Pandemia da COVID-19 2021

Espero sinceramente que a abertura das escolas seja o primeiro passo do desconfinamento. E deveria ser já na próxima segunda-feira, dia 8, e não apenas no dia 15. Pelo menos até 2.º ciclo deveriam voltar. Vejo pela janela dezenas de crianças a brincar e a jogar à bola no jardim do meu bairro! Dezenas! Felizes, correm, saltam, jogam! Qual a diferença em relação a estarem na escola? Provavelmente até estariam mais seguras na escola, pois estariam de máscara.
 
@David sf
1º Um campeão virtual sabe do términus da competição. Aqui não sabemos, pelo menos para já. Analogia, para mim, sem sentido.
3º Relativamente aos casos a contagiar, esta notícia, de hoje, fala disso. Se fui induzido em erro, foi sem intenção.
4º O passado diz muito de nós. É com ele que somos o presente. Quem não aprende com o passado, sofre mais no presente e possivelmente no futuro.
 
Obviamente que pode errar e/ou mudar de opinião, só quis mostrar que há epidemiologistas conceituados que não concordam com a ideia de que o confinamento agora é a melhor opção. É que há quem queira transformar isto num "pessoas normais que querem abrir vs cientistas que realmente percebem", basta ver a resposta ridícula que a primeira-ministra neozelandesa deu a um crítica perfeitamente legítima que lhe foi feita

Esta é a minha opinião pessoal. Um epidemiologista ou virologista deve dizer que medidas fazem sentido do ponto de vista epidemiologia ou virologia. Um psicólogo ou psiquiatra deve analisar que impactos tem o confinamento nas crianças/alunos e nas pessoas em geral. Um economista deve analisar que impacto a pandemia tem no tecido económico nacional e um director de UCI deve referir quais são os números máximos com que pode lidar com base na disponibilidade de camas. Um grupo integrado de trabalho com toda esta gente e membros do governo deve decidir quais as medidas mais adequadas pondo os pratos todos na balança. Mas para essa balança funcionar, é importante que cada um dê o seu input o mais rigoroso possível e em função da sua especialidade/competência.

Um virologista que diz que os alunos têm que voltar para a escola já, pode ser muito boa pessoa e até ter razão em termos conceptuais, mas o que diz não faz sentido do ponto de vista epidemiológico. E é nessa condição que foi convidado a falar e a participar. Não é preciso ir muito longe para perceber que Pedro Simas defende um modelo de contornos suecos baseados na imunidade de grupo, modelos esses que não têm resultado. Também não me lembro de ver (posso estar enganado), em nenhuma circunstância, Pedro Simas a referir que era preciso confinar mesmo perante o caos de meados de Janeiro, o que não deixa de ser estranho num epidemiologista. Eu até tenho algum interesse em ouvir Pedro Simas falar, e vejo com atenção os seus comentários, quanto mais não seja porque continua a ser dos poucos epidemiologistas que nos diz que vai ficar tudo bem mesmo quando não está tudo bem. Vindo de alguém com competência acaba por ser um placebo.
 
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@David sf
1º Um campeão virtual sabe do términus da competição. Aqui não sabemos, pelo menos para já. Analogia, para mim, sem sentido.

Não sabemos do terminus da competição, mas sabemos o que se vai passar daqui a 15 dias. Não há tempo para nas próximas 2 semanas termos um crescimento de casos que abrandem a descida dos internados em UCI até cerca de 250. Mesmo que o quiséssemos.
 
Não é preciso ir muito longe para perceber que Pedro Simas defende um modelo de contornos suecos baseados na imunidade de grupo, modelos esses que não têm resultado. Também não me lembro de ver (posso estar enganado), em nenhuma circunstância, Pedro Simas a referir que era preciso confinar mesmo perante o caos de meados de Janeiro, o que não deixa de ser estranho num epidemiologista.

https://observador.pt/programas/res...o-outra-forma-de-controlar-a-taxa-de-infecao/

https://www.dinheirovivo.pt/empresa...sta-pedro-simas-responde-a-tudo-13281043.html
 
Não sabemos do terminus da competição, mas sabemos o que se vai passar daqui a 15 dias. Não há tempo para nas próximas 2 semanas termos um crescimento de casos que abrandem a descida dos internados em UCI até cerca de 250. Mesmo que o quiséssemos.

Como não sou altruísta, recuso-me a fazer futurologia, para saber o que vai acontecer daqui a 15 dias. Mesmo que assim fosse, seria no atual cenário de confinamento. Ao desconfinar, os dados seriam outros, daí que não faz ainda sentido sair da situação atual (por muito que nos custe a todos).
 
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O Simas...

- O confinamento como medida de proteção em crise pandémica é mesmo eficaz?

- O que é que Portugal fez de mal para se tornar em janeiro o pior país do mundo em número de casos (semanais e diários, por milhão de habitantes), mortes e em percentagem de testes positivos? "Desde o início de janeiro que digo - cheguei a dizê-lo ao José Rodrigues dos Santos no Telejornal da RTP - que tínhamos mesmo de fechar as escolas todas (não só acima dos 12 anos) para pouparmos vidas, evitarmos o caos e começarmos a voltar a reduzir os números diários. Era inevitável fechar por completo, pena que tenha demorado".

... para além da atitude mais ou menos descontraída, tem/teve dificuldades na comunicação...



De resto, ninguém vai acertar sempre e por isso não vale a pena tentar humilhar/denegrir o indivíduo. No caso, a mensagem de >2022 foi antecipada para 2020?

Há aglomerados mas mesmo no intervalo são obrigados a estar de máscara.

A obrigatoriedade por si só pouco significa. E acrescento que os funcionários também estão abrangidos mas se formos a ver, especialmente nos intervalos, há muitas falhas.

Tenho lido por aí que a ventilação é tão ou mais importante que a máscara. Aplica-se a qualquer espaço fechado.
 
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Como não sou altruísta, recuso-me a fazer futurologia, para saber o que vai acontecer daqui a 15 dias. Mesmo que assim fosse, seria no atual cenário de confinamento. Ao desconfinar, os dados seriam outros, daí que não faz ainda sentido sair da situação atual (por muito que nos custe a todos).

Não é futurologia, são contas.

Neste momento deveremos andar pelos 800 casos diários na pior das hipóteses (estamos com média móvel ligeiramente abaixo de 1000 dos casos detectados, que corresponde aproximadamente a 7 a 10 dias atrás).
O tempo de geração do contágio de Covid-19 (generation time, diferença de tempo entre a infecção e o passar a estar infeccioso) é de 4 a 5 dias (consideremos 4 dias que é o pior).
O Rt da Covid-19 a correr livremente e com imunidade nula é de 3,3 a 5, conforme a estirpe. No entanto, mesmo durante o descalabro natalício, o máximo que se registou em Portugal foi de 1,25. Contando com as medidas que estiveram sempre em vigor (máscara, distanciamento social) e com a imunidade que já é importante, consideremos um R de 1,25 já como um grande maximizante.

Deste modo, teríamos o seguinte número de casos se a partir de amanhã adoptássemos as medidas e os encontros sociais do Natal passado e se a imunidade da população fosse semelhante à que tínhamos em dezembro:

02 março: 800
06 março: 1000
10 março: 1250
14 março: 1563
18 março: 1953

Logo, a média de casos nos próximos 15 dias seria igual à dos últimos 15 dias, durante os quais o número de internados em UCI desceu a pique. Para exemplificar, é uma média semelhante à de meados de outubro que originou cerca de 200 doentes em UCI.
 
Obrigado. Não consegui ouvir a entrevista no Observador mas presumo que mais do que dizer que "deveríamos ter fechado as escolas" no final de Janeiro, Pedro Simas terá dito o mesmo no início de Janeiro.

Título da entrevista, dada a 8 de Janeiro:

Confinamento mais "severo"? "Não vejo outra forma" de controlar a taxa de infeção
Virologista Pedro Simas considera que o "relaxamento" das medidas, no Natal e fim de ano, reflete o número de infeções e acredita que a nova estirpe "ainda não é responsável" pelo aumento de casos.
 
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