António José Seguro e António Costa disputam hoje o primeiro de três duelos televisivos, a transmitir antes das eleições primárias, que se disputam a 28 de setembro.
No dia em que os portugueses podem acompanhar o primeiro debate, o Expresso dá conta, com base na opinião de especialistas, de que os debates políticos da atualidade são mais marcados pelo improviso do que pelo treino prévio.
Para conferir um ar mais natural ao discurso e não criar a sensação de que tem uma conversa ‘mecânica’, os políticos preferem não treinar em demasia.
Edson Athayde, que fez as campanhas de eleição e reeleição de António Guterres para primeiro-ministro, em 1995 e 1999, diz mesmo que o melhor conselho que pode dar aos intervenientes é uma boa noite de sono.
"Quanto mais familiar, maior é a probabilidade de ganhar votos", salienta Pedro Bidarra, que se dedica à escrita e à consultoria para CEO's.
Ainda assim, e sem retirar autenticidade ao discurso, não pode descurar-se uma boa preparação dos temas que podem vir a ser abordados.
"Só com muito treino se consegue ser verdadeiramente natural em televisão. Mesmo quem tem muita experiência televisiva, precisa sempre de lidar com os diferentes filtros do seu subconsciente", explica Sara Batalha, diretora-executiva da MTW Portugal (empresa de treino em comunicação para executivos e políticos), para quem, em televisão, só ganha a empatia da audiência quem for congruente, confiante, sereno e bem preparado.
E se, a título de exemplo, Costa ganharia mais de sorrisse menos, indica Sara Batalha, seria vantajoso para Seguro que se aproximasse mais da mesa. Já quanto às indumentárias, a especialista aconselha uma gravata azul céu ao atual presidente da Câmara de Lisboa e uma vermelha escura ao secretário-geral do PS.