Transição Energética em Portugal

Agreste

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a experiência da urgeiriça mostra-nos a complexidade da fissão nuclear além da necessidade de água para arefecimento do circuito térmico, água essa que também tem de ser tratada e descontaminada.
 
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MSantos

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Pode se investir muito na eólica e solar mas a única forma de armazenar energia são as hídricas com a bombagem ou as centrais a combustíveis fósseis.
Melhor que uma qualquer centra a gás com ciclo combinado seria mesmo uma central nuclear.
E o futuro passará pela fusão nuclear logo que se consiga controlar a mesma.
Mas o nuclear é assunto tabu, apesar de ser uma energia limpa, devido a um erro humano em Chernobyl e a um sismo e a um tsunami excecionais.
A título de exemplo roubado da Wikipédia.
" (por exemplo, a fusão de poucos cm³ de deutério, um isótopo de hidrogênio, produziria uma energia equivalente àquela produzida pela queima de 20 toneladas de carvão)."

De limpa tem pouco, como já foi referido nos posts anteriores.

Além de que um azar pode sempre ocorrer, estamos numa zona sísmica e tradicionalmente somos um povo que gosta de facilitar, facilitismos no nuclear dão asneiras... Incorrigíveis.. :unsure:
 
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slbgdt

Cumulus
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31 Jan 2015
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De limpa tem pouco, como já foi referido nos posts anteriores.

Além de que um azar pode sempre ocorrer, estamos numa zona sísmica e tradicionalmente somos um povo que gosta de facilitar, facilitismos no nuclear dão asneiras... Incorrigíveis.. :unsure:

@MSantos quando refiro a energia limpa falo em CO2 libertado para a atmosfera..
Acidentes acontecem mas o Japão que é zona sísmica só houve Fukushima e devido ao maremoto que parou as bombas de refrigeração
 

MSantos

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@MSantos quando refiro a energia limpa falo em CO2 libertado para a atmosfera..
Acidentes acontecem mas o Japão que é zona sísmica só houve Fukushima e devido ao maremoto que parou as bombas de refrigeração

Não é só o CO2 que "suja".

Em relação ao nuclear, no caso do Japão foi "só um sismo", cá podia ser outro "só" qualquer que o resultado seria o mesmo. o Nuclear é muito arriscado, a probabilidade de correr mal é de facto baixa, mas quando acontecem azares gera-se um problema sem solução 100% eficaz. Além de que cá ninguém ia querer aquilo à porta, não ia haver ninguém que quisesse morar perto da central, haveria enorme contestação.
 

algarvio1980

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https://zap.aeiou.pt/investidores-desistiram-portugal-causa-da-taxa-das-eolicas-182084

Querem acabar com as centrais a carvão e depois querem taxar as energias renováveis e é vê-los a fugirem deste país, existe muitos países para investirem, bye bye 300 milhões de euros de investimento.

Ainda bem, que o PS bebeu medronho e voltou atrás no dia seguinte, mesmo assim, causou danos na economia. Gente burra é o que é.
 
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Nimbostratus
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1 Mar 2009
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https://zap.aeiou.pt/investidores-desistiram-portugal-causa-da-taxa-das-eolicas-182084

Querem acabar com as centrais a carvão e depois querem taxar as energias renováveis e é vê-los a fugirem deste país, existe muitos países para investirem, bye bye 300 milhões de euros de investimento.

Ainda bem, que o PS bebeu medronho e voltou atrás no dia seguinte, mesmo assim, causou danos na economia. Gente burra é o que é.

Não leves muito a sério essas declarações da APREN. Nenhum investidor ia ou vai "fugir" e muito menos iriam falir as empresas. Isto porque os contratos que subsidiam a produção com estatuto de PRE(produção em regime especial) que engloba eólica, solar, co-geração entre outras de menor dimensão, foram renovados pelo governo PSD/CDS por mais 7 anos. Por isso em vez de nos livrarmos desses contratos ruinosos em 2020, vamos andar a pagar o MWh caro e vamos continuar a levar com o défice tarifário provavelmente para alem de 2027. Não fosse o problema que isto ia dar nos tribunais, o que deixou este governo de mão atadas, eu concordo com medida.

Além disso os contratos que tem sido aprovados para o fotovoltaico tem sido todos fora do regime PRE por isso vão estar sujeitos ao mercado concorrencial. Ou seja dentro de alguns anos vamos estar a pagar mais por produção eólica do que pagamos por solar. Sendo a eólica mais barata que a solar. Isto tudo graças à mama estatal que um governo de direita renovou. :maluco:

É engraçado de ver a hipocrisia politica a funcionar no seu melhor. Só o BE é que estrebucha, toda a oposição nem muge nem tuge.:disgust:
 

VimDePantufas

Nimbostratus
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10 Fev 2014
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Não é só o CO2 que "suja".

Em relação ao nuclear, no caso do Japão foi "só um sismo", cá podia ser outro "só" qualquer que o resultado seria o mesmo. o Nuclear é muito arriscado, a probabilidade de correr mal é de facto baixa, mas quando acontecem azares gera-se um problema sem solução 100% eficaz. Além de que cá ninguém ia querer aquilo à porta, não ia haver ninguém que quisesse morar perto da central, haveria enorme contestação.
Isto da energia limpa é treta e só treta, senão vejamos; nós não temos nuclear logo estamos 100% livres de quaisquer problema ou ocorrência, mas então e a Espanha, e a França e a Inglaterra e a Alemanha e a ............. e .............. nós pagamos para a utilizar sempre que necessário.
Ou seja, estamos no mesmo barco que todos os outros, quer tendo quer não tendo energia nuclear e não há volta a dar
 

guisilva5000

Super Célula
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16 Set 2014
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Belas
Windfloat: turbina eólica flutuante já está ligada a Viana do Castelo
É um marco para Viana do Castelo – e também para o Mundo: a primeira das três turbinas eólicas flutuantes do projeto Windfloat Atlantic já se encontra ligada com sucesso a uma estação nas imediações da cidade minhota. Esta é apenas a primeira ligação prevista para as três turbinas eólicas que o consórcio Windplus instalou a 20 quilómetros de distância de Viana do Castelo, estabelecendo um novo recorde em termos de potência e dimensão nas turbinas eólicas flutuantes.

A primeira ligação, que ficou concluída a 31 de dezembro, deverá garantir uma potência energética de 8,4 MW. Quando se concluírem as ligações às três turbinas, o parque eólico flutuante deverá alcançar uma potência de cerca de 25 MW – o correspondente às necessidades energéticas de uma população de 60 mil pessoas (o concelho de Viana do Castelo conta com 89 mil habitantes).

No consórcio Windplus, que é liderado pela EDP, há a expectativa de que o novo parque eólico abra caminho a um novo filão na produção das energias renováveis – até porque, ao contrário das versões fixas que são instaladas com perfurações no solo marinho, as turbinas eólicas flutuantes podem ser construídas em terra para depois serem rebocadas como qualquer outra embarcação até ao mar alto. O que, além de reduzir custos e complexidade, permite instalar de forma célere turbinas eólicas em locais mais remotos.

«As plataformas do WindFloat Atlantic estão ancoradas com correntes no fundo do mar a mais de 100 metros de profundidade. Além disso, são desenvolvidas para que possam ser movimentadas por rebocadores comuns, ao contrário das instalações fixas que, por serem mais profundas, requerem embarcações mais caras para o transporte».

Com uma altura de 215 metros entre a extremidade de cada pá à base flutuante, estes gigantes eólicos foram desenhados para resistir a ondas de 20 metros e ventos superiores a 100 Km/h.

«Entre as inovações deste projeto, é ainda de salientar que a sua montagem em terra permite poupar nos custos logísticos, económicos e ambientais associados à construção marinha. Todas estas vantagens tecnológicas tornam viável a sua replicação em qualquer outra parte do planeta e em maior escala», sublinha a EDP em comunicado.

As plataformas e turbinas eólicas foram produzidas em Setúbal e nas cidades espanholas de Ferrol e Avilés.

O consórcio Windplus é constituído pela EDP Renováveis (54,4%), Engie (25%), Repsol (19,4%) e Principle Power Inc. (1,2%).

Isto parece-me o futuro da energia em Portugal, este projeto demorou o seu tempo mas espero que os resultados sejam muito bons e que se invista mais! Era também interessante saber se cada turbina tem estações metereológicas (muito provavelmente) :D.

No Verão temos um défice grande de energia renovável pois a hídrica não dá nada, pelo que com a nortada isto seria uma solução excelente!
 

Illicitus

Cirrus
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15 Mar 2012
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"Com uma altura de 215 metros entre a extremidade de cada pá à base flutuante, estes gigantes eólicos foram desenhados para resistir a ondas de 20 metros e ventos superiores a 100 Km/h."

Esta parte captou a minha atenção. Penso que não é muito incomum as condições do mar no norte do país ultrapassem esses parâmetros.

Qual será o procedimento quando há previsão de condições piores do que essas?
 

guisilva5000

Super Célula
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16 Set 2014
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Belas
"Com uma altura de 215 metros entre a extremidade de cada pá à base flutuante, estes gigantes eólicos foram desenhados para resistir a ondas de 20 metros e ventos superiores a 100 Km/h."

Esta parte captou a minha atenção. Penso que não é muito incomum as condições do mar no norte do país ultrapassem esses parâmetros.

Qual será o procedimento quando há previsão de condições piores do que essas?
Não sabemos se falam em ventos médios ou rajadas :huh: Mas claro que uma coisa tão cara tem que resistir a rajadas valentes.
 

MSantos

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3 Out 2007
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Azambuja / Rio Maior
Sugiro que a moderação altere o titulo do tópico para "Transição Energética em Portugal" para ser mais abrangente em termos de temática e para irmos partilhando aqui notícias, comentários ou outros assuntos relevantes sobre a temática da energia. ;)
 

algarvio1980

Furacão
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21 Mai 2007
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Olhão (24 m)
Pobreza energética: Portugal é o quinto país europeu onde cidadãos têm mais dificuldades em aquecer casas

https://jornaleconomico.sapo.pt/not...m-mais-dificuldades-para-aquecer-casas-531946

Em Portugal, as construções são péssimas a nível de isolamento, quer no Inverno quer no Verão e as casas são a preço de ouro. Por mais, que aqueçam a casa, as casas em Portugal perdem o calor todo num instante, a humidade é outro factor importante. Nem somos um país assim tão frio, se os nórdicos tivessem as casas que nós temos, seguramente que morriam todos no Inverno. Depois temos uma factura energética bastante elevada outro factor em conta e com isso, muitos recorrem a outras alternativas que podem ser fatais, casos fatais ocorrem todos os anos em Portugal e nem temos tido uma vaga de frio intenso, se tivéssemos muitos morreriam por falta de aquecimento nas casas ou por braseiras.

Não vejo nenhum político, preocupado com a eficiência energética das casas, criaram uma etiqueta para as casas, mas criarem soluções para resolver o problema, são zero. Se os construtores não cumprem as regras, que criem-se leis e multas pesadas para quem infrinja as regras.

No Verão, temos o problema ao contrário, as casas são uns autênticos fornos e mais energia é precisa para atenuar o calor nas casas.

Concluindo, as casas em Portugal não têm condições de habitabilidade quer no Inverno, quer no Verão devido ao desconforto térmico que existe.

Portugal, em quase tudo, está na cauda da Europa, mas muitos ainda dizem que é uma maravilha. :buh:
 

Toby

Nimbostratus
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25 Mar 2011
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Alcobaca (160 m)
Pobreza energética: Portugal é o quinto país europeu onde cidadãos têm mais dificuldades em aquecer casas

https://jornaleconomico.sapo.pt/not...m-mais-dificuldades-para-aquecer-casas-531946

Em Portugal, as construções são péssimas a nível de isolamento, quer no Inverno quer no Verão e as casas são a preço de ouro. Por mais, que aqueçam a casa, as casas em Portugal perdem o calor todo num instante, a humidade é outro factor importante. Nem somos um país assim tão frio, se os nórdicos tivessem as casas que nós temos, seguramente que morriam todos no Inverno. Depois temos uma factura energética bastante elevada outro factor em conta e com isso, muitos recorrem a outras alternativas que podem ser fatais, casos fatais ocorrem todos os anos em Portugal e nem temos tido uma vaga de frio intenso, se tivéssemos muitos morreriam por falta de aquecimento nas casas ou por braseiras.

Não vejo nenhum político, preocupado com a eficiência energética das casas, criaram uma etiqueta para as casas, mas criarem soluções para resolver o problema, são zero. Se os construtores não cumprem as regras, que criem-se leis e multas pesadas para quem infrinja as regras.

No Verão, temos o problema ao contrário, as casas são uns autênticos fornos e mais energia é precisa para atenuar o calor nas casas.

Concluindo, as casas em Portugal não têm condições de habitabilidade quer no Inverno, quer no Verão devido ao desconforto térmico que existe.

Portugal, em quase tudo, está na cauda da Europa, mas muitos ainda dizem que é uma maravilha. :buh:

A nova geração vai mudar isso, nos amigos que temos cujos filhos que foram a outros países para estágios ou estudos têm um olhar crítico e salutar quando voltam.
 

slbgdt

Cumulus
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31 Jan 2015
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Barcelos
Isto parece-me o futuro da energia em Portugal, este projeto demorou o seu tempo mas espero que os resultados sejam muito bons e que se invista mais! Era também interessante saber se cada turbina tem estações metereológicas (muito provavelmente) :D.

No Verão temos um défice grande de energia renovável pois a hídrica não dá nada, pelo que com a nortada isto seria uma solução excelente!

Esperemos que não.
Investimentos subsidiados como este são basicamente um roubo.
Tem prioridade na rede, é pago muito acima do valor de mercado e é inconstante.
Mais eólica sim mas sem tarifas subsidiadas sff