PSD, CDS, PCP e BE unidos nas críticas à Parque Escolar
PSD, CDS, PCP e BE uniram-se nesta quinta-feira nas críticas à empresa Parque Escolar, apesar da recusa dos sociais-democratas e dos democratas-cristãos em apoiar o diploma comunista que propunha a extinção da empresa.
“A Parque Escolar é um exemplo de má gestão em todos os aspectos”, sustentou o deputado do PCP Miguel Tiago, durante a discussão em plenário do projecto de lei do seu partido que propunha a extinção do “monstro” da Parque Escolar. Argumentando que é necessário terminar com as “verdadeiras e inúteis gorduras do Estado”, Miguel Tiago defendeu a realização de um trabalho de requalificação autêntico do parque escolar, a ser desenvolvido pelo próprio Ministério da Educação.
Pelo BE, a deputada Ana Drago corroborou as críticas, insistindo na necessidade de continuar o trabalho de requalificação das escolas, transferindo o património actualmente na posse da Parque Escolar para o próprio Estado. Amadeu Albergaria, do PSD, lembrou que para os sociais-democratas a Parque Escolar não é uma preocupação nova, pois apesar da “curta história” da empresa o seu partido sempre teve as “maiores reservas”. O deputado social-democratas notou ainda que
o endividamento actual da Parque Escolar é já de 946 milhões de euros, mas recusou colocar um ponto final da requalificação do parque escolar. “Mas não podemos continuar a gastar irresponsavelmente”, defendeu, acrescentando que o PSD não irá apoiar o diploma do PCP, preferindo esperar pelos resultados da auditoria financeira pedida pelo Governo à empresa.
O deputado do CDS-PP Michael Seufert apoiou esta posição, considerando que, após a conclusão da auditoria, será então altura de “repensar como fazer as obras de requalificação e um modelo alternativo à Parque Escolar”.
Já no final do debate, a deputada do BE Ana Drago, partido que também apresentou um projecto de resolução para que o património público que foi transferido para a Parque Escolar reverta novamente para o Estado,
condenou a atitude do PSD e do CDS-PP de “apontar baterias contra o PS” e “chutar para canto” em relação ao futuro.
Fonte:
PÚBLICO
Enquanto estão entretidos com a Madeira ... ninguém decapita o monstro no Continente.
Já agora, tomem nota (isto já não interessa ir para a comunicação social, né ?):
"a parcela dos cortes em despesa com pessoal e mais com a extinção de 137 organismos do Estado não passa dos 100 milhões: ou seja 0,003% dos cortes orçamentais na despesa. Está mesmo à vista desarmada onde vai recair o grosso dos cortes dos gastos do Estado: a redução dos gastos do Estado vai produzir-se, em grande parte, à custa do corte dos custos sociais. Só no investimento com a saúde estão previstos cortes de 500 milhões de euros o que, segundo António Arnaut, afectará a qualidade e universalidade do Serviço Nacional de Saúde.
Continuando a fazer contas, agora em sentido contrário, o Diário Económico revelava na edição de ontem que
o Estado vai assumir mais uma dívida de mil milhões do BPN à CGD. Um outro jornal dava conta de um
buraco de 300 milhões na CGD, por créditos concedidos a um conhecido investidor para que reforçasse a posição accionista no BCP. E um terceiro periódico observava que
a auditoria às Parcerias Público Privadas não ata nem desata, enquanto um outro assinalava que o presidente do Governo Regional da Madeira assume a dívida da região com orgulho.
Há buracos, sorvedouros, clientelas sempre prontos a escavar buracos que absorvem o dinheiro que os portugueses comuns têm ou que não têm. E os mesmos sectores da sociedade que tanto verberam o papel do Estado e os "gastos" com a saúde ou a educação, não se escandalizam com a gula dos que "comem tudo e não deixam nada", nem com a propensão de quem os serve à mesa. O poder em Portugal compara-se ao tristemente célebre xerife de Nottingham: rouba aos pobres para dar aos ricos."
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Económico
Vamos continuar só a abater o AJJ?