Referendo sobre a permanência na UE no Reino Unido

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https://twitter.com/NCPoliticsEU
 
Volatilidade brutal nas últimas horas.

EU referendum poll: Remain: 42% (+3) Leave: 44% (-2) (via YouGov, online / 15 - 16 Jun) Chgs. from 12 - 13 Jun

EU referendum poll: Remain: 45% (+3) Leave: 42% (-3) (via Survation, phone / 17 - 18 Jun)

https://twitter.com/britainelects

Nota: as sondagens nem sempre incluem a Irlanda do Norte, que dá mais 1 ponto para o Remain. E há diferenças entre o online e o telefone. Quinta-feira ficaremos a saber quem está certo. Existem indícios de que os militantes do UKIP estarão a mobilizar-se em força para participar em sondagens online e alterar os resultados. Contudo na última semana antes do assassinato de Jo Cox havia mesmo nas sondagens por telefone uma viragem para o Leave.

As casas de apostas dão neste momento 65% de probabilidades para o Remain. Há duas semanas davam 80%. Há quem diga que são mais eficazes a prever eventos políticos que as sondagens. Aqui na Coreia do Norte, perdão, em Portugal, foram proibidas há um ano e nem conseguimos entrar no site.

Mais logo sai outra sondagem online.
 
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As mentiras do Vote Leave são repetidas até à exaustão. Já receberam um aviso para pararem de lançar números falsos. Mas não param. Na realidade o Ru paga 350 milhões mas recebe de volta perto de 250 milhões em fundos comunitários. Portanto o «custo» de fazer parte da UE é ligeiramente superior a 100 milhões. Mas... há um extra que não é falado. O RU tem uma indústria de serviços instalada em Londres ou até em Gibraltar que paga impostos ao Estado britânico e exporta serviços para toda a UE. Tal será muito difícil após um Brexit pois a Itália ou a França irão colocar barreiras proteccionistas a serviços tão distintos como operadores turísticos ou jogo online. Já o tentaram em anos muito recentes. George Osborne estima um buraco muito superior aos cerca de 100 milhões por semana que o RU envia para Bruxelas. Em boa verdade o RU está a ganhar muito dinheiro com a UE mas o slogan emocional e nacionalista Let's take back control ou I want my country back é mais eficaz. No fundo até um povo pragmático, racional e com algum frieza como os ingleses consegue deixa-se levar por sentimentalismos e nostalgia face a factos e números.

Este estilo de propaganda política também existe em Portugal, é comum e forte na Esquerda radical especialmente no PCP e em alguma Direita saudosista que felizmente tem pouca expressão neste momento. E lamentavelmente consegue ser eficaz.
 
O The Times a favor do Remain. O imbecil do Murdoch anda a gozar com o povo britânico. Diz umas série de mentiras sobre a Europa no The Sun edição inglesa e diz outra coisa no The Sun escocês e no The Times.

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O grave problema das contas virtuais nas redes sociais ou nos fóruns da internet e a sua capacidade de influenciar a opinião pública. Quem prestar atenção às notícias dos jornais ingleses online reparará que mais de 90% dos comentários são pró-Brexit quando as sondagens dão empate. Já tinha aqui referido que o Vote Leave tinha montado uma campanha online agressiva com centenas ou milhares de perfis virtuais a fazer comentários online.




http://www.cnbc.com/2016/06/21/these-bots-could-sway-the-brexit-vote.html
 
Infelizmente aqui na Coreia do Norte não posso entrar no site da Betfair, está bloqueado.

Mas está aqui a informação:


http://www.oddschecker.com/politics...referendum/referendum-on-eu-membership-result

Na General Election de 2015 as sondagens davam empate ou mesmo vitória do Labour, mas na véspera as casas de apostas davam 80% de probabilidade de maioria para o Cameron. Será que se repete o padrão? Algo de muito estranho está a acontecer pois as sondagens estão a dar resultados muito díspares e as casas de apostas dizem outra coisa. Se o Sim vencer haverá um terramoto na indústria das polls.