Referendo sobre a permanência na UE no Reino Unido

Que Bruxelas tire as ilações de uma UE transfigurada da sua missão inicial, uma Europa para os mercados e contra os povos que a formam... os últimos anos provam bem isso... BASTA!
Faço minhas as palavras de Pablo Iglesias esta manhã... "de uma Europa justa e solidaria ninguem se queria ir embora"! Simples assim!
O Brexit não é um problema mas sim um sintoma de uma Europa falhada.

Precisamente. Aliás, alguns posts das últimas duas páginas explicam, na perfeição, não só este resultado mas também os Trumps e Le Pens deste mundo. Como alguém disse esta manhã, os Britânicos escolheram assistir à desintegração da UE de fora ao invés de dentro. Eu não acho que este seja um dia bom. De todo. Mas não acho assim tão surpreendente. Esta UE está podre. Começa logo por ser tudo menos uma união. Não é de admirar que quando o cheiro a podre se torna óbvio, que haja quem queira fugir. É natural. Dito isto, espero que os 'génios' de Bruxelas abram a pestana.
 
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Extremas em acordo :lol:
Só com uma diferença a extrema esquerda, quer receber se for preciso milhões e milhões de pessoas de todo o mundo e assim comprar subrevesivamente votos enquanto a extrema direita quer paises fechados idênticos aos paises asiaticos que a esquerda admira onde só entram quem eles querem.
 
É capaz de ser um bom dia para fazer umas compritas na Amazon UK.
 
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Geringonça... A posição do PCP, no local onde AC formalizou a geringonça...

PCP saúda resultado que abre "novo patamar de luta" contra União Europeia

O PCP saudou hoje o resultado do referendo no Reino Unido, considerando que é "uma vitória sobre o medo, as inevitabilidades, a submissão e o catastrofismo", abrindo "um novo patamar de luta" contra a União Europeia. Numa conferência de imprensa na sede do PCP, em Lisboa, o eurodeputado João Ferreira afirmou que a vitória da saída do Reino "representa uma alteração de fundo no processo de integração capitalista na Europa e um novo patamar de luta daqueles que se batem há décadas contra a União Europeia do grande capital e das grandes potências, e por uma Europa dos trabalhadores e dos povos".
"Este referendo realizou-se num quadro de gigantescas e inaceitáveis pressões e chantagens, nomeadamente dos grandes grupos económicos transnacionais e do grande capital financeiro, bem como de organizações como o FMI, a OCDE e a própria União Europeia. Este resultado é assim também uma vitória sobre o medo, as inevitabilidades, a submissão e o catastrofismo", declarou.

Destak/Lusa
 
Novamente, o referendo só vem mostrar os interesses individuais subjacentes. O que é que a Espanha faz? Pede co-soberania sobre Gibraltar. O mal estar nunca desapareceu. Os conflitos arrastam-se esperando pela faísca certa mas nunca desaparecem.

Quanto aos países do norte, até parece que é do interesse deles haver um euro nórdico. Se os países do sul caiam logo em recessão inflacionária, os países do norte teriam imediatamente uma moeda extremamente forte (recessão deflacionária). A Dinamarca já tem juros negativos e não está no euro. A Suécia não está no euro e já tem juros negativos. Os juros na Noruega estão quase negativos. O que é eles fariam para controlar a moeda? Baixar ainda mais os juros?

Ao longo dos últimos 30 anos a Europa experienciou uma vaga secessionista. A história europeia é feita de movimentos separatistas. Até parece que Portugal foi sempre um país independente.

Quanto ao Putin, a guerra na Europa ficou adiada por mais uns tempos. Pessoalmente, não vejo como isso é mau.

Tretas é o que não faltam por aí. Um exemplo entre muitos:

Europe ‘not in good state’ ahead of Brexit vote – Wolfgang Schäuble

http://www.irishtimes.com/news/world/europe/europe-not-in-good-state-ahead-of-brexit-vote-wolfgang-schäuble-1.2693788

Schäuble: “UE está bem preparada para a Brexit”

https://www.dinheirovivo.pt/economia/wolfgang-schaeuble/

Tenho pena que o meu país não tenha capacidade financeira para tomar a mesma decisão. E como já escrevi, o voto popular deixará de contar mais cedo ou mais tarde e o trajeto do Cameron só o mostra:

Netherlands rejects EU-Ukraine partnership deal

http://www.bbc.com/news/world-europe-35976086

Merkel wants Ukraine on path towards EU despite Dutch 'no' vote

https://www.yahoo.com/news/merkel-wants-ukraine-path-towards-eu-despite-dutch-144807336.html

Mark Rutte regrets ‘disastrous’ Ukraine referendum

http://www.politico.eu/article/dutc...s-ukraine-referendum-mark-rutte-eu-agreement/

Dutch Prime Minister Mark Rutte on Monday said he was “totally, totally, totally against referendums” as he expressed regret that Dutch citizens had voted down an EU agreement with Ukraine.

Repetindo até à exaustão: Uma união como a UE, feita de tanto povo diferente, só poderá ser mantida unida mediante uma mão-de-ferro. A URSS colapsou porque não conseguiu manter o estalinismo. E sempre que há crises o status quo global é ferozmente atacado. Como está-se numa união monetária é a união monetária que é atacada. Se não houvesse insituições supranacionais estar-se-ia a falar disso.

Após a IGM a Liga da Nações foi criada para acabar com os conflitos. Previsivelmente falhou monumentalmente.

A IIGM na altura foi a guerra para acabar com todas as guerras. Não o fez como seria de esperar. A ONU (que não é nada mais que a Liga da Nações II) também falha miseravelmente na prevenção de conflitos. E isto também é previsível. Só não há guerras mais generalizadas devido à qualidade do armamento (destruição mútua assegurada). Ao invés os países mais fracos sofrem (Síria).

Nada muda. Os moderados definham à medida que os regimes políticos e económicos se degeneram e se tornam em oligarquias. Os radicais preenchem o vazio e alimentam-se das desigualdades económicas inevitáveis. A história repete-se sempre. Os ataques às novas personagens políticas são vistas como a tentativa de perpetuação do status quo. Os moderados não trarão o crescimento económico necessário para a estabilidade política não porque não querem mas porque não podem. Os extremistas não o trarão também. Mas as pessoas precisam de esperança. E querem ver mudança. E isso às vezes implica votar em radicais ou dar o aval a ditadores.

Os ricos querem manter a sua riqueza e poder e os pobres querem ter uma vida melhor. Em economias a crescer pode-se enganar a malta pobre e dizer que não trabalham o suficiente. Já em economias estagnadas o argumento só é tolerado até certo ponto.

O referendo é a vitória da democracia e a vitória da Europa enquanto utopia das liberdades. Todas as decisões têm consequências. A Europa não se gaba de providenciar liberdade de escolha? Ou a mesma só deve ser dada quando é conveniente?
 
Última edição:
e o Farage do UKIP já negou uma das grandes propostas da campanha que era financiar o sistema de saúde com o dinheiro que se manda para a europa.
 
o boris, o farage, o cameron... tudo isto era uma brincadeira de crianças...

financiar o sistema de saude...
barrar os emigrantes...

tudo falso, tudo mentira.

ninguém acreditava verdadeiramente nas propostas.

E esta gente miserável com horas e horas de campanha, ignorando-se quem podia centrar a questão no que interessava e no que defendia o voto das pessoas.
 


A nossa esquerda tenta puxar isto para um campo de batalha entre as velhas lutas Norte contra Sul,numa luta entre o Sul da Europa contra Norte da Europa. Como o sul da Europa fosse todo ele igual ou tivesse todo os mesmos problemas, e como o Norte da Europa fosse mesmo Norte da Europa o que não se sucede.
A nossa esquerda desde de varias figuras do PS mas mesmo do PSD , BE ou PCP, tentam criar uma especie de conflito entre o sul da Europa, nos pobres, vitimas, bons VS Norte da Europa xenofobos,ricos e maus.
Pois 1º que tudo seria importante a nossa esquerda ter umas aulas de geografia aquilo que eles chamam Norte da Europa incluem países mais próximos do sul da Europa tais como Áustria ou Eslovénia.
Em relação á austeridade e países com intervenção da Troika e sujeitos a medidas de austeridade que se saiba Grécia,Irlanda e Portugal. Que se saiba a Irlanda não fica ao lado de Malta ou coisa do género.
Depois é importante referir que o verdadeiro Norte da Europa nem sequer pertencem ao euro como são o caso dos países nórdicos( com a excepção da Filandia) e do Reino Unido.
Depois em relação á extrema direita como se vê neste video, não vemos o homem mau de aparência nórdica louro de olhos azuis , mas vemos um homem de aparência europeia mediterrânica italiana e como vemos no pais do berço do Fascismo a extrema direita existe. Como existe na Grécia.
Portanto este problema não é uma guerra norte rico, xenofobo vs sul pobre, vitimas, de esquerda, isto é um problema da Europa, como um todo e deve ser encarado dessa forma.
Em relação aos ricos vs pobres, poupem-nos, cá pessoas de esquerda de cá, se for preciso fazem igual ou pior em relação á região autónoma da Madeira, e criam preconceitos e estereótipos, é simples é a humanidade e o behavorismo, darwinismo a funcionar, não se trata de guerras entre sul e norte.
A esquerda ao levar a discussão sempre para esse campo, um dia que a Grecia vire para a extrema direita como prevejo que aconteça, como é que a esquerda irá legitimar esse discurso de bons no lado e maus no outro?
 
O expoente máximo do full of shit:



Tecnicamente o Leave não ganhou esmagadoramente. Se uns velhos tivessem desaparecido dos livros eleitorais o Remain tinha ganho. É a demografia que afeta a cultura e as eleições.

o boris, o farage, o cameron... tudo isto era uma brincadeira de crianças...

financiar o sistema de saude...
barrar os emigrantes...

tudo falso, tudo mentira.

ninguém acreditava verdadeiramente nas propostas.

E esta gente miserável com horas e horas de campanha, ignorando-se quem podia centrar a questão no que interessava e no que defendia o voto das pessoas.

Estás a exagerar. Agora a prioridade é estabilizar o sistema financeiro. As negociações serão longas e, como é óbvio, muita promessa ficará pelo caminho (não é o que acontece sempre?). Daqui a 2 anos, o RU até pode ter desistido do pedido da saída. Muita coisa acontece em 2 anos :)

Se achas que haverá mudanças estruturais na política económica da Europa estás muito enganado. A seu tempo verás :p
 
e é ver os bancos centrais com milhares e milhares de unidades monetárias prontas para salvar a finança...
salvar as pessoas, o emprego, os direitos sociais, temos pena. Sobre isto não houve brexit.
 
Estás a exagerar. Agora a prioridade é estabilizar o sistema financeiro. As negociações serão longas e, como é óbvio, muita promessa ficará pelo caminho (não é o que acontece sempre?). Daqui a 2 anos, o RU até pode ter desistido do pedido da saída. Muita coisa acontece em 2 anos :)

Se achas que haverá mudanças estruturais na política económica da Europa estás muito enganado. A seu tempo verás :p

Se é assim, se nada de estrutural vai mudar... então vamos ao próximo referendo. Este já foi e já se descobriu que era tudo mentira. Só havia conservadores aldrabões nas televisões a enganar as pessoas.
 
A nossa esquerda tenta puxar isto para um campo de batalha entre as velhas lutas Norte contra Sul,numa luta entre o Sul da Europa contra Norte da Europa.

A 'nossa' esquerda nada tem a ver com isso. Em termos simples, o norte da Itália é rico e o sul da Itália é pobre. Os ricos não gostam de socialismo (e os pobres não gostam de neoliberalismo) daí o referendo. A mesma coisa se sucede na Catalunha, região rica de Espanha.

A UE não é nada mais que uma gigantesca experiência de socialismo supranacional. Mantém a estabilidade nos bons tempos mas é fonte de ressentimento nos maus.

Se é assim, se nada de estrutural vai mudar... então vamos ao próximo referendo. Este já foi e já se descobriu que era tudo mentira. Só havia conservadores aldrabões nas televisões a enganar as pessoas.

A libra caiu brutalmente. Estavas à espera do quê? Que fosse uma armada de burocratas a correr para Bruxelas? Isso não é assim. Tem que haver um período de transição para sanar as coisas. Há muito acordo para renegociar. As pressões nos bastidores vão ser insuportáveis para travar a saída. O poder político vai ter que conceder muita promessa ao setor financeiro que paga muitos (e ao mesmo tempo poucos) impostos. O que será do RU sem a lavagem do dinheiro? E o que será da experiência multicultural do RU sem um pesado socialismo?
 
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Muito político que defendia o Leave provavelmente não esperava o resultado. Agora estão com a batata quente na mão e não sabem como lidar com a situação. Agora é que se vai ver quem são os 'animais' políticos. Há que agradar a velhos, que querem sair, e aos novos, que serão os futuros eleitores. Ficar e sair são duas posições distintas. Penso que o acordo final (se chegar a haver) será uma mistela (porque até o RU já estava num limbo). E haverá muito dissabor (mas aposto que o Leave ficará mais desiludido).