Central Nuclear em Portugal - realidade ou utopia?

Tópico em 'Ciência Geral, Tecnologia e Energia' iniciado por Vânia_Geo 27 Mai 2006 às 02:03.

  1. Tiagofsky

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    Nimbostratus

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    Podiamos sempre voltar a idade da pedra...raspar pedrinhas p acender fogueiras..! :lol:

    So uma nota para que fique tudo bem esclarecido,eu NÃO sou nenhum ambientalista..Estudo eng do ambiente,que busca soluções p os problemas..N proíbo ninguem nem a mim mesmo!!Simplesmente acho que podemos é fazer melhor as coisas...Só p nosso bem!;)
     
  2. Dan

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    Será o Futuro. Mais tarde ou mais cedo o petróleo irá deixar de ser a principal fonte energética do planeta.
     
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  3. Rog

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    Só o nome nuclear assusta as pessoas, ou por associar às bombas nucleares ou mesmo à Chernobil.
    Existindo tecnologia uma central de fusão nuclear seria o ideal e os riscos são reduzidos, mas esta tecnologia ainda está a ser criada...

    Pegando nas renováveis; muitas mais pessoas poderiam até aderir ao colocar paineis e até produzir para a rede pública, um custo que a médio ou longo prazo o retorno é quase garantido.
    A burocracia é que é muita. Para criar um projecto desses é necessário o avalo de impacto ambiental por parte da câmara e a sua autorização, licenciamento e mais não sei quantos dados a fornecer, algo que em média demora uns bons 2 anos:huh: .
    Depois, e ironicamente, existe um limite máximo de produção de energia por parte dos particulares, que devem se constituir como empresa para uma produção maior. Depois, para poder estar ligado à rede pública, é obrigado a fornecer toda a energia que produz e não apenas uma parte, recebendo a electricidade da rede pública para consumo próprio.
    Há uns anos atrás tinha pensado instalar paineis por cá, mas os custos e burocracia associada deitou por terra esta ideia...
     
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  4. Tiagofsky

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    Nimbostratus

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    Se o petroleo fosse so usado p energia,n tavamos muito mal....!!
    Ah,Rogério, essa parte da burocracia já era...esta td muito mais facil,e n sao precisas essas kestoes de "formar empresa",etc..! ;)
     
  5. José M. Sousa

    José M. Sousa
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    Cumulus

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    Uma resposta de um amigo meu a artigo de jornal sobre nuclear



    Caro Sr. Jornalista Leonídio Paulo Ferreira,



    Refiro-me de seguida ao seu artigo de opinião (versão on-line) no DN de 21 de Julho de 2008, intitulado “SEIS DÉCADAS DE NUCLEAR - UMA HISTÓRIA DE HIPOCRISIA” e em particular ao seu último paragrafo, que transcrevo de seguida:



    “E, por falar em Irão, que sentido faz um país com as segundas reservas de petróleo do planeta insistir na energia nuclear, apesar das ameaças de sanções vindas de todo o lado, e Portugal, com uma taxa de dependência energética de 99%, recusar sequer debater o tema? E que mais pode ser, senão hipocrisia, evocar a segurança como argumento contra a energia nuclear, quando no mundo existem 400 reactores e um deles (Almaraz) fica a 200 quilómetros da fronteira portuguesa?”



    Gostaria de lhe transmitir os seguintes comentários:



    1. Compreendo e percebo o interesse em discutir a opção nuclear em Portugal. Contudo, tal discussão, para que seja minimamente frutuosa para o país, deverá decorrer com rigor e isenção. Não me parece que as suas afirmações se possam classificar de rigorosas.



    2. Em primeiro lugar, Portugal não depende 99% do exterior em termos energéticos. Depende entre 80 a 90%, consoante tenha ocorrido um bom ou mau ano hidrológico. Resumindo, dispomos de recursos endógenos para produzir entre 10 a 20% da energia que consumimos actualmente, o que é muito diferente de 1%.



    3. Em segundo lugar, a energia nuclear serve para produzir electricidade. O consumo de electricidade em Portugal representa cerca de 25% do consumo total de energia. Desta, quase 40% (do consumo de energia eléctrica) é assegurado, em Portugal, por fontes renováveis de energia (hídrica, sobretudo, e alguma eólica). Deste modo, no que toca à dependência energética do exterior das fontes utilizadas para a produção de electricidade, a dependência relativamente ao total da energia consumida é de cerca de 15% (60% x 25% = 15%). Isto é, não havendo alterações significativas na estrutura de consumo de energia eléctrica, o nuclear responderia a 15% do nosso problema da dependência.



    4. A opção nuclear não aumentaria a nossa independência energética. Com efeito, as reservas de urânio de que dispomos são relativamente escassas, de má qualidade e, acima de tudo, não poderão ser usadas como combustível no estado bruto, necessitando isso sim de um processamento industrial de elevado teor tecnológico, o que seria forçosamente assegurado no exterior do país. Portanto, esta fonte de energia também seria obtida externamente, o que agravaria ainda mais a questão da dependência externa, já que TODA a tecnologia de produção seria importada, contrariamente ao que acontece com as actuais centrais térmicas e energias renováveis.



    5. Finalmente, o argumento da segurança. Como é óbvio, um eventual acidente de uma central nuclear terá repercussões maiores em círculos mais próximos e consequências menores á medida que nos formos afastando do epicentro. Precisamos assim de ter uma ideia do que é “próximo”, em termos de acidentes nucleares. Uma ideia é ir ver os relatórios das consequências do acidente de Chernobyl. Outra, poderá basear-se na verificação do que é definido em termos de protecção civil nos EUA: “Local and state governments, federal agencies and the electric utilities have emergency response plans in the event of a nuclear power plant incident. The plans define two “emergency planning zones.” One covers an area within a ten-mile radius of the plant where it is possible that people could be harmed by direct radiation exposure. The second zone covers a broader area, usually up to a 50-mile radius from the plant, where radioactive materials could contaminate water supplies, food crops and livestock.” US FEDERAL EMERGENCY MANAGEMENT AGENCY, “Are you ready – Nuclear Power Plants” [10 milhas = 16 km; 50 milhas = 80 km].



    6. Como poderá ver, 80 km é a distância usada para aferir da probabilidade de haver contaminação, mais imediata, no cultivo, água e animais. Já agora, a distância que interessa para este caso luso-espanhol não é aquela medida em estrada (cerca de 200 km, conforme você refere) da nossa fronteira, mas em linha recta, a qual é cerca de 110 km (Almaraz – ponto mais próximo da fronteira). Concluindo, apesar de existir um “sound byte” recorrente em Portugal de que estamos já a correr riscos da produção da energia em centrais nucleares espanholas, em abono da verdade deveremos dizer, que embora não isentos de riscos, não estaremos (Portugal) a incorrer em elevados riscos de exposição a uma acidente nuclear. Penso que existem inclusivamente normas que obrigam a consultar o estado vizinho, quando a distância é relativamente pequena, o que não aconteceu no caso de Almaraz porque o critério para a consulta não se verificou.



    7. Concluindo, existem riscos relacionados com a eventualidade da ocorrência de acidentes (vd. Three Mile Island, Chernobyl, entre outros), que podem ser minimizados com um efectivo, e dispendioso, sistema de segurança. Contudo, esses riscos são naturalmente maiores para as populações PRÓXIMAS (em redor de 15 km) e não num país vizinho a mais de 100 km. Evitaria em qualquer caso classificar a sua opinião com o termo de “hipocrisia”, coisa que o Sr. Jornalista fez com a minha opinião e, creio, de muitos outros leitores.





    Saudações cordiais,

    Carlos Laia

    carlos.laia@ceeeta.pt
     
  6. psm

    psm
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    Concordo com os 7 pontos porpostos pelo amigo do José M. Sousa,mas ele se esqueceu para min o ponto mais importante que os defensores do nuclear nunca respondem,e que é o seguinte:Quando a central nuclear findar,pois tem uma vida de +-40 anos,quem vai pagar, o fechar o reator(nucleo) e monotorizar os longos anos de radiotividade dessa parte da central?Porque este é para min o maior problema deixar este legado, para as proximas gerações.
     
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  7. Vince

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    Como parece que a questão está relançada em Portugal, eu também gostaria de ver esclarecidas essas questões. Pois parece-me que nos custos baratos que são indicados à energia nuclear não incluem nas contas essas e outras questões. E eu vejo bastantes países que precisam de desmantelar centrais antigas a adiarem a operação para os governos que se seguem porque a factura não é nada baixa.
    Provavelmente no futuro não poderemos prescindir desta energia, dependerá de toda a restante evolução, mas no médio prazo em Portugal acho que não resolve problema nenhum. Para países já com muitas centrais é naturalmente uma via, para um país da nossa dimensão, tenho muitas dúvidas dos custos e da viabilidade de tal empreitada.
     
  8. rbsmr

    rbsmr
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    Na minha humilde opinião, penso que esta discussão da construção de uma central nuclear, em Portugal, fica arrumada, com o colocar de uma só questão:

    ONDE???? :lol:
     
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  9. Agreste

    Agreste
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    [​IMG][/QUOTE]

    Olha aí... 2 autênticas torres nucleares na foto... as torres do CC Vasco da Gama...
     
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  10. Paulo H

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    Olha aí... 2 autênticas torres nucleares na foto... as torres do CC Vasco da Gama...[/QUOTE]

    Excelente fotomontagem, Agreste! :lmao:


    Quanto às centrais nucleares de Almaraz (Cáceres, Espanha), Almaraz I foi inaugurada em 1980 e Almaraz II em 1983, ou seja, já têm 22/25anos de existência, encontrando-se no meio da sua vida útil teórica de segurança.

    Estive a medir a distância para Portugal, com o site:
    http://www.maps.data-spain.com/cadastral/

    Efectivamente, encontra-se a 110 km da nossa fronteira e a 150 km de Castelo Branco. Se recordar-mos de Chernobyl, esta distância não representa mais do que atravessar a rua, se considerarmos o raio de acção do pior que pode acontecer!

    Por vezes esquecemo-nos também que, a central é refrigerada pelas águas do Tejo, sendo que, a haver contaminação, esta iria inevitavelmente propagar-se por todo o nosso Tejo até desaguar em Lisboa! Por isso livrem-se de pensar que os efeitos se resumem ao interior raiano.

    A zona sismica onde a central se encontra implantada, nem sequer é das mais seguras, existem falhas no Tejo e nos seus efluentes.

    Uma Central nuclear a ser instalada em Portugal, teria de ser escolhida a zona sísmica de maior segurança e à beira de um rio para o processo de refrigeração da central e para o transporte da contaminação para o mar.

    Eu penso que Portugal precisa efectivamente de energias alternativas, mas os custos de investimento desta energia são demasiado avultados, sendo que precisamos de energia já e não daqui a 10 anos!

    São avultados, porque são necessários estudos e muita discussão (o que em Portugal, leva anos e anos..). Depois apenas algumas empresas têm o know-how para a construção deste tipo de centrais, pelo que os concursos de mais de 3 propostas é esquecer, refletindo-se nos custos..

    Depois teriamos contratos de manutenção avultados, seguros, e adquirir o combustível porque em Portugal extraimos urânio mas não possuímos conhecimento e tecnologia para o refinar extraindo-lhe os isótopos radioactivos.

    Sem petróleo, o mundo teria de apostar novamente na agricultura, mais áreas agrícolas seriam necessárias para cultivar algodão, linho,... As florestas de pinheiro, voltariam dar emprego aos resineiros, pelo que estariam melhor guardadas de eventuais incêndios. De facto a resina do pinheiro ainda proporciona em alguns locais escassos do país, matéria-prima donde se extrai a águarraz (terebentina) para fabrico de diluentes, cera, graxa, tintas, óleos e muitas mais substâncias...
     
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  11. alhandra

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    Quer queiramos quer não, já temos os riscos do nuclear em Portugal", "o facto de existirem centrais em Espanha é, do ponto de vista ambiental e de risco nuclear, absolutamente igual a tê-las cá". Mais uma vez continuamos mesquinhos a pensar (entenda-se os políticos que governam este país) Pois ontem já era tarde. Temos que pensar nas gerações futuras e a única alternativa é o nuclear (que não é a mesma de á 30 anos em termos de segurança)
     
    #41 alhandra, 28 Ago 2010 às 18:32
    Última edição: 28 Ago 2010 às 18:36
  12. duero

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    Nao é verdade que seja preciso grande tecnologia nem grandes conhecimentos nem pesoas moito cualificadas e competentes para levar una central nuclear, en verdade é moito simple e calqueira pode fazer iso.

    [​IMG]
     
  13. ]ToRnAdO[

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    :disgust:

    Essa sua opinião não cabe na cabeça de ninguem...
     
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  14. alhandra

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    alhandra
    Precisamos antes de mais de uma ponte para o futuro. Penso que as energias renováveis terão um maior crescimento comparativamente ao nuclear. Mas o erro está em andarmos de costas voltadas e não trabalhar em conjunto com as renováveis, o vento tem um potencial enorme de crescimento, assim como a biomassa, e a energia solar. Todas as tecnologias têm risco, o carvão e o gás emitem CO2. Não podemos ficar dependentes de Putin (Rússia), cada vez existem menos reservas de combustíveis fósseis, os preços dos combustíveis são cada vez mais imprevisíveis. Nada é 100% seguro. O futuro estará num mix de renováveis e nuclear. È que o nuclear completa as renováveis que estão sempre dependentes da meteorologia, mas acima de tudo nenhuma delas emite CO2.
     
  15. Pedro

    Pedro
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    Super Célula

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    É verdade, mas acho que mais valia emitir CO2 às toneladas que produzir lixo radioactivo às toneladas, milhares de vezes mais perigosos que o CO2...:disgust:

    Não sei como acha positiva para o nosso futuro(o dos jovens) a energia nuclear...:(
     

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