O Estado do País

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Rozzo, começaste o teu comentários a dizer que não tem nada a ver com ser fundamentalista, mas o teu comentário parece-me bastante fundamentalista. Eu pessoalmente nem fumo, mas acho que as pessoas deviam ter o direito de o fazer num espaço de diversão. Se o espaço não tem ventilação de jeito, devia fechar quer fosse permitido fumar ou não, creio que te escapou esse pormenor. É claro que isso é uma utopia, aliás um bar aqui da minha terra teve que pagar uma multa enorme porque deixava o pessoal fumar perto da porta, e era um espaço grande e com boa ventilação em que como tu próprio disseste, até se poderia dar o benefício da dúvida, mas não aconteceu. Os bares mais pequenitos, em que até era bom se o fumo fosse só de tabaco, é claro que nunca são fiscalizados...
P.S.: Se queres saber o que é extremos absurdos nesta questão, na Holanda o pessoal pode fumar uns charros dentro daqueles estabelecimentos bastante conhecidos, mas se fumarem uma mistura que contenha tabaco são aconselhados a irem fumar lá para fora, porque é proibido fumar em espaços fechados e eles têm medo das inspeções:D.
 
Historicamente pode constatar-se que estas proibições quando roçam o exagero nunca dão bom resultado. Os malefícios do tabaco devem ser combatidos, há outras formas de influenciar a opinião pública a pôr de parte o tabaco voluntariamente.
 
A melhor forma de influenciar a opinião pública é mostrar o dia-à-dia de um fumador.

A nicotina com produto separado até pode ser interessante para algumas demências. Está demonstrado cientificamente que os dependentes de nicotina têm menos predisposição para sofrer de Alzheimer e Parkinson do que a restante população.

Mas como fumar um cigarro sem o resto das substâncias que lá existem e que te matam ainda mais rápido que a própria nicotina? Especialmente os benzenos aromáticos que são aquela parte perfumada do cigarro que te dá prazer...

A primeira vez que ouvi falar do benzeno foi nas aulas de química mas mais tarde descobri o benzeno no óleo de transformadores eléctricos mais antigos.

 
Editado por um moderador:
Cortes na despesa
"Já que o Ministro das Finanças não sabe onde cortar mais despesa para que possa evitar a subida do IVA e um novo agravamento da carga fiscal, aqui vai uma citação do meu novo livro, (...), onde se faz um retrato exaustivo do despesismo do nosso Estado e onde, entre outras coisas, se contam os números das entidades e organismos estatais:

"Segundo a contabilidade mais recente da Administração Pública nacional, existem em Portugal nada mais nada menos do que 349 Institutos Públicos, 87 Direcções Regionais, 68 Direcções-Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro (bem grande, diga-se), 16 Gabinetes de Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas, 9 Inspecções Regionais, 16 Inspecções-Gerais, 31 Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17 Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308 Câmaras Municipais, 4040 Juntas de Freguesias, e 1226 estabelecimentos de educação e ensino básico e secundário. A estas devemos juntar as CCDRs e as Comunidades Inter Municipais, centenas de Observatórios e as sempre misteriosas e omnipresentes Fundações.
Nota: Mesmo se não contarmos com as 238 Universidades, Institutos Politécnicos, Escolas superiores e Serviços de Acção Social, o número de Institutos Públicos é ainda de 111, um número extraordinário para um país das nossas dimensões".
Ora, perante estes números, perante a enormidade e a omnipresença do nosso Estado (que ainda é dono de empresas que equivalem a cerca de 5% do PIB), perante as mais-que-evidentes clientelas e grupos de interesses que fomentam e reproduzem o despesismo voraz e descontrolado das Administrações Públicas, será que é assim tão difícil perceber onde é que se deve cortar a despesa? Será? Será que precisamos que venha cá o FMI para nos indicar o que é assim tão óbvio? Será que mais um agravamento da carga fiscal, que decerto nos atirará para uma nova recessão, é mesmo necessário, senhor Ministro? Sinceramente, parece-me que não."

http://desmitos.blogspot.pt/2010/10/cortes-da-despesa.html

01 Outubro 2010
 
O presidente da câmara das caldas da rainha (PSD) tinha a mesma ideia libertadora para o estado. Despedem-se as pessoas porque não temos orçamento para lhes pagar e fica o problema resolvido. As pessoas despedidas desaparecem assim como os problemas.
 
[QUOTE=Agreste;330433]O presidente da câmara das caldas da rainha (PSD) tinha a mesma ideia libertadora para o estado. Despedem-se as pessoas porque não temos orçamento para lhes pagar e fica o problema resolvido. As pessoas despedidas desaparecem assim como os problemas.[/QUOTE]

Mario Barros " ...mais-que-evidentes clientelas e grupos de interesses que fomentam e reproduzem o despesismo voraz e descontrolado das Administrações Públicas..."


Mas alguém tem dúvidas que os privados andam a trabalhar e descontar para este insaciável monstro que é a administração pública? É um poço sem fundo. Podem injectar milhões que eles continuam a engolir milhões. Alterar as estruturas públicas vai gerar desemprego. É verdade. Mas até quando podemos suportar esta gente que só reivindica direitos adquiridos, que chega ao serviço às 10h, às 11h está tomar café durante cerca de meia hora, começa a trabalhar ao meio-dia para ir almoçar à 12h30 em ponto. Se tiver filhos menores de 12 anos tem tolerância e sai do serviço às 15h. São centenas e centenas de funcionários neste regime. Vejam que há professores a trabalhar 12h por semana com ordenado completo. Por isso têm tempo para dar aulas em colégios particulares e explicações privadas em casa. Os privados trabalham chegam ao escritório às 8h30m e às 9h estão a trabalhar a todo o vapor. Ao almoço comem uma sandwish na pequena cozinha do escritório muitas vezes ao mesmo tempo que falam ao telefone com clientes. O horário de saida nunca é antes das 20h30m. Nos escritórios de advogados muito são os que ficam até às 2horas da manhã. Isto não pode continuar assim. O país não tem um tecido produtivo que permita estes luxos. O monstro público tem primeiro que emagrecer - e claro que dará confronto social - mas depois tudo tenderá para o equilibrio. Aliás, fala-se em taxa de desemprego elevada. Quem são os desempregados? São os funcionários privados de empresas que fecharam ou que estão em reestruturação por senão fecham. Todavia, ressalvo que há funcionários que trabalham bastante, por exemplo alguns (apenas alguns) funcionários judiciais e mesmo estes não são funcionários públicos são contratados na sua maioria...
Lindo estado do país :(
 
Perdoem-me a ignorância, mas que raio é uma estrutura atípica:confused:????


" Estruturas Atípicas do nosso Estado. São 100 e incluem, entre outras, o Gabinete Coordenador do Sistema de Informação do Ministério da Educação, o Centro de Formação Profissional do Artesanato, o Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, o Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo, o Editorial do Ministério da Educação, e a Comissão de Acompanhamento das Reprivatizações"
 
supostamente para se fumar nessa discoteca é necessário ter ventilação adequada.

Para mim o "supostamente" chega para eu querer mostrar o meu ponto de vista. Se não fosse "supostamente", se fosse "mesmo a sério", eu nem abria mais a boca. :)
Agradava-se a fumadores e não fumadores, e cumpria-se a lei. Mas lá está, "supostamente" diz tudo...


Eu pessoalmente nem fumo, mas acho que as pessoas deviam ter o direito de o fazer num espaço de diversão. Se o espaço não tem ventilação de jeito, devia fechar quer fosse permitido fumar ou não, creio que te escapou esse pormenor.


Não escapou, acho que até o realcei. :)
Como disse, por mim não achava mal se isso funcionasse bem! E obviamente isso se aplica a qualquer coisa, seja do fumo, da qualidade da comida, da higiene, segurança, etc..

O que eu disse é que isso não funciona bem, e que a legislação não é cumprida como deve ser (e estavamos apenas a falar do assunto do tabaco). São poucos os que têm ventilação realmente a cumprir os requisitos, e por outro lado, é óbvio que os a esmagadora parte dos que não cumpre os requisitos não é fechado, senão poucos estavam abertos. Acho que a realidade é essa!

E não vou estar a "chover sobre molhado", mas também referi um ponto que para mim essencial: não estou só a falar do meu bem estar ou do bem estar dos não fumadores que vão aos locais, refiro-me que neste tema as pessoas se esquecem totalmente da saúde e bem estar dos funcionários desses locais, nos casinos então é o expoente máximo.

E para terminar de vez, não vale a pena andar neste assunto às voltas, pego só no exemplo que a Maria Papoila deu, dos restaurantes. Eu já disse que defendo que devia haver os dois tipos de espaços, desde que bem fiscalizados e tudo bem cumprido. Não sou defensor de impôr a total inexistência de espaços onde se possa fumar. Mas vamos supôr que com estas "ameaças" recentes, no caso extremo, de por falta de cumprimento de normas, se chega mesmo ao ponto de proibir em todo o lado... Como foi dito atrás, claro que é uma questão de hábito! Por mais que se diga que as pessoas iam deixar de frequentar bares e discotecas, é hábito.. No máximo num ano ou dois (provavelmente até mais rápido) as pessoas que se tinham oposto iriam habituar à ideia e voltar a frequentar normalmente de certeza esses locais. Foi isso que aconteceu com os restaurantes recentemente. E há décadas atrás, fumava-se nos autocarros, cinemas, era tudo normalíssimo. E agora sítios desses, são impensáveis até para qualquer fumador, são sítios "ridículos" para fumar não são? Quando antes eram naturalíssimos. Claro que é uma questão de hábito!
:)
 
O presidente da câmara das caldas da rainha (PSD) tinha a mesma ideia libertadora para o estado. Despedem-se as pessoas porque não temos orçamento para lhes pagar e fica o problema resolvido. As pessoas despedidas desaparecem assim como os problemas.

Admiro a vontade que demostras em criar um mundo mais justo...mas há uma falha prática na tua ideia que a torna obsoleta.

Tu queres que todas as pessoas tenham direito ao trabalho...e no fundo, direito ás mesmas coisas, só que é impraticavel.
No caso do trabalho, há desemprego porque simplesmente não há procura.

Eu acho bem que despeçam pessoal que anda a mamar no estado, como as dezenas de Presidentes de Juntas+seus empregados, porque simplesmente não há a necessidade de fragmentar o território em tanta freguesia..é uma estupidez, é ilógico e pode mesmo ser nefasto porque torna toda a administração do território muito mais complicada e pacivel de ser corrompida.

Temos de admitir que quando as pessoas não fazem falta só lhes resta ser despedidas...é um gasto "improdutivo" de dinheiro.

Este desemprego crónico só tenderá a agravar-se nos proximos anos, em boa parte devido á evolução tecnológica, que vai diminuir muito a procura de empregados nos varios sectores da economia .

Portanto neste ponto estamos esclarecidos...agora, no que toca aos direitos daqueles que foram despedidos ou não são "precisos", ai sim já temos um debate muito mais complexo...
Na minha opinião o estado ou as empresas teem o direito de despedir as pessoas que estão a mais, mas tambem teem o dever de lhes proporcionar condições de vida pelo menos identicas aquelas que tinham com o salário que recebiam.

Suponhamos que daqui a 30 anos o desemprego atingirá 20 ou 30%...o que fazer com essas pessoas?
Antes de tudo defendo que essas pessoas devem ter os mesmo direitos que as outras, pois não teem culpa de não serem requisitadas para trabalhar...

Talvez uma medida razoavel fosse a diminuição da carga horária, havendo mais trabalho por turnos de modo a incluir mais gente no mercado de trabalho...
Só que esta solução iria trazer um diminuição dos salários a muita gente...

É um tema muito complexo, que não domino, e que acredito que venha a trazer uma grande revolução no nosso sistema actual, tal como a crise energética...
O sistema precisa de ser repensado de raiz, e para isso precisamos de gente independente, que veja isto de modo imparcial...outsiders, só esses é que não teem vicios e podem levar a uma reformulação e evolução profunda e completa do sistema:thumbsup:
 
" Estruturas Atípicas do nosso Estado. São 100 e incluem, entre outras, o Gabinete Coordenador do Sistema de Informação do Ministério da Educação, o Centro de Formação Profissional do Artesanato, o Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, o Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo, o Editorial do Ministério da Educação, e a Comissão de Acompanhamento das Reprivatizações"

Obrigado pela resposta, mas então qual é a definição, é que esses organismos não têm nada a ver uns com os outros...
 
Corremos o risco de ter uma idade de aposentação igual ou mesmo superior a 70 anos, e de haver apenas pensões simbólicas de sobrevivência. Para além disso, caminhamos para um mundo no qual quem tiver mais de 60 anos só será sujeito a transplante ou a certas terapias se as pagar. Não concordo, mas poderá ser o futuro. Creio que no Reino Unido já não se fazem certos transplantes a quem tem mais de 60 ou 65 anos, a não ser que seja pago, e falo de valores que podem chegar aos 200 000 euros.

A Europa está a empobrecer e o seu nível de vida está a ser mantido pelo endividamento. Mais tarde ou mais cedo a crise também chegará ao Centro e Norte da Europa, e à parte dos exageros e irresponsabilidades de alguns países (Portugal e Grécia, principalmente) existem dois factores principais que estão a destruir a Europa: globalização e preços da energia, como disse há pouco tempo Medina Carreira. Mas quem lê imprensa internacional como o Courier ou a Economist sabe disso há muito. Pena que os nossos jornais e TV's prefiram abordar porcarias como o caso Miguel Relvas ou as gravatas do Ministério da Agricultura, mais as acusações deste ou daquele político pelo meio. Até parece que querem manter a população estupidificada e ignorante sobre o que verdadeiramente se passa no mundo.

A globalização levou à saída das indústria para outros continentes, onde são pagos salários mais baixos, não há direitos sociais nem regras ambientais. Os produtos são então vendidos com margens de lucro brutais para as empresas. Esta fuga para o Oriente ou para outras paragens leva ao aumento do desemprego e das desigualdades sociais no Ocidente. Por sua vez, os preços absurdos do petróleo ou mesmo até dos alimentos, devido à especulação, gera uma trasnferência brutal de riqueza para um pequena elite do Ocidente e para os países de onde são extraídas as matérias-primas.

Os EUA estão em vantagem, pois têm mais recursos, auto-suficiência alimentar, e as matérias-primas estão cotadas em dólar. O Canada também é rico em matérias-primas. Para além disso, a demografia dos EUA é muito favorável. Já o Japão e a Europa são altamente prejudicados pelo actual cenário. Creio que a Europa deveria repensar o mercado global e adoptar medidas proteccionistas, pois de outra forma continuaremos a assistir ao nosso empobrecimento. Por outro lado a questão da energia só terá uma solução se a Europa assumir o controlo de reservas, e não vejo como isso poderá ser feito tendo em conta que tal chocaria com os interesses americanos...

Se nada for feito, o Estado Social europeu continuará a definhar, e as diferenças sociais tornar-se-ão insustentáveis em todo o continente. A solução passa por pôr um ponto final a esta globalização, e por atacar os interesses americanos. Mas tal choca com vários interesses que «controlam» os principais grupos políticos europeus, e como se viu na Líbia, a Europa está um capacho dos EUA.
 
Proteccionismo?

Estamos a abandonar o caminho da servidão cuja imagem é este modelo financeiro falido para a esmagadora maioria e acumulações absurdas de capital para uns quantos. As soluções para o manter são cada vez mais estranhas e completamente inaceitáveis...

Teremos cooperação em vez de competição. Objectividade em vez de especulação. Sustentabilidade em vez do risco. E cada vez menos mercado, muito menos mercado.
 
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