Veado-Vermelho (Cervus elaphus)

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por Seattle92 30 Set 2010 às 15:09.

  1. Brigantia

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    Cumulonimbus

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    Hoje fui conhecer o cercado da Nazaré. Muito bonito.




    http://www.tvi24.iol.pt/videos/pesquisa/nazaré/video/13456639/1
    Não seria preferível colocar alguns destes animais em liberdade nos enormes pinhais da zona?!
     
    #121 Brigantia, 12 Jul 2011 às 21:26
    Editado por um moderador: 21 Set 2014 às 04:01
  2. Seattle92

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    Nimbostratus

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    ^^

    Pois, e manter o cercado para reprodução de mais exemplares. Claramente estão a fazer um bom trabalho nessa área, já que em 5 anos a população aumentou e de que maneira.

    Lá vou ter de escrever um mail à Câmara da Nazaré. Não que tenha grandes esperanças :lol:
     
  3. Lisboa001

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    Cirrus

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  4. Seattle92

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    Nimbostratus

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    Acho que ninguém te saberá responder a isso. Mas já serão vários milhares, mais de 10 mil diria (em estado selvagem).

    Só no parque do Tejo Internacional eram cerca de 2000 a meio da última década. Se adicionarmos a população do Montesinho, zona de Idanha/Castelo Branco, Lousã, Portalegre, Baixo Alentejo, Algarve,...
     
  5. Lisboa001

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    Cirrus

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    Sim, eu estava a pedir um estimativa...
    Obrigado.
    Eu tenho casa em castelo de vide (Portalegre) e eu já vi lá veados, em herdades, e em estado selvagem (barragem da póvoa):thumbsup:
     
  6. Brigantia

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    Cumulonimbus

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    http://www.montes-de-encanto.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=185&Itemid=7
     
  7. Brigantia

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    Cumulonimbus

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    Veados no cercado do parque biológico de Vinhais.
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  8. lreis

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    Cumulus

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    Relativamente à possibilidade de expansão da população de veado da Nazaré para Norte do Pinhal até ao limite do Rio Mondego (questão levantada pelo Seattle92), tendo em conta a existência de uma faixa com vários quilómetros de largura de floresta, sou da seguinte opinião:

    - a faixa em causa é na sua maioria constituída por pinhais bravos da esfera do Estado, englobados essencialmente em Matas Nacionais (Valado, Casal da Lebre, Leiria, Pedrogão, Urso, Leirosa e Costa de lavos). Estamos a falar de cerca de 25000 hectares quase em contínuo, exceptuando o facto que a MN do Valado não pega com a de Leiria;
    - estas Matas são acentuadamente planas e com um grande predomínio florestal de pinhal bravo, muito embora existam pequenas manchas/bosquetes de folhosas (entre as quais a preocupante acácia, aparecendo também em subcoberto numa já grande área) e de pinhal manso;
    - ao contrário da serra da Lousã, não se pode dizer que existam áreas de "pastos naturais" ou de matagais, que lhes permitam uma grande diversidade de alimentação e abrigo. Acresce que como a maioria dos pinhais são explorados em regime de alto-fuste, a condução dos mesmos leva a que não existem com expressão significativa áreas de matos sobcoberto de grande dimensão. Também não podemos esquecer que estamos a falar de áreas onde predominam areias;
    - em teoria parecem-me existir condições para a expansão de uma população de veados, mas em contrapartida penso que os animais iriam estar extremamente vulneráveis ao furtivismo. E nesta região mais do que nunca, já que é quase plana e de fácil acesso.
    - quando existiam Guardas Florestais, apesar de múltiplas insuficiências, havia um outro nível de controle, tanto mais que estas Matas tinham várias dezenas de Guardas residentes;
    - agora tal como está o panorama actual de controle territorial, acho que estariam demasiado vulneráveis.

    E se a população da Nazaré se expandisse para as zonas da Serra de Aires e Candeeiros? Já me parece mais favorável. Apesar de tudo o território, é mais acidentado, com maiores áreas de matos e de menor acessibilidade. Que acham?
    Um abraço
     
  9. Seattle92

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    Nimbostratus

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    Pois, realmente o furtivismo poderia ser um problema, mas mesmo assim não acho que fosse impeditivo.

    O parque da Serra de Aires e Candeeiros claro que seria uma boa opção, é uma área protegida incrivelmente pobre em termos de mamíferos (com a excepção dos morcegos). Mas como sempre não me parece que a administração do parque esteja interessada nessa transferência, dá muito trabalho :mad:.

    A ideia de se libertar os animais no pinhal tinha também o beneficio de ser uma opção que enriquecia o município da Nazaré (coisa que interessa à câmara local) e de ser uma "operação" extremamente simples e barata (bastava abrir os portões :lol:).


    Provavelmente esse extenso pinhal terá veados daqui a uns anos, não os do cercado da Nazaré, mas a população da Lousã que actualmente já se estende para a zona de Pombal. Daí para a parte norte do tal pinhal, não distam mais que 15/20 km.
     
  10. Meteo Trás-os-Montes

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    Cumulonimbus

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    Aqui na minha zona há anos que não se viam tantos corsos... São avistados quase diariamente na aldeia de Vila Frade na Serra de Mairos e Vreia. Começa a ser relativamente comum vê-los... Aliás em Tamaguelos (já do lado de lá da fronteira) até já fizeram passagens para corsos do género que fizeram na A24 para os lobos... Creio que são proveniente do Parque de Invernadeiro a Norte de Verín.

    E coelhos... Tantos!!!:eek::eek::eek:
     
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  11. Seattle92

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    Nimbostratus

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    Bom saber, deve ser um grande festim para as alcateias aí da zona. :)

    Então e veados, há por aí? Pelo que sei, mesmo no parque do Montesinho eles estão essencialmente na zona este. Presumo que ainda não tenham chegado à zona da Chaves.
     
  12. Seattle92

    Seattle92
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    Nimbostratus

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    Finalmente... :lol:


    http://www.publico.pt/Local/camara-da-nazare-vendeu-11-veados-por-cerca-de-tres-mil-euros--1518499
     
  13. F_R

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    Cumulonimbus

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    Ou seja, pelo 11 receberam menos do que pediam por cada um da outra vez
     
  14. Seattle92

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    Nimbostratus

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    http://sicnoticias.sapo.pt/939468

    Interessante reportagem da SIC sobre veados de Montesinho. A partir do minuto 21:50.

    Estima-se que existam cerca de 500 exemplares.
     
  15. lreis

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    Cumulus

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    As últimas estimativas que tive conhecimento sobre a população de veados nessa região datam de há um par de anos mas apontam para números significativamente superiores: acima de 1000 exemplares.
    Mais do que as estimativas isoladamente (que para dizer com franqueza as vejo com alguma reserva), preocupo-me mais com as tendências de evolução e nesse campo parece-me que muitas vezes a "bota não fica a bater com a perdigota".
    Parece-me que existe informação assinalavelmentecontraditória e quem a confrontar depara-se com aparentes inconsistências a diversas níveis. No final fico confuso.
    Às vezes até parece que as estimativas passam por um filtro de "limpeza".
     

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