Política e economia internacional 2015

  • Thread starter Thread starter Vince
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Estado
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Responde-me a uma pergunta muito simples. Se fosses uma entidade muito rica, predadora, capitalista, demónio e tal, e quisesses continuar a controlar as pessoas sob tua dependência, o que farias, continuavas a alimentá-las para que permanecessem debaixo do teu poder (como um dealer que oferece a droga aos junkies), ou farias o contrário, obrigavas essas pessoas a tomarem medidas para se libertarem da tua dependência?

Para começar eu penso que há várias opiniões no Eurogrupo que assemelham-se na generalidade mas diferem nos pormenores. Juncker, Draghi e Schauble, por exemplo, querem todos uma europa federal. Os dois primeiros querem a Europa toda. Se bem te lembras, um dos artigos que publiquei dizia que o Schauble pretendia uma integração rápida da europa central. Os países periféricos juntar-se-iam mais tarde. Os países periféricos politica e economicamente são irrelevantes (abro uma exceção pequena para a Itália). Para suportar a pouca relevância dos países periféricos, o Geithner afirmou que o MF alemão estava disposto a sacrificar a Grécia e a sustentar os restantes países para obter a integração política dos restantes países, especialmente os do centro europeu. Isto vindo de um alemão é inofensivo. Se tivesse vindo de um russo ou um chinês... qual seria a tua opinião? Para o Schauble Atenas é irrelevante. O objetivo é Paris.

Como escrevi várias vezes, se não houvesse problemas na Europa a integração demoraria muito mais tempo. É nas crises que se força as pessoas a fazerem aquilo que queremos (palavras de Schauble). A droga está para os viciados como o euro está para os países endividados. Tanto pessoas como países nunca melhorarão enquanto continuarem na droga/euro. Mas não podem/conseguem sair por mais que queiram. O credor pode exigir o que quer dos devedores. O Banco Mundial até adia empréstimos consoante as leis relativamente à homossexualidade. Não é um uso indevido de ajuda financeira?

Penso que a única forma de começares a acreditar no que escrevo é se o Schauble dizer que é fascista. Mas ele não precisa de o fazer. Se age como um fascista, se fala como um fascista e se pensa como um fascista... é um fascista.

A Grécia continua a ser irrelevante. Só serve para abrir o precedente. O federalismo só será imposto na próxima crise ao estilo de 2008. Crise essa que seria causada pela saída da Grécia (palavras de Schauble). O acordo também ele é irrelevante. Nunca conseguirá cumprir. Não vai ao encontro do planeado (palavras de Schauble)?

O controlo mais fácil das nações não é militar. É económico. O devedor é escravo do credor. Já vem desde tempos bíblicos. E como é hábito nos casos de fascismo, quando é implementado é visto como a salvação para problemas graves. Só com o tempo é que a negra realidade vem ao de cima.
 
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O Schauble bem tentou expulsar a Grécia. Mas a democracia foi um problema. Quando a Europa estiver nos moldes que ele quer isso já não será problema. Mas ainda assim teve o que quis de forma diferente. Impôs um acordo que torna a saída uma questão de tempo.

Sacrificar 11 milhões de gregos para absorver os quase 67 milhões de franceses. É um bom negócio não é?
 
Uma moeda forte é a coisa mais parecida que pode haver hoje em dia ao antigo padrão ouro, Tu és das pessoas que mais me confundem, tanto gritas "lobo" a tudo o que se mexe, gritas pelo endividamento extremo em que caiu a sociedade ocidental, como gritas contra a "austeridade" que tenta ajustar essa loucura. Acho que já tivemos esta conversa antes.

O endividamento não é exclusivo do ocidente. O padrão ouro restringe a emissão de crédito. Nem isso resolveria o problema. Imagina Portugal nesse padrão, no escudo e com défice zero. Imagina que havia uma crise mundial. O que é provavelmente aconteceria? O escudo seria comprado por tudo e todos e as reservas de ouro seriam rapidamente delapidadas quando os investidores exigissem a troca. Portugal iria rapidamente de uma moeda 'normal' para uma moeda extremamente forte e depois para uma moeda, e economia, severamente enfraquecidas. É esse o problema das teorias económicas utópicas como o comunismo ou o neo-liberalismo, que engloba o padrão-ouro.

A economia mundial nunca recuperará nos moldes atuais. Só beneficia os ricos. Para os países baixarem rapidamente as dívidas têm que haver maior procura privada. Só fazendo um QE para a dívida privada. Em Portugal teria que haver, por exemplo, uma compra massiva de dívida imobiliária e algum tipo de reestruturação (1 ano de carência? Os bancos centrais imprimem do nada). A balança comercial seria um problema. Os pormenores teriam que ser vistos. Mas, no geral, a dívida privada tem que ser reestruturada de alguma forma. Com isto feito, os estados recuperariam mais depressa e aí perderiam 'gordura' de forma mais suave e com efeitos sociais menos graves. Por algum motivo a recuperação atual é das mais lentas de sempre.

O calote em massa ao estilo neo-liberal é impossível de forma controlada. A instabilidade decorrente faria com que muito país deixasse de existir.
 
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gritas revoltado pelo endividamento extremo em que caiu a sociedade ocidental (que afinal alimenta todo o sistema financeiro global), como gritas contra a "austeridade" que tenta ajustar essa loucura. Acho que já tivemos esta conversa antes.

Os bancos salvos, todos, deviam ser investigados. Multas e prisão (menos da primeira e mais da última). Deviam também ser desmantelados. São instituições demasiados grandes. E se não podem sobreviver sem a ajuda do Estado nem deviam existir (isso de privatizar os lucros e socializar as perdas tem que acabar). O BCE é uma instituição inútil. Serve para lucrar. Ao mínimo sinal de prejuízo descarrega nos outros. Também não pode ser assim.

QE privado nunca será implementado porque se dirá que um perigo moral. Mas não é um perigo moral proteger bancos de investimento que venderam hipotecas arriscadas a fundos de pensões com classificação AAA? Mas depois aí entramos no campo das 'teorias da conspiração'.
 
E também não deves fazer ideia dos muitos anos em que as taxas de juro e inflação andavam nos 15/20% em Portugal.
Isto para dizer que a demonização da Alemanha ou do Euro é profundamente patética, parece-me que a maioria dos que mais se queixam nem sabem da transformação que ocorreu no país.

Mas o euro também não está a ter um bom resultado. Mal chegou à adultez. Poderia dizer que irá ganhar juízo nos próximos anos mas... tenho opinião diferente.
 
Na origem desta estranha rejeição actual, presumo que estará a eterna ilusão de que o Euro afinal significava apenas "mandem-nos mais dinheiro" por parte de parasitas.

Tenho uma opinião ligeiramente diferente. Eu acho que foi feito para 'falhar'. Do 'erro' nasce a 'solução'. Não foi um objetivo de muitos. Mas de poucos. O alemão que é fascista mas não nazi é um deles. Aproveita-se da situação. Não é um parasita. É um predador voraz. Mas mais um necrófago pois aprecia os moribundos e os mortos para se alimentar.

Até dou-te um exemplo de como poucos podem influenciar muitos. Quando o Draghi anunciou o QE não tinha o apoio dos países e de alguns membros da direção do BCE. Mas acabou por fazer.

http://www.reuters.com/article/2014/12/04/us-ecb-rates-idUSKCN0JI0ZD20141204

http://www.ft.com/cms/s/0/156419fa-76f2-11e4-944f-00144feabdc0.html

Como escrevi, poucos influenciam muitos. Eu cá acho interessante que ninguém fale sobre as dívidas da Grécia e que nunca deveria ter entrado. As repetidas aldrabices nos orçamentos também não importam. São raros os comentadores que abordam isso. Os muito referidos 100% dívida ao PIB foram apagados da história aquando da entrada no euro. Quando começa mal tinha que acabar mal. Não é surpresa. Quem encobriu é tão culpado como quem fez. A culpa vai morrer solteira, infelizmente. Se não se resolver o passado o futuro será apenas e só a repetição.
 
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Sacrificar países para controlar outros não se encaixa na descrição?

Isso não acontece todos os dias com toda a gente ? Isso até é uma das directivas que devemos ter na vida, aprender com os erros.

Nesse campo não nos conseguimos entender. Não faz mal. O importante é que conheças os planos do alemão. Com o tempo verás se se concretizam ou não.
 
Confesso que não esperava que fosse tão fácil desmontar o teu xenofobismo latente, julgava-te muito acima disso.

:confused: É melhor leres outra vez. Quando encontrares referência ao povo alemão ou a outra pessoa que não o MF avisa. Os fascistas estão por todo o lado. Neste caso a nacionalidade dele é alemã. Mas não é só ele. No Eurogrupo devem haver muitos mais. Infelizmente reproduzir o que ele diz e nomear essas mesmas palavras com o termo adequado (fascismo) é ser vermelho, comuna, anti-ocidente, anti-europeu, anti-capitalismo e outros termos. Se eu tivesse nomeado a personagem SEM ter reproduzido as palavras dele ainda era uma coisa. Mas não o fiz.

As palavras dele foram publicadas. Cada um que as julgue como bem entender. Não se deve é misturar coisas. OTAN's, credores indignados e fascistas são coisas muito diferentes e assim devem continuar.
 
Xenofobia implica que se façam generalizações preconceituosas contra estrangeiros e suas culturas. Atacar indivíduos nunca pode ser considerado xenofobia. Pode ser ofensivo, mau gosto ou outra coisa qualquer mas nunca xenofobia. Exemplo claro de xenofobia tivemos muito recentemente quando se atribuiram características negativas a onze milhões de seres humanos unicamente por partilharem uma nacionalidade. Fascistas, entendidos como criaturas que pretendem impôr o autoritarismo e limitar liberdades alheias, polulam por aí nos mais variados quadrantes políticos. Podem é ser mais óbvios e/ou em maior número nuns do que noutros.
 
os fascistas de esquerda devem ser a helena matos e o excelentissimo senhor diretor do observador e das escutas falsas ao presidente da republica.
 
também tens notícias boas lá da ilha rebelde com uma limitação brutal do direito à greve.

- Qualquer trabalhador em greve pode ser substituido nas suas funções por um trabalhador contratado temporariamente.

Vai ser divertido de ver.
 
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