Para começar, deviam haver eleições na Grécia. O Syriza quer a permissão do povo para ir contra o seu programa eleitoral.
Se o BCE corta o financiamento os bancos gregos não há outra solução se não imitar o Chipre, aquela solução que só iria ser usada uma vez (se bem que os depósitos são cada vez menores). Os bancos europeus já se safaram da dívida (não é para isso que servem os empréstimos do FMI?):
As of the latest available data (September 2014), euro area banks’ exposures to Greece amounted to 96.6 million for Austria, 29.4 million for Belgium, 1368 million for France, 10203 million for Germany, 55.9 million for Ireland, 800 million for Italy, 923 million for the Netherlands, 263 million for Portugal and 301 million for Spain.
http://www.bruegel.org/nc/blog/detail/article/1557-whos-still-exposed-to-greece/
Quanto aos mercados... estou dividido. Penso que está tudo muito embriagado com o QE e com a mentira que de que não haverá contágio. Alguma turbulência, sim. Mas se nem a 'iminente invasão russa' fez mossa (grande) nos mercados... não acredito que faça agora.
Acho piada a movimentos de secessão e vontade de expulsar países. Temos o RU que ameaça sair da UE para obter mais regalias mas entra em pânico quando a Escócia faz o mesmo. Os espanhóis também não têm muita moral. Tudo têm feito para calar a dissidência basca.
Termino a minha intervenção relativamente à hipocrisia com um segmento recorrente:
The world will be unable to fight the next global financial crash as central banks have used up their ammunition trying to tackle the last crises, the Bank of International Settlements has warned.
The so-called central bank of central banks launched a scatching critique of global monetary policy in
its annual report.
The BIS claimed that central banks have backed themselves into a corner after repeatedly cutting interest rates to shore up their economies.
These low interest rates have in turn fuelled economic booms, encouraging excessive risk taking. Booms have then turned to busts, which policymakers have responded to with even lower rates.
http://www.telegraph.co.uk/finance/...inst-the-next-financial-crisis-warns-BIS.html
Quem são os diretores?
The BIS Board of Directors 1
Chairman: Christian Noyer, Paris
Mark Carney, London
Agustín Carstens, Mexico City
Jon Cunliffe, London
Andreas Dombret, Frankfurt am Main
Mario Draghi, Frankfurt am Main
William C Dudley, New York
Stefan Ingves, Stockholm
Thomas Jordan, Zurich
Klaas Knot, Amsterdam
Haruhiko Kuroda, Tokyo
Anne Le Lorier, Paris
Fabio Panetta, Rome
Stephen S Poloz, Ottawa
Raghuram Rajan, Mumbai
Jan Smets, Brussels
Alexandre A Tombini, Brasília
Ignazio Visco, Rome
Jens Weidmann, Frankfurt am Main
Janet L Yellen, Washington
Zhou Xiaochuan, Beijing
Por outro lado...
"El QE está funcionando bien". El presidente del Banco Central Europeo (BCE), Mario Draghi, defendió su política monetaria hoy en rueda de prensa tras la reunión en la que institución ha mantenido los tipos de interés en el 0,05%. Eso sí, el italiano advirtió de que "los mercados tendrán que acostumbrarse a periodos de una volatilidad mayor".
http://www.eleconomista.es/economia...s-tipos-de-interes-en-el-minimo-del-005-.html
A encruzilhada é tramada. Juros baixos levam a défices nos fundos de pensões, especulação em setores não produtivos e não aumentam a procura na economia. Juros altos levarão à falência da UE e dos seus cidadãos. Como sair disto? Não vai ser nem giro nem fácil. O colapso argentino dá uma ideia do que se pode passar.