O Estado do País

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... Vão bem lançados para trazerem mais umas guerras mundiais...

Tem razão! Ao final da tarde quando voltei a ler o comentário que escrevi achei que não era a atitute correcta. Efectivamente tenho dois processos administrativos em mãos e não consigo falar com os técnicos supereiores pois têm um horário sui generis (do tipo super facilitado). E deu-me uma fúria.

Em parte concordo com Fredrico pois temos que ter algum proteccionismo. Além disso as nossas industrias não podem "fugir" todas para a Asia porque depois não há desenvolvimento na Europa nem dinheiro para comprar nada, aliás nós temos uma loja de chinês em cada esquina que vende produtos de baixa qualidade enquanto os chineses começam a usar sapatos Prada, malas Louis Vuitton, automóveis de alta cilindrada, etc. - tudo o que era europeu. Têm de ser instituidos direitos dos trabalhadores na China acabar com aquele ignóbil trabalho escravo e instituir regras de Higiene e Segurança no Trabalho para que a concorrência possa ser leal. Por exemplo a Air China tem um voo regular de Beijing - Madid - São Paulo (e vice-versa) que transporta chineses da poderosa classe média e média alta que está a emergir em grande força abafando, sufocando a nossa classe média (snob e ultrapassada a que, admito, eu pertenço e certamente quase todos aqui no forum pois me parecem pessoas com conhecimento e bom nível intelectual). Temos de tomar medidas urgentes. Acreditem que os chineses me estão a deixar um tanto intimidada - negoceiam e fazem circular dinheiro à velocidade da luz.
Agreste, apesar de muito extremista, certamente acredita num mundo em que haja menos desigualdades. Eu acredito! Acho que podemos ser como os nórdicos mas necessitamos de uma renovação da mentalidade e, sobretudo, querer erradicar a corrupção. Volto a sublinhar que a entrevista que o Tiago Caiado Guerreiro deu e que aqui foi colocada por um user é bastante elucidativa. Assim, primeiro começávamos por arrumar a casa e depois mãos à obra.
Porém, infelizmente, Vince acerta em cheio quando diz que posições extremas são o caminho directo para uma guerra mundial.

Vamos lá ser moderados!
 
E chega o dia em nos dizem da empresa que já não contam connosco, que já não há trabalho e que as coisas estão complicadas. Mas ao sairmos os 15 pela porta reparamos que entram outros 15 vindos de uma empresa de trabalho temporário para um lugar que supostamente já não existia...

É assim que funciona...

 
Editado por um moderador:
No futuro para impedir guerras mundias, ou as pessoas ganham juizo e deixam de viver nesta ideia de ter mais e ser superior ao outro, passando a haver uma maior cooperação entre as sociedades, povos e paises.
Ou então temos de agir como agem por exemplo as colmeias....da-se uma tarefa a cada um ou criam-se paises "especializados", e assim haverá uma razão (forçada) para não querer destruir os outros....

Como ainda somos seres num estagio inicial do pensamento racional, o que temos feito é (+-) o segundo caminho, o da especialização....e mesmo assim há algumas guerras geralmente relacionadas com questões de poder e controlo...seremos assim tão estupidos ao ponto de ainda andarmos ás turras só porque um tipo arranjou um "pauzinho" melhor do que o nosso?
Ao que parece sim...

O que falta nas pessoas é mais racionalidade, e sentimentos mais verdadeiros...se houver respeito mutuo e racionalidade entre as pessoas, tolerancia e vontade conjunta de alcançar um objectivo superior, só assim é que deixaremos de ter guerras.

Neste momento estamos numa fase de mudança...a tecnologia evoluiu muito nos ultimos 15-25 anos, e continua em ritmo acelarado...a sociedade tem de se adaptar a isso.
Das mudanças que se vão notando mais, são a robotização e mecanização de muitas actividades, dai eu crer que num futuro proximo haja mais desemprego e menos procura de mão de obra, excepto alguns sectores....mas que não podem compensar os outros, como o primário, que é o que teoricamente necessita de mais mão de obra mas que está em rápido processo de automação.

O que fazer com esses desempregados?
Não tenho ideia....acredito somente que devem ter os direitos garantidos porque não é culpa deles não haver procura de mão de obra.

Gosto bastante deste tipo, embora por vezes tenha um humor bastante agressivo..
 
Editado por um moderador:
Economia capitalista e “economia” parasitária
Impostos elevados sobre o rendimento das pessoas e das empresas são a fórmula necessária e suficiente para a destruição de qualquer economia e da riqueza de qualquer país que os aplique.

O pressuposto da utilidade tributária é o de que o estado e o governo podem criar riqueza e prosperidade com o dinheiro retirado aos seus legítimos proprietários, dando-lhe melhor destino do que estes lhe dariam. Como Portugal tem sido a prova viva, não é isso que acontece. De facto, a transferência do rendimento privado para os cofres do estado, onde, de resto, fica por pouco tempo ou mesmo por tempo nenhum, contribui apenas para sustentar serviços públicos de fraca qualidade (logo, com preços reais elevadíssimos), instituições e empresas sem qualquer utilidade para os consumidores e para o país, e uma vasta clientela político-partidária que se apercebe que o acesso ao poder lhe concede benefícios que jamais conseguiriam alcançar na vida privada, pelo menos sem muito mais trabalho, esforço e risco do que aquele que investem na carreira partidária.

A economia gerada pela redistribuição elevada é, assim, não uma verdadeira economia, mas um sistema parasitário onde uns tantos (poucos) vivem à custa do esforço de muitos, e em que o número destes últimos diminui progressiva e rapidamente, fazendo aumentar o número daqueles que sobrevivem com grandes dificuldades, ou que têm de abandonar o seu país para procurarem outros que lhes permitam ver o seu esforço devidamente compensado.

Uma economia capitalista – isto é, aquela em que as pessoas sabem que do resultado do seu trabalho e do seu esforço poderão acumular capital – necessita, assim, que os indivíduos tenham a convicção subjectiva de que lhes valerá a pena esforçarem-se para mobilizarem meios e recursos para investirem na criação de riqueza. O risco do investimento é, pela própria natureza das coisas, desde logo, pela incerteza elevada que a vida comporta, sempre muito elevado. Se, sobre isto, as pessoas se aperceberem que o produto do seu esforço irá, inevitavelmente e em grande parte, para o estado, o resultado dessa avaliação será o de preferirem a inacção à acção. Por outras palavras, preferirão viver à conta da riqueza gerada por outros (distribuída pelo estado), ou da prestação de serviços com valor necessariamente reduzido, do que arriscarem a criar, eles próprios, as suas empresas e as suas fontes de rendimento.

É por isso que Portugal continuará a caminhar para o abismo enquanto não se verificar uma séria redução dos impostos sobre o rendimento. É porque os portugueses já não acreditam na utilidade do esforço individual e empresarial que cada vez existem menos empresas e, consequentemente, mais desemprego. As tentativas do estado para se substituir às empresas na criação de riqueza e na sua distribuição natural (dos recursos gerados a quem nelas trabalha) falharam, como não podiam deixar de falhar. A última experiência mais significativa foram os prometidos 150 mil postos de trabalho do Eng. Sócrates…

Enquanto este ciclo vicioso de esvaziar a economia para sustentar a conta do estado não for quebrado, não nos restará senão viver cada vez pior, à conta da riqueza emprestada que não conseguimos gerar, a um custo cada vez mais elevado. O nosso destino fatal será a implosão económica e social do país, que, provavelmente em conjunto com outros países, conduzirá à implosão do modelo social europeu em que vivemos nas últimas décadas. Com custos de miséria humana terríveis e que bem poderiam ter sido evitados a tempo.

http://blasfemias.net/2012/06/05/economia-capitalista-e-economia-parasitaria/#more-46044

Mais pura das verdades.
 
Com o continuar do aumento da esperança de vida e diminuição da natalidade, quero ver qual o país capitalista ou socialista que irá conseguir resolver tal problema.

Por agora recorrem à imigração, mas como os países emigrantes com a mesma socialização têm cada vez menos jovens, terão de "importar" cada vez mais trabalhares com outras culturas e o resultado será destrutivo, sem normas nem valores identificativos dessa nação.
 
Parte do nosso futuro pode passar por aqui, na área do turismo: a organização de eventos. Não me refiro, claro, a eventos financiados pelo Estado, mas sim organizados pela iniciativa privada.

Primavera Sound atrai 12 mil estrangeiros ao Porto

O Porto torna-se amanhã a segunda cidade europeia a receber o Optimus Primavera Sound, um dos mais importantes festivais europeus no segmento alternativo. São esperadas 75 mil pessoas até domingo.

Disputado por "meio mundo", incluindo algumas das principais metrópoles europeias, o festival fundado no início do milénio como contraponto à massificação crescente dos eventos similares escolheu o Porto como primeira etapa de internacionalização.

A escolha pode ter surpreendido os observadores, mas veio premiar o que Gabi Ruiz, o catalão que criou o Primavera Sound, considera serem os inúmeros pontos de contacto entre Barcelona e a Invicta. "Apesar de ser o motor cultural do país, é uma cidade ainda não muito conhecida no estrangeiro, como acontecia com Barcelona há uns anos", afirmou ao JN.

A questão logística também pesou na escolha, porque, como relembra José Barreiro, da promotora Ritmos, "as boas comunicações aéreas entre as duas cidades permitem que grande parte das bandas possam estar uns dias depois no Porto".

Outros argumentos convenceram os promotores na opção pelo Porto em detrimento de outras cidades. A começar pelo Parque da Cidade, "um local esplêndido, superior até à zona onde se realiza em Barcelona, o Parc del Fórum", sustenta Vladimiro Feliz, vice-presidente da Câmara do Porto.

O impacto turístico do festival é inegável: dos 17 mil passes vendidos até meados do mês passado, 72% tinham destinatários estrangeiros. De então para cá, foram os portugueses a adquirir ingressos em maior número, pelo que se prevê "uma presença aproximada entre portugueses e estrangeiros", adianta o responsável organizativo Alberto Guijarro.

A continuidade do festival no Porto nos próximos anos é uma incógnita, embora, da parte dos organizadores, haja a garantia de que o "festival ficará no Porto enquanto os portuenses quiserem".

Mais do que nos números, a fama que rodeia o Primavera Sound radica mais no equilíbrio entre liberdade criativa e êxito comercial. Com 45 mil pessoas diárias, o festival em Barcelona atingiu uma dimensão que não se coloca no Porto. "Seria uma loucura atingirmos já o pico. Queremos crescer sustentadamente de ano para ano", defende José Barreiro, que situa em "30 mil" a capacidade do Parque da Cidade.

No terreno há mais de uma semana, três centenas de funcionários ultimam pormenores para que amanhã, às 18 horas, soem os primeiros acordes. Nessa altura, a equipa, incluindo voluntários e forças de segurança, será de um milhar.

Até domingo - no Parque da Cidade, sobretudo, mas também na Casa da Música e Hard Club - há 64 propostas musicais espalhadas por quatro palcos. Mais aguardadas pela público serão as atuações de Spiritualized, The xx, The Rapture, Yann Tiersen, Saint Etienne ou Suede, sobretudo depois de Björk e Explosions in the Sky terem cancelado.


http://www.jn.pt/festivais/verao/Interior.aspx?content_id=2593291&page=2
 
A "banca privada" a 7 cêntimos por acção... O que falta para esvaziar os depósitos e nacionalizar por decreto?

«A arrastar o PSI20 estão os títulos do banco liderado por Nuno Amado, que seguem a tombar 14,61% para os 7,6 cêntimos, depois de já terem tocado num mínimo histórico nos 7,3 cêntimos.»

No banco dos desempregados...

«Com o desemprego acima de 15% - mais de 36% entre os jovens, as empresas já não contratam para os quadros nem garantem estabilidade e bons salários. A remuneração tem vindo a cair e os empregos disponíveis têm uma duração cada vez mais curta. "Todas as empresas têm políticas de redução de custos e tentam recrutar nas melhores condições, jogam com a situação, porque há muitos candidatos" e dispostos a aceitar piores condições do que há dois anos.»

«O empregado que as empresas querem é bom, barato e sem compromisso»
 
Basta procurar em sites de empregos, o que não falta são ofertas para diplomados, curso disto e daquilo, experiência em N programas com N linguagens de programação, e não oferecem qualquer remuneração.
 
Os salários estão-se a adaptar à realidade económica do país. Falta que o Estado se adapte, reduzindo o número de funcionários, os gastos com PPP's, fundações ou autarquias, reformas milionárias, ajudas de custo, subsídios e apoios sociais, etc. E falta que alguns sectores se adaptem. Os preços das rendas continuam muitíssimo elevados, bem como os preços dos solos e do imobiliário nalgumas áreas. Um país cujo PIB é o que é não poderia continuar com estes salários e estes preços, e com este Estado perdulário e obeso.
 
O Jubileu de Diamante da Rainha Isabel II e a reportagem do The Guardian...

Desempregados de longa duração dormem ao relento nas ruas de Londres no dia anterior...

ukjubileeunemployed.jpg


Foram recrutados pelos serviços de emprego em várias zonas para fazerem de acompanhantes de segurança (stewards) durante os festejos do Jubileu de Diamante da Rainha Isabel II...

O novo programa de emprego do governo (neoliberal) inglês obrigou-os a fazer este trabalho gratuitamente...

Autocarros despejaram-nos no local no dia anterior... mudaram de roupa no meio da rua, não tiveram acesso a casa de banho, alguns trabalharam em turnos de 14 horas...

Fica o aviso para os que se candidataram para tarefas semelhantes durante os Jogos Olímpicos de Londres... O IEFP de Portugal teve durante algum tempo recrutamento disponível para candidatos portugueses...

http://www.guardian.co.uk/uk/2012/jun/04/jubilee-pageant-unemployed
 
O Jubileu de Diamante da Rainha Isabel II e a reportagem do The Guardian...

Desempregados de longa duração dormem ao relento nas ruas de Londres no dia anterior...

ukjubileeunemployed.jpg


Foram recrutados pelos serviços de emprego em várias zonas para fazerem de acompanhantes de segurança (stewards) durante os festejos do Jubileu de Diamante da Rainha Isabel II...

O novo programa de emprego do governo (neoliberal) inglês obrigou-os a fazer este trabalho gratuitamente...

Autocarros despejaram-nos no local no dia anterior... mudaram de roupa no meio da rua, não tiveram acesso a casa de banho, alguns trabalharam em turnos de 14 horas...

Fica o aviso para os que se candidataram para tarefas semelhantes durante os Jogos Olímpicos de Londres... O IEFP de Portugal teve durante algum tempo recrutamento disponível para candidatos portugueses...

http://www.guardian.co.uk/uk/2012/jun/04/jubilee-pageant-unemployed

Não recebem desemprego? Não recebem outros apoios sociais? Logo ai cai por terra a teoria de trabalhar de borla.

Em Portugal o CDS propôs que os desempregados e os beneficiários do RSI fossem guardar florestas de verão e fizessem outros tipos de trabalho social... veio logo uma certa esquerda acusar os fassistas de trabalho escravo e oprimirem as pobres pessoas, alguns deles não querem sequer trabalhar passando os dias nos cafés.
 
Porque os meninos do secundário não são propriamente crianças.

Não concordo. Os pais são muito mais responsáveis pela falta às aulas de um miúdo de 6 anos do que por um de 17. De resto essa medida é uma estupidez, mais um tentáculo do nosso nanny-state, que acha justo fazer uma família pagar 79 euros porque o seu filho de 17 anos lhe apeteceu faltar às aulas.

De resto, a própria ideia de aumentar a escolaridade obrigatória para o 12º ano é contraproducente, fazendo com que aqueles que não querem ir à escola sejam obrigados a ir, promovendo uma deterioração do ambiente escolar. E não é a mesma coisa controlar rufias de 18 anos do que rufias de 14.
 
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