A minha opinião não se baseia em juízos de valor. Tenho muito apreço por aquilo que muitos funcionários públicos fazem, e a ideia de qualquer tipo de parasitismo não me agrada, simplesmente porque não tomo o exemplo negativo de uma minoria que existirá, para classificar todo o grupo.
O que se passa para mim é tão simples como isto.
- Remodelar o estado é uma medida dolorosa a curto prazo. No entanto parece-me no contexto atual, da fatia demolidora de gasto estatal, um mal menor que abriria pelo menos uma perspetiva a médio prazo. Equilibrado o número de trabalhadores, a linha de renovação de quadros seguiria o seu rumo habitual... Uns saem e outros entram... Claro, haveria um tempo de espera.
- Não fazer nada, significa que no médio prazo o congelamento é uma realidade. Não se despede (sim eu uso o despedir também, aqui uso o termo geralmente usado pela atual oposição... não me choca usá-lo), não se contrata também. Tenho para mim que seguindo isto (o governo não irá fazer mais nada, nem este nem os próximos para quebrar a barreira constitucional), a função pública ficará congelada por uns bons anos.... Pagam os jovens, as futuras gerações, pessoas que se calhar até teriam muito valor para ocupar os quadros do estado nos próximos anos. É pena, mas não haverá outro cenário. E qualquer que seja o governo... Já vimos que o periodo congelatório começou com o PS... Se no tal médio prazo voltarem a ser governo (não tenho grandes dúvidas que assim será) , não existirá nenhum discurso demagógico que ultrapasse a realidade dos próprios facto outrora constatados.
Todos sabem o diagnóstico "da coisa".... Mas tomar a medicação, tá quieto. Portugal tem uma cura difícil... quando não se toma os medicamentos por mais efeitos colaterais que possam ter, mesmo sabendo que a sua saúde se agrava, talvez seja praticamente "um suicídio".
O que se passa para mim é tão simples como isto.
- Remodelar o estado é uma medida dolorosa a curto prazo. No entanto parece-me no contexto atual, da fatia demolidora de gasto estatal, um mal menor que abriria pelo menos uma perspetiva a médio prazo. Equilibrado o número de trabalhadores, a linha de renovação de quadros seguiria o seu rumo habitual... Uns saem e outros entram... Claro, haveria um tempo de espera.
- Não fazer nada, significa que no médio prazo o congelamento é uma realidade. Não se despede (sim eu uso o despedir também, aqui uso o termo geralmente usado pela atual oposição... não me choca usá-lo), não se contrata também. Tenho para mim que seguindo isto (o governo não irá fazer mais nada, nem este nem os próximos para quebrar a barreira constitucional), a função pública ficará congelada por uns bons anos.... Pagam os jovens, as futuras gerações, pessoas que se calhar até teriam muito valor para ocupar os quadros do estado nos próximos anos. É pena, mas não haverá outro cenário. E qualquer que seja o governo... Já vimos que o periodo congelatório começou com o PS... Se no tal médio prazo voltarem a ser governo (não tenho grandes dúvidas que assim será) , não existirá nenhum discurso demagógico que ultrapasse a realidade dos próprios facto outrora constatados.
Todos sabem o diagnóstico "da coisa".... Mas tomar a medicação, tá quieto. Portugal tem uma cura difícil... quando não se toma os medicamentos por mais efeitos colaterais que possam ter, mesmo sabendo que a sua saúde se agrava, talvez seja praticamente "um suicídio".

40H são mais 12.5% de carga horária e por essa razão os ordenados deviam sofrer o mesmo aumento. Os contratos de trabalho devem ser cumpridos por ambas partes! Imaginem que uma nova medida fosse aumentar a carga horária no privado, de 40H para 45H, sem aumento no ordenado, também não seria justo, certo? Não gosto de guerrilhas entre cidadãos no privado vs público, pois já trabalhei em ambos regimes e até já fiz uma média de 12H de trabalho diárias! O que defendo é que os contratos celebrados são para cumprir, apenas se alteram quando existe alguma retribuição para ambas partes!

