Acredito que um sonho está vindo a diluir-se o sonho de um Homem. Cada dia que passa enfrenta um trilho negro e sombrio e no fim deste sabe da existência de um Abismo no seu fim. As pontes que existiam estão destroçadas, os outros trilhos quebrados e a um povo ilhéu indefeso, incrédulo até.
Coloquemos sobre a Mesa:
- O Desemprego tem aumentado a olhos vistos, e aqui a paragem das obras, que noutros tempos foi o fulgor daqueles que com a sua pouca formação apenas de agricultura, e não, não é daquela produtiva e de crescimento mas aquele de subsistência familiar deu também aos seus filhos alguma formação e a oportunidade de algum crescimento pessoal de classes inferiores nesta nossa pequena sociedade. Mas também agora todo o mercado criado pelo poder de compra que deu trabalhos mais qualificados está também a cair.
- A Zona Franca, há uma guerra sobre os partidos de Esquerda e aqui não sei se é tentar asfixiar um Homem a direita nacional atacam uma Zona Franca que é regulada pelo Banco de Portugal, ao contrário de outras praças Europeias. Que não tenham dúvida foram criados, através do cunho regional dos seus filhos emprego Altamente Qualificado, grave é este ser perdido nem eles nem ninguém consegue ver onde poderão ser reintegrados.
- Os cortes salariais 20% em dois anos é muito, muito maior é se dentro destes agregados familiares alguém ficar no desemprego. Aí tudo volta a cair.
- Coloquemos taxas moderadoras na saúde que não pagamos até agora, coloque-se o IVA equiparado, coloque-se portagens em vias que nem comparadas tecnicamente a IP’s poderão ser.
- E o Turismo, a ânsia de matar a galinha de ovos de ouro de uma ilha que de Industria mais nada tem. Querem penhorar os cartazes turísticos aqueles que espalham o nome Madeira pelos Operadores e que não se pense que é só no Natal pois nem todos os turistas assim podem visitar-nos na época alta. Querem empurrar 30% dos trabalhadores prao abismo do desemprego.
- A implosão para o caos social e a falta de poder financeiro do Governo Regional para fazer face a miséria que Hoje já vai caindo em vários lares Madeirenses. O apoio social também vai ajudando a Matar um povo que por poucos anos teve o sabor doce do progresso.
O autocarro chegou ao fim, encontra-se já no abismo equilibrado com as pessoas na parte de trás com a porta aberta mas tendo a perfeita consciência que bastará sair um do autocarro e todos os outros milhares de Madeirenses irão sucumbir após o embate da vertiginosa queda para a Realidade. E do sonho de um Homem caminharemos para o Pesadelo de uma sociedade moribunda