos uns carneiros tolinhos anestesiados com futebol, betão, música pimba e telenovelas. Triste povo, onde está a fibra que há séculos nos levou a fundar um dos maiores Impérios da História? Como nos tornámos nisto? Como?
 
Este livro é a metáfora perfeita para o Regime que temos desde o 25 de Abril.

Democracia da treta, a Irlanda já vai a eleições, por cá não se passa nada. Somos uns carneiros tolinhos anestesiados com futebol, betão, música pimba e telenovelas. Triste povo, onde está a fibra que há séculos nos levou a fundar um dos maiores Impérios da História? Como nos tornámos nisto? Como?

Somos uns porreiros, pá! :D
Já ajudamos a Grécia e vamos agora ajudar a Irlanda, com 1300milhões de euros??

Vá lá que Timor Leste já se ofereceu para nos ajudar.. Mas se eu fosse um radical diria-lhes: Paga o que deves!
 
Somos uns porreiros, pá! :D
Já ajudamos a Grécia e vamos agora ajudar a Irlanda, com 1300milhões de euros??

Vá lá que Timor Leste já se ofereceu para nos ajudar.. Mas se eu fosse um radical diria-lhes: Paga o que deves!

Tenho inveja do povo alemão, sorrateiramente lá vão conseguindo o que não lograram com duas guerras, a Inglaterra claro ou a Dinamarca lá se puseram de lado, mas do lado de cá engolimos a esmola dos subsídios, destruímos o aparelho produtivo e começámos a importar e bem. A Alemanha, lá mandava uns trocos e uns turistas, enquanto vendia carros ou electrodomésticos, e forrava dinheiro.

Elites ignorantes, cultivem-se:

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A Europa do Tratado de Lisboa começa a mostrar a sua verdadeira face. Mas atenção: a culpa é toda nossa. E avisos não faltaram.
 
É exactamente isto que penso. Artigo 5 estrelas:

Estou farto dos mercados!
Nunca o capitalismo foi um jogo tão viciado e tão amoral. Se vivesse hoje, Adam Smith seria anarquista.
Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 25 de Novembro de 2010

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Vejo na televisão imagens de rua da Irlanda, da Grécia, da Espanha, e são iguais às de Portugal: as pessoas movem-se de ou para o trabalho, há transportes a funcionar, comércio aberto, crianças a irem para escola, enfim, a vida como habitualmente. A mim parece-me que estes países e estas pessoas estão vivas, que não estão à beira da morte. Mas não, é ilusão minha: todos os noticiários nos dizem que sobre esta gente e estes países pesa a mais tenebrosa ameaça destes sinistros tempos económicos que se vivem: os mercados.

Estou farto dos mercados, estou farto da constante ameaça dos mercados: os mercados acordaram bem dispostos mas, depois do almoço, os mercados enervaram-se e subiram-nos outra vez as taxas de juro; os mercados não gostam disto, os mercados querem aquilo; os mercados querem um orçamento aprovado, os mercados não acreditam na execução do orçamento que queriam aprovado; os mercados assustam-se quando o ministro das Finanças fala, os mercados reagem em stresse se o ministro fica calado mais do que dois dias; os mercados querem que os Estados desçam o défice, diminuindo despesas e aumentando receitas, mas os mercados fogem se a PT pagar um euro que seja de imposto sobre as mais-valias do maior negócio europeu do ano; os mercados estão preocupados com a quebra do consumo, mas os mercados adoram os aumentos do IVA; os mercados recomendam cortes salariais, mas os mercados são frontalmente contra os cortes nos salários e prémios dos gestores das grandes empresas, porque isso é uma intromissão estatal que contraria a regra da concorrência... nos mercados.

Sim, eu sei: à falta de alternativa, estamos na mão dos mercados e não os podemos mandar para onde bem nos apetecia e eles mereciam. Mas convém não esquecer que foi esta fé nos mercados, como se fosse o boi-ápis, a desregulação e falta de supervisão dos famosos mercados, que mergulharam o mundo inteiro na crise que vivemos, devido ao estoiro do mercado imobiliário especulativo e do mercado financeiro, atulhado do que chamam "activos tóxicos" - que deram biliões a ganhar a muito poucos e triliões a pagar por todos. A Irlanda, que hoje os mercados flagelam com juros acima dos 8%, está onde está, não porque a sua economia tenha ido à falência (pelo contrário, e como sucede com Portugal, está em crescimento), mas porque os seus tão acarinhados bancos, maravilha fatal dos mercados e do liberalismo selvagem, rebentaram de ganância e irresponsabilidade e obrigaram o Estado a resgatá-los à custa de um défice de 32%. Num mundo justo, os mercados deveriam ser os primeiros a pagar pela falência da Irlanda; no mundo em que vivemos, quem ganha com isso são os mercados outra vez e quem paga são os contribuintes - irlandeses primeiro, europeus depois - e os desempregados da Irlanda. Por isso, a srª Merkel disse que seria justo que os mercados (isto é, os investidores na dívida pública irlandesa) participassem também nos custos de resgatar a dívida irlandesa, se isso se vier a revelar inevitável. Mas, no mundo em que vivemos, o que sucedeu é que toda a gente caiu em cima da srª Merkel, porque a sua declaração logo fez subir as taxas de juro junto dos indignados mercados. Mesmo no Inverno, já nem espirrar se pode, porque os mercados não gostam.

Mas é assim que estamos: nas mãos dos abutres. Sim, eu sei, não adianta para nada matar o mensageiro no lugar da mensagem. Nem eu o faço: já escrevi várias vezes que agora não há volta a dar. Vivemos há tempo de mais a gastar o que não tínhamos e a endividar-nos para o futuro. Todos - indivíduos, famílias, empresas, bancos, autarquias, Estado - instalámo-nos irresponsavelmente num modus vivendi que consistiu em pedir dinheiro emprestado por conta da riqueza que um dia iríamos ter e nunca tivemos. Um exemplo basta para dar conta da insanidade financeira em que o país mergulhou: convencemo-nos de que era possível que cada português fosse dono de habitação própria, coisa jamais vista em lugar algum. Mas também nos convencemos (e ainda há quem esteja convencido) de que podemos ter auto-estradas de borla, o maior consumo público de farmácia e tratamentos hospitalares de toda a Europa ou um sistema de pensões cujas despesas aumentam incessantemente enquanto as receitas diminuem paulatinamente. Era fatal que um dia teria de chegar a conta destas criminosas ilusões que uma geração irresponsável de políticos alimentou e uma geração de eleitores aplaudiu. Chegou agora e eu acho que não temos outro caminho senão enfrentar a inevitabilidade de começar a cortar brutalmente nas despesas para podermos matar o défice, cobrir os juros usurários que os mercados agora nos cobram e começar a amortizar a dívida acumulada. E seria justo que tal sucedesse enquanto está no poder a geração que nos enterrou em toda esta dívida e dela beneficiou.

Isso é uma coisa. Outra, é assistir de braços cruzados à ditadura dos mercados e à retoma, como se nada tivesse sucedido, das regras de um capitalismo moralmente pervertido e socialmente insustentável. Países como Portugal, a Irlanda, a Grécia, não obstante todos os erros próprios cometidos e a responsabilidade que têm nas suas actuais situações, têm o direito de exigir condições decentes para pagarem o que devem. Bruxelas e o FMI sabem muito bem que, com juros entre os 7 e os 11%, não há sacrifícios, nem despedimentos, nem miséria que chegue para conseguir pagar, sobrevivendo. É um escândalo que a PT não pague um tostão de mais-valias num negócio de 7500 milhões de euros porque factura os lucros da operação através de uma sua subsidiária sediada na Holanda, onde a taxa de IRC é de... 0%! É um escândalo para a PT, um escândalo para um país como a Holanda, que serve de barriga de aluguer para dumping empresarial e fuga fiscal, e um escândalo para a UE, os Estados Unidos e todo o G-20, que nem sequer se atreveram ainda, mesmo depois de terem visto o que viram, a começar a concertar-se para pôr fim a essa coisa pornográfica que são as offshores - autênticos salteadores da riqueza das nações e fábricas de desempregados.

Eu sei também qual é a resposta pronta, de cada vez que se fala nas offshores: "se nós não temos, têm os outros e as empresas fogem para os melhores mercados". Pois, mas se os senhores do mundo, concertados nas reuniões do G-20, decidirem todos boicotar as offshores e as empresas que lá existem, elas acabam, fatalmente. E, se já se conseguiu estabelecer regras universais para o comércio mundial e assuntos ainda mais complexos, porque não se consegue aqui? A resposta provável é esta: porque os senhores do mundo, ao contrário do que se possa pensar, não são Obama, nem Hu Jintao, nem Medvedev, nem Merkel ou Sarkozy: os senhores do mundo são uns cavalheiros que se reúnem uma vez por ano em fóruns como o de Davos, na Suíça, e aí, enquanto representantes do verdadeiro poder - financeiro, empresarial, político, militar e de informação e comunicação - entre si estabelecem as regras do jogo. E agora, com a Rússia e a China tão devotamente convertidas ao capitalismo, nunca foi tão fácil aos senhores do mundo estabelecerem as regras que lhes interessam. E nunca o capitalismo foi um jogo tão viciado e tão amoral. A falência óbvia do socialismo foi o caminho aberto para a libertinagem, sem regras, sem princípios morais e sem qualquer preocupação de que a economia sirva os povos, em lugar de os sugar. Se vivesse hoje, Adam Smith seria anarquista.

http://aeiou.expresso.pt/estou-farto-dos-mercados=f617479
 
Cada vez mais petições por tudo e mais alguma coisa

São às centenas, sobretudo desde que se multiplicaram na Internet as páginas que alojam os peticionários. De casos pessoais a nacionais

É o exercício da cidadania levado ao extremo. Desde peticionários que querem que um amigo deixe de usar determinada roupa interior - e "caso a petição atinja as 500 assinaturas, o sujeito terá de renovar toda a gaveta de roupa interior" -, até aos subscritores que querem elevar a Vila de Prado a concelho. Há quem pretenda legalizar a canábis, outros desejam o "regresso do concurso O Elo Mais Fraco a Portugal" e também há quem reclame "Jesus fora do Benfica". São às centenas as petições que circulam na internet, com mais ou menos seriedade, com mais ou menos assinantes.

Segundo a legislação, "todos os cidadãos têm o direito de apresentar, individual ou colectivamente, aos órgãos de soberania ou a quaisquer autoridades petições, representações, reclamações ou queixas para defesa dos seus direitos". Mas como a lei consagra "com grande amplitude a liberdade de petição", os mais variados assuntos fazem parte dos textos muitas vezes surreais.

São já algumas dezenas de sites que alojam as petições e, alguns, dividem-nas por relevância, por quantidade de assinaturas, por actividade, assunto e destinatários. Grande parte das petições consideradas mais sérias são dirigidas à Assembleia da República e, desde que sejam subscritas por mais de 4000 cidadãos, são apreciadas em plenário. É claro que terá que existir um relatório que tenha em conta o âmbito dos interesses, a sua importância social, económica ou cultural e a gravidade do objecto de petição. Todavia, desde que subscritas por 1000 cidadãos, são candidatas à publicação em Diário da República.

Uma das petições que tem como destinatário o Parlamento é intitulada "Contra O Casamento Homossexual". Os autores consideram que "a sociedade tem de ter padrões morais e sociais, e são estes que nos distinguem da selvajaria, de sermos civilizados de sermos uma república das bananas", e que "chegou a altura para dizer basta".

Já com um destinatário bem diferente, está a petição "Domingos fica, deixa-nos continuar a sonhar", com o mesmo objectivo da "Petição pela Continuidade do Domingos Paciência na Académica". Não parece ter servido de muito.

Uma das maiores e mais recentes é a "Petição A Favor da Redução do Número de Deputados na Assembleia da República de 230 para 180. Conta com 66658 assinantes e é uma das mais activas. Logo a seguir vêm as "Petição Desperdício Alimentar" e pelo "Fim da atribuição, antes dos 65 anos, das pensões de reforma aos detentores de cargos públicos e políticos, bem como da sua acumulação" e, em quarto, a "Petição pela Equivalência de Mestre aos titulares das anteriores licenciaturas com formação de 5/6 anos".

Não menos importante para o interessado, na petição "Salvem o Rocha", os alunos do TAG do 2º ano, revelam estar "revoltados com a situação do nosso colega Alexandre, a malvada da professora de Direito estragou-lhe a média porque lhe deu 10 valores no modulo de Direito Comercial". Ou mesmo a petição com o título "Abaixo as petições".

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Em Janeiro de 1972 a revista Observador que então se publicava em Portugal, símbolo do marcelismo, publicou uma extensa reportagem sobre a nossa economia de então. Percorrer as páginas da revista e ler o que lá se escreve é um sacrifício porque a ideia-força que lá vem é a de um país em construção e com uma pujança económica em expansão e coerência, apesar do nosso atraso de então, comparativamente a outros países europeus.
Não obstante, o espírito da época era de confiança. E assim era porque a taxa de crescimento do nosso PIB, na altura, era de 6,3 % nos cinco anos de 1964 a 1969. Números destes, actualmente só no Brasil e China e pouco mais.
Ainda assim, outros países ocidentais ultrapassavam esses valores de crescimento. Até a Grécia e a Turquia...como se pode ver pelo último quadro da imagem abaixo (clicar para ver melhor).
Na época tínhamos siderurgia, indústria mineira, química, de energia, petróleo e medicamentos. Que temos hoje, depois das nacionalizações de 11 de Março de 1975 e da nossa entrega à U. E em troca das "fundos estruturais"? Pouco e cada vez menos?
O que aconteceu nestes últimos 40 anos para chegarmos a esta miséria em que nos colocaram aqueles que mandam?
Ando a tentar perceber. E vou continuar a procurar razões. Para já ficam estes documentos.


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Tirado daqui: portaldaloja.blogspot.com
 
Para quem ache que a nossa entrada na CEE, em meados da década de 80 foi obra do pioneiro Mário S. é bom lembrar que já em 1971-72, em pleno governo marcelista e ainda no Estado Novo com censura, restrições de liberdades fundamentais de associação e reunião, com polícia política, etc. , o assunto estava na ordem do dia.

Na revista Observador que tenho vindo a citar, o articulista Armando Castro tenta demonstrar ( clicar para ler) que não havia alternativa viável para o nosso desenvolvimento, à margem da Europa e da CEE. Do que então se designava por Mercado Comum.
E concluia: " Se o fenómeno de integração não tem alternativa(...)o que importa é encontrar os caminhos que permitam ao País responder a este desafio."

O desafio foi respondido em 1985. Do modo como todos agora podemos sentir: com a alienação do que nos fazia falta e a importação do que nos sobejava, pelos vistos.

Observador%2BJaneiro%2B72%2BCEE.jpg


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Tirado daqui: portaldaloja.blogspot.com
 
Aqui vão mais algumas imagens e um texto de Francisco Cabral, da revista Observador de Janeiro de 1972. Na época, é bom lembrar, tínhamos uma guerra colonial no auge, com despesas que nos levavam quase metade do nosso Orçamento de então que era de $1,3 "billion" ( vai em dólares porque a informação é da Time de 6.5.1974).Havia uma emigração nessa altura que era assustadora: mais de um milhão de pessoas lá fora a trabalhar para ganhar melhor que aqui.As remessas em divisas que enviavam para cá constituíam a maior fonte de receita vinda do estrangeiro , mesmo à frente do turismo ( informação do mesmo sítio).
As imagens abaixo, poderiam constitur mera propaganda de um qualquer SNI que então se dedicava a essa actividade filantrópica, mas não é assim. O que as imagens mostram é real e coerente. Não é fruto de uma qualquer fantasia tipo "energias renováveis". E há mais do sítio de onde vieram estas...
O artigo de Francisco Cabral é bem elucidativo.


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Tirado daqui: portaldaloja.blogspot.com
 
Os exemplos de 1971
A revista Observador de onde tem sido retiradas estas imagens traz ainda uma extensa reportagem sobre investimentos estrangeiros, algo que hoje desejamos como de pão para a boca. Uma das figuras que aparece na revista a falar em discurso de Estado sobre o assunto é Rogério Martins, então secretário de Estado da Indústria do governo de Marcelo Caetano e que os cavaquistas conhecem bem do tempo dos governos dos anos noventa. Rogério Martins, durante os primeiros anos do Público foi cronista residente na revista do jornal. Colecciono alguns dos artigos que o mesmo escreveu e o Público deveria republicá-los e aprender com o que lá se diz.
Num discurso proferido em Dezembro de 1970, o mesmo dizia que a cooperação entre o capital estrangeiro e o nacional deve ser de tal modo que "Em primeiro lugar e logo à cabeça, os capitais estrangeiros devem agir como se de capitais nacionais se tratasse: sujeitos a tal disciplina que a autoridade do Estado nunca possa recuar, por qualquer imperativo legal de privilégio, se tiver de intervir".
Esta frase até faz sorrir, hoje em dia, quando pensamos na Autoeuropa e na atitude mendicante que temos perante os alemães. Faz pensar na Ferrostaal e nas intervenções das firmas de advogados, como é o caso da Vieira de Almeida e Sérvulo e Associados- em vez do Estado- nas negociações importantes que essas firmas estrangeiras tiveram com o nosso país.
Até sinto vergonha ao pensar nisso. Vergonha, nojo e indignação e ao ler estas coisas sei de ciência certa que nem sempre fomos como somos e já tivemos dignidade como país.
Quem nos vendeu esses valores? Ou melhor: quem os ofereceu ao preço da uva mijona de umas contribuições para certas caixas partidárias e afins?

A revista apresenta cinco exemplos do investimento estrangeiro nessas condições e titula A sintonia do possível. A Manalco-Manufactura Nacional de Confecções, Lda; a Santa Clara, que fabricava cá sabonetes e perfumes de marcas estrangeiras em parceria ( "Nove em cada dez estrelas usam Lux"); A Oliva que acabou como sabemos; a Timex que acabou nas greves que conhecemos e a Lever.
É sobre esta última parceria que aqui fica o artigo em que se mostra Elísio Soares dos Santos da Jerónimo Martins que então já era uma firma bem conhecida e que hoje dá cartas na distribuição alimentar e numa Fundação que António Barreto conhece bem. É ler o artigo, clicando.


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Fonte: portaldaloja.blogspot.com
 
ORÇAMENTO 2011
Governos civis vão custar 27,5 milhões
por Lusa21 Novembro 2010

Os Governos Civis vão custar em 2011 cerca de 27,5 milhões de euros e à excepção de Lisboa, Porto e Setúbal todos os distritos recebem menos do que em 2010, segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2011.
A proposta do Governo prevê 27 415 867 euros para os Governos Civis, mais 5,4 por cento (ou 1 413 539 euros) do que no corrente ano.
No entanto, o documento salienta que, "sem o recurso aos fundos comunitários", o crescimento da despesa do Estado com os Governos Civis é de menos 7,2 por cento do que no ano anterior. " excepção de Lisboa, Porto e Setúbal, todos os Governos Civis recebem menos dinheiro do que no ano corrente.


http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1716738
 

Se bem entendo, se o prazo de validade não estivesse a expirar a Panrico nem um mísero saco de pão de forma doava a esta instituição!

Todos ou quase todos temos conhecimento do fraco valor alimentar que este tipo de pão contém comparado com o pão tradicional; ao fazer compras no supermercado habitual, esbarro constantemente com o escandaloso preço deste produto, é a marca que vende, publicidade que resulta mediante a escolha de muitos consumidores em função da prática corrente de comer pão por simplesmente abrir o saco e retirar ás fatias, com ou sem côdea!

Claro que é mais um produto que correntemente chamamos de produto de plástico como tantos outros que para além de ser pouco saudável é-lhe atribuída a categoria de produto de qualidade, enfim, está em causa a sobrevivência da marca e até aí percebo que se preserve esse princípio; agora esta de oferecer sacos deste pão no limite de validade a quem não é pela sociedade considerado mais do que elementos de 3ª categoria como cães vadios a mendigarem um reles osso, é no mínimo revoltante...
Qualquer um de nós jamais saberá o que o futuro reserva e nunca sabemos se um dia andaremos à procura de uma simples fatia de pão de forma para comer e que possa cair da mesa de alguém e quem sabe se um dia pessoas como estas que tomam decisões deste género também venham a ficar privados deste bem desde há muito é considerado essencial, sim, de uma simples fatia de pão de forma que apesar do seu pequeno valor nutritivo pode pelo menos matar a fome. :mad:
 
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