Seguimento Especial Depressão INGRID (22-25 de Janeiro 2026)

por aqui 4.8mm e minima de 3.7ºC, ainda choveu ali nos 4ºC mas apesar de ao final da tarde estar mais frio do que se previa aqui depois disso pouco desceu e notou-se que tinha chegado ao seu limite

por enquanto a manhã até foi de sol mas agora já mudou bastante e já noto um aguaceiro a surgir a norte

PS: os campos aqui estão a deitar água por todos os cantos, super saturados, vai haver cheias certeza esta semana

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Espectacular essa foto das antenas! Havia imenso sincelo nas zonas mais altas, seja nas árvores, como nos postes/linhas. Achei piorzinho que 2021, e já a vi muito melhor, mas pronto, deu para lavar a vista :lol:
Sim, estava tudo coberto de sincelo a partir de uma certa altitude. Enquanto estive junto às antenas o gelo que as cobria ia caindo aos poucos com o vento, tentei não me aproximar muito delas porque podia ser perigoso, fazia com cada estrondo. Também vi o ramo de um sobreiro a partir-se devido ao peso da neve.

Esta foi a primeira vez que vi a Serra com neve, noutros anos que isso aconteceu ou ainda não tinha carta de condução ou não tinha possibilidade de ir. 2024 não conta, pois só vi nevar com intensidade, mas sem acumulação. Em 2021, não foi entrada marítima e além da queda de neve ter sido mais persistente, menos humidade também ajudou a uma maior acumulação.

Embora ainda tenha apanhado uma paisagem branquinha, notava-se que estava a derreter depressa. Acredito que durante a noite a acumulação tenha sido significativa, pois vi uma foto logo ao início da manhã com a placa da Serra de São Mamede coberta de neve e uns vídeos da estrada de São Julião com as árvores tombadas, além de que na subida da serra a estrada também tinha arbustos tombados a interditar a passagem.
 
Lapa, Sernancelhe, 900m
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Peva/Segões/Alhais/Soutosa, aldeias vizinhas a nordeste de Vila Nova de Paiva, 750/850m
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Retiradas do facebook da alive.fm

Lamosa, Sernancelhe, 850m
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Grande camada na Gralheira
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Bem, que horas bem passadas no cimo de Montejunto, a cerca de 650 metros de altitude. Houve um pouco de tudo, desde vento forte com rajadas certamente acima dos 80km/h, imenso granizo, sleet, água-neve e neve. Durante alguns períodos após as 18h nevou com ligeira intensidade e duração. Houve também trovoada, sendo que um dos raios caiu numa das antenas da serra. Foi uma experiência única e incrível!

A temperatura manteve-se sempre entre os 0ºC e 1ºC, com a sensação térmica na ordem de -8ºC.

Excelente relato!
E pelo que parece, mais membros aqui no forum deslocaram-se ontem à noite a Montejunto, não me admirava nada que se tivessem cruzado, sem se aperceberem de quem se tratava.
 
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Ainda cortado na Freita? Será que a neve aguenta até amanhã?

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É possivel que aguente alguma.
Mas ali naquela zona tenho ideia que derrete rápido!

Penela da Beira, Penedono, ~900m
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Sernancelhe, 750m
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Muita neve ainda na fronteira entre a Freita/Arada e o distrito de Aveiro/Viseu, por volta das 14h ainda, zona de Gestoso, freguesia de Manhouce, 1000m de altitude. @Scan_Ferr

aqui: https://www.google.com/maps/@40.8501685,-8.249825,971m/data=!3m1!1e3?entry=ttu&g_ep=EgoyMDI2MDEyMS4wIKXMDSoASAFQAw==
 
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Grande camada na Gralheira
Ver anexo 29456
Assisti nesta casa ao maior nevão que vi em Portugal, em 2020. Recomendo muito este local (tem um excelente restaurante ao lado) para entradas atlânticas frias, a cota costuma estar garantida, está no local ideal para apanhar com muita precipitação e é um sítio quente e seguro para esperar que a estrada fique transitável.
 
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Esta foto do Candal, à cota 600, tirada às 9 da manhã de hoje, exemplifica o relativo fiasco que foi este episódio na zona de Coimbra. Depois, noutro post, explorarei o que pode ter falhado em alguns modelos e o que faltou para que o evento tivesse sido relevante.

A noite, na Serra do Carvalho à cota 300, teve vários aguaceiros totalmente líquidos de fraca a moderada intensidade, sempre com temperatura entre 2 e 3ºC até às 2 da manhã (a hora a que desisti e fui dormir). Isto depois de ter havido um aguaceiro de água neve por volta das 18 horas de ontem e com 5ºC de temperatura.

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Hoje de manhã fiz-me cedo à estrada e a primeira paragem foi o Candal. Estavam já 4 graus e havia vestígios, muito ténues, de algum gelo, principalmente nos carros e na vegetação, mas com uma espessura irrelevante.

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O que havia era muita água no estado líquido, os próximos dias serão muito preocupantes a confirmarem-se os valores previstos de precipitação:

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Continuei a subir, mas fui barrado 1 km acima, ainda não havia grande vestígio de neve:

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Desci para a Lousã e subi desde Miranda do Corvo para São João do Deserto, a caminho de Castanheira de Pera, porque cheirava-me que a encosta Sul da serra, ao estar menos exposta ao Atlântico, poderia ter mais acumulação. E, logo na subida para São João do Deserto começou a aparecer alguma neve à cota 550 m, havendo já alguma acumulação na praia fluvial da Louçainha, à cota 650 m:

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A acumulação nesta zona da serra parece ter estado diretamente relacionada com a intensidade dos aguaceiros, uma vez que no ponto alto uns quilómetros à frente (750 m), junto ao cruzamento para a capela de são João do Deserto, a acumulação era quase nula:

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Do lado de Castanheira de Pera a acumulação era bastante maior. Mesmo já estando tudo a derreter, havia vestígios logo à saída da vila e no Coentral Grande (700 m) havia bastante neve. O facto da montanha ter muito menos vegetação nesta encosta deixava o manto branco mais visível:

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Ver anexo 29459

Esta foto do Candal, à cota 600, tirada às 9 da manhã de hoje, exemplifica o relativo fiasco que foi este episódio na zona de Coimbra. Depois, noutro post, explorarei o que pode ter falhado em alguns modelos e o que faltou para que o evento tivesse sido relevante.

A noite, na Serra do Carvalho à cota 300, teve vários aguaceiros totalmente líquidos de fraca a moderada intensidade, sempre com temperatura entre 2 e 3ºC até às 2 da manhã (a hora a que desisti e fui dormir). Isto depois de ter havido um aguaceiro de água neve por volta das 18 horas de ontem e com 5ºC de temperatura.

Ver anexo 29460

Hoje de manhã fiz-me cedo à estrada e a primeira paragem foi o Candal. Estavam já 4 graus e havia vestígios, muito ténues, de algum gelo, principalmente nos carros e na vegetação, mas com uma espessura irrelevante.

Ver anexo 29461

Ver anexo 29462

Ver anexo 29463

O que havia era muita água no estado líquido, os próximos dias serão muito preocupantes a confirmarem-se os valores previstos de precipitação:

Ver anexo 29464

Ver anexo 29465

Continuei a subir, mas fui barrado 1 km acima, ainda não havia grande vestígio de neve:

Ver anexo 29466

Desci para a Lousã e subi desde Miranda do Corvo para São João do Deserto, a caminho de Castanheira de Pera, porque cheirava-me que a encosta Sul da serra, ao estar menos exposta ao Atlântico, poderia ter mais acumulação. E, logo na subida para São João do Deserto começou a aparecer alguma neve à cota 550 m, havendo já alguma acumulação na praia fluvial da Louçainha, à cota 650 m:

Ver anexo 29467


Ver anexo 29468

Ver anexo 29469


Ver anexo 29470

A acumulação nesta zona da serra parece ter estado diretamente relacionada com a intensidade dos aguaceiros, uma vez que no ponto alto uns quilómetros à frente (750 m), junto ao cruzamento para a capela de são João do Deserto, a acumulação era quase nula:

Ver anexo 29471

Do lado de Castanheira de Pera a acumulação era bastante maior. Mesmo já estando tudo a derreter, havia vestígios logo à saída da vila e o Coentral Grande (700 m) havia bastante neve. O facto da montanha ter muito menos vegetação nesta encosta deixava o manto branco mais visível:

Ver anexo 29472

Ver anexo 29473

Ver anexo 29474

Ver anexo 29475

Ver anexo 29476

Ver anexo 29477

Ver anexo 29478
Estando já 6ºC e a chover à cota 700 m, pensei que a estrada para o alto já estava aberta, mas ainda ninguém tinha acordado na Protecção Civil, e voltei a ser barrado à cota, aproximadamente, 750 m. Aqui, e apesar do extermínio da neve já ter começado, ainda havia um bom manto branco, com cerca de 5 a 10 cm de acumulação sobre a vegetação:

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No regresso, na A13 perto da saída para Miranda do Corvo, apanho um aguaceiro com grande intensidade, aquilo que faltou durante a madrugada, que fez a temperatura baixar dos 11 para os 5ºC. No final do aguaceiro havia algum gelo nas gotas que caíam sobre o vidro do carro. Chegou tarde e a más horas...
 
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