O Estado do País

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Retorno? Não se sabem valores, mas o prejuízo duma tarde com actividade reduzida da função pública não se compensa com o "turismo" desses mesmos funcionários... :unsure:

E que tipo de prejuízos são esses, dessa tarde sem função pública??

Que eu saiba, a função pública apenas serve. Não produz lucros, digamos assim..

A que prejuízo se referem, por não terem trabalhado?

Ex: Professores, pessoal do Serviço nacional de saúde, Psp, gnr, funcionários das finanças, seg social, iefp, câmaras, serviços municipalizados, etc..

A despesa não será a mesma, estando em casa ou a trabalhar? São funcionários públicos, apenas servem, não produzem lucro!
 
A nova nobreza. Eis um exemplo:


Alberto João Jardim - Presidente do Governo Regional
Andreia Jardim - (filha) - Chefe de gabinete do vice-presidente do Governo Regional
João Cunha e Silva - vice-presidente do governo Regional
Filipa Cunha e Silva - (mulher) - é assessora na Secretaria Regional do Plano e Finanças
Maurício Pereira (filho de Carlos Pereira, presidente do Marítimo) assessor da assessora
Nuno Teixeira (filho de Gilberto Teixeira, ex. conselheiro da Secretaria Regional) é assessor do assessor da assessora
Brazão de Castro - Secretário regional dos Recursos Humanos
Patrícia - (filha 1) - Serviços de Segurança Social
Raquel - (filha 2) - Serviços de Turismo
Conceição Estudante - Secretária regional do Turismo e Transportes
Carlos Estudante - (marido) - Presidente do Instituto de Gestão de Fundos Comunitários
Sara Relvas - (filha) - Directora Regional da Formação Profissional
Francisco Fernandes - Secretário regional da Educação
Sidónio Fernandes - (irmão) - Presidente do Conselho de administração do Instituto do Emprego
Mulher - Directora do pavilhão de Basket do qual o marido é dirigente
Jaime Ramos - Líder parlamentar do PSD/Madeira
Jaime Filipe Ramos - (filho) - vice-presidente do pai
Vergílio Pereira - Ex. Presidente da C.M.Funchal
Bruno Pereira - (filho) - vice-presidente da C.M.Funchal, depois de ter sido director-geral do Governo Regional.
Cláudia Pereira - (nora) - Trabalha na ANAM empresa que gere os aeroportos da Madeira
Carlos Catanho José - Presidente do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira
Leonardo Catanho - (irmão) - Director Regional de Informática (não sabia que havia este cargo)
João Dantas - Presidente da Assembleia Municipal do Funchal, administrador da Electricidade da Madeira e ex. presidente da C.M.Funchal
Patrícia Dantas de Caires - (filha) - presidente do Centro de Empresas e Inovação da Madeira.
Raul Caires - (genro e marido da Patrícia) - presidente da Madeira Tecnopólo
Luís Dantas - (irmão) - chefe de Gabinete de Alberto João Jardim
Cristina Dantas - (filha de Luís Dantas) - Directora dos serviços Jurídicos da Electricidade da Madeira (em que o tio João Dantas é administrador)
João Freitas, (marido de Cristina Dantas) - director da Loja do Cidadão

Sim diga-me lá sff o que pretende dizer???
E é hoje!
 
Sim diga-me lá sff o que pretende dizer???
E é hoje!

Epá...calma!:huh:

Na Madeira como no continente o panorama é o mesmo: nomeações atrás de nomeações, cunhas atrás de cunhas.
É por demais evidente que o país está mal e este é um dos sintomas.
Escondermos esta realidade é escamotear-mos aquilo que todos nós sabemos: há jogo de influência na colocação de muita gente neste país.

Knyght, concerteza sabes de pessoas que trabalham nestas empresas públicas, associações, câmaras, repartições, etc., etc., que entraram para o mercado de trabalho por conhecimento\relacionamento com alguém importante nesses locais empregadores. Portanto sabes que é verdade.
E esta lista, que por acaso é da madeira, podia ser dos Açores ou do continente.

Também eu conheço estas situações.
O que me preocupa não é só a colocação de algumas delas em funções para as quais não estão devidamente preparadas (ou digamos incompetentes), mas também o facto de vermos vencimentos absurdos em funções normais - trabalhos de assistentes ou assessores pagos como se fossem trabalhos (hiper-mega)qualificados - >3000€ é muito comum...e ordenados desses (salário-base) são para pessoas em fim de carreira na função pública, nos mais altos cargos da nação, e não para pessoas recém-admitidas.
 
É fácil, começa mal logo no primeiro nome que foi alguém que foi a eleições e foi eleito.

Quero explicação rápida do Frederico
2
Quanto ao resto da lista gostava de ver o resto da explicação, sim porque "aqui" ninguém é tonto e se existir pessoas nessa lista menos qualificadas e competentes e seja por forma da influência que é coisa que acontece aqui mas por aí também fede, há outras que são competentes e outras ainda são eleitas e produto da Autonomia que bem ou mal nos diferencia.

O post do Frederico cheirou rapidamente a mentalidade colonialista e a território adjacente. Algo que simplesmente, NÃO ADMITO!
 
É fácil, começa mal logo no primeiro nome que foi alguém que foi a eleições e foi eleito.

Quero explicação rápida do Frederico
2
Quanto ao resto da lista gostava de ver o resto da explicação, sim porque "aqui" ninguém é tonto e se existir pessoas nessa lista menos qualificadas e competentes e seja por forma da influência que é coisa que acontece aqui mas por aí também fede, há outras que são competentes e outras ainda são eleitas e produto da Autonomia que bem ou mal nos diferencia.

O post do Frederico cheirou rapidamente a mentalidade colonialista e a território adjacente. Algo que simplesmente, NÃO ADMITO!

Calma... Não tem nada a ver com atitude colonialista, o que se subentende do post do Frederico é evidenciar a afinidade familiar do Presidente da região Autónoma com uma série de cargos ocupados em sítios públicos, acontece também no continente, nem ninguém esta a tirar o mérito a ninguém, mas que a lista é curiosa isso é..... Lugares Ocupados versus afinidade familiar.
 
A cunha é um dos problemas do País (ou sintoma dos problemas), e o que se passa na Madeira é apenas mais um exemplo disso, foi isso que que Frederico demonstrou, não percebo o porquê do nervosismo aqui do nosso colega Knyght:)
 
O que Frederico disse ( à muito que esta pela Internet este mesmo "post") não é mentira nenhuma.
Tenho a certeza é que o mesmo se passa nos Açores e Continente.
Vou vos dar um exemplo por mim conhecido, o Presidente da Câmara da Calheta nomeou como assessora a própria mulher, diz ele que foi para poupar recursos
:rolleyes:
 
Não sou da Madeira, não conheço a vossa realidade, as informações que tenho obtenho em livros (em breve comprarei aquele que o Vince recomendou, para ler em Agosto) e através de familiares ou amigos de familiares que trabalham na ilha, ou trabalharam. Por acaso, no Natal, num café entre primos, onde estava um amigo da família que trabalha no Governo Regional, relatou o seguinte caso: foi aberto lá num gabinete qualquer um lugar para um advogado, contudo a pessoa já estava escolhida e era familiar de uma pessoa desse gabinete, então vieram os currículos, a «escolhida» tinha 11 ou 12 de uma privada qualquer que não a Católica, mas havia melhores candidatos com média superior das públicas de Lisboa ou Coimbra, ora na entrevista a «escolhida» teve nota máxima e assim ficou com o emprego. Esse rapaz contou ainda que tem duas secretárias e só precisava de uma, mas é impossível despedir a outra, e que há mais casos assim.

Mas nada contra a Madeira ou os Açores, isto também se passa no Continente. Conheço um antigo colega de liceu que fez Direito e está no desemprego, outro rapaz da mesma idade ainda nem acabou o curso, já reprovou 3 ou 4 vezes e já está a trabalhar como jurista numa empresa municipal, graças às influências da família... Sou jovem, tenho pouco mais de 20 anos, mas não me recordo de ver esta podridão há 10 ou 15 anos, sei que havia cunha e compadrio, mas não me recordo de ouvir falar de tantos casos assim como nos últimos anos.
 
Mas se isto continuar assim, mais vale pôr exame de final de curso a quase tudo, como já fazemos na Medicina (exame da especialidade), fazer média de exame final de curso com média da licenciatura, e passa a ser o Estado Central a enviar os trabalhadores de acordo com o mérito, quando uma autarquia ou um Governo Regional tiver falta, como já se faz com as colocações dos professores :lmao: Alguma solução terá de haver, numa empresa cada um emprega quem quer, mas no Estado tem de ser apenas e só pelo mérito. Mas pelo que vejo nas PME os patrões preferem os bons trabalhadores, e evitam quem tem menos mérito, seja tio, primo, amigo, cunhado, etc. Mas na função pública, com o dinheiro dos outros, é fácil empregar a «malta» :lmao:
 
Mas se isto continuar assim, mais vale pôr exame de final de curso a quase tudo, como já fazemos na Medicina (exame da especialidade), fazer média de exame final de curso com média da licenciatura, e passa a ser o Estado Central a enviar os trabalhadores de acordo com o mérito, quando uma autarquia ou um Governo Regional tiver falta, como já se faz com as colocações dos professores :lmao: Alguma solução terá de haver, numa empresa cada um emprega quem quer, mas no Estado tem de ser apenas e só pelo mérito. Mas pelo que vejo nas PME os patrões preferem os bons trabalhadores, e evitam quem tem menos mérito, seja tio, primo, amigo, cunhado, etc. Mas na função pública, com o dinheiro dos outros, é fácil empregar a «malta» :lmao:

Frederico olha que não é bem assim, olha que não. :D Eu conheço algumas PME's aqui pela zona e não vou citar nomes que por mais currículo que tu tenhas senão tiveres uma cunha, vais continuar no desemprego por muitos, muitos e muitos anos. Não é só no Estado, que isso acontece, mesmo no privado acontece o mesmo. :D
 
E quero sim que me expliquem se os eleitos a trinta e tal anos atrás são também fator de cunhas e compadrios. :maluco::maluco::maluco::maluco:
 
E escrevo o terceiro de seguida, gostaria que quando falassem da Madeira conheçam-a primeiro.
O meu muito obrigado :thumbsup:
 
Pois, se muita gente aponta e com razão a culpa da crise nos governos das últimas décadas, e igualmente a especulação do actual capitalismo global, mercados, bancos, etc, a culpa maior da crise em Portugal, é realmente da corrupção, desse compadrio que muitos de nós falámos e como o Vince diz só quem é cego não vê.

Esta corrupção de escolher o amigo, e não pelo mérito, é má.

O pior é mesmo não empregar os milhares de pessoas qualificadas e com mérito, vocação e motivação, que, falando de experiência própria, noutros paises europeus é mais reconhecido.

Foi por isso que emigrei e logo aos 23 anos. Em Portugal nunca fui reconhecido, nem com um doutoramento (que para mim não deve ser o motivo de escolha mas sim a motivação e capacidades). No estrangeiro sempre fui mais reconhecido, apesar de não falar a língua dos países onde vivi e vivo. Acho isso gratificante e reconfortante.

Ainda bem que há uma Europa aberta aos portugueses.
Muita vergonha tenho do meu país, pois eu gosto do meu país mas infelizmente devido às razões acima mencionadas vejo a maioria dos meus amigos, colegas de curso, familiares, que estão no desemprego e cheios de qualificações e motivação e mãos abertas e dispostas a trabalhar. E vejo as leis laborais péssimas (e isso é culpa dos governos) em comparação com outros países. Digo contratos precários por exemplo.

Se puderem ficar em Portugal, fiquem, o país precisa dos jovens mais do que nunca. Mas se virem que não conseguem andar com a vida para a frente, emigrem. Terão um mundo de oportunidades cá fora.
 
Eleito há trinta e tal anos tem tudo a ver com o assunto. Não é saudável as mesmas pessoas estarem no poder tantos anos, tendem a controlar e secar tudo à volta. Deve ser bastante raro haver políticos com décadas de poder que não sejam caciques, seja lá onde for.

Podes ter razão mas se vai a eleições e é eleito, em detrimento neste caso não só a diferentes pessoas como de ideias e projetos, e se o pode fazer chama-se a isso democracia.

Ninguém põe em causa que o presidentes da Sonae, Jerónimo Martins ou Delta estão a tempo de mais em exercício.

Estou a ser coerente?
 
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