Referendo sobre a permanência na UE no Reino Unido

A questão n


O euroceptismo e o orgulhosamente sós cá é materializado no BE,PCP e uma ala mais radical do PS.
A direita em Portugal não se radicalizou antes pelo contrario tornou se neo-liberal e pro-UE enquadrando-se mais ao centro.
O perigo imediato em Portugal anti-UE passa por uma esquerda unida tremendamente euroceptica que ira culpar a UE caso algo corra mal cá e ai referendar uma saida do euro e da UE algo que muita gente da esquerda sonha e deseja mais ou menos assumidamente.
A medio prazo vê- se que a direita na Europa está a mudar para um outro paradigma e cá existe uma orfandade nesse espaço politico e se o CDS não conseguir resultados com esta liderança irão ai surgir pressões para mudanças e essa alternativa já existe de nome Nuno Melo com um discurso bem diferente da Assunção Cristas e com qualidades carismaticas e de discurso que actual lider do CDS no meu entender não possui.
Portugal nem direita conservadora possui só tem uma direita muito centrista neo- liberal sendo que não se consegue destinguir actualmente o PSD do CDS.
O CDS nos anos 80,90 era um partido mais de direita que é actualmente e com muito mais ideologia.

Sem dúvida, o populismo em Portugal reside nessa ala política de esquerda ( atenção, digo populismo organizado, pois na direita também há populismo, mas que neste momento não tem organização que preocupe) .

A geringonça tem tido sorte, pois as lideranças de PSD e CDS ( vá lá saber - se porquê) desapareceram em combate.

Quando Nuno Melo quiser aparecer, aí sim, vai acabar - se o sossego da mesma, pois Nuno Melo tem uma capacidade de retórica e um discurso " agressivo ", penso que neste momento, único na direita. Que está muito amansada ( vá lá também saber - se porquê) e a deixar a esquerda cavalgar as suas ideias.
 
  • Gosto
Reactions: Topê
Orion eu estaria mais preocupado com a Turquia de Erdogan...

Até porque uma escaramuça no conflito adormecido do Chipre pode justificar perante o eleitorado europeu muito coisa: novo perdão parcial da dívida grega e um inimigo comum para unir a Europa.

1- A Turquia faz parte da OTAN;

2- A Turquia é, ou será, um ponto importante de passagem de gás natural para a Europa (os países dos Balcãs preferem esta rota ao invés do Nord Stream);

3- Um conflito entre a Turquia e a Europa transformaria o primeiro num estado falhado. Alimentaria a revolta curda e permitiria uma fronteira ainda mais aberta para a Síria e o Iraque;

4- Se os refugiados sírios não estivessem a ficar na Turquia para onde é que iriam?

...
 
Concordamos em discordar. [Ironic mode on] Até porque o que se passa na Ucrânia e nas redondezas não passa de uma falácia (por exemplo). [Ironic mode off]

O que se passa na Ucrânia foi o mesmo que se passou na Baía dos Porcos. Uns conseguiram o que queriam e outros não.

Tenho pena dos políticos ucranianos. Prometeram-lhes montes de apoio. Mas agora os europeus (especialmente os alemães) só querem é ver os acordos de Minsk implementados. Por outras palavras, temos a nova Coreia.

O mesmo se passa na Geórgia. Olhando para o mapa...

5U0UHv7.gif


... não é muito realista pensar que a OTAN vai defender com unhas e dentes a Geórgia. O país é muito pequeno e está muito longe do núcleo central da aliança (o transporte de tropas seria muito lento e dependeria da Turquia; a Rússia tem uma frota naval no Mar Negro. Os combates começariam logo aqui). E os problemas não acabam aqui. A Geórgia é muito montanhosa. Isto dificulta combates em terreno aberto e é um ambiente muito favorável a guerras de atrito (guerrilhas):

2wHaOsFl.jpg


Por outras palavras, a velocidade do ataque inicial é crítica (é sempre) e nisso os russos têm vantagem (derrotaria rapidamente o exército da Geórgia como fez em 2008 e usaria, como tem usado, as zonas separatistas para criar um estado semi-falhado). A OTAN vai fazer o que faz sempre. Manda meia dúzia de tropas com grandes cerimónias para o público pensar que está a fazer algo. A realidade é muito diferente.

O Colin Powell uma vez resumiu muito bem:

'We do deserts, we don't do mountains.'

O Afeganistão já é mau. O Irão seria ainda mais porque é tão ou mais montanhoso. Há que diferenciar as coisas: Falar em guerra; planear uma guerra; combater uma guerra e, mais importante, vencer a guerra.
 
Última edição:
Sem dúvida, o populismo em Portugal reside nessa ala política de esquerda ( atenção, digo populismo organizado, pois na direita também há populismo, mas que neste momento não tem organização que preocupe) .

A geringonça tem tido sorte, pois as lideranças de PSD e CDS ( vá lá saber - se porquê) desapareceram em combate.

Quando Nuno Melo quiser aparecer, aí sim, vai acabar - se o sossego da mesma, pois Nuno Melo tem uma capacidade de retórica e um discurso " agressivo ", penso que neste momento, único na direita. Que está muito amansada ( vá lá também saber - se porquê) e a deixar a esquerda cavalgar as suas ideias.

Dantes as pessoas de esquerda diziam que os partidos de esquerda faziam o jogo da direita, hoje digo que a direita faz o jogo da esquerda.
Desde que Paulo Portas se tornou líder do CDS que houve progressivamente uma descaracterização do Partido, e da direita em Portugal e é ai que digo que a direita faz o jogo da esquerda.
Em Portugal confunde-se muito neo-liberalismo com a direita, quando na pratica a ideologia que sustenta actualmente o CDS e o PSD são ideologias próximas da esquerda de outros países, como exemplo os EUA, a França ou o RU, são ideologias neo-liberais muito próximas da tecnocracia de Bruxelas.
Actualmente Portugal além dessa ideologia neo-liberal estar a mirrar porque com tudo isto, o discurso do PSD e do CDS pode começar a ficar esgotado, pois a própria UE terá outras prioridades bem mais urgentes que andar a discutir sanções por causa das décimas do défice excessivo de um pais como Portugal, ou seja, como a ideologia do PSD e CDS sustentou-se apenas e somente nisso, quando isso desaparecer ficará um vazio ideológico, logo de narrativa.
Hoje o eleitor português só tem uma direita como opção a direita neo-liberal, enquanto na esquerda, o eleitor tem vários tipos de esquerda, varias opções de esquerda para escolher. Isto cria um vazio que pode ser preocupante, pois poderá aparecer de repente um movimento qualquer populista que preenche esse vazio, se bem que em Portugal como o poder está muito centralizado numa só cidade, numa só imprensa, em interesses económicos também centralizados é um pouco difícil esses fenómenos surgirem pois á difícil algo ou alguém os patrocinar, temos um regime muito feudal, muito colonial nesse aspecto, onde o Poder está mesmo concentrado numa burguesia de esquerda ou numa direita direita neo-liberal e uma outra direita de cidadãos muito próxima até das elites de esquerda como é o caso dos dinossauros políticos tipo Bagão Felix ou Ferreira Leite ou Santana Lopes, ou os independentes Rui Rio ou Rui Moreira que se aproximam até mais do PS que do próprio PSD.
Mas o vazio na direita está lá, não existe uma representação de uma parte da população portuguesa, é impensável que num pais como Portugal nem uma direita mais ou menos conservadora mais ou menos euro-céptica, que não utilize o discurso do BE relativo aos migrantes ou refugiados( sem que seja xenófoba exista).
Por exemplo o tema do drama dos refugiados é um tema em Portugal totalmente monoteísta e todos sabemos inclusive o CDS, o Presidente da Republica, a esquerda que não é representativo da população, ou seja, em Portugal neste tema não existe pluralidade ou representação da vontade popular, pois todos os partidos dizem exactamente o mesmo e defendem exactamente o mesmo, o que não representa o sentimento da população portuguesa sobre este tema tornado o discurso até um pouco anacrónico. Já que o BE gosta de referendos poderiam referendar se os portugueses querem ou não querem o aumento das cotas de refugiados, se os portugueses querem ou não querem receber o dobro ou triplo do numero de refugiados que a UE nos impôs, esse referendo seria legitimo, mas ninguém o fará pois sabem que o mais certo é que perderiam e ficaria a descoberto que esta questão divide a sociedade portuguesa e ao contrário que os Partidos e Media dizem não é consensual no Povo português.
A questão aqui é que a Europa está a mudar com uma velocidade estrondosa, a própria direita europeia está a mudar, e esta direita portuguesa poderá ficar anacrónica, e não se aguentará, quase que aposto que se isto continuar, o CDS sofrerá grandes alterações nos próximos anos, e será forçado a ter um outro enquadramento que dê voz a uma direita que em Portugal está a ser negligenciada, não falo em xenofobia, em fascismo, para isso existe o PNR como existe o MRPP na esquerda, falo numa direita conservadora, que se destinge do neo-liberalismo, que em questões por exemplo do tema dos refugiados se demarque da posição quase unilateral existente em Portugal, uma direita que defenda mais o pais real e popular.
Por exemplo certos CDSs dos anos 80 e 90 de certeza que não estariam neste vazio e limbo ideológico.
 
Última edição:
  • Gosto
Reactions: james
Em relação ao Bloco de Esquerda partido super eficiente, que sabe o que quer, com grandes quadros, grandes meninas do BE, com um dos maiores génios e cérebros de Portugal nos bastidores chamado Francisco Louça. É um partido jovem que chega aos jovens, não concordo em nada com muita coisa que defendem principalmente a nivel de politica externa e na visão que têm do mundo, mas reconheço que têm uma maquina super oleada e muito superior á concorrência principalmente de direita que simplesmente parece que está lobotizada que só utiliza um tipo de discurso e que dá todos os sinais de não querer crescer, renovar-se aproveitar novas tendências.
É um movimento tipo BE que falta á direita portuguesa.
A Assunção Cristas até por o que me é dado a ver foi das melhores ministras do anterior governo, pois modernizou a agricultura a ajudou á internacionalização da economia, mas não é só isso que se pede a uma líder partidária, é muito mais, muito menos dizer aquilo ou levar propostas iguais ou idênticas a que um Partido de esquerda poderia levar, para isso já existe um partido de centro chamado PSD, a direita tem de ser outra coisa.
 
Resumindo a posição dos solidários europeus:

Expulsar os gregos da Euro/UE e condená-los à pobreza (sendo que havia e ainda há gente que defende isso para Portugal) = Bom

Vontade do RU em ter independência financeira e política podendo isto arriscar os subsídios socialistas para os demais (incluindo, claro, para eles próprios) = Mau

Continuando a longa lista de tretas...



Sim, a primeira coisa que a Alemanha vai fazer é impor tarifas de 40% nos produtos do RU :rolleyes: Já a França vai impor uma tarifa de 300% :rolleyes:



A UE está a morrer à frente de todos. A retórica é propositadamente inflamada. O RU se conseguir sobreviver à tempestade ficará muito melhor que a Europa continental.

Paralelamente, o Obama ontem disse que os EUA e o RU vão continuar a trabalhar conjuntamente. Algo muito diferente disto:



Agora só se fala que os bancos vão sair de Londres. Para onde vão? Frankfurt? Paris? :rolleyes: O Brexit ainda nem está oficializado...

Vejo isso tudo com gozo (já que não tenho influência nenhuma no resultado). O Tony Blair diz isto:

“Es la prueba de que la política insurgente puede tomar un país”

http://internacional.elpais.com/internacional/2016/06/24/actualidad/1466785763_634436.html

Este referéndum demuestra que los movimientos insurgentes de la política pueden tomar un país. Entramos en una era de una imprevisibilidad insólita y de gran ansiedad.

Sou criticado quando escrevo que o projeto da UE será, mais cedo ou mais tarde, gerido com mão-de-ferro. Mas só leio acerca de partidos insurgentes, manipular eleições e eliminar a dissidência não federalista. Se isso não é um estrondoso sucesso da minha profecia então não sei o que é. E ainda não há uma federação. Quando isso acontecer nem quero aqui estar (porque virá um estado policial com todo o apoio da malta pseudo-humanística e pseudo-democrática) :unsure::rolleyes::lol: É apenas mais uma tirania fomentada, apoiada e sustentada pelo apoio do povo. As ditaduras têm sempre um objetivo glorioso para cumprir (no nosso caso vai ser a UE utópica).
 
Última edição:
Só o facto de achares que fazes mesmo profecias deveria merecer alguma reflexão, mas pronto, continua :)

Pronto, erro meu. Previsão. Satisfeito? :)

Não mudo uma única palavra no que escrevi. E ainda estou à espera de contra-argumentos não baseados em utopias :)
 
Resumindo a posição dos solidários europeus:

Expulsar os gregos da Euro/UE e condená-los à pobreza (sendo que havia e ainda há gente que defende isso para Portugal) = Bom

Vontade do RU em ter independência financeira e política podendo isto arriscar os subsídios socialistas para os demais (incluindo, claro, para eles próprios) = Mau

Continuando a longa lista de tretas...



Sim, a primeira coisa que a Alemanha vai fazer é impor tarifas de 40% nos produtos do RU :rolleyes: Já a França vai impor uma tarifa de 300% :rolleyes:



A UE está a morrer à frente de todos. A retórica é propositadamente inflamada. O RU se conseguir sobreviver à tempestade ficará muito melhor que a Europa continental.

Paralelamente, o Obama ontem disse que os EUA e o RU vão continuar a trabalhar conjuntamente. Algo muito diferente disto:



Agora só se fala que os bancos vão sair de Londres. Para onde vão? Frankfurt? Paris? :rolleyes: O Brexit ainda nem está oficializado...

Paralelamente vejo isso tudo com gozo (já que não tenho influência nenhuma no resultado). O Tony Blair diz isto:

“Es la prueba de que la política insurgente puede tomar un país”

http://internacional.elpais.com/internacional/2016/06/24/actualidad/1466785763_634436.html



Sou criticado quando escrevo que o projeto da UE será, mais cedo ou mais tarde, gerido com mão-de-ferro. Mas só leio acerca de partidos insurgentes, manipular eleições e eliminar a dissidência não federalista. Se isso não é um estrondoso sucesso da minha profecia então não sei o que é. E ainda não há uma federação. Quando isso acontecer nem quero aqui estar (porque virá um estado policial com todo o apoio da malta pseudo-humanística e pseudo-democrática) :rolleyes::lol: É apenas mais uma tirania fomentada, apoiada e sustentada pelo apoio do povo. As ditaduras têm sempre um objetivo glorioso para cumprir (no nosso caso vai ser a UE utópica).


Nos entrentantos a UE é o projecto politico que proporcionou mais prosperidade e índices de desenvolvimento humano e social em todo o pais:)
 
Nos entrentantos a UE é o projecto politico que proporcionou mais prosperidade e índices de desenvolvimento humano e social em todo o pais:)

O projeto chinês também trouxe muita prosperidade ao país deles e cá no ocidente não é o melhor exemplo de democracia e direitos humanos :)
 
O projeto chinês também trouxe muita prosperidade ao país deles e cá no ocidente não é o melhor exemplo de democracia e direitos humanos :)

Pára tudo..... qual é o melhor exemplo de direitos humanos que a Europa????? :lmao:
Orion até aprendo "bués" com as tuas analises e pesquisas, mas por favor, por vezes defendes o indefensável e atiras com cada bomboca :lmao:
 
A Europa deixou de interessar a manadas de socialistas e populistas no dia em que deixaram de mandar dinheiro e explicaram que tinham que ter algum equilíbrio orçamental. Portugal por exemplo aldrabou os défices durante 30 anos. Grécia numa escala muito pior. Toda a teoria económica explica há décadas que défices anuais de mais de 3% não são sustentáveis a longo prazo, Portugal por ex. ultrapassou-os durante 3 décadas. É fácil acusar a UE, mas sem a UE Portugal provavelmente hoje seria uma espécie de Venezuela.

Novamente:

Os tugas apoiaram os alemães quando estes não queriam pagar pela Grécia. Isso é bom. A Grécia devia ser expulsa do euro por ser preguiçosa. Isso é bom.

Britânicos que não querem pagar pelos outros e (em teoria) oficializam a saída. Isso é muito mau. Péssimo. Horrível. Inaceitável.

Em relação à UE há várias doutrinas. Sou mais Gaulista (que é em si um projeto impraticável como se vê). Europa feita de nações independentes. Não uma Europa federalista central sem qualquer tipo de transparência. E é nisso que o processo vai acabar. Escreve-me lá. Como vais assegurar a cooperação de países com interesses diferentes? Pedindo com jeitinho? :rolleyes:

Pára tudo..... qual é o melhor exemplo de direitos humanos que a Europa????? :lmao:
Orion até aprendo "bués" com as tuas analises e pesquisas, mas por favor, por vezes defendes o indefensável e atiras com cada bomboca :lmao:

Lê novamente. :) Esta tua resposta faz mais sentido:

sim trouxe assim através de extreminios etnicos e trabalho escravo, mas trouxe.

A China é também um aglomerado de etnias: TIbetanos, Chineses Han, Muçulmanos (Xinjiang). Como é que eles lá mantêm a estabilidade social...?
 
É por isto que continuo a dizer que haveria de se dividir Portugal em dois: uma parte do país pró-europeia e capitalista e outra parte comunista e isolacionista. Assim com os resultados da realidade crua e nua poderia ser que muita gente abrisse a pestana, desperta-se consciências entre o que é a realidade e o que são os impulsos e desejos. Enfim...
 
Os tugas apoiaram os alemães quando estes não queriam pagar pela Grécia. Isso é bom. A Grécia devia ser expulsa do euro por ser preguiçosa. Isso é bom.

Britânicos que não querem pagar pelos outros e (em teoria) oficializam a saída. Isso é muito mau. Péssimo. Horrível. Inaceitável.

Isto é um facto, sim. Não podemos fugir dele. Só um reparo: não foram 'os tugas'. Foram 'alguns' tugas. Até porque 'outros tugas' sabem bem que para muitos 'os tugas' e 'os gregos' são tudo a mesmíssima coisa.
 
Mas querem comparar a influência e o peso que o RU tem com a Grécia? Sinceramente... :facepalm: É o mesmo que comparar uma sardinha com um tubarão...