Sismologia e Vulcanismo nos Açores

Tópico em 'Sismologia e Vulcanismo' iniciado por Raquel 10 Jun 2008 às 15:11.

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    Nimbostratus

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    O cozido não me importo, mas deixa as maçarocas quietas, que tenho uma perdição por aquelas maçarocas. Eheh

    Nunca tinha ouvido falar em explosões hidrotermais nas Furnas, mas ao que parece, já ocorreram anteriormente.

    Comunicado CIVISA

    Ao que parece foi obstrução da conduta..
     
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    Furacão

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    "A lava parecia um rio de ouro". 60 anos depois, as memórias da erupção que fez tremer o Faial
    26 set 2017 11:21

    Um dia depois de começar a erupção do vulcão dos Capelinhos, no Faial, Açores, o jornal O Telégrafo trazia à primeira página as “horas de ansiedade”, porque "no mar, a 100 metros dos Capelinhos", tinha rebentado um “vulcão submarino”. Passaram 60 anos.

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    “Desde há dois dias, quase ininterruptamente, nas freguesias do Capelo e Praia do Norte, a terra tem tremido, pondo em sobressalto as respetivas populações que, assustadas, abandonaram as suas casas, percorrendo as ruas com o emblema do Divino Espírito Santo a implorar a Misericórdia Divina”, relata O Telégrafo na edição de 28 de setembro de 1957.

    O jornal, com sede na Horta, Faial, contava que no dia anterior, pelas 06:45, “essa ansiedade aumentou, ao ser avistado a 100 metros a nordeste dos ilhéus dos Capelinhos o mar em ebulição expelindo escórias que eram projetadas a alguns metros de altura”.

    “O mar no ponto da erupção tem cerca de 50 braças de profundidade”, lia-se no matutino, acrescentando que “o facto, como era de prever, causou grande pânico na população daquelas freguesias e sobressalto na cidade e em toda a ilha”.

    Segundo o jornal, “os baleeiros, que [estacionavam] no Comprido, e suas famílias, abandonaram imediatamente aquela estação”, enquanto a torre do farol “oscilava de uma forma assustadora”.

    A erupção do vulcão dos Capelinhos começou a 27 de setembro de 1957 e, um ano depois, começou a perder força. A 24 de outubro de 1958 ocorreu a última emissão de lavas e o vulcão adormeceu.

    “De 26 para 27 de setembro, todo o dia a terra tremeu”, conta Manuel Rodrigues Vargas, de 78 anos, que era “vizinho do vulcão”. O idoso recorda depois o momento em que “pararam os abalos de terra”, mas “uma mancha negra apareceu no mar”. Presumiu na ocasião que uma qualquer embarcação tivesse lavado os tanques, até que um colega o informou que estava “um vulcão a rebentar fora dos Capelinhos”, conta, revisitando as memórias desse dia. “O mar estava amarelo e a água a ferver e as explosões aumentavam cada vez mais”, diz. “Todos tínhamos medo”, relata o morador que, após as primeiras explosões, foi obrigado a ir “cinco semanas para a cidade mais a família” (Horta), para depois voltar a casa.

    As explosões eram recorrentes, assim como os dias transformados em noite devido às cinzas vulcânicas. “Não se via nada verde, estava tudo negro”, diz, lembrando em particular a noite de 12 para 13 de maio de 1958, quando sentiu “o primeiro abalo de terra” e depois outro, mais outro e muitos outros.

    Foram 450 nessa noite, na qual, diz-se, não se conseguia rezar um Pai Nosso completo que não fosse interrompido por um sismo.

    Manuel Vargas prosseguiu a narrativa, quase atropelando as palavras na ânsia de que nada ficasse esquecido no acontecimento que mudou a ilha: “Eram casas a cair, cães a uivar, vacas a mugir”. “[Na fuga], houve um tremor de terra que abriu uma fenda no caminho, caímos para cima das hortênsias e uma camioneta ficou lá enterrada”, reviveu, recordando também uma ilha rodeada de barcos na eventualidade de ser necessária a sua evacuação. Parentes de Manuel Vargas “embarcaram” - o que, por estes lados, é sinónimo de emigrar -, mas quando o jovem tentou a sua sorte disseram-lhe: “Já não há mais vistos”.


    Aida Silva, agora com 73 anos, reteve a imagem de uma explosão, “um cogumelo como se fosse a bomba atómica”, para reconhecer que “visto de noite era lindo”.


    “A lava parecia um rio de ouro”, acrescentou Conceição Silveira. O vulcão surpreendeu-a quando tinha dez anos, com os quais se passeou nos Capelinhos sem medir perigos, mas a sentir medo quando a terra "dava de si".

    A evacuação

    Rui Coutinho, docente da Universidade dos Açores, conta que na sequência da erupção houve a evacuação de alguns lugares, tendo sido retiradas 1.712 pessoas e meio milhar de cabeças de gado, do Norte Pequeno, Canto e Capelo.

    Num testemunho que recolheu de Norberto Fraião, à data da erupção funcionário da Federação de Municípios, é referido "que as areias eram o grande problema, porque destruíam as estradas e quando se acumulavam nos telhados faziam com que estes se abatessem".

    Segundo o investigador, na noite de 12 para 13 de maio de 1958, quando ocorreram cerca de 450 eventos, o pároco da Praia do Norte “absolveu coletivamente os pecados do povo”, uma ação que “causou pânico generalizado”.

    A 15 de maio de 1958 chegou à Horta o ministro das Obras Públicas, Arantes e Oliveira, que anunciou “um exaustivo plano de recuperação e reconstrução”, ao mesmo tempo que continuou a doação de alimentos a vestuário, tendo ainda o cônsul dos Estados Unidos da América visitado os Açores nesse mês para “discutir a emigração para o país”.

    Rui Coutinho adiantou que “cerca de 40% da população ativa emigrou do Faial em consequência da erupção”, estimando os “custos quantificáveis” da erupção em dois milhões de dólares americanos à data, o que seriam hoje 15,4 milhões de dólares.

    Porém, “muitos outros custos indiretos ou não quantificados ficaram por contabilizar”, como a perda de receitas fiscais, de rendimentos, as verbas atribuídas à população para limpezas de vias e casas, entre outros, além dos “custos suportados pelos cidadãos”, seus familiares ou famílias de acolhimento.

    Rui Coutinho salienta que é “absolutamente espantoso” que não tenha havido uma única vítima mortal num acontecimento que marcou os Açores e no qual considera que se destacaram duas personalidades: Frederico Machado, pelos contributos técnico-científicos”, e Freitas Pimentel, o governador civil responsável pela “gestão da crise”.

    Vulcão dos Capelinhos deu terra nova a Portugal, mas resta apenas um quarto

    A erupção do vulcão dos Capelinhos levou à acumulação de 174 milhões de metros cúbicos de material e acrescentou a Portugal 2,4 quilómetros quadrados de área, que a erosão reduziu a um quarto em 60 anos.



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    créditos: EDUARDO COSTA/LUSA


    “A acumulação dos 174 milhões de metros cúbicos de material emitido levou à criação de uma paisagem única e com características muito específicas. O cone atingia uma altura de cerca de 160 metros e tinham sido acrescentados à ilha do Faial cerca de 2,4 quilómetros de área, as Terras Novas”, explicou à agência Lusa o diretor do parque natural da ilha, João Melo.

    Segundo o diretor, “quando termina a erupção dos Capelinhos, termina o processo de construção de paisagem, iniciando-se, automaticamente, um processo de destruição” por agentes externos, como “o mar, o vento e as chuvas, que têm sido os principais responsáveis pela erosão deste cenário vulcânico”.

    O vulcão, assinalou, está “numa zona na ponta oeste da ilha do Faial, onde é frequente haver ventos com mais de 100 quilómetros/hora” e “grande intensidade de chuva”, além de ser um território no mar.

    “As taxas de erosão para a recente paisagem do vulcão dos Capelinhos foram extremamente elevadas nos anos que se seguiram à erupção, sendo este processo mais eficiente a oeste e chegando a atingir os 300 metros por ano para este quadrante em 1959”, exemplificou.

    Já “entre 1976 e 1981, as taxas de erosão eram de cerca de seis metros/ano”, referiu, observando que foram extremamente elevadas nos anos que se seguiram à erupção, mas que tenderam a diminuir ao longo dos tempos.

    “Esta diminuição nas taxas de erosão deve-se a diversos fatores, sendo dois deles mais evidentes. Em primeiro lugar, deste processo erosivo resulta a acumulação de materiais arrancados à paisagem, formando praias de calhau e de ‘areia’ [cinza] que cobrem as margens junto ao cone principal, atenuando, assim, o efeito das ondas junto à base da falésia e abrandando o processo erosivo”, declarou João Melo.

    A isto acresce “o facto das cinzas vulcânicas se alterarem ao longo do tempo através de um processo denominado palagonitização, do qual resulta a sua compactação e, consequentemente, uma nova rocha, o tufo, mais resistente à erosão”, esclareceu.

    João Melo informou que “nos últimos anos a erosão registada é de 1 a 1,5 metros/ano”, para concluir que, “da paisagem inicial formada por este vulcão, resta apenas 0,5654 quilómetros quadrados”.

    “A intensidade da erosão tem vindo a reduzir-se e agora esperemos que ela seja tão lenta que ainda se consiga ter algum território [novo] durante muitos anos”, acrescentou.

    ...
    http://24.sapo.pt/atualidade/artigo...-memorias-da-erupcao-que-fez-tremer-os-acores
     
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    Centenas de sensores contribuem para vigilância sismovulcânica nos Açores

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    Podiam era disponibilizar publicamente os dados desses sensores, e caso não queiram, para curiosos (como eu) façam análises antecipadas, podiam criar uns relatórios mensais públicos para cada zona vulcânica nos Açores ou relatórios de eventos.

    Mas tudo é só para cientista ver...
     
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    Identificado centro emissor da erupção da Serreta de 1998-2001 ao largo da Terceira

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    O centro emissor da erupção submarina da Serreta de 1998-2001, que ocorreu ao largo da ilha Terceira, foi identificado pela primeira vez num estudo recentemente publicado no Journal of Volcanology and Geothermal Research, uma das principais revistas de Vulcanologia. Os investigadores Adriano Pimentel e José Pacheco do Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos da Universidade dos Açores (IVAR) e do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) são coautores do artigo "Serreta 1998-2001 submarine volcanic eruption, offshore Terceira (Azores): characterization of the vent and inferences about the eruptive dynamics" que caracteriza o centro emissor da última erupção vulcânica ocorrida nos Açores, entre 1998-2001, na Crista Submarina da Serreta.

    Este estudo resultou de uma colaboração internacional no âmbito do projeto FAIVI (Features of Azores and Italian Volcanic Islands) financiado pela União Europeia ao abrigo do programa EUROFLEETS e que contou com a participação de investigadores de várias instituições italianas, espanholas e portuguesas. Os trabalhos realizados a bordo do navio de investigação L'Atalante permitiram obter uma nova batimetria de alta resolução da Crista Submarina da Serreta e recolher um grande número de amostras dos produtos vulcânicos presentes no fundo marinho.

    De acordo com Adriano Pimentel (IVAR/CIVISA) foi possível identificar as estruturas vulcânicas associadas à erupção submarina da Serreta de 1998-2001 e também caracterizar o seu estilo eruptivo. Os investigadores identificaram dois cones vulcânicos coalescentes com morfologia bem preservada no bordo sul da Crista Submarina da Serreta, a uma profundidade de 350 m, sob a área onde foram observados balões de lava a flutuar à superfície do oceano durante a erupção. Para além dos balões de lava basálticos (reconhecidos pela comunidade científica internacional como um novo produto eruptivo) e das cinzas vulcânicas observadas em suspensão à superfície, esta erupção produziu ainda um volume significativo de materiais escoriáceos que cobrem o fundo marinho em torno dos cones vulcânicos.

    Ainda segundo os autores deste estudo, a erupção da Serreta de 1998-2001 correspondeu a uma erupção estromboliana submarina de profundidade intermédia em que se formaram dois cones de escórias (semelhantes aos cones que pontuam as paisagens açorianas), sendo que o maior dos dois colapsou parcialmente ao longo do flanco sul da Crista Submarina da Serreta no decurso ou após a erupção. Foram também reconhecidas semelhanças entre a erupção da Serreta de 1998-2001 e a erupção submarina ao largo da ilha de El Hierro, nas Canárias, em 2011-2012, levando os investigadores a considerar que os processos eruptivos que estão na origem da formação dos balões de lava são recorrentes em erupções basálticas submarinas de profundidade intermédia.

    O artigo agora publicado pode ser acedido em https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0377027317306480.


    Fonte: IVAR
     
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    Fissuras na freguesia da Praia do Norte a quando da erupção dos capelinhos.



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    Descoberto novo campo hidrotermal nos Açores
    20 jun 2018 17:05

    Uma expedição científica no mar dos Açores descobriu um campo hidrotermal novo, o primeiro através de meios exclusivamente portugueses e também o que fica a menos profundidade de todos os oito campos conhecidos nos Açores.

    “Estamos muito orgulhosos”, disse à Lusa Emanuel Gonçalves, líder da Expedição Oceano Azul e administrador da Fundação Oceano Azul.

    Contactado telefonicamente pela Lusa, Emanuel Gonçalves explicou que a descoberta “foi uma felicidade”, mas os investigadores já tinham indícios.

    “Havia indícios de que podia haver este tipo de atividade e termos selecionado esta região não foi por acaso. Mas não havia evidências, apenas indícios, foi uma felicidade”, disse o responsável à Lusa.

    A expedição científica Oceano Azul começou no dia 03 e termina no próximo sábado e tem como objetivo explorar zonas ainda pouco conhecidas do mar dos Açores para promover a conservação marinha, no âmbito do programa “Blue Azores”.

    E foi dentro dessa expedição que foi feita a descoberta, a 570 metros de profundidade, no monte submarino Gigante, a 60 milhas da ilha do Faial.

    Questionado pela Lusa sobre a importância do campo hidrotermal, Emanuel Gonçalves explicou que o facto de ser pouco profundo e próximo do Faial permite investigações futuras de forma muito mais fácil. Os campos hidrotermais acessíveis são raros, salientou o responsável, explicando que são uma fonte “muito importante de informação” e podem por exemplo ajudar “a entender melhor questões como a origem da vida”.

    Os campos hidrotermais (água quente vinda do interior da terra, rica em minerais) são zonas de grande riqueza biológica e mineral. São “verdadeiros oásis escondidos no oceano profundo, que normalmente são encontrados a quilómetros de profundidade e a centenas de milhas das zonas costeiras”, diz a Fundação Oceano Azul num comunicado a propósito da descoberta.

    Nas declarações à Lusa Emanuel Gonçalves destacou ser a primeira vez que há uma descoberta do género feita por uma expedição de cientistas portugueses e com meios navais também portugueses. “É a primeira vez que uma descoberta assim resulta de uma conjugação de esforços de entidades nacionais”, disse à Lusa.

    A expedição é organizada pela Fundação Oceano Azul em parceria com a Waitt Foundation (proteção dos oceanos) e a National Geographic Pristine Seas (projeto para salvaguardar zonas intactas dos oceanos), e em colaboração com a Marinha Portuguesa através do Instituto Hidrográfico, o Governo Regional dos Açores e a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental.

    Participam na expedição, além de cientistas nacionais de diversos centros de investigação e universidades, especialistas de universidades e instituições dos Estados Unidos, Austrália e Espanha.

    Telmo Morato, coordenador da equipa da expedição Oceano Azul dedicada aos ecossistemas de profundidade, explicou, citado no comunicado, que “os camposhidrotermais são zonas onde emergem fluidos quentes frequentemente relacionados com vulcanismo, ricos em minerais que criam as condições para o desenvolvimento de um ecossistema único que não depende da luz do sol”.

    E disse que o campo agora descoberto é composto por múltiplas chaminés de diferentes alturas e que os fluidos hidrotermais são transparentes, ligeiramente mais quentes que o exterior e ricos em dióxido de carbono.

    Atualmente, são conhecidos oito campos hidrotermais profundos no mar Português ao largo dos Açores: “Lucky Strike” (o primeiro a ser descoberto, em 1992), “Menez Gwen", “Rainbow", “Saldanha", “Ewan", “Bubbylon”, “Seapress" e “Moytirra”, lembra o comunicado.

    A Fundação Oceano Azul foi criada no ano passado com o objetivo de “reaproximar Portugal do mar”. O programa “Blue Azores” é uma pareceria com a Fundação e a Fundação Waitt a três anos para a promoção, proteção e valorização do mar dos Açores.
    https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/descoberto-novo-campo-hidrotermal-nos-acores
     
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    Magnitude ML 4.1
    Region AZORES ISLANDS REGION

    Date time 2018-07-21 22:15:25.0 UTC
    Location 37.50 N ; 24.80 W
    Depth 1 km
    Distances 1379 km W of Lisbon, Portugal / pop: 518,000 / local time: 23:15:25.0 2018-07-21
    81 km E of Ponta Delgada, Portugal / pop: 20,100 / local time: 22:15:25.0 2018-07-21
    54 km SE of Furnas, Portugal / pop: 1,600 / local time: 22:15:25.0 2018-07-21
    https://www.emsc-csem.org/Earthquake/earthquake.php?id=697192
    [​IMG]
     
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    CAMPO HIDROTERMAL DESCOBERTO NOS AÇORES TEM CARACTERÍSTICAS ÚNICAS QUE ESTÃO A ATRAIR CIENTISTAS
    22 ago 2018 14:29
    Nuno de Noronha

    O Campo Hidrotermal Luso, descoberto dia 16 de junho na ilha do Faial pela equipa científica da expedição organizada pela Fundação Oceano Azul em parceria com a Waitt Foundation e a National Geographic Pristine Seas, voltou a ser visitado por investigadores este mês para um estudo mais aprofundado. (Foto: Campo Hidrotermal Luso ©INFREMER/TRANSECT Cruise)
    ... https://lifestyle.sapo.pt/saude/not...risticas-unicas-que-estao-a-atrair-cientistas
     
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    Terceira
    Erupção submarina da Serreta: última erupção vulcânica ocorrida nos Açores
    Hoje, dia 18 de dezembro, faz 20 anos que teve início a erupção submarina da Serreta. Neste dia em 1998, foram avistadas por pescadores, emanações gasosas no mar a cerca de 10 km da freguesia da Serreta (ilha Terceira).

    Quatro dias mais tarde, confirmava-se a erupção submarina de profundidade intermédia, com a emissão de gases, colunas de vapor de água, cinzas e balões de lava flutuantes. Os balões de lava, originados a mais de 300 metros de profundidade, correspondem a estruturas ocas, formadas por uma camada fina de lava, envolvendo uma cavidade central, interpretados como resultado da acumulação de grandes quantidades e bolhas de gás sobe uma película de lava ainda plástica, e que ascendem até à superfície por flutuação. Estes tendiam a flutuar durante poucos minutos (cerca de 15) e, posteriormente, afundavam devido à expulsão dos gases.

    Esta erupção foi precedida por um ligeiro incremento da atividade sísmica a partir do dia 23 de novembro, atribuída à fase de fraturação e injeção de magma no sistema vulcânico submarino, que se estende a W da ilha Terceira. O reduzido número de sismos registados ao longo de toda a erupção, e a baixa magnitude dos eventos, entende-se como resultado da ascensão de um líquido magmático muito fluido ao longo de um sistema de fraturas preexistente e bem definido.

    Desde o seu início, a erupção apresentou períodos variáveis, alternando com períodos sem manifestações superficiais, tendo sido registada a sua última observação de atividade no verão de 2001.

    Um estudo recentemente publicado, que contou com a colaboração de investigadores do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) e do Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos (IVAR), identifica pela primeira vez o centro emissor da erupção submarina da Serreta. Para além dos balões de lava basálticos (reconhecidos pela comunidade científica internacional como um novo produto eruptivo) e das cinzas vulcânicas observadas em suspensão à superfície, esta erupção produziu ainda um volume significativo de materiais escoriáceos que cobrem o fundo marinho em torno dos cones vulcânicos. Ainda segundo os autores deste estudo, esta erupção correspondeu a uma erupção estromboliana submarina de profundidade intermédia em que se formaram dois cones de escórias (semelhantes aos cones que pontuam as paisagens açorianas).



    Fontes

    IVAR/CIVISA


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    Avaliação do impacto de erupções explosivas no vulcão do Fogo na economia do turismo do concelho de Vila Franca do Campo (Ilha de São Miguel, Açores)
    https://repositorio.uac.pt/handle/10400.3/4927

    Boa leitura sobre a história eruptiva do Vulcão do Fogo e impacto de uma futura erupção VEI4 (erupção de 1563) e VEI5 (Fogo A - 4500 anos) , com simulações de queda de piroclastos de queda (cinzas) com os ventos predominantes do Verão e Inverno e piroclastos de fluxo (nuvens ardentes).

    Acho que podia-se fazer um estudo sobre o impacto da economia do turismo em toda a ilha de São Miguel, uma erupção VEI4/VEI5 iria destruir a paisagem na zona central de São Miguel durante décadas, isto afecta a ilha toda.
     
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