Transição Energética em Portugal

trovoadas

Cumulonimbus
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3 Out 2009
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loule-caldeirao
Pobreza energética: Portugal é o quinto país europeu onde cidadãos têm mais dificuldades em aquecer casas

https://jornaleconomico.sapo.pt/not...m-mais-dificuldades-para-aquecer-casas-531946

Em Portugal, as construções são péssimas a nível de isolamento, quer no Inverno quer no Verão e as casas são a preço de ouro. Por mais, que aqueçam a casa, as casas em Portugal perdem o calor todo num instante, a humidade é outro factor importante. Nem somos um país assim tão frio, se os nórdicos tivessem as casas que nós temos, seguramente que morriam todos no Inverno. Depois temos uma factura energética bastante elevada outro factor em conta e com isso, muitos recorrem a outras alternativas que podem ser fatais, casos fatais ocorrem todos os anos em Portugal e nem temos tido uma vaga de frio intenso, se tivéssemos muitos morreriam por falta de aquecimento nas casas ou por braseiras.

Não vejo nenhum político, preocupado com a eficiência energética das casas, criaram uma etiqueta para as casas, mas criarem soluções para resolver o problema, são zero. Se os construtores não cumprem as regras, que criem-se leis e multas pesadas para quem infrinja as regras.

No Verão, temos o problema ao contrário, as casas são uns autênticos fornos e mais energia é precisa para atenuar o calor nas casas.

Concluindo, as casas em Portugal não têm condições de habitabilidade quer no Inverno, quer no Verão devido ao desconforto térmico que existe.

Portugal, em quase tudo, está na cauda da Europa, mas muitos ainda dizem que é uma maravilha. :buh:
Pensas como eu... Por mim a maior parte das construções existentes são uma vergonha! Mesmo construções recentes não cumprem com os requesitos mínimos. É tudo tijolo, cimento e esferovite como isolamento. A receita é a mesma à anos. Depois leva o "botox" dos acabamentos, janelas de vidro duplo e chuta para cá 250 000€!
Para mim era dinamite nessa sucata toda! :D
Andam todos a brincar às "casinhas" mas se calhar sou eu que sou radical demais :lol:

Já agora... Fachadas ventiladas, quebras de pontes térmicas, sistema Etics, etc é tudo para Inglês ver ou então em construções (algumas) com rótulo "LUX" de 500.000€ para cima...
 
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dahon

Nimbostratus
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1 Mar 2009
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Esperemos que não.
Investimentos subsidiados como este são basicamente um roubo.
Tem prioridade na rede, é pago muito acima do valor de mercado e é inconstante.
Mais eólica sim mas sem tarifas subsidiadas sff
Isto é só para sacar mais uns fundos europeus, mas não deixa de ser uma potencial solução a longo prazo. Antes de investir nisto está o fotovoltaico e os reforços de potência nos parques eólicos já existentes.
 

dahon

Nimbostratus
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1 Mar 2009
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"O mercado de CO2 nunca vai resultar" they said:

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Em agosto o país teve uma nova queda no consumo de carvão, que atingiu um nível que já não se registava desde outubro de 2011. Em comparação com o ano passado, a queima de carvão em Portugal está a cair quase 23%
https://expresso.pt/economia/2019-11-04-Consumo-de-carvao-em-Portugal-cai-para-minimo-de-oito-anos
 

slbgdt

Cumulus
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dahon

Nimbostratus
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1 Mar 2009
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Havendo chuva e vento qb o consumo de carvão desce.
Meses de anticiclone e o carvão queimado aumenta.
É a lógica da batata.

Mas sim Sines será fechada e produzirá hidrogênio a escala industrial.
Só ainda não sei com que energia
Aqui foi mesmo o custo das emissões de CO2. O que não dizem na notícia é que o consumo de gás disparou no mesmo período. No fundo o carvão está a perder competitividade para o gás na geração termoelétrica.
 

dahon

Nimbostratus
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1 Mar 2009
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dizem que as vão converter para consumir hidrogénio, muito bonito falta saber como o vão obter o dito cujo
Supostamente será produzido com o excedente de produção renovável.
Quanto produção de energia elétrica já não sei. Se for no conceito de fuel cell, a eficiência do processo não lá grande coisa, principalmente em grande escala. Se for para queimar mantendo a parte termoeléctrica, se não me engano as poucas que existem são de pequena escala com potências instaladas pouco acima dos 10MW. Em comparação a potência instala na termoeléctrica de Sines é de 1200MW, mais coisa menos coisa.
 

MSantos

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No espaço de cinco anos, Portugal duplicou a produção de energia solar:

A produção de energia solar fotovoltaica em Portugal tem crescido de ano para ano, à medida que vão nascendo de Norte a Sul do país novas centrais solares de larga escala, à boleia de uma substancial redução no custo dos módulos fotovoltaicos. Os últimos dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) mostram que o país gerou no ano passado 1276 gigawatts hora (GWh) de energia fotovoltaica, um pouco mais do dobro dos 627 GWh que tinha produzido em 2014.

Fonte: https://expresso.pt/economia/2020-0...Portugal-duplicou-a-producao-de-energia-solar

A aposta na energia solar parece ser o caminho certo para a transição energética.
 
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AnDré

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22 Nov 2007
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PORTUGAL ATINGE 111 HORAS SEM PRODUÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA CONVENCIONAL
06.01.2021


"A redução de consumos no período do Natal, associada a elevadas disponibilidades eólicas e hídricas, levaram ao maior período registado até hoje no sistema nacional sem a contribuição de qualquer produção térmica clássica, ascendendo a 111 horas, no período entre os dias 24 e 28 de dezembro.

Neste período o sistema foi abastecido a partir de produção eólica com 47%, hídrica 19%, importação 17%, fotovoltaica com 2% e os restantes 15% de cogeração e biomassa.

O anterior período máximo sem térmica convencional tinha ocorrido em abril de 2018, totalizando 88 horas.

Este ano, a contribuição do carvão para o abastecimento o consumo de eletricidade foi de 4%, quando habitualmente ultrapassava os 20%.

Para João Conceição, COO da REN, "estes dados revelam a robustez do Sistema Eléctrico Nacional, pois quando é necessário ajustar a diferentes fontes de produção, estas ficam disponíveis, em condições competitivas de mercado, assegurando a segurança e a fiabilidade do abastecimento".





Não deixa de ser irónico esta noticia ter sido publicada hoje.

Isto porque ontem atingiu-se um pico de consumo de 9547MW. 48% da energia foi produzida pela energia térmica convencional (gás natural e carvão) e 45% pela energia hídrica.

Quando o frio aperta...
Nos próximos dias, e atendendo ao frio previsto, vamos continuar com elevados consumos de energia elétrica. Felizmente a energia eólica deverá dar uma ajuda na produção.
De qualquer forma, devemos continuar a assistir a uma redução das albufeiras onde a função principal seja a produção de energia elétrica.
Do lado espanhol, Alcantara perdeu 106,47hm3 em 72h. Como se referiu ontem, há muita água a correr no Tejo.
 

dahon

Nimbostratus
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1 Mar 2009
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Não deixa de ser irónico esta noticia ter sido publicada hoje.

Isto porque ontem atingiu-se um pico de consumo de 9547MW. 48% da energia foi produzida pela energia térmica convencional (gás natural e carvão) e 45% pela energia hídrica.

Quando o frio aperta...
Nos próximos dias, e atendendo ao frio previsto, vamos continuar com elevados consumos de energia elétrica. Felizmente a energia eólica deverá dar uma ajuda na produção.
De qualquer forma, devemos continuar a assistir a uma redução das albufeiras onde a função principal seja a produção de energia elétrica.
Do lado espanhol, Alcantara perdeu 106,47hm3 em 72h. Como se referiu ontem, há muita água a correr no Tejo.

Estes dias a eólica tem feito muita falta. Não só para reduzir a necessidade da térmica, como também para amenizar o disparo do preço do MWh no MIBEL (mercado grossista).
Vamos ver como será a resposta num futuro próximo em condições semelhantes sem Sines e depois Pego.
 

AnDré

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22 Nov 2007
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Odivelas (140m) / Várzea da Serra (900m)
Estes dias a eólica tem feito muita falta. Não só para reduzir a necessidade da térmica, como também para amenizar o disparo do preço do MWh no MIBEL (mercado grossista).
Vamos ver como será a resposta num futuro próximo em condições semelhantes sem Sines e depois Pego.

De referir que ontem Portugal exportou 19,20GWh de energia, a um preço bem alto.
 

dahon

Nimbostratus
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1 Mar 2009
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Viseu(530m)
De referir que ontem Portugal exportou 19,20GWh de energia, a um preço bem alto.
Sendo que o mercado é ibérico, exportar ou importar de Espanha tem pouco significado, para o mercado.
No entanto, sem Sines e Pego essa tendência mais exportadora secalhar inverte-se. Aliás basta olhar para 2019, ano onde a produção de electricidade das centrais de carvão foi o mais baixo de sempre, e a importação aumentou substancialmente.
 
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