O Estado do País

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Já não vai bastar sair da Moeda Única. Vai ser também necessário sair do Mercado Único. Em termos económicos, e para todos os efeitos práticos, vai ser necessário sair da União Europeia.

O Bento - a nova moeda nacional - deprecia cerca de 30%, ao mesmo tempo que são retauradas barreiras alfandegárias às importações e estímulos às exportações. Acaba-se com o défice da Balança de Transacções Correntes (BTC) que á a fonte da hemorragia de dinheiro de Portugal para o Estangeiro, que está a estrangular o país.

Com uma economia agora produzindo a todo o vapor para a Exportação criam-se empregos no sector privado. E pela primeira vez vai ser possível começar a despedir em massa o pessoal excedentário do sector público, porque essas pessoas encontrarão empregos nos sector privado.

O crescimento económico liderado pelas exportações vai gerar novas receitas ficais para o Estado, e o emagrecimento do próprio Estado, reduz às suas despesas. O défice orçamental é eliminado e eventualmente transformado num excedente. O Estado pode agora começar a pagar as suas dívidas. E até a Moody's levanta o rating outra vez.

Este é o caminho. Não há outro.


Professor Pedro Arroja

Boa teoria. Vou ver até onde isso vai... E se os nossos compradores fizerem o mesmo?
 
Boa teoria. Vou ver até onde isso vai... E se os nossos compradores fizerem o mesmo?

Temos que começar a exportar muito mais para os países emergentes, tipo Brasil, Índia, Indonésia, Angola, China, Vietname, etc., não há outra solução. Isso implica uma mudança radical nos nossos empresários, e alguém terá de o gritar bem alto a ver se ouvem!
 
Já não vai bastar sair da Moeda Única. Vai ser também necessário sair do Mercado Único. Em termos económicos, e para todos os efeitos práticos, vai ser necessário sair da União Europeia.

O Bento - a nova moeda nacional - deprecia cerca de 30%, ao mesmo tempo que são retauradas barreiras alfandegárias às importações e estímulos às exportações. Acaba-se com o défice da Balança de Transacções Correntes (BTC) que á a fonte da hemorragia de dinheiro de Portugal para o Estangeiro, que está a estrangular o país.

Com uma economia agora produzindo a todo o vapor para a Exportação criam-se empregos no sector privado. E pela primeira vez vai ser possível começar a despedir em massa o pessoal excedentário do sector público, porque essas pessoas encontrarão empregos nos sector privado.

O crescimento económico liderado pelas exportações vai gerar novas receitas ficais para o Estado, e o emagrecimento do próprio Estado, reduz às suas despesas. O défice orçamental é eliminado e eventualmente transformado num excedente. O Estado pode agora começar a pagar as suas dívidas. E até a Moody's levanta o rating outra vez.

Este é o caminho. Não há outro.


Professor Pedro Arroja

Eu pensava que eram indivíduos como você que enviam dinheiro para o exterior em vez de ajudarem a banca nacional... É que se todos nós ajudar-mos, e em vez de guardar-mos o nosso guito lá fora, como você já sugeriu aqui neste fórum não seriam precisos alguns milhões da troika para o financiamento da banca.

O problema aqui, actualmente, não é produtividade, não é a balança comercial deficitária, não é nada disso... O que se passa é simplesmente um grupo de pessoas, chamemos-lhes especuladores, que querem ganhar algum guito de forma fácil.

A situação desde que o segundo governo do Guterres tem-se agravado, mas tal como muitos economistas já disseram, não ao ponto de se chegar a esta situação, não fossem as Moddy's e campanhia tinha-mos conseguido financiarmo-nos sem ajuda externa, sem qualquer problema, o problema é que em vez de pagarmos 3-4% de juros, como estávamos a pagar antes da crise, graças a estes palhaços das agências de rating agora estamos a pagar 18%.

Por isso, precisa-mos de muita coisa, mas se há algo que não precisamos são teorias catastróficas que apenas contribuem para empurrar tudo para baixo.
 
Já não vai bastar sair da Moeda Única. Vai ser também necessário sair do Mercado Único. Em termos económicos, e para todos os efeitos práticos, vai ser necessário sair da União Europeia.

O Bento - a nova moeda nacional - deprecia cerca de 30%, ao mesmo tempo que são retauradas barreiras alfandegárias às importações e estímulos às exportações. Acaba-se com o défice da Balança de Transacções Correntes (BTC) que á a fonte da hemorragia de dinheiro de Portugal para o Estangeiro, que está a estrangular o país.

Com uma economia agora produzindo a todo o vapor para a Exportação criam-se empregos no sector privado. E pela primeira vez vai ser possível começar a despedir em massa o pessoal excedentário do sector público, porque essas pessoas encontrarão empregos nos sector privado.

O crescimento económico liderado pelas exportações vai gerar novas receitas ficais para o Estado, e o emagrecimento do próprio Estado, reduz às suas despesas. O défice orçamental é eliminado e eventualmente transformado num excedente. O Estado pode agora começar a pagar as suas dívidas. E até a Moody's levanta o rating outra vez.

Este é o caminho. Não há outro.


Professor Pedro Arroja

A isso chama-se " mercantilismo" que já vigorou no séc XVI/XVII na Europa e não resultou grande coisa, as economias fechadas também não serão concerteza a chave para o problema. penso que a posta certa seria tornar sim a nossa economia mais competitiva, e qualitativa.
 
"Pedro Passos Coelho corta nas regalias do Governo

O primeiro-ministro decidiu acabar com as regalias nos Ministérios. Pedro Passos Coelho quer que seja o Governo a dar o exemplo e vai cortar a eito nas despesas dos vários gabinetes, avança hoje o jornal Sol.

De acordo com o semanário, na sua edição online, os ministros e todos os membros do Governo ficam proibidos de usarem viaturas oficiais ao fim-de-semana ou nas deslocações pessoais – aliás, o próprio chefe do Governo compromete-se a usar o seu carro pessoal sempre que não estejam em causa deslocações no âmbito do cumprimento da sua agenda oficial de primeiro-ministro.

Os onze ministros de Passos Coelho – bem como todos os outros membros dos respectivos gabinetes – deixam também de ter direito ao uso de cartão de crédito para pagamento de despesas de representação.

No âmbito da política de contenção e de austeridade imposta no interior do próprio Governo, Passos Coelho deu também orientações expressas para limitar as nomeações ao estritamente necessário e estabelece limites salariais para os requisitados. O Sol apurou que, segundo as novas regras, um requisitado que opte por manter o salário de origem só poderá fazê-lo se este não ultrapassar em mais de 50% o vencimento correspondente ao cargo que vai ocupar – ou seja, um requisitado que receba 3.000 euros no lugar de origem só poderá continuar a receber essa quantia caso o vencimento correspondente ao lugar para o qual foi convidado não seja inferior a 2.000 euros.

Qualquer excepção pontual terá obrigatoriamente de ser autorizada pelo próprio primeiro-ministro, estando os ministros inibidos de tal poder."

Fonte

Eu acho muito bem. Não concordo com o corte de salários. Tudo bem que há malta que ganha a mais, mas já têm a vida programada para o ordenado que têm... Deviam sim cortar nas regalias à Função Pública.
Isso sim é que é uma roubalheira danada, CORRUPÇÃO. Onde já se viu um trabalhador ter mil e uma regalias porque são funcionários públicos. Que raio de estado social é este no qual os GNR têm casas à disposição na costa algarvia por menos de 50euros?, ADSL?, descontos aqui, ali, acolá, em tudo e em mais alguma coisa?? E não neguem, que sei bem do que falo por experiência de pessoas que usufruem destas regalias de forma abusiva, e sem qualquer respeito por quem trabalho que se farta e não tem qualquer regalia? Que raio de emprego é este que se entra às 9:30h, pica-se o ponto, vai-se tomar o café, mete-se a conversa em dia, e só às 10h começa a trabalhar, às 11h vai-se lanchar, e ao meio-dia já prepara tudo para ir almoçar? Sai-se às 17:30h, mas às 17h já estão a sair? Um dia quero ter um emprego assim..

Assim sim, vale a pena trabalhar.
 
Faz-me um pouco de confusão quando se lembram de descarregar nas policias...
São dos que ganham pior e nem os sistemas de saúde são os que eram a alguns anos...

A carreira policial não é minimamente aliciante, e muito custosa de ser atingida!
 
Faz-me um pouco de confusão quando se lembram de descarregar nas policias...
São dos que ganham pior e nem os sistemas de saúde são os que eram a alguns anos...

A carreira policial não é minimamente aliciante, e muito custosa de ser atingida!

Reconheço o que disse, e concordo com a sua opinião. Mas concorda com tanta regalia? Coitados... Coitados é dos que não as têm.
 
Atendendo ao ordenado base que não é minimamente aliciante se não formos para situações de alto risco, como corpo de intervenção, operações ou minas e armadilhas (a qual eu cheguei a concorrer) é mais uma contrapartida, por exemplo convém ter policias o melhor fisicamente logo o sistema de saúde proporcionava essa contrapartida. É que se formos ver bem há muito trabalho que é feito no dia a dia essencial para a população que não sai nos jornais.

Quais de nós gostamos de operações stops? Ninguém nem mesmo tendo tudo em dia, mas talvez em muitas delas sejam preso pessoas com taxas de álcool que poderiam significar mais um acidente e mais algumas mortes.

Quanto ao militares e forças civis eu não creio que seja muito de separar. Há quem goste de ser militar, outros não. No fundo ambos tem é de se limitar a serem responsáveis com todos nós.
 
Reconheço o que disse, e concordo com a sua opinião. Mas concorda com tanta regalia? Coitados... Coitados é dos que não as têm.

Oh Pedro.. Caso não saibas existem funcionários públicos a ganhar o ordenado mínimo, o que pensariam eles ao ler o post a falar das regalias? Ex: trabalhadores limpa-fossas (limpa-colectores de esgoto, varredores), coveiros,..

Mais, os funcionários públicos não têm ADSL, têm ADSE aqueles que foram contratados até 2008, e se têm esse subsistema de protecção social, é porque descontam para ele e até é mais sustentável do que talvez o regime geral da segurança social, para o qual a maioria desconta, inclusive funcionários públicos pós-2008!

Outra coisa a não meter no mesmo saco, é os GNR e os polícias da PSP! Sabias que no ordenado lhes é subsidiado uma ninharia que não chega para comprar umas botas ao fim do ano?? E que são obrigados a andar vestidos com rigor, enfim, com as roupas da farda bem tratadas? Nós comuns trabalhadores temos de comprar as nossas roupas, ok.. Mas e quanto custa andar bem fardado com rigor, por obrigação do estado?

E os polícias que têm de conduzir que nem seguro de psp têm? Se batem, pagam! Achas justo?

Digo isto de boa fonte, que o meu pai é psp reformado!

E quanto a ordenados, as chefias até ganham bem, nada como chefias do privado, e a verdade é que desde há 8anos para cá, os aumentos dos salários não chegam para o aumento do custo de vida! Até perderam..

Existem abusos, existem concerteza, e todos sabemos de muitos! Ex: casas de borla para alguns militares amigos.. Também há chefias com motoristas, um luxo! E quem na verdade trabalha como é? É por isso que não é justo meter todos os funcionários públicos no mesmo saco!

Que serão necessários sacrifícios futuros, também é verdade, e preferia isso a ter despedimentos! Temos de ter calma e ser razoáveis, não generalizar!
 
Oh Pedro.. Caso não saibas existem funcionários públicos a ganhar o ordenado mínimo, o que pensariam eles ao ler o post a falar das regalias? Ex: trabalhadores limpa-fossas (limpa-colectores de esgoto, varredores), coveiros,..

Mais, os funcionários públicos não têm ADSL, têm ADSE aqueles que foram contratados até 2008, e se têm esse subsistema de protecção social, é porque descontam para ele e até é mais sustentável do que talvez o regime geral da segurança social, para o qual a maioria desconta, inclusive funcionários públicos pós-2008!

Outra coisa a não meter no mesmo saco, é os GNR e os polícias da PSP! Sabias que no ordenado lhes é subsidiado uma ninharia que não chega para comprar umas botas ao fim do ano?? E que são obrigados a andar vestidos com rigor, enfim, com as roupas da farda bem tratadas? Nós comuns trabalhadores temos de comprar as nossas roupas, ok.. Mas e quanto custa andar bem fardado com rigor, por obrigação do estado?

E os polícias que têm de conduzir que nem seguro de psp têm? Se batem, pagam! Achas justo?

Digo isto de boa fonte, que o meu pai é psp reformado!

E quanto a ordenados, as chefias até ganham bem, nada como chefias do privado, e a verdade é que desde há 8anos para cá, os aumentos dos salários não chegam para o aumento do custo de vida! Até perderam..

Existem abusos, existem concerteza, e todos sabemos de muitos! Ex: casas de borla para alguns militares amigos.. Também há chefias com motoristas, um luxo! E quem na verdade trabalha como é? É por isso que não é justo meter todos os funcionários públicos no mesmo saco!

Que serão necessários sacrifícios futuros, também é verdade, e preferia isso a ter despedimentos! Temos de ter calma e ser razoáveis, não generalizar!

Ok, sei perfeitamente que há funcionários públicos que sofrem, e sei bem disso, é caso de muita gente conhecida minha, desde cubeiros a varredores, de camarários a limpa-esgotos, mas, e fique agora aqui escrito, já que não me lembrei no post anterior, a estes tenho mais respeito que a muita gente, e o meu comentário não lhes foi dirigido.

Ora bem, ADSE. É um assunto interessante. Não sei bem o que é, mas dos comentários de familiares que dela usufruem, vou tendo alguma noção. Queixam-se que descontam mais 1% que para a Segurança Social geral, mas é-lhes muito mais vantajoso. Se não querem pagar esse 1%, descontem para o que a maior parte das pessoas desconta, a ver se se queixam menos.

Eu vou deixar por aqui, porque não tenho conhecimentos suficientes nesta área, apesar de me interessar muito, por isso não é correcto estar a comentar, verdade?;)
 
Ok, sei perfeitamente que há funcionários públicos que sofrem, e sei bem disso, é caso de muita gente conhecida minha, desde cubeiros a varredores, de camarários a limpa-esgotos, mas, e fique agora aqui escrito, já que não me lembrei no post anterior, a estes tenho mais respeito que a muita gente, e o meu comentário não lhes foi dirigido.

Ora bem, ADSE. É um assunto interessante. Não sei bem o que é, mas dos comentários de familiares que dela usufruem, vou tendo alguma noção. Queixam-se que descontam mais 1% que para a Segurança Social geral, mas é-lhes muito mais vantajoso. Se não querem pagar esse 1%, descontem para o que a maior parte das pessoas desconta, a ver se se queixam menos.

Eu vou deixar por aqui, porque não tenho conhecimentos suficientes nesta área, apesar de me interessar muito, por isso não é correcto estar a comentar, verdade?;)

Vale sempre a pena comentar, sempre! E sou sincero, de ADSE sei muito pouco.. Mas entende-se porque é que em certos aspectos têm mais regalias os seus beneficiários, em comparação com o regime geral da segurança social. É que quem usufrui de ADSE são funcionários públicos, enquanto que na segurança social existe todo um leque variado de contribuições (trabalhadores por conta de outrem, trabalhadores independentes, seguro social voluntário, empresas,..), e enquanto instituição de solidariedade do estado pode atribuir apoios sociais a pessoas que não têm direito aos subsidios, por nunca terem contribuído ou por não terem contribuído o suficiente. Por esta razão a segurança social tem um carácter solidário muito mais amplo (nacional) que a ADSE não tem (apenas funcionários e família), e por isso, a ADSE tem mais regalias, que até têm diminuído (assistência aos familiares).
 
Creio que o mal estar instalado da função publica é que alguns serviços não são eficazes. Parecem que tem direito a um posto de trabalho sem verdadeiramente trabalhar. Para tornar isso correcto e mais eficiente não é propriamente cortando a direito em regalias que muitas das vezes até se justificam, nem é despedindo as cegas.

Mas admito que uma redução nos salários e regalias não irá promover a efeciência, antes muitos dos mais novos e dos que mais trabalham preferem do que um corte cego a estes, antes uma revolução em chefias que não sabem mandar e alguns funcionários que estrategicamente habituam-se a ficar doentes em picos de trabalho devendo então ser investigados e colocados na rua, ou que vêm com a conversa que já trabalharam muito e não pedirem um posto de menor responsabilidade e de menor ordenado...

E muita coisa de assessores e consultores que ninguém conhece, que não faz nada e estão em várias empresas públicas, autarquias e finalmente ESTADO o qual resulta num pleno absurdo despesismo.
 
A redução do número de funcionários públicos às cegas, põe em causa os serviços públicos. A população de funcionários está envelhecida, e desactualizada muitas vezes das novas tecnologias de informática. A redução só se consegue se houver eficácia na mobilidade especial dos funcionários. E mesmo assim nada garante que funcione, pois na verdade, em geral, salvo excepções claro, os funcionários mobilizados são aqueles que não são desejados onde trabalham por falta de adaptação ou outras razões..

Penso que uma boa medida seria recuar de novo para as 40h semanais, isto se não for possível assegurar o bom funcionamento dos serviços, com menos pessoal. Mas aí, penso que com 40h deviam ser compensados.
 
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