O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
o sr Jorge Vilela que divulgue o preço/hora que se dispõe a pagar. Ainda hoje foram apanhados 23 estrangeiros indocumentados nas vindimas do alentejo.

Acho uma piada enorme falar-se em receber dinheiro sem trabalhar quando os salários no campo andam pelos 485 euros e toda a gente pode enfiar os contratos naqueles programas do estímulo emprego em que a segurança social paga uma parte dos salários.

http://da.ambaal.pt/noticias/?id=4008
 
  • Gosto
Reactions: Aurélio
O Governo corta nos apoios aos portadores de deficiência, tira-os de casa, envia-os para instituições, e depois aumenta os apoios às IPSSs. Por uma questão ideológica -e de apoio a lobbies difusos e intocáveis, com conexões à Igreja- Passos Coelho e o CDS/PP cortam no Estado Social para aumentar as transferências do Orçamento de Estado para... as IPSSs e no futuro, para os colégios privados. Isto não é liberalismo. Sócrates tirava do pote para o sector da energia ou para o sector do betão. Passos tira para a Igreja e prepara-se financiar o falido ensino privado.

A caridade da Igreja e das IPSS's, no fundo, acaba por ser paga por todos nós. Que vergonha.
 
... Sócrates tirava do pote para o sector da energia ou para o sector do betão. Passos tira para a Igreja e prepara-se financiar o falido ensino privado.

A caridade da Igreja e das IPSS's, no fundo, acaba por ser paga por todos nós. Que vergonha.

Epá, se a realidade for igual aquilo que escreves, devem ir uns largos milhares de milhões de euros de diferença. Pobre Passos Coelho que é tão forreta com a Igreja e com o falido ensino privado.
Ao menos o outro imbecil abria os bolsos e dava à fartazana. Grande senhor! Uma estátua de 100 metros de altura é pouco...:uau:


Todos nós pagamos a dita "caridade", não haja dúvida. Mas acredites ou não, há diferenças gritantes entre aquilo que pensas que o estado paga e aquilo que efectivamente recebem.
Nomeadamente as instituições que dependem directamente da Igreja, as transferencias do estado são poucas, muito deficitárias, e que vão sendo amparadas pela "esmola" dos paroquianos e peditórios vários por esse país fora.
Já quanto às IPSS, nem todas estao ligadas à Igreja e outras tem um estatuto e funcionamento autónomo, como sejam as misericórdias. Nem todas destas últimas estão debaixo da alçada da Igreja.
Tem existido muitos problemas com as misericórdias, porque na ânsia de separar "poderes" elas foram autonomizadas e agora há gente de má índole à frente de muitas.
Para que saibam, sobre as misericórdias: "O nome destes organismos deriva das 14 obras de misericórdia, corporais e espirituais, que a tradição cristã chama às práticas de caridade que concretizam o amor ao próximo."

Há muita gente a ser assistida por estas instituições de ambito privado ou semi-privado. No fundo, uma vez que o estado NÃO consegue chegar a todo o lado, foram criadas estas instituiçoes de apoio ao povo.
 
Este ano receberam 2 mil milhões de euros. A maioria das IPSSs estão ligadas à Igreja. A opção ideológica do Estado vai no sentido de cortar no Estado Social e aumentar as transferências para as instituições privadas.
 
Todos nós pagamos a dita "caridade", não haja dúvida. Mas acredites ou não, há diferenças gritantes entre aquilo que pensas que o estado paga e aquilo que efectivamente recebem.
Nomeadamente as instituições que dependem directamente da Igreja, as transferencias do estado são poucas, muito deficitárias, e que vão sendo amparadas pela "esmola" dos paroquianos e peditórios vários por esse país fora.

Já para não falar do tempo que demora a chegar.

Este ano receberam 2 mil milhões de euros. A maioria das IPSSs estão ligadas à Igreja. A opção ideológica do Estado vai no sentido de cortar no Estado Social e aumentar as transferências para as instituições privadas.

Frederico, acredita que esse valor seria gigantescamente maior se não houvessem "n" voluntários - desde médicos, enfermeiros, contabilistas, cozinheiros, reformados, desempregados, estudantes, etc... a dispensar 1, 2, x horas por dia/semana, da sua vida em prole da caridade.
 
Em Olhão, o actual presidente da CM Francisco Leal, que foi candidato à AM da mesma câmara, e que foi eleito sem maioria absoluta, a oposição ao que consta quer eleger outra pessoa para o cargo de outro partido, já que a oposição tem a maioria, mas parece que a malta da CDU que apela tanto ao voto neles, não passam de uma gente aproveitosa, que vai aliar-se ao Francisco Leal. Tinha que haver um cordeiro e neste caso é a CDU.

Quando a oposição tem um acordo para que acabem as empresas municipais, Fesnima e Mercados Municipais, quando a oposição tem acordo para correr o Francisco Leal da CM que está lá há mais de 20 anos, quando a oposição tem acordo para fazer uma auditoria às contas da câmara.

Vem a CDU opor-se a isso. Eles quando cheiram a €€€ ninguém pára os comunas.
 
A posição da CDU na assembleia municipal de Olhão é a de se abster na questão do presidente da assembleia municipal. A CDU não apoia a eleição de pessoas propostas pelo PSD. Os restantes pontos podem ser votados individualmente (auditoria, extinção de empresas municipais, revisão de taxas e tarifas) e não terão dificuldade em ser aprovados.

A composição da assembleia municipal de olhão é a seguinte:

PS - 8 lugares
PSD - 6 lugares
CDU - 3 lugares
BE - 3 lugares
Indp - 1 lugar

O PSD pode propor o seu presidente da assembleia municipal, não vejo porque razão não será eleito.
 
Hipocrisia - Agora preto no branco

Avizinha-se novo assalto aos funcionários públicos e empregados do sector público empresarial. A publicação do Decreto-Lei n.º 133/2013, de 3 de Outubro inicia essa contenda, “equiparando” (leia-se: nivelando por baixo) os valores de subsídio de refeição, ajudas de custo e outras remunerações dos trabalhadores do sector empresarial do Estado à tabela vigente para a função pública. De acordo com as notícias que têm vindo a lume ultimamente, o assalto continuará com as resoluções a sair do próximo Conselho de Ministros (quinta-feira dia 10 de Outubro de 2013), pois parece estar a ser cozinhado um novo corte de 5% nos salários da função pública, a juntar, claro está, ao que já se encontra em vigor. Persiste ainda a dúvida se esse corte será definitivo ou temporário. Mas isso não tem particular importância, dado que precisamente o corte que está actualmente em vigor e que deveria ser provisório irá passar a definitivo! Confusos? Acho que este tipo de jogadas já não surpreende ninguém. Num país onde o irrevogável depressa se torna revogável e onde as férias são impreterivelmente pela altura do natal, tudo é normal...

No entanto, o que me causou maior consternação no referido Decreto-Lei nem foi a questão do subsídio de alimentação (Artigo 18.º) ou da dissertação acerca das qualidades necessárias para preencher o lugar de Gestor Público (Artigo 21.º - de gritos quando confrontamos com a realidade). Foi antes o Artigo 50.º, que versa sobre a política de recursos humanos e onde se pode ler no n.º 1 “As empresas públicas implementam políticas de recursos humanos orientadas para a valorização do indivíduo, para o fortalecimento da motivação e para o estímulo do aumento da produtividade, tratando com respeito e integridade os seus trabalhadores e contribuindo ativamente para a sua valorização”, que prendeu toda a minha atenção. Escuso-me a fazer qualquer tipo de comentário sobre esta citação. É a hipocrisia devidamente legislada, preto no branco, disponível num Diário da República perto de si!

Ao ler estas linhas nasceu em mim uma vontade de rir irreprimível. Não aquele riso cómico, mas antes um riso de escárnio, na tentativa de arrancar com pé-de-cabra o asco que se grudou ao fundo do meu ser. É difícil e quase impossível combater o estado de inquietação constante que me assola, arrastando-me para o negro cenário da inevitabilidade, da inútil resistência. Mas desistir não é opção, não tenho essa escolha. Por mim, por nós, mas acima de tudo pelo meu filho e por toda a sua geração...

Muitos se irão juntar ao aplauso destas medidas, acenando com a bandeira do fim dos “privilégios”, alinhando assim com um discurso que tenta voltar o povo contra o povo, o público contra o privado, o sobrevivente contra o remediado. Nem sequer paramos um pouco para pensar que todos perdemos, desde há pelo menos 3 anos para cá... E enquanto nos envolvemos em pequenas quezílias e questiúnculas, que em nada nos irão favorecer, o rolo compressor da austeridade continuará a nivelar uma sociedade portuguesa cada vez mais empobrecida e envelhecida...
Miguel Dias
 
Jornal de Angola ataca de novo "elites portuguesas ignorantes e corruptas"
O "Jornal de Angola" mantém, esta quarta-feira, o tom dos últimos dias e volta a atacar, desta vez em editorial, as "elites portugueses ignorantes e corruptas", exigindo reciprocidade de tratamento.

Sob o título "Reciprocidade", o editorial do único diário de Angola, acusa as elites portuguesas de "teimarem em não reconhecer" a representatividade de José Eduardo dos Santos e do partido no poder desde a independência, Movimento Popular de Libertação em Angola (MPLA).

"No último ato eleitoral, o primeiro na vigência da nova Constituição da República, o partido da maioria e o Presidente José Eduardo dos Santos tiveram mais de 72% dos votos do eleitorado. Ganharam em todos os círculos eleitorais provinciais e têm na Assembleia Nacional uma maioria qualificada", destaca o editorial.

Por não reconhecerem este quadro, o "Jornal de Angola" conclui que as "elites portuguesas" adotam "posições nada lúcidas e pouco inteligentes" sobre a realidade angolana.

"Nos dias de desespero os dominadores da máquina mediática portuguesa sobem de tom e recorrem ao insulto reles e grosseiro contra os dirigentes angolanos eleitos pelo povo", continua o editorial.

O "Jornal de Angola" conclui ainda que José Eduardo dos Santos e o MPLA têm "um fortíssimo e inegável apoio popular e isto não agrada a Portugal".

"Para iludir essa realidade, a comunicação social portuguesa, dominada pelas elites portuguesas corruptas e ignorantes, incluindo órgãos públicos como a RTP e a RDP, quando se referem a Angola falam do 'regime de José Eduardo dos Santos' como falam do 'regime de Assad', do 'regime do Irão' ou do 'regime da Coreia do Norte' e do 'ditador Mugabe'. É o ataque gratuito e desqualificado, mas mesmo assim, inadmissível vindo de um país amigo", sustenta o "Jornal de Angola".

E questiona: "O que diriam se falássemos de Portugal como o 'regime de Cavaco Silva', o 'regime de Passos Coelho', o 'regime de Paulo Portas'. Alguém gostaria? Tudo na vida tem limites, até a falta de educação e de vergonha".

Na parte final do editorial, o Jornal de Angola recorda que os angolanos recebem de "braços abertos e fraternalmente" dezenas de milhares de cidadãos portugueses e prossegue, considerando ser "altura de começarmos a exigir reciprocidade".

"Não temos que considerar e respeitar quem nos destrata, desonra e injuria os nossos cidadãos e representantes políticos (...) É altura de dizer basta. A Bandeira, o Hino Nacional e o Presidente da República de Angola são os símbolos da nossa pátria. Não podemos admitir que em Portugal, políticos e jornalistas, intelectuais com ideias submersas em ódios recalcados não respeitem os nossos símbolos nacionais e desonrem os titulares dos nossos órgãos de soberania", destaca o editorial.

Partindo do princípio que os angolanos "não insultam, não caluniam, não maltratam os políticos portugueses, estejam na oposição ou no poder", porque "respeitam o Povo Português", o editorial do "Jornal de Angola" conclui que "o mínimo" que se pode fazer é "exigir reciprocidade".

"Se de Portugal continuam a chover insultos e calúnias, não podemos continuar pacientemente à espera que a inteligência ilumine as elites portuguesas corruptas e ignorantes. A resposta nestas circunstâncias só pode ser uma: reciprocidade", conclui.

JN
Adoro quando nos "entalam" de forma directa, achamos que lá fora funciona tudo como cá, em que é trapalhadas atrás de trapalhadas, em que nada se resolve e só se mandam recados e indirectas.
 
  • Gosto
Reactions: Aristocrata
RTP e RDP?!

Não sei porquê mas acho estas empresas fortemente politizadas desde o REGIME DO SÓCRATES...

------------

De resto, tudo igual.
O tribunal constitucional não deixa, mexe-se onde der: nos de sempre!
Quando questionam porque são SEMPRE OS MESMOS (eu sou um deles) a sofrer cortes\aumentos de impostos, a resposta é invariavelmente a mesma: não deixam cortar onde se deve...
 
Cortes nos mesmos???? Votaram neles agora aturem-nos....

Mas isto ainda não fica por aqui, este governo laranja não vai deixar pedra sobre pedra na economia portuguesa. A unica coisa que vai escapar é o desemprego, pois com o fluxo emigratório que se assiste, qualquer dia não há cá ninguém.
 
Sócrates é passado, o regime agora é outro. E pelo que se sente na pele, este é bem pior....

Pudera. Com tantas contas para pagar e sem dinheiro, claro que o regime é outro...
Sentir na pele? Tivessem esses meninos (os da esquerda, do PS, do actual PS, com o apoio da restante esquerda) ficado no poder em 2011, seria surpreendente a vossa posição hoje em dia.
A austeridade teria vindo da mesma forma...mas com mais estilo, com o apoio da comunicação social - é sobejamente conhecida a apetência do PS em controlar a comunicação social.
Por mim prefiro uma comunicação isenta, não manipulada, mas há muita gente que parece que gosta de comunicação social estatizada. Estarei errado? Não me parece...:rolleyes:
 
Estado
Fechado para novas mensagens.