O Estado do País

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Imagina que vais abrir um Hotel 5 estrelas em Portimão que empregará 50 pessoas. Será justo que não tenhas também uns patrocínios da autarquia? Será justo que os outros empresários de Portimão paguem com os seus impostos patrocínios a outra empresa privada? Será justo que a Câmara faça extorsão de dinheiro via impostos aos outros hoteleiros de Portimão para depois oferecer à concorrência via patrocínios?

Mais. Será justo eu pagar com os meus impostos associações columbófilas ou recreativas às quais não pertenço, e que recebem avultadas ajudas das autarquias? Não deveriam ser antes pagas pelos sócios? Será justo que me venham roubar dinheiro via aumentos do IVA para pagar auto-estradas que não fazem falta ao país?

Meu caro conterrâneo, não podes querer fábricas de conserva em Olhão e impostos altos ao mesmo tempo!

Achas que é o Autódromo que vai desenvolver o Algarve? Será que por haver o autódromo os habitantes dos bairros sociais de Portimão vão ficar com o pensamento mais estruturado? Com independência económica? Será que por haver o autódromo a qualidade de vida vai melhorar? Os algarvios passarão a abrir fábricas e a exportar produtos de qualidade? Quantos empregos se perderão por a Câmara de Portimão ter impostos altos para sustentar com patrocínios o autódromo? Quanto dinheiro pediu Portugal ao estrangeiro para se fazer o autódromo? Quanto desse dinheiro foi enviado pelo angolanos, ou ucranianos que lá trabalharam para as suas famílias e que não entrou na economia portuguesa?

Gostaria que me respondesses. Consegues?


EDIT: já agora, Algarvio1980, queixas-te do tempo que demoras até Faro pela EN125.

Pois. As câmaras andaram estes anos todos a autorizar casas, stands, restaurantes e afins em cima da estrada nacional. Depois vieram as estúpidas das rotundas gigantes, os semáforos. O povão maravilhado. Viva! Uma nova rotunda! Que bom! O Algarve está a andar para frente!

Agora, uma viagem entre Tavira e Faro, que demorava vinte minutos, a cumprir os limites de velocidade, demora agora mais do dobro do tempo.

Seria bom que agora com a possibilidade de portagens na A22 os algarvios exigissem que os autarcas que estragaram a EN125 prestassem contas. Mas duvido que tenham capacidade para tal.

Meu caro. Com menos betão, com menos auto-estradas, com menos estradas, com menos rotundas, há quem seja mais rico que nós. Sem dívida elevada. Com menos recursos naturais. Pensa nisso.

Vejamos o caso de Olhão. Não para de crescer. O centro com n edifícios a cair aos bocados. Será que alguma coisa mudou na vida daquela gente toda que mora nos bairros sociais nos últimos vinte anos? Tira-lhes todas as ajudas sociais e verás como ficam. Vivemos um desenvolvimento ilusório, à custa da abençoada construção civil, endividamento e Estado Social. Só que quase ninguém vê isso.

Algarvio1980, não te esqueças de responder, sim?

Frederico, eu compreendo-te e não precisas de ir buscar o exemplo de Portimão, que em Olhão é a mesma coisa, quantas empressas municipais existe, que eu saiba em Olhão existem pelo menos 3 Não é justo, e tens toda a razão, uma coisa é estranha porque tanto Portimão e Olhão é PS. O País não precisa de mais auto-estradas mas aquela que eu referi é paga. Os aumentos dos impostos pouco ou nada resolverá o problema do país, há que poupar mas a começar pelo Estado e não sempre os mesmos a pagarem. Claro que o Autodromo não vem trazer desenvolvimento ao Algarve, mas sempre vem algum turismo, que o turismo é o motor do Algarve, o Algarve sem turismo não sobreviverá, mas isto sou eu a pensar. Tal como o Vince referiu o autodromo teve 5 milhões de euros do estado, então quanto dinheiro não será preciso para fazer na Herdade da Comporta, uma coisa que existe no Algarve, não será mais uma loucura do Estado. Em Portimão, está a ser construída uma fábrica de automóveis, que pode trazer emprego e desenvolvimento a Portimão.

Quanto às portagens na A22 eu disse que era contra devido às condições da 125, não referi que era contra as portagens em si, que é raro andar lá, a 125 o melhor trajecto é de Olhão para Faro, e só precisa de uma obra que era largar de 2 para 4 faixas do Rio Seco até à entrada de Faro uns meros 700 metros, nem a variante é preciso construir, se a 125 tivesse as condições a A22 devia ter portagens.

Eu sei, que a 125 foi estragada pelos autarcas, não tenhas dúvidas disso nem eu tenho, quantos stands não encontras ao longo de toda a 125?, isto passou de uma estrada nacional, a uma avenida ao longo de todo o Algarve.

Quanto a Olhão, há tanto para falar, caro frederico, Olhão neste momento parou, porque a construção parou mesmo, onde eu moro, há prédios em construção que ficaram parados, estão as gruas e só isso. Vejamos, Olhão é conhecido pela sua cidade cubista, e quantas casas estão degradadas ou com a autorização da câmara são deitadas abaixo no centro histórico e nascem prédios, há queixas em tribunal contra a CMO mas nada acontece. Sinto, que Olhão tem perdido a sua beleza natural que caracteriza, em plena Avenida da República, a casa do João Lúcio uma casa lindíssima foi deitada abaixo para dar lugar a um prédio alto, a sede do Olhanense que era histórica, construíram ao lado um prédio a sede ruiu e construíram outro prédio. Existe um plano para a recuperação do centro histórico de Olhão, mas como estava fechado a sete chaves, um grupo de cidadãos "Somos Olhão" fizeram queixa no tribunal e ganharam o caso, e agora a CMO é obrigada a mostrar o seu plano.

Que dizer dos mamarrachos da marina de Olhão, que aquilo não tem nada haver com a cidade, nem as cores, deviam ser brancas, nem isso souberam fazer, eu como olhanense olho para aquilo e nada me diz, são dezenas e dezenas de apartamentos de luxo, que custa mais de 250.000 euros e ainda nem um foi vendido. Em breve, vai abrir um hotel de 5 estrelas em Olhão, o hotel era necessário, mas o centro histórico devia merecer um cuidado muito maior do que aquele que é feito. É triste, ver a zona histórica de Olhão completamente degradada, mas isso, não é só em Olhão, mas sim, no país todo, onde as zonas históricas estão a degradar-se a olhos vistos.

Em Olhão, está previsto um PIN em pleno Parque Natural da Ria Formosa, aprovado pelo governo, vale a pena destruir uma maravilha que ainda temos, para fazer-se um hotel, um aldeamento de luxo, campos de golfe, só em Portugal é que se vê isto, para não falar da zona do Pontal e Ludo. Se a ministra do ambiente, teve a coragem para que avançasse a demolição das casas nas ilhas barreiras também devia ter a coragem para cancelar estes projectos que nada protegem a natureza.
 
Uma das coisas que tem sido dita nos últimos tempos é que a culpa da nossa crise é do dito neo-liberalismo. Nada mais falso. A culpa é sim do socialismo. Portugal nunca foi um país liberal, e está muito longe de o ser. Se Portugal fosse um país apenas ligeiramente liberal:

- A CGD seria privada;
- a TAP seria privada;
- não havia golden-shares;
- havia um maior equilíbrio entre sector privado e público no ensino, saúde e segurança social;
- não havia RSI;
- havia metade das autarquias e das freguesias;
- não havia governadores civis;
- não havia associações locais a receber dinheiros públicos;
- não havia empreendimentos privados a receber patrocínios do Estado;
- teríamos muito menos funcionários públicos;
- teríamos menos deputados, ministros e secretários de estado;
- o mercado de arrendamento seria liberalizado.

Agora vejamos como poderia ser um Portugal ainda mais liberal:

- quase todas as grandes empresas públicas seriam privatizadas;
- o ensino, a saúde e a segurança social seriam privatizados;
- o Estado limitar-se-ia a tratar da Defesa, Segurança Interna, Negócios Estrangeiros, Justiça ou Ordenamento do Território.

Como se pode ver, estamos longe, muito longe de ser um país «neo-liberal».
 
Vamos pagar imenso até 2013... e depois ainda mais
Medidas de austeridade só cortam pequena parcela do endividamento previsto até 2013


Em média, o Estado português vai endividar-se a um ritmo diário de €30 milhões até ao final de 2013. São mais €44,2 mil milhões de dívida pública total entre 2010 e 2013. As contas são do BPI, num estudo a publicar em breve, onde actualiza as projecções de endividamento público já com as medidas de austeridade apresentadas pelo Governo. Dentro de três anos, a dívida estará acima dos 200 mil milhões e, se nada for feito, ultrapassa 600 mil milhões em 2040.

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ AUMENTO DE IMPOSTOS
Esta factura inclui não apenas dívida directa do Estado, mas também empresas públicas, regiões autónomas e municípios. São tidas em conta as parcerias público-privadas e as privatizações.

Pelas contas do BPI, o novo pacote de consolidação orçamental apenas retira cerca de €4800 milhões ao endividamento até 2013, o horizonte do programa de estabilidade e crescimento (PEC) que o Governo apresentou em Bruxelas e que já foi obrigado a reforçar. O PEC já tinha cortado ao endividamento previsto €22 mil milhões, o que, com as novas medidas, soma assim €26,8 mil milhões.

É por isso que muitos especialistas já alertaram que, mais tarde ou mais cedo, o Governo vai ter que voltar a tomar medidas. Até porque, pelas contas do banco liderado por Fernando Ulrich, que esta semana teve declarações alarmantes sobre a situação financeira portuguesa, se nada mais for feito, a dívida total imputável ao Estado pode chegar a 2020 próximo dos 120% do produto interno bruto (PIB).

"Se o quadro económico se mantiver como está serão necessárias medidas adicionais", garante Cristina Casalinho. Para a economista-chefe do BPI, as medidas são essencialmente do lado da receita e para haver sustentabilidade é necessário cortar na despesa.

Nesta altura, à parte da questão da sustentabilidade da dívida propriamente dita, há um problema de financiamento que agravou as taxas de juro da dívida pública na zona euro e que ainda está longe de ser ultrapassado. O Banco Central Europeu começou a intervir no mercado, comprando dívida para baixar os juros, mas os receios continuam. E com o mercado assim, os encargos dos Estados disparam sempre que fazem novas emissões de dívida para financiar os défices ou para pagar títulos que chegam à maturidade.

E as consequências estendem-se a toda a economia, a começar nos bancos, que têm a função de financiar a economia e que estão a ter cada vez mais dificuldades em aceder ao crédito. Na primeira semana de Maio, o mercado monetário quase secou - os bancos não queriam emprestar uns aos outros, preferindo fazer depósitos a uma taxa de apenas 0,25% junto do BCE - e o sentimento é que se vive no fio da navalha.

Para já, não se conhecem ainda os estragos que este pacote vai ter no crescimento, mas tendo em conta que as previsões apontam para umas décimas este ano, na melhor das hipóteses poderá haver uma estagnação. Mas os agentes económicos têm a sua própria psicologia - nem sempre racional - que não se consegue prever totalmente. E €44,2 mil milhões assustam muito.

Falta de emprego atinge recorde
O número de desempregados que passou à reforma por não ter emprego cresceu mais de dez vezes desde 2009.

O desemprego em Portugal atingiu no primeiro trimestre um nível histórico. De acordo com as séries do Instituto Nacional de Estatística que começam em 1983, nunca tinha havido uma taxa de dois dígitos antes do quarto trimestre do ano passado quando chegou a 10,1%. E nos primeiros três meses deste ano voltou a subir para 10,6%.

Um número recorde, principalmente quando se transforma em número de pessoas sem emprego: 592,2 mil. E o cenário é ainda mais preocupante quando se analisam com detalhe os dados.

O primeiro sinal de alerta é o facto dos inactivos disponíveis (pessoas que estão disponíveis para trabalhar mas não procuraram emprego nas três semanas antes do inquérito do INE) e os inactivos desencorajados (pessoas disponíveis para trabalhar mas que desistiriam de procurar) somarem mais de 100 mil pessoas. Estes elevam a taxa de desemprego real para 13,6%.

Este nível de desemprego histórico pode não ficar por aqui, já que o crescimento previsto para este ano é fraco (0,4% segundo o Banco de Portugal) e com o aperto de cinto imposto pelo Governo a economia pode mesmo voltar a entrar em recessão.

Outro sinal de aviso é o desemprego de longa duração, ou seja, as pessoas que estão sem emprego há mais de 12 meses, que subiu para 5,4% no primeiro trimestre do ano. São já cerca de metade do total de desempregados e uma grande fatia não tem trabalho há mais de dois anos.

Para muitos trabalhadores mais velhos que perderam o emprego a saída muitas vezes é a reforma. Na realidade, como o Expresso referia na última edição citando números do economista Pedro Portugal, 40% dos desempregados não voltam a trabalhar. E neste aspecto, os mais velhos, com menos formação e ligados a actividades com maior destruição de emprego, são quem mais sofre.

Entre Janeiro de 2009 e Março deste ano, de acordo com a última informação disponível da Segurança Social, o número dos que passaram à reforma por motivo de desemprego aumentou mais de dez vezes. No início do ano passado eram 754, agora são 8530.

Uma das consequências imediatas do desemprego é a incapacidade de pagar créditos, o que explica grande parte do crédito malparado dos bancos que voltou a subir em Abril. J.S.

O lado negro da crise
10,6%
foi a taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2010
13,6%
é a taxa real de desemprego se se contarem os inactivos que não procuraram emprego mas que estão desempregados
359
mil pessoas é o número de desempregados actualmente a receber subsídio de desemprego num total de 592 mil, segundo o INE, ou de 570 mil inscritos nos centros de emprego de acordo com o Instituto de Emprego
Dez sinais de alerta
Desemprego de longa duração (mais de 12 meses) já é mais de metade do total;
66 mil pessoas queriam trabalhar mais horas e não conseguem;
Mais de 100 mil desempregados considerados inactivos (disponíveis e desencorajados) que não procuraram emprego;
Algarve (13,6%) e Alentejo (11,1%) têm as maiores taxas;
Só 40% dos desempregados vivem do subsídio;
1/3 dos desempregados não recorre aos centros de emprego;
134,7 mil pessoas trabalham por menos de €310/mês;
Contratos sem termo foram os únicos a descer em 2010;
305,5 mil têm dois empregos;
Reformados por motivo de desemprego disparam 10 vezes
Os próximos buracos que aí vêm
São três os buracos nas contas públicas que cativam o futuro: as empresas municipais, as empresas públicas e as PPP.

São três os "buracos" na economia portuguesa que ameaçam aumentar a dívida pública a partir de 2014, sustentam dois ex-ministros das Finanças: as Parcerias Público-Privadas (PPP), as empresas públicas e as empresas municipais. Neste momento, a dívida pública total está calculada em 98,3% do PIB, mas um estudo do BPI estima que atinja os 112,1% em 2013.

Nas PPP, seis subconcessões rodoviárias estão contratualizadas (Douro Interior, AE Transmontana, Baixo Tejo, Baixo Alentejo, Litoral Oeste, Algarve Litoral) e duas estão a concurso (Centro e Pinhal Interior); três hospitais já têm contrato (Loures, Braga e Cascais) e seis estão no projecto (Vila Franca, Beja, Lisboa, Vila Nova de Gaia, Vila do Conde e Faro).

Ora, refere João Salgueiro, ex-ministro das Finanças, no Governo de Pinto Balsemão, a obra "ficaria mais barata feita pelo Estado". Contudo, o mais grave é que os custos das contratualizações, "em que o Estado assume todos os riscos", vão aumentar a dívida pública depois de 2014, "altura em que começam a ser pagas". João Salgueiro metaforiza: "Avançar com algumas obras é como estar à beira do desemprego e decidir comprar um Ferrari" e dá o exemplo do TGV: "Dizer que o comboio de alta velocidade não vai pesar porque é financiado em 30% pelo Banco Central Europeu é esquecer que é o Estado que vai pagar".

Eduardo Catroga, ex-ministro de Cavaco Silva, critica "os poderes políticos" que recorreram a esta "engenharia financeira que hipoteca o futuro com encargos vultuosos" e que "leva os bancos nacionais, num contexto de crédito limitado, a optarem por projectos sem risco" em detrimento "dos projectos empresariais, mais importantes para a competitividade da economia".

Catroga critica ainda as empresas municipais e regionais que mantêm "uma dívida financeira" apenas suportada com o "endividamento". Sempre com "o Estado como garantia", acrescenta João Salgueiro. A estas juntam-se as empresas públicas, algumas "tecnicamente falidas", diz Eduardo Catroga. Só na área dos transportes (CP, Fertagus, metros do Porto e Lisboa) "acumulam-se prejuízos" e calcula-se que a dívida, a partir de 2013, "represente cerca de 20 mil milhões de euros", cerca de 12% do PIB de 2008, sustenta o economista. H.C.


http://aeiou.expresso.pt/vamos-pagar-imenso-ate-2013-e-depois-ainda-mais=f584622
 
Entretanto, lá fora...

300,000 jobs in public sector face the axe

The Cabinet Office, Whitehall.
Jonathan Oliver, Political editor
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AT least 300,000 Whitehall and other public sector workers may lose their jobs as the coalition government sets to work cutting the £156 billion budget deficit.

As George Osborne, the chancellor, prepares to unveil the first £6 billion of cuts tomorrow, the full scale of the job losses that will follow has begun to emerge.

The initial savings to be announced will target such items as civil servants’ perks, which include taxis, flights and hotel accommodation.

The package will also include a £513m cut in the budgets for quangos, with some being abolished altogether.

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No sacred cows as the cuts begin
Town halls ‘to bear most of 600,000 cuts’
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“The outgoing chief secretary [Liam Byrne] said it all, there is no money,” said a Treasury source. “There is no time either.”

While the first wave of cuts will mainly target Whitehall waste, more severe reductions of up to 25% in some departmental budgets will follow in a comprehensive spending review in the autumn.

Detailed research by The Sunday Times shows that at least 300,000 workers, including civil servants and frontline staff, will lose their jobs over the next few years.

Some estimates suggest that the number of job losses could reach 700,000. These will include tens of thousands of health service managers as well as many thousands of doctors and nurses, according to internal documents from the National Health Service.

Three out of the 10 strategic health authorities have disclosed that they will reduce their headcounts by a total of 30,132, an average of 8.7%. If these cuts were replicated nationwide, the total job losses would amount to 120,000.

A similar analysis of 75 local authorities suggests that at least 100,000 council workers across the country will lose their jobs.

Thousands of police officers and their civilian support staff will lose their posts, with the Metropolitan police alone forecasting 445 job cuts.

About 20,000 jobs will be lost at the Ministry of Defence as the department faces a demand to reduce its administrative costs by 25%. Ministry insiders say the cuts are set to hit military personnel, including some frontline soldiers.

Ministers have tried to insist that any public sector job losses would be mainly among the “penpushing” bureaucrats, but answers received under freedom of information requests suggest that a wide variety of different professions will be hit.

Meanwhile, David Cameron, who has given up motorcycle outriders and reduced the number of ministerial drivers since becoming prime minister, has let it be known that he will personally foot the bill for the refurbishment of his Downing Street accommodation.

Cameron’s family will move into the two-bedroom apartment above No 10 this week, while a new kitchen is installed in the larger flat over No 11.

“Any costs above the standard existing allowance will be met by David and [his wife Samantha],” said a Downing Street source.

The first wave of cuts is likely to include severe restrictions on Whitehall travel and accommodation.

A Treasury audit of Whitehall spending, which was carried out over the past week, has revealed how officials spend £125m a year on taxis, £320m on hotels and £70m on flights.

The audit also reveals that the government spends £580m a year on office furniture, £1 billion on advertising and £700m on other marketing and media.

Ministers are promising a “bonfire of quangos”, which over the past 13 years have become bywords for Whitehall waste and political cronyism.

The organisations set to be axed include the Qualifications and Curriculum Development Agency, which employs 723 people, the South East England Development Agency, which has 270 staff, and the 40strong Infrastructure Planning Commission.

The Skills Funding Agency, which employs 1,200 people, is also likely to be closed, along with the Higher Education Funding Council for England. They will be replaced by a new Council for Adult Skills and Higher Education.

Vince Cable’s Department for Business, Innovation and Skills will bear the brunt of the initial cuts, making savings of £900m.

The axe is expected to fall on grants announced in the final days of the Labour government, including an £8m payment towards the refurbishment of Blackpool Tower.

The Foreign Office is expected to announce the closure of some overseas offices shortly. An audit has revealed widespread waste where different British government agencies operate out of separate sites in the same city.

For example, £20m could be saved by merging four offices in Abuja, the Nigerian capital, occupied by the high commission, the Border Agency, the Department for International Development and the British Council.

Even ministries whose overall budgets will be ringfenced are having to find cost savings, which will be reinvested in frontline services.

The Department of Health, for example, is expected to end its £275,000 funding of dance classes and competitions.

With the Ministry of Defence facing spiralling costs for big procurement projects, Liam Fox, the defence secretary, is considering bringing in Bernard Grey, an independent consultant, as a minister in the Lords.

Most of the large cuts will follow a strategic defence review that will get under way later this year.

£3bn nuclear fallout

Labour left a multi-billion-pound black hole in its nuclear power budget, which could force ministers to implement bigger cuts elsewhere in Whitehall, coalition sources claimed this weekend.

They alleged that future costs of safe waste disposal had not been properly accounted for in spending budgets, amounting to a £850m shortfall next year, £950m in 2012-13 and £1.1 billion by 2013-14.

The issue was judged so serious it was discussed at the cabinet’s first meeting. “We will have to look at it very carefully because we can’t do cuts to nuclear decommissioning and safety,” said one insider.


http://www.timesonline.co.uk/tol/news/politics/article7134040.ece

Nota: e por cá, quando é que acabam com os Governadores Civis? Quando é que extinguem metade das freguesias e um terço dos concelhos, despedindo os funcionários excedentários? Quando é que acabam com grande parte das Fundações do Estado ou que vivem à sua conta?
 
O caro Agreste devia ouvir o economista João Duque explicar como são feitos muitos desses estudos. Se eu quiser, também posso manipular um estudo epidemiológico, tenho conhecimentos de estatística para tal. Contudo, o problema é que depois sou sujeito ao peer-review e lá se vai o estudo.

Esses estudos, para mim, valem tanto como as projecções que diziam que o petróleo chegaria aos 200 dólares por barril, ou que a Grécia não ficaria à beira do default.

Aliás, nós temos já um longo historial de elefantes brancos...

- Estádio do Algarve
- Estádio de Aveiro
- Estádio de Leiria
- Estádio de Coimbra
- A11
- A7
- A24
- A14
- A17
- A10
- A15
- A13
- A6
- Autódromo de Portimão

Isto sem falar nas milhares de pequenas obras desnecessárias feitas pelas autarquias.

Todo o dinheiro que me sai do bolso para estas obras poderia ter ficado na minha conta bancária, e agora já poderia comprar uns livros que estão em falta na minha biblioteca.

Consideras a A6, a A7, a A13 e a A24 elefantes brancos??:confused:

Como é que a A6 (Autoestrada do Alentejo) pode ser um elefante branco? Na minHa Opinião é uma das Autoestradas mais importates depois da A1 e da A2, pois é a principal ligação entre Lisboa e Espanha.

A A7 e a A24 são vias importantes para o Interior tal, como a A4 que ainda está em construção, o Interior merece ter as mesmas oportunidades que o Litoral.

A A13 permite a ligação entre o Norte e o Sul sem necessidade de se entrar na grande Lisboa.

Todas as outras Autoestradas que referes não considero tão importantes.

Podes acrescenter o TGV a tua lista de elefantes...
 
Consideras a A6, a A7, a A13 e a A24 elefantes brancos??:confused:

Como é que a A6 (Autoestrada do Alentejo) pode ser um elefante branco? Na mina Opinião é uma das Autoestradas mais importates depois da A1 e da A2.

A A7 e a A24 são vias importantes para o Interior tal, como a A4 que ainda está em construção, o Interior merece ter as mesmas oportunidades que o Litoral.

A A13 permite a ligação entre o Norte e o Sul sem necessidade de se entrar na grande Lisboa.

Todas as outras Autoestradas que referes não considero tão importantes.

Podes acrescenter o TGV a tua lista de elefantes...

No caso da A24, para mim é uma grande mais valia.
Agora chego de Lisboa a Bigorne em 3horas, pagando apenas o troço Lisboa-Coimbra.
De Viseu a Bigorne, sinto-me numa verdadeira pista de aviões. Rampas de autoestrada que cortam todas as curvas de Castro Daire, pontes enormes, tuneis...
E sempre sem trânsito.
É uma verdadeira maravilha, digna de um país rico.

Agora, as questões que se põem são:
-O tráfego dessa autoestrada justifica os milhões que esta custou/custa?
-Se não, então é porque somos realmente um país de gente rica.


Não deixa de ser uma mais valia, como todos os elefantes brancos.
São grandes sim, mas insustentáveis para um país com uma produção como a nossa.
 
Dez a 12 mil veículos por dia é o volume de tráfego a partir do qual se justifica construir uma auto-estrada. Isto de acordo com os parâmetros internacionais e com as normas vigentes no próprio Plano Rodoviário 2000. Fomos fazer as contas ao tráfego médio registado e a conclusão é, no mínimo, preocupante: nove auto-estradas não têm razão de existir. Abaixo deste limite ficam três no Norte (A11, A7 e A24), duas no centro (A14, A17) e quatro mais a sul (A10, A15, A13 e A6) (ver infografia). E uma análise troço a troço multiplicaria os exemplos acima das dezenas.

Quando o Eurostat, o gabinete de estatísticas europeu, diz que Portugal é dos países da Europa com mais auto-estradas por habitante e densidade geográfica e que a Região de Lisboa e Vale do Tejo é a "campeã" da Europa, está a atestar o resultado de décadas de política de betão. A discussão se há ou não estradas a mais divide opiniões dentro do Governo e no próprio mundo empresarial, mas "há que remunerar os accionistas". Por isso, os concursos não ficam desertos. Uma situação que levou o Presidente da República há duas semanas a afirmar que "em Portugal ainda se confunde custo com benefício. Uma estrada é toda ela custos. O benefício é o trânsito que passará nela. Se não houver trânsito não há benefício, é zero", disse Cavaco Silva.

Em tempos de crise económica profunda um estudo das necessidades e uma definição de prioridades é a tónica dominante não só dos especialistas como das próprias associações de construção. A nível da União Europeia há também uma inflexão, mesmo o plano de relançamento económico dá a prioridade ao transporte marítimo e à ferrovia. "Depende muito da rede existente no local, mas o valor de referência internacional está entre os 10 mil e os 12 mil veículos por dia", adianta o professor do IST José Manuel Viegas. E este especialista diz que as elevadas exigências de serviço definidas no PRN 2000, que chega a estabelecer capacidades para 750 veículos/hora estão desadequadas.

Viegas dá como exemplo o que se fez em Espanha, onde existe a autopista - uma auto-estrada com elevados níveis de serviço e capacidade de tráfego - e as autovias, auto-estradas em zonas de menor tráfego, com especificações técnicas inferiores, mas pouco visíveis para os utilizadores. "Em Portugal não existe essa especificação, que era o que fazia sentido. Só se construíram hotéis de cinco estrelas esquecendo que muitas vezes os de três estrelas serviam perfeitamente". Para uma qualidade de serviço idêntica, o custo de uma autovia espanhola é 60% do de uma autopista", salienta.

"Para a decisão de construir uma auto-estrada não basta a justificação económica", alerta João Vasconcelos Guimarães, consultor e antigo presidente da Brisa e da Somague Concessões. "Por vezes, um afastamento geográfico de uma via de transporte para permitir ligar o litoral ao interior pode ser justificável. Porém, em época de crise económica, de restrições orçamentais, isso não pode ser feito", afirmou.

Nunes da Silva, também docente do IST, corrobora aquele patamar e salienta que não há um modelo de tráfego para o país. "Pouco ou nada se estuda a nível da concorrência entre os vários meios de transporte". Lembra que com a ligação por TGV entre Lisboa e Porto em menos de duas horas a auto-estrada vai ter uma quebra significativa. Segundo disse o ministro Mário Lino, o TGV Lisboa-Porto vai ter seis milhões de passageiros.

Quanto à procura de auto-estradas, com um crescimento de tráfego avaliado em 1,8% ao ano, os especialistas salientam que não é expectável que a taxa de motorização da população portuguesa venha a crescer, sobretudo a curto prazo. "Temos 500 veículos por mil habitantes, poderemos chegar aos 600, mas não passaremos disso", diz Nunes da Silva. E mesmo o terceiro ou quarto carro por família não gera tráfego de longo curso mas apenas de proximidade.


É necessário mais uma AE Lisboa-Porto?
Nas duas auto-estradas actuais circulam 50,5 mil carros dia, a capacidade é de 150 mil e o Governo quer construir mais uma

A concessão Auto-estradas do Centro e a Pinhal Interior fazem ou não uma nova AE para o Porto? Os especialistas dizem que sim, o Governo oficialmente diz que não. Mas dentro do Executivo e nos meios empresariais há quem olhe para este projecto como um absurdo.

As duas auto-estradas actuais (A1 e a ligação A8-A-17-SCUT Costa de Prata), separadas por 10 quilómetros em algumas zonas, têm uma capacidade instalada que permite chegar aos 150 mil veículos/ dia, segundo técnicos do sector. O que significa que há ainda muita margem se tivermos em conta que em 2008 em toda a A1 circularam 34 198 veículos/dia e na A17 16 423.

"Ver nas concessões Auto-estradas do centro e Pinhal Interior uma nova Lisboa-Porto é errado", contrapõe o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos. "Esse trajecto Lisboa-Porto tem 370 km, mais 25% do que o normal", salientou. Para o responsável, o objectivo da Auto-estradas do Centro é ligar Coimbra a Viseu e resolver a ligação IP3 Coimbra-Viseu e o IC-2 Coimbra-Porto, tal como definido no PRN-2000, aprovado por todos os partidos. Campos diz que o objectivo é optimizar traçados no IP2-IP-3 (ligação Mira-Nelas), "fechar" a ligação Mealhada-Oliveira de Azeméis, sem ter quer fazer duas vias novas. "Poupámos a construção de estradas novas e esta opção permite gerar mais portagens". Salienta que o IC2 é hoje das zonas de maior tráfego do país com cerca de 30 mil veículos/dia. Quanto ao Pinhal Interior, Paulo Campos diz que é uma concessão que vai permitir às populações do Interior uma melhor acessibilidade a Lisboa e ao Porto. "Dos 1300 km de novas estradas, 1200 são para ligar ao Interior", afirma. E daquele total, 600 km são de auto-estradas. E "mais de metade dos 1300 km de estradas são nos distritos de maior sinistralidade Évora, Beja, Portalegre, Bragança, Santarém e Faro", acrescentou.

A Auto-estradas do Centro é uma concessão avaliada em €740 milhões, em cuja short-list estão os consórcios da Mota-Engil e o da Edifer. Esta nova via terá 185 quilómetros com portagem. Na Pinhal Interior, o investimento é de €670 milhões e 97 km são portajados.

http://aeiou.expresso.pt/nove-auto-estradas-nao-sao-necessarias=f507569

André, há vários casos em que se poderia ter convertido estradas nacionais em IP's. Seria mais barato e não haveria agora portagens nesses percursos.
 
Já que falamos na 125, então ontem e hoje saiu duas notícias espectaculares, só mesmo em Portugal:

Trânsito: Portagens na A22 podem avançar este ano

Obras na EN125 até 2013


requalificação da Estrada Nacional 125 (EN125) só deverá estar concluída em 2013, mas o Governo está já a criar condições para a introdução de portagens na Via do Infante (A22) até ao final do ano.

A Entidade Regional do Turismo do Algarve (ERTA) aconselha a esperar pela requalificação e a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) fala em desastre e levanta dúvidas sobre a legalidade da cobrança na A22.

Em Março de 2008, o primeiro--ministro, José Sócrates, lançou o concurso para a concessão ‘Algarve Litoral’ (requalificação da EN125) e disse, em Portimão, que a obra seria adjudicada até ao final desse ano e que a requalificação estaria concluída no final de 2010. O contrato de subconcessão só foi assinado em Abril de 2009. Na altura, o então ministro das Obras Públicas, Mário Lino, anunciou a conclusão da requalificação em três anos (até 2012). Segundo dados fornecidos ao CM pela Estradas de Portugal (EP), há três dias, a requalificação tem um prazo de quatro anos (até 2013) e o cálculo de custos também aumentou de 150 para 182 milhões de euros.

Até ao momento só há um troço concluído (Monte Gordo-Vila Real de Santo António) e uma obra em curso (variante em Faro). "Estamos na fase de projectos e avaliações ambientais e isso costuma demorar um ano", justificou o gestor do contrato na EP, Mendes Godinho.

O turismo algarvio está já sob o espectro das portagens. "Não devem ser introduzidas enquanto a EN125 não for uma verdadeira alternativa", diz Nuno Aires, da ERTA. "Vai ser um desastre e é ilegal, porque dois terços da A22 (entre a Guia e Vila Real de Santo António) não têm características de auto--estrada e foram financiados por dinheiros comunitários", avisa Elidérico Viegas, da AHETA.

PORMENORES

273 KM DE EXTENSÃO

Os troços integrados na subconcessão têm uma extensão total, incluindo ligações, de 273 km, dos quais 30 km a construir de raiz.

28 TROÇOS

Estão calendarizadas intervenções em 28 troços, desde Vila Real de Santo António até Sagres. A EN125 atravessa 12 dos 16 concelhos algarvios.

OBRAS ESTE ANO

Vão iniciar-se no terceiro trimestre as variantes em Lagos, Odiáxere, Olhão e S. Lourenço.

30 ANOS DE CONCESSÃO

O contrato de subconcessão é válido por trinta anos, incluindo exploração e conservação.

Obras: Tribunal de Contas analisa recurso da Estradas de Portugal

EN125 à espera de visto


O Tribunal de Contas (TC) está a analisar um recurso apresentado pela Estradas de Portugal (EP) contra a recusa de visto ao contrato da subconcessão Algarve Litoral (requalificação da Estrada Nacional 125). O gestor do contrato na EP mantém a esperança na calendarização das obras previstas e espera mesmo uma solução positiva "em breve prazo".

Num momento em que o Governo está a criar condições para a introdução de portagens na Via do Infante (A22) até ao final do ano, ganha maior urgência a requalificação da via alternativa (EN125). O contrato foi assinado em 20 de Abril de 2009 e prevê que a requalificação esteja concluída em 2013, numa extensão de 273 km (incluindo ligações), abrangendo 28 troços, dos quais 30 km construídos de raiz.

O TC recusou – em Novembro de 2009 – o visto ao contrato. O tribunal considera que a ausência de um estudo comparador público (para provar que a modalidade da parceria público-privada é a mais adequada), a degradação de condições oferecidas à EP na fase de negociações e o valor desproporcionado (15 mil euros) para a aquisição das peças concursais indiciam "alteração efectiva do resultado financeiro do procedimento".

A EP recorreu em Dezembro. "Como temos folga no programa de trabalhos, pode não afectar muito", disse ao CM o gestor Mendes Godinho, que espera uma solução positiva, à semelhança da subconcessão Douro Interior.

PORMENORES

FINANCIAMENTO

O financiamento por parte dos bancos está condicionado ao visto pelo Tribunal de Contas. O custo das obras deve ascender a 182 milhões de euros.

CONSÓRCIO

O consórcio vencedor do concurso é composto por empresas portuguesas e espanholas: Iridium, Desarollo de Concessiones, Edifer, Tecnovia e Conduril.

OBRAS

Uma feita (Monte Gordo--V.R.S.A.) e outra em curso (variante em Faro). No terceiro trimestre deste ano arrancam as variantes em Lagos, Odiáxere, Olhão e S. Lourenço.

POUCO RIGOR

Falta de declaração de impacte ambiental e até um troço incluído por engano indiciaram ao TC "pouco rigor" no concurso.

Fonte: Correio da Manhã

É mesmo uma obra à tuga, a 125 era para estar quase pronta e agora é até 2013, um troço suplementar que foi incluído por engano, para sacar dinheiro e o custo da obra já subiu 32 milhões de euros e ainda nada foi feito. :D Quantos milhões não irão derrapar no TGV?:D

A Variante de Olhão, vai passar por dentro de casas, logo têm que pedir indemnizações, então se a CMO já sabia onde passava a variante, porque deixou construir nesse local, fantástico não é.
 
Só para meter mais um pouquinho de lenha: :D
1. O orçamento de estado aumentou em mais 70milhões de euros (+25%) nos gastos da Assembleia da República! Deve ser para equilibrar as contas, dado que os meninos srs deputados viram os seus ordenados reduzirem-se em 5%! Aldra, não demoraram muito..
2. Deu nas notícias que vai surgir mais um instituto público que vai custar mais 5 milhões de euros.
3. Nestes últimos dias tem-se acentuado a pressão sobre a Espanha, hoje surge a notícia de que o banco caja sur, precisa da intervenção do estado. Mas o que é que Espanha tem a ver com Portugal? Tem tudo, se a economia deles adoecer, a nossa também! Eles são nossos fornecedores, clientes e credores.

"Ai Portugal, Portugal.. De que é que estás à espera?"
 
Até quando,

continuaremos

anestesiados?

a ser troçados,

vendidos

que se compram com betão?

Até quando o saque?

Até quando

a ditadura

democrática'

Pois só há

DEMOCRACIA

quando o povo tem biblioteca.

Lida.

E com Literatura.

Sem entretenimento. Light.
 
Jorge de Sena

A Portugal

Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a m**** o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço.
És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não
 
A acédia como lhe chamou JPP no Abrupto não me seduz como identificação do estado de espírito nacional, nem a contemplação de uma espécie de fim de vida, do que sobra de nós e da ausência de soluções. Estamos mal mas podemos mudar de vida. A depressão só serve para vender comprimidos... :rolleyes:

Talvez um caminho interessante seja o de finalmente o Estado começar a promover produtos de poupança e apostar no financiamento interno da sua própria dívida. :cool:
 
Via do Infante: PSD/Algarve rejeita portagens

O PSD/Algarve opõe-se “frontalmente” a portagens na Via do Infante (A22), recusando a taxa “como medida anti-crise, ou sob a alegação de acabar o «privilégio» de que o Algarve beneficia de uma auto-estrada sem pagar portagem".
Manifestando-se preocupada “certas notícias que pretendem criar ambiente para uma suposta inevitabilidade de serem impostas portagens na Via do Infante”, a Comissão Política Distrital do PSD/Algarve, em comunicado, afirma que se oporá sempre à introdução de portagens na Via do Infante.
Isto porque essa decisão “terá um efeito paralisador do Algarve, com a congestão da EN 125 (requalificada ou não), que para o PSD “hoje já não passa de um arruamento urbano, uma autêntica avenida ladeada de actividades económicas habitacionais”.
Para os sociais democratas do Algarve é inaceitável “que se pretenda tratar de forma igual situações diferentes”, deixando no ar a ameaça: a população do Algarve sairá de novo à rua em protesto, se houver portagens.
Segundo a nota, o Governo deveria respeitar o compromisso assumido e quantificado na base de critérios técnicos, de transformar previamente a EN 125 numa alternativa credível à Via do Infante, situação que para o PSD “está longe de se concretizar, dada a suspensão das obras”.
O documento lembra ainda que cerca de dois terços do traçado da Via do Infante nada tiveram que ver com o modelo de financiamento SCUT, que hoje se prova ter sido negócio ruinoso para o Estado, antes foram foram financiados pelos fundos comunitários e pelo orçamento público.
“Querer incluir este traçado no desastre SCUT é um aproveitamento indecente e mais uma exploração a que se pretende sujeitar o Algarve, a região que tudo dá e nada recebe em troca”, conclui a nota.

Fonte: Observatório do Algarve

A maioria sabe disso, que o traçado entre a Guia e VRSA não foi construído à base do financiamento das SCUT's mas sim com dinheiros comunitários, em que a própria União Europeia reconhece que 2/3 desse traçado não é considerado auto-estrada, como pode o governo colocar tudo no mesmo saco, realmente o Algarve sempre foi prejudicado e sempre o será. Os milhões que vão gastar no TGV, será que o Algarve não devia ter a sua linha toda electrificada, ou aproveitada para colocarem o metro à superfície, será que como região que damos milhões e milhões de euros ao país, graças ao turismo, agora este governo PS quer afundar completamente o Algarve, não há direito, e quando nós sairmos à rua, vão ver a força que o Algarve tem.

Vince claro, que todos os algarvios sabem que quando as obras da 125 acabarem vamos ter portagens na A22, mas agora colocarem portagens na A22 e a 125 em obras, que alternativas temos nós. Não consideras que isso prejudica o turismo. Certamente, que tu sabes bem o calvário que era quando não havia a A22 e que entre Albufeira e Lagos demorava-se mais de 2 horas em completamente pára e arranca. E podem dizer que sou algarvia e sou marafada.:lmao::angry:
 
Más notícias novamente...

Precisaremos nós de 2.700.000.000 euros para renovar as 205 escolas do ensino público?

Era preciso pedir emprestados mais 1.150.000.000 euros para fazer todas estas obras?

E era preciso ir buscar a Mota-Engil para fazer as obras e ficar com a manutenção de vários edifícios em Lisboa numa exclusividade de 10 anos?

Ninguém defende as aulas nos pré-fabricados dos anos 80 onde muitos aprenderam mas isto não faz sentido nenhum...

http://jornal.publico.pt/noticia/27...olar-ultrapassam--os-mil-milhoes-19489364.htm

Só para acrescentar numas «continhas à Guterres», que o regabofe da Parque Escolar EPE dá sensivelmente 2,6 milhões de contos por cada escola... :eek:
 
Recebi hoje esta mail, que a ser verdade não sei se é para rir ou para chorar:

AQUI VOS DEIXO ALGUNS EXEMPLOS DE DÚVIDAS QUE O TRIBUNAL DE CONTAS ENCONTROU NAS DESPESAS PÚBLICAS…

POR FAVOR, NÃO DEIXEM DE LER!!!



1. ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO, I. P.

- Aquisição de 1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas: 97.560,00€

Eu não sei a quanto está o metro cúbico de material de escritório mas ou estes armários/mesas/cadeiras são de ouro sólido ou então não estou a ver onde é que 6 peças de mobiliário de escritório custam quase 100 000€.

Alguém me elucida sobre esta questão?



2. MATOSINHOS HABIT – MH

– Reparação de porta de entrada do edifício: 142.320,00 €

Alguém sabe de que é feita esta porta que custa mais do que uma casa?



3. UNIVERSIDADE DO ALGARVE – ESC. SUP. TECNOLOGIA – PROJECTO TEMPUS

– Viagem aérea Faro/Zagreb e regresso a Faro, para 1 pessoa no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008: 33.745,00 €

Segundo o site da TAP a viagem mais cara que se encontra entre Faro-Zagreb-Faro em classe executiva é de cerca de 1700€. Dá uma pequena diferença de 32 000 €. Como é que é possível???



4. MUNICÍPIO DE LAGOA

– 6 Kit de mala Piaggio Fly para as motorizadas do sector de águas: 106.596,00 €

Pelo vistos fazer um “Pimp My Ride” nas motorizadas do Município de Lagoa fica carote!!!



5. MUNICÍPIO DE ÍLHAVO

– Fornecimento de 3 Computadores, 1 impressora de talões, 9 fones, 2 leitores ópticos: 380.666,00 €

Estes computadores devem ser mesmo especiais para terem custado cerca de 100 000€ cada….Já para não falar nos restantes acessórios.



6. MUNICÍPIO DE LAGOA

– Aquisição de fardamento para a fiscalização municipal: 391.970,00€

Eu não sei o que a Polícia Municipal de Lagoa veste, mas pelos vistos deve ser Haute-Couture.



7. CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES

– VINHO TINTO E BRANCO: 652.300,00 €

Alguém me explica porque é que a Câmara Municipal de Loures precisa de mais de meio milhão de Euros em Vinho Tinto e Branco????



8. MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA

– AQUISIÇÃO DE VIATURA LIGEIRO DE MERCADORIAS: 1.236.000,00 €

Neste contrato ficamos a saber que uma viatura ligeira de mercadorias da Renault custa cerca de 1 milhão de Euros. Impressionante…



9. CÂMARA MUNICIPAL DE SINES

– Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines: 1.236.500,00 €

É interessante perceber que uma tenda custa mais ou menos o mesmo que um ligeiro de mercadorias da Renault e muito mais que uma boa casa... E eu que estava a ser tão injusto com o município de Vale de Cambra…



10. MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA

– AQUISIÇÃO DE VIATURA DE 16 LUGARES PARA TRANSPORTE DE CRIANÇAS: 2.922.000,00 €

E mais uma pérola do Município de Vale de Cambra: uma viatura de 16 lugares para transportar crianças custa cerca de 3 milhões de Euros. Upsss, outra vez o município de Vale de Cambra…



11. MUNICÍPIO DE BEJA

– Fornecimento de 1 fotocopiadora, “Multifuncional do tipo IRC3080I”, para a Divisão de Obras Municipais: 6.572.983,00 €

Este contrato público é um dos mais vergonhosos que se encontra neste site. Uma fotocopiadora que custa normalmente 7,698.42€ foi comprada por mais de 6,5 milhões de Euros. E ninguém vai preso por porcarias como esta?
 
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