algarvio1980
Furacão
Imagina que vais abrir um Hotel 5 estrelas em Portimão que empregará 50 pessoas. Será justo que não tenhas também uns patrocínios da autarquia? Será justo que os outros empresários de Portimão paguem com os seus impostos patrocínios a outra empresa privada? Será justo que a Câmara faça extorsão de dinheiro via impostos aos outros hoteleiros de Portimão para depois oferecer à concorrência via patrocínios?
Mais. Será justo eu pagar com os meus impostos associações columbófilas ou recreativas às quais não pertenço, e que recebem avultadas ajudas das autarquias? Não deveriam ser antes pagas pelos sócios? Será justo que me venham roubar dinheiro via aumentos do IVA para pagar auto-estradas que não fazem falta ao país?
Meu caro conterrâneo, não podes querer fábricas de conserva em Olhão e impostos altos ao mesmo tempo!
Achas que é o Autódromo que vai desenvolver o Algarve? Será que por haver o autódromo os habitantes dos bairros sociais de Portimão vão ficar com o pensamento mais estruturado? Com independência económica? Será que por haver o autódromo a qualidade de vida vai melhorar? Os algarvios passarão a abrir fábricas e a exportar produtos de qualidade? Quantos empregos se perderão por a Câmara de Portimão ter impostos altos para sustentar com patrocínios o autódromo? Quanto dinheiro pediu Portugal ao estrangeiro para se fazer o autódromo? Quanto desse dinheiro foi enviado pelo angolanos, ou ucranianos que lá trabalharam para as suas famílias e que não entrou na economia portuguesa?
Gostaria que me respondesses. Consegues?
EDIT: já agora, Algarvio1980, queixas-te do tempo que demoras até Faro pela EN125.
Pois. As câmaras andaram estes anos todos a autorizar casas, stands, restaurantes e afins em cima da estrada nacional. Depois vieram as estúpidas das rotundas gigantes, os semáforos. O povão maravilhado. Viva! Uma nova rotunda! Que bom! O Algarve está a andar para frente!
Agora, uma viagem entre Tavira e Faro, que demorava vinte minutos, a cumprir os limites de velocidade, demora agora mais do dobro do tempo.
Seria bom que agora com a possibilidade de portagens na A22 os algarvios exigissem que os autarcas que estragaram a EN125 prestassem contas. Mas duvido que tenham capacidade para tal.
Meu caro. Com menos betão, com menos auto-estradas, com menos estradas, com menos rotundas, há quem seja mais rico que nós. Sem dívida elevada. Com menos recursos naturais. Pensa nisso.
Vejamos o caso de Olhão. Não para de crescer. O centro com n edifícios a cair aos bocados. Será que alguma coisa mudou na vida daquela gente toda que mora nos bairros sociais nos últimos vinte anos? Tira-lhes todas as ajudas sociais e verás como ficam. Vivemos um desenvolvimento ilusório, à custa da abençoada construção civil, endividamento e Estado Social. Só que quase ninguém vê isso.
Algarvio1980, não te esqueças de responder, sim?
Frederico, eu compreendo-te e não precisas de ir buscar o exemplo de Portimão, que em Olhão é a mesma coisa, quantas empressas municipais existe, que eu saiba em Olhão existem pelo menos 3 Não é justo, e tens toda a razão, uma coisa é estranha porque tanto Portimão e Olhão é PS. O País não precisa de mais auto-estradas mas aquela que eu referi é paga. Os aumentos dos impostos pouco ou nada resolverá o problema do país, há que poupar mas a começar pelo Estado e não sempre os mesmos a pagarem. Claro que o Autodromo não vem trazer desenvolvimento ao Algarve, mas sempre vem algum turismo, que o turismo é o motor do Algarve, o Algarve sem turismo não sobreviverá, mas isto sou eu a pensar. Tal como o Vince referiu o autodromo teve 5 milhões de euros do estado, então quanto dinheiro não será preciso para fazer na Herdade da Comporta, uma coisa que existe no Algarve, não será mais uma loucura do Estado. Em Portimão, está a ser construída uma fábrica de automóveis, que pode trazer emprego e desenvolvimento a Portimão.
Quanto às portagens na A22 eu disse que era contra devido às condições da 125, não referi que era contra as portagens em si, que é raro andar lá, a 125 o melhor trajecto é de Olhão para Faro, e só precisa de uma obra que era largar de 2 para 4 faixas do Rio Seco até à entrada de Faro uns meros 700 metros, nem a variante é preciso construir, se a 125 tivesse as condições a A22 devia ter portagens.
Eu sei, que a 125 foi estragada pelos autarcas, não tenhas dúvidas disso nem eu tenho, quantos stands não encontras ao longo de toda a 125?, isto passou de uma estrada nacional, a uma avenida ao longo de todo o Algarve.
Quanto a Olhão, há tanto para falar, caro frederico, Olhão neste momento parou, porque a construção parou mesmo, onde eu moro, há prédios em construção que ficaram parados, estão as gruas e só isso. Vejamos, Olhão é conhecido pela sua cidade cubista, e quantas casas estão degradadas ou com a autorização da câmara são deitadas abaixo no centro histórico e nascem prédios, há queixas em tribunal contra a CMO mas nada acontece. Sinto, que Olhão tem perdido a sua beleza natural que caracteriza, em plena Avenida da República, a casa do João Lúcio uma casa lindíssima foi deitada abaixo para dar lugar a um prédio alto, a sede do Olhanense que era histórica, construíram ao lado um prédio a sede ruiu e construíram outro prédio. Existe um plano para a recuperação do centro histórico de Olhão, mas como estava fechado a sete chaves, um grupo de cidadãos "Somos Olhão" fizeram queixa no tribunal e ganharam o caso, e agora a CMO é obrigada a mostrar o seu plano.
Que dizer dos mamarrachos da marina de Olhão, que aquilo não tem nada haver com a cidade, nem as cores, deviam ser brancas, nem isso souberam fazer, eu como olhanense olho para aquilo e nada me diz, são dezenas e dezenas de apartamentos de luxo, que custa mais de 250.000 euros e ainda nem um foi vendido. Em breve, vai abrir um hotel de 5 estrelas em Olhão, o hotel era necessário, mas o centro histórico devia merecer um cuidado muito maior do que aquele que é feito. É triste, ver a zona histórica de Olhão completamente degradada, mas isso, não é só em Olhão, mas sim, no país todo, onde as zonas históricas estão a degradar-se a olhos vistos.
Em Olhão, está previsto um PIN em pleno Parque Natural da Ria Formosa, aprovado pelo governo, vale a pena destruir uma maravilha que ainda temos, para fazer-se um hotel, um aldeamento de luxo, campos de golfe, só em Portugal é que se vê isto, para não falar da zona do Pontal e Ludo. Se a ministra do ambiente, teve a coragem para que avançasse a demolição das casas nas ilhas barreiras também devia ter a coragem para cancelar estes projectos que nada protegem a natureza.

Quantos milhões não irão derrapar no TGV?



