Felizmente o povo português identificou a tempo as pessoas capazes de desactivar a bomba socialista e pôr a pátria de novo na senda de um futuro de riqueza
Quando se arranca com um projecto novo é sempre fundamental avaliar o estado em que os antecessores deixaram a casa. E que casa desarrumada nos deixou José Sócrates!
Um pequeno cálculo: 700 mil desempregados + 204 mil inactivos = legado de José Sócrates. É necessária muita política negativa para, em seis anos, atingir directamente a vida de quase um milhão de portugueses, que se encontram actualmente numa situação de desemprego. Tal como é habitual, são os jovens que mais sentem o desgoverno socialista, dado que o número de desempregados na população entre 15 e 24 anos cresceu de 90 800 (22%) para mais de 123 900 (28%) indivíduos. Este aumento directo de 37% do número de jovens desempregados vem mostrar a dura realidade do mercado de trabalho português e as crescentes dificuldades que as novas gerações atravessam.
Encarando uma aridez de soluções no nosso país, 700 mil portugueses tiveram de sair de Portugal para poder prosseguir as suas legítimas ambições profissionais. Isto acentuou-se durante o governo do Partido Socialista, dado que só em 2007 e 2008 emigraram mais de 200 mil pessoas, sendo a terceira vaga de emigração com níveis comparáveis às décadas de 60 e 70. Importa ressalvar as palavras proferidas pelo actual ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que nos alerta para o facto de esta emigração poder ser "mais prejudicial porque inclui uma fuga de cérebros e porque, combinada com a baixa natalidade, é uma bomba-relógio para a sustentabilidade da Segurança Social".
Mas outra bomba-relógio reside na insustentabilidade da situação financeira do colosso burocrático que José Sócrates ergueu: nestes passados seis anos a dívida pública portuguesa passou de 80 mil milhões de euros para 160 mil milhões de euros. Actualmente, cada português nasce com uma dívida de 16 mil euros, demonstrando que a gestão de José Sócrates foi nefasta para o futuro das novas gerações.
Este é o verdadeiro legado que o Partido Socialista deixou a Portugal e aos portugueses, demonstrando a incompetência da sua acção governativa e a verdadeira incapacidade de adoptar novas medidas para solucionar esta grave crise económica e social, que afecta milhares de jovens. Os jovens quase deixaram de acreditar num Portugal rico e próspero, que valorize o talento, a criatividade e a ousadia.
Se por um lado os jovens deixaram de ter fé na recuperação de Portugal, outros só florescem num estado de grandiosa imaginação que roça a mentira, como tem demonstrado o novo líder do PS, António José Seguro, bem como demasiados ex-membros do governo, agora deputados do PS. Os factos e as estatísticas falam por si, bem como o passado silencioso de quem hoje tenta reescrever a história de uma forma farisaica. Mas o povo não tem memória curta.
Actualmente, todos somos chamados a unir esforços e a construir um novo Portugal. Como juventude responsável que somos, temos vindo a apresentar ideias e propostas construtivas para dar uma nova esperança à juventude portuguesa. Dos diálogos que temos mantido com os principais governantes, ficamos satisfeitos por perceber que existe disponibilidade para debater soluções para o futuro das novas gerações.
Não é por acaso que agora diversos analistas financeiros internacionais já vislumbram a saída de Portugal do nefasto clube dos PIIGS. Felizmente o povo português identificou a tempo a bomb-squad adequada para desactivar as bombas-relógio socialistas, e desta forma colocar Portugal novamente no rumo do progresso.
Para falar é preciso ter moral. Nesta febre necessária das auditorias, dou um conselho a António José Seguro e ao PS: comecem em sede própria.
P.S. Desculpem o desabafo, mas quem não se sente não é filho de boa gente e já começava a ficar com o saco demasiado cheio de tanto descaramento socialista.
Presidente da JSD