Transição Energética em Portugal

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Sim, mas para isso não precisa de arder nada... O mesmo é valido para a teoria de que andam a largar fogo para instalar posteriormente minas de lítio. A sua instalação não depende em nada se a área foi queimada ou tem lá uma floresta.
O maior incêndio deste ano (Arganil/Piódão/Estrela/Gardunha) cuja ignição inicial foi puramente natural atesta bem que o problema é o desordenamento florestal em geral em todos os seus aspectos. Aquela imensa cicatriz na cordilheira central nunca teria qualquer relação com "incendiarismo" dirigido para aproveitamento seja do que fôr. Pode dizer-se que foi uma verdadeira fatalidade, mas que estava à espera de acontecer mais tarde ou mais cedo.
 
A inexistência de ordenamento florestal (e também o urbano) é um flagelo que será muito difícil de ultrapassar.. Pela falta de interesse, pela desconexão de uma grande parte da população com a floresta/campo/interior, pela falta de meios municipais e regionais, e pela pouca visibilidade a gestão florestal tem (resumidamente, não dá votos).
Criamos planos estratégicos (quer municipais quer regionais) para uma série de âmbitos, sectores, etc etc, mas nunca os queremos aplicar, ficam quase sempre na gaveta.. Verifica-se também, que o preço dos planos tem sido espremido ao máximo, levando a que estes sejam menos minuciosos e adaptados ao território (Pescadinha de rabo na boca).
O passo em frente, será dado quando a população urbana começar a sair destes centros e volte para o interior, se um dia acontecer.. Até lá, considero que os maiores movimentos vão continuar a ser feitos por ONG's..

Dito isto, acabámos por nos desviarmos do tema..
 

Garrafas e latas vão pagar depósito de 10 cêntimos a partir de abril: saiba como receber o reembolso​



"As embalagens recolhidas serão enviadas para seis centros de processamento e duas unidades de triagem, localizadas em Lisboa e Porto, garantindo que o material possa ser transformado em nova matéria-prima e reinserido numa lógica de economia circular."


Já agora, se as embalagens vão todas para Lisboa ou Porto, quantas toneladas de CO2 vão lançar para a atmosfera com essa medida e já agora se a recolha for tão boa como nos ecopontos com as ditas máquinas cheias ou fora de serviço. :rolleyes:

Também vão baixar a taxa que se passa na factura da água? :rolleyes:

Se não tiver o rótulo ou tampa vai para o ecoponto amarelo e não existe recompensa nenhuma. :lol:

Tenho pena que seja necessário criar mais uma taxa exclusivamente para isto e não me faz sentido que os centros de triagem estejam tão concentrados, mas no resto, eu só não percebo como é que sendo nós um dos países da Europa com menor taxa de reciclagem, um sistema destes demorou tanto tempo a chegar cá. Há vários países continente acima onde isto já acontece aos anos. Uma coisa tão simples quanto chegares ao supermercado, meteres as embalagens na máquina e consoante a quantidade receberes um crédito para as compras que vais fazer a seguir. É uma boa forma de criar novos hábitos nas pessoas, especialmente tendo em conta a quantidade enorme de calhaus com olhos que ainda existe por cá nesta matéria.
 
Última edição:
Ontem bateu-se o recorde de consumo de energia elétrica (ponta): 10168MW às 19h45.
O anterior recorde era de 9883MW registados no dia 12/01/2021.
O programa E-lar vai dar uma ajuda no incremento desse valor.

A eletrificação massiva vai, não tenho dúvidas, ter consequências aos poucos.
O período noturno vai exigir muito da rede, imaginemos o acrescento de bombas de calor, ar condicionado, fornos e fogões e, apesar da eficiência dos LED, a mais intensidade lumínica por todo o lado. A isso acrescentar o carregamento de carros e todo o tipo de aparelhos de consumo.
E que dizer do período diurno? Fábricas juntamente com o consumo doméstico.

A transição energética demorará a dar frutos na questão da produção.
A redundância pode parecer eficaz, mas cenários de seca com ausência de sol e\ou vento, o que farão à disponibilização da energia pelas infra-estruturas de produção energética?

Continuo a pensar que foi um erro termos desligado tão precocemente a produção a partir do carvão.
E quanto ao nuclear? Esperemos avanços concretos no futuro a médio prazo, temos de garantir energia mais segura e capaz de suprir possíveis eventos de falhas energéticas.
 
O programa E-lar vai dar uma ajuda no incremento desse valor.

A eletrificação massiva vai, não tenho dúvidas, ter consequências aos poucos.
O período noturno vai exigir muito da rede, imaginemos o acrescento de bombas de calor, ar condicionado, fornos e fogões e, apesar da eficiência dos LED, a mais intensidade lumínica por todo o lado. A isso acrescentar o carregamento de carros e todo o tipo de aparelhos de consumo.
E que dizer do período diurno? Fábricas juntamente com o consumo doméstico.

A transição energética demorará a dar frutos na questão da produção.
A redundância pode parecer eficaz, mas cenários de seca com ausência de sol e\ou vento, o que farão à disponibilização da energia pelas infra-estruturas de produção energética?

Continuo a pensar que foi um erro termos desligado tão precocemente a produção a partir do carvão.
E quanto ao nuclear? Esperemos avanços concretos no futuro a médio prazo, temos de garantir energia mais segura e capaz de suprir possíveis eventos de falhas energéticas.
A única coisa em que poupas energia é na iluminação LED, eu vejo um aumento generalizado nas potências de vários electrodomésticos, secadores de cabelo, ferros de engomar, aquecedores, termoventiladores, computadores ( tenho um desktop que gasta 350W, hoje em dia um desktop gasta 600 ou mais watts) e nem falo nesses sugadores que são as bombas de calor e ar condicionado cada vez mais utilizado no Verão e nem falo da electrificação automóvel.

Mas, Portugal continuamos na pobreza energética ainda há dias, saiu uma notícia sobre o aumento brutal das garrafas de gás, devido aos impostos é uma valente talhada e na Espanha uma garrafa de gás nem chega a 16 euros, aqui paga-se 37 euros. Mas, nisto ninguém fala seja governo ou oposição e mostram-se mais interessados em tirar portagens que pouca mossa faz em quem realmente precisa aquecer no Inverno.
 
Ontem voltaram-se a superar os 10000MW na ponta (10125MW). O total diário foi de 188GWh, o que também se traduz num recorde de consumo diário.

Hoje, ainda que a ponta não seja batida, o total de consumo deve ser batido. Isto porque como a maior parte do país está sem luz solar, há menos autoconsumo. E portanto maior procura na rede.

Ontem e antes de ontem, durante o pico solar, o consumo da rede ainda baixou aos 8000MW. Hoje tem andado sempre nos ~9000MW.
 
Novos tempos.

Há bastantes projectos, alguns terão sido eliminados, para a eólica no mar.
O total ultrapassa os 10 Gwh, o que me parece absurdo.
Digo isto porque, mesmo eliminando parte dos projectos por vários motivos, será muita energia a injectar na rede.

"Todos" sabemos que há rendas garantidas e prazos muito alargados na eólica em terra, solar e hídrica.
Quanto mais concorrentes entrarem maior a pressão para as tais rendas garantidas. É a porca da política que temos que mata a concorrência, não olhando para algo importante: os custos para o consumidor.
A "energia verde" não o é verdadeiramente se olharmos para exemplos em países mais avançados nestas questões. Mas isso seria tema controverso por ora.

O mais importante é termos soluções verdadeiramente amigas do ambiente e "amigas" da carteira do consumidor...estamos longe disso.
 
O mais importante é termos soluções verdadeiramente amigas do ambiente e "amigas" da carteira do consumidor...estamos longe disso.
-> Se retirarmos a enorme carga fiscal que Portugal tem e analisarmos o mercado livre, o preço da eletricidade em Portugal é o 3º mais baixo de toda a UE. Só a Finlândia e Suécia têm preços mais baixos;
-> o preço por kWh da eletricidade por vias renováveis (e sobretudo a solar), neste momento, é bem mais baixo do que o equivalente vindo dos combustíveis fósseis. Ainda há problemas em relação ao armazenamento de eletricidade, mas não estamos assim tão longe como muita gente gosta de vir dizer. Ou pelo menos essa é a impressão que tenho. :unsure:
 
O balanço diário de ontem:
O consumo totalizou 192GWh com uma ponta de 10,113GWh às 19:45h. A produção renovável garantiu 71% do consumo com particular relevância para a hídrica com 34% . O saldo de trocas com o estrangeiro foi importador, com 35 GWh. Fonte da REN.
Na quarta feira o programa Negócios da Semana na SIC Notícias sobre Energia e Recursos Naturais, foi dito que a potência instalada em Portugal é de cerca de 26GW.
 
Impostos, mais impostos, rendas garantidas.

O castigo ao povo lusitano é real. Tínhamos uma energia barata e trocamos por uma energia cara. Facto.

O povo português é um povo pobre dentro da UE, não vale esconder. Por isso a transição energética podia e devia ter acautelado as reais condições do povo, a sua carteira muitas vezes é curta para pagar casa, despesas fixas com energia, comunicações e alimentação. Se colocarmos em cima disto algo como medicação, então a coisa piora.
A transição devia ser mais lenta, para permitir incorporar os ganhos dos investidores, mas também a capacidade financeira do tuga típico.
Temos das energias mais caras para o consumidor, em paridade do poder de compra então estamos mesmo "cá para cima".

Se a potência instalada é de 26 GwH, porque recorremos todos os dias à importação? É uma pergunta retórica...
 
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