O Estado do País

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Tens toda a razão Trepkos! É o que todos os portugueses querem!

Nem todos, não te esqueças que a grande maioria da população é socialista/comunista e assim nunca vamos passar desta treta que em estamos.

Ou seja, a grande maioria das pessoas depende do estado e quer depender do estado, há gente que não se importa de ser despedida porque fica a ganhar do desemprego, isto é lamentável, preferem todos viver à conta do estado que serem dinamizadores e irem à luta.

E enquanto não mudarmos esta mentalidade não vamos a lado nenhum.

Os políticos hoje em vez de governarem, governam-se...
 
Mas o povo da esquerda sabe o quanto estamos mal, mas pensa sempre que podia estar pior, tem uma atitude de desculpar e não acreditar muito em boatos. Enfim.. Quanto mais será preciso descer no poço? Sabes quando? Quando se acabar o dinheiro para as prestações sociais e acabar com os benefícios fiscais de forma cega! Aí sim vai incomodar muito povo que tem pena dos que se agarram ao poder pela vítimizacão, esquecendo que não cumpriram o que nos prometeram!

As eleições não servem apenas para escolher um partido, mas servem ou deviam de servir essencialmente para julgar quem nos governou! E é essa função de julgar que mais tem falhado, não esquecendo a falta de alternativas, pois para mim quem se faz de morto, o povo pensa: enterra-se!
 
Re: Novas Oportunidades, what else?

expresso.jpg


Eu vou largar o meu curso de Electrónica e Automação da escola que todos os anos investe dezenas de milhares de euros neste curso para que tenha tudo do bom e do melhor, onde inclusive já vieram professores catedráticos visitar as instalações e roerem-se de inveja, inscrever-me nas Novas Oportunidades, e em menos de metade do tempo entro na faculdade. Actualmente falta-me pouco menos de 2 anos!

As novas oportunidades são um meio de reconhecer o mérito decorrente de muitos anos de trabalho e destinam-se a pessoas que por vários motivos da vida não puderam ver reconhecido esse percurso profissional com uma equivalência ao 12º ano.

Tenho um colega de trabalho que tem bastantes dificuldades na expressão escrita, não tem paciência para papeis mas lê, pensa e fala muito melhor do que escreve e é um grande mecânico de automóveis. Tem dezenas de anos de experiência na montagem e reparação de várias marcas de carros quer quando esteve em Angola, na antiga colónia, quer quando iniciou um negócio por conta própria em Portugal depois de 1974 que acabou por não correr bem. Entrou numa oficina com 11 anos e hoje parece que ainda lá está.

Preferirei sempre estas ou outras novas oportunidades, que se abram as portas da escola para os que querem fazer parte dela. Se existem casos destes serão uma minoria e nunca serão razão para acabar com um programa que eu acho que é um sucesso.

Note-se que o texto diz que ele obteve média de entrada de 20 valores em inglês, após o exame nacional, portanto em condições de igualdade com todos os outros candidatos porque o exame nacional é equivalente para todos.

... mas acho piada ao facto da foto ser muito maior que o texto. É assim que se manipulam as coisas. As novas oportunidades são para gente de mau aspecto e com passado duvidoso... sejam eles pobres, indigentes ou ciganos (os ciganos estão na moda)...
 
Eu sonho com um País que é livre, um País onde os melhores e aqueles que nos representam chegaram lá por mérito próprio com muito esforço, dedicação e glória, sonho com um País onde não há tachos, cunhas por A, B ou C, sonho com um País onde os nossos mais altos representantes não têm cursos universitários tirados ao domingo.

Sonho com um país com propriedade privada, sonho com uma terra de oportunidades onde todos podem enriquecer com o seu trabalho e esforço.

Sonho com um País rico, desenvolvido e respeitado além fronteiras, sonho com um grande país onde ninguém tem vergonha daquilo que se produz dentro de portas.

Sonho com um espírito Português que foi apagado e que tarda em voltar, o espírito de poder gritar bem alto SOU PORTUGUÊS sem medos nem receios.

Sonho com um País onde o estado não controla empresas, pessoas, empregos, onde é tudo criado por iniciativa privada, onde de facto se cria riqueza e com um grande parque empresarial.

Sonho voltar em controlar os mares e ter grande poder marítimo com ou sem submarinos.

Sonho com um País onde quem trabalha é recompensado e onde quem não quer fazer nada, apenas viver do parasitismo seja penalizado.

Sonho com um País onde as pessoas queiram trabalhar e não viver à conta do Estado...

Será sonhar demais?

Assino por baixo.

Estranhamente isso faz-me lembrar uma época, podia ter muito defeitos, mas eramos um país :rolleyes:

Obviamente isso não voltará, nem eu quero que volte, mas havia muitas políticas da época que não deviam ter sido deixadas arrastar e desaparecer, como a aposta nos portos marítimos e ferrovia, na educação e industrialização do país. Hoje não há nada (ou quase nada), é definhação o arrastar dos pés, o viver de balões de oxigénio.
 
Lamentável estas coisas, e pelo que me contam das Novas Oportunidades, infelizmente aquilo que poderia e parecia uma boa ideia não o é na prática, é ainda muito pior que o trágico facilitismo "eduquês" em que vive o ensino oficial.

Mas sobre o assunto, uma atenuante. Se o próprio jovem considera que foi injusto, se o exame de inglês foi nacional, não foi feito ao Domingo e nem por Fax, já está muitos pontos acima de quem sabemos.

Esse jovem, que nem tem culpa e é bastante honesto, acabará também por ser uma vítima! Vítima, pois certamente irá provavelmente aperceber-se que das 2 uma, ou fará parte dos desistentes da universidade ou então dos que acabam o curso em 15 anos.
 
Re: Novas Oportunidades, what else?

Lamentável estas coisas, e pelo que me contam das Novas Oportunidades, infelizmente aquilo que poderia e parecia uma boa ideia não o é na prática, é ainda muito pior que o trágico facilitismo "eduquês" em que vive o ensino oficial.

Eu posso relatar por experiência própria a falácia que é o ensino profissional e as novas oportunidades. Começa logo por ser um programa que tem como fim as estatísticas da educação, em segundo e em grande parte dos casos uma ligação quase directa com as faculdades, quando devia ser as indústrias, uma pessoa se entra no ensino profissional, é, tal como eles dizem para aprender uma profissão, não para andar ali a fazer um "secundário low cost" para depois ir pra facul, embora o possa fazer, mas aí já não estaria a cargo das faculdades mas sim de escolas profissionais mais especializadas na área que a pessoa está a tirar ou tirou.

Agora aqui é que esbarramos, e reparamos que tudo isto é uma máquina de guerra pra meter tudo nas faculdades, e não formar ninguém para inserir no mercado de trabalho a não ser que a pessoa o arrisque por mérito próprio. Tanto um aluno que acabe o secundário de forma normal, como um aluno das novas oportunidades tem igual oportunidade de entrar nas faculdades, sendo quase uma obrigação, pois neste país aquilo que é proposto aos jovens nos dias de hoje quando acabam o secundário ou as ditas oportunidades, é a faculdade ou a faculdade, não há mais nada, alguém que queira fazer outra coisa, sem ser ir pra faculdade, como tirar um curso profissional sem ser ao abrigo das novas oportunidades não consegue pois não existem, fica de mãos atadas, e aqueles que desistem das faculdades ocorre a mesma coisa. Supostamente as ditas novas oportunidades foram criadas com o intuito de substituir ou introduzir de novo em Portugal as escolas industriais, navais, mecânicas etc etc que havia em Portugal antes do 25 de Abril, pois aí sim, aprendiam-se uma profissão e formava-se a pessoa para vir a integrar o mercado de trabalho, coisa que não ocorre com as novas oportunidades, a pessoa é formada não pra integrar o mercado de trabalho, mas sim pra fazer o secundário e depois seguir a via do ensino superior, e alimentar o estado através das propinas e assim também engrandecer as estatísticas de pessoas com o secundário e superior feito.

As faculdades estão a começar a tornar-se uma continuidade do secundário, pois toda a gente entra pra lá, não só porque não há mais sítio algum pra ir, como as ditas, precisam de alunos pois cada aluno é um $.
 
Eu sou completamente a favor da Democracia. Mas se for uma boa democracia.
Será que nos últimos 35 anos só nos preocupámos com o ganho da liberdade(talvez das poucas coisas boas que aconteceram no pais),e esquecemo-nos de tudo o resto? Da educação,dos bons serem recompensados,e dos que não fazem nada não terem privilégios,de sabermos os direitos mas também os deveres, etc etc...
Parece que nos pusemos todos contentes com a liberdade conseguida,e a partir dai mais nada há a fazer...
Concordo plenamente com estas 2 frases do Trepkos,era muito importante a curto prazo melhorar muito neste aspecto.Talvez fosse o inicio de uma mudança para um pais melhor:
"
Sonho com um País onde quem trabalha é recompensado e onde quem não quer fazer nada, apenas viver do parasitismo seja penalizado.

Sonho com um País onde as pessoas queiram trabalhar e não viver à conta do Estado...

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As cunhas é do pior.Como pode um pais melhorar,se uma pessoa por cunha e que sabe pouco ou nada para o que está a fazer,retira o lugar a quem realmente sabe? Dificil!
 
Re: Novas Oportunidades, what else?

As novas oportunidades são um meio de reconhecer o mérito decorrente de muitos anos de trabalho e destinam-se a pessoas que por vários motivos da vida não puderam ver reconhecido esse percurso profissional com uma equivalência ao 12º ano.



Preferirei sempre estas ou outras novas oportunidades, que se abram as portas da escola para os que querem fazer parte dela. Se existem casos destes serão uma minoria e nunca serão razão para acabar com um programa que eu acho que é um sucesso.

Caro agreste, as novas oportunidades apenas servem para entrar nas estatísticas do sócas, para ir dizer na Europa que temos todos o 12º ano.

Na prática as novas oportunidades são uma aberração sem qualquer uso prático. Lidei algum tempo directamente com novas oportunidades e conheço quem o faça, aquilo são horas semanais de alunos a contarem a sua vida aos professores ( porque é esta a única matéria que se 'ensina' ) e os professores em comissões a gozarem com as pessoas e a abusarem da boa fé das pessoas em concluir esses cursos da treta.

Depois é uma tremenda injustiça alguém fazer um curso desses em 3 meses a contar a sua vida e passar à frente de muitos que levaram 3 anos a fazer o secundário.

Conseguiram acabar com o ensino recorrente de noite que era feito por módulos e tinha a duração das aulas normais, onde se aprendia matéria e de facto era útil para o futuro das pessoas que não tiveram oportunidade de estudar.
 
Mas o povo da esquerda sabe o quanto estamos mal,

Não sabe, porque para eles a culpa é do neo-liberalismo e do capitalismo que os levou a este estado de coisas, eles vivem na ilusão que é possível viver sem propriedade privada onde tudo é nacionalizado e onde o estado gere tudo como um Grande Pai.

Está mais que provado que ninguém trabalha para o estado e que quando o estado controla tudo que dá problemas, tachos, corrupção e miséria.

O que mais me espanta é como é que eles podem viver esta ilusão quando a URSS não funcionou, cuba não funciona, Coreia do Norte não funciona, a china funciona mal e Portugal não funciona tendo na sua matriz o socialismo.
 
Agreste, não tape o sol com a peneira, as Novas Oportunidades é uma farsa, na qual se adquirem conhecimentos equivalentes a um 6.º ano, e sei bem do que estou a falar. A crise do ensino facilitista começou com o último governo PSD, e está a ter o seu auge com o PS.
 
A foto era maior que o texto porque era a foto da primeira página do Expresso, que remetia para páginas interiores.
Agora, gente de mau aspecto" ?!??
Para mim parece-me um puto normal, um "rasta" como vários que tenho entre o meu grupo de melhores amigos. Parece que és tu que achas que ele tem mau aspecto... para mim é normalíssimo.

Era intenção óbvia ridicularizar o programa das Novas Oportunidades com esta foto. Mas este Expresso não passa no meu apeadeiro...

Quanto aos ciganos, é moda ? Não sabia. Se fizeres uma pesquisa no fórum por "cigano" estranhamente quase só aparecem mensagens tuas, já de finais de Agosto. A esquerda folclóricocaviar tem imensa necessidade destas coisas, dos ciganos ou quaisquer outros idiotas úteis que estejam à mão, mas caramba, é preciso mesmo ter uma grande lata para depois vir dizer que é "moda" aquilo que eles próprios lançam.

Os ciganos não são moda nem mercado eleitoral para a esquerda. São-no para a direita. Só assim se compreende a resignação e a indiferença perante a atitude de um dos países fundadores da Europa civilizacional, da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.

Haverá razão para expulsar cidadãos ciganos de França?

Por serem ciganos?

Pela mendicidade?

Pelo aspecto?

Quantos Franceses vivem hoje nas ruas de Paris que não trabalham, não querem trabalhar e há muito deixaram de percorrer os caminhos da sociedade dita normal?

Também serão expulsos?

E porquê a Roménia?

A Roménia é o país oficial dos ciganos?

A Roménia é um país pobre?

A Roménia pode impedir que cidadãos seus mesmo sendo Europeus viajem para outros países da Europa?

Os ciganos tem pátria, sítio ou lugar de esquecimento para onde os possamos enfiar?

Quem acha isto normal deve preparar-se porque ninguém saberá se pode vir a ser catalogado como expulsável. O conceito de «cigano» em crise económica é bastante abrangente. A Alemanha e a Itália também vão expulsar «ciganos».

Este tipo de discurso K7 e lavagem celebral ensinam-vos nos tais cursos de Verão? Tenho que dar a mão à palmatória, esse pessoal do bloco de esquerda é muito competente e profissional, a cabeça lavam-na de forma magistral, fica mesmo branca e limpa. Espero que na próxima semana o mesmo Bloco lance uma moção de condenação na Assembleia pelos 500 mil trabalhadores públicos que vão ser despedidos em Cuba, e que o Agreste venha aqui dar o recado dos que votaram contra...
Obviamente parto do princípio que umas duzias de ciganos expulsos de França sejam mais importantes para os rapazes da nossa esquerda caviar do que meio milhão de desempregados em Cuba.

Não há cassetes nem formatações cerebrais de verão. Pensar de forma diferente não deve preocupar as outras pessoas. A ausência de pensamento sim, diminui a consciência colectiva e a forma de agir.

E não se comparem coisas bastante diferentes. Podias ter usado como termo de comparação o escândalo fiscal em torno da enorme fortuna da herdeira da L’Oreal como termo de comparação com a mendicidade e o mau aspecto dos ciganos. Talvez porque a malta da direita ache que mendigar isenções fiscais nos gabinetes é socialmente mais aceitável que mendigar na rua. Tudo isto se passa na França de Sarkozy.

Um dia destes vou vos contar quanto caviar é esta esquerda folclórica que tive o privilégio de acompanhar desde os primeiros tempos, quando tudo funcionava numa andar merdoso em Lisboa próximo da Av. da Liberdade na "sede" da revista Kapa.

A minha esquerda tem a sua base na matriz rural do trabalho dos campos do Alentejo e do Algarve e identifica-se com o trabalho, da forma como ele é entendido numa sociedade mediterrânica e a solidariedade de todos com os que tem mais dificuldades, rejeitando a acumulação absurda de riqueza, permitindo que todos possam usufruir em partes semelhantes dos aspectos recreativos e contemplativos da vida.

Não me preocupa que este ou outro Bloco tenham começado num andar merdoso de Lisboa. Andares merdosos é o que não falta nas nossas cidades. São as ideias que fazem o caminho.
 
Haverá razão para expulsar cidadãos ciganos de França?

Por serem ciganos?

Pela mendicidade?

Pelo aspecto?


A minha esquerda tem a sua base na matriz rural do trabalho dos campos do Alentejo e do Algarve e identifica-se com o trabalho, da forma como ele é entendido numa sociedade mediterrânica e a solidariedade de todos com os que tem mais dificuldades, rejeitando a acumulação absurda de riqueza, permitindo que todos possam usufruir em partes semelhantes dos aspectos recreativos e contemplativos da vida.

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Haverá razões para expulsar os ciganos de Portugal? Óbvio que há, mas o que fazer aos que são apátridas como os ciganos? um problema...

O que fazer a um povo que vive pelas suas próprias regras e leis? Que não têm o mínimo interesse em se integrar na sociedade? Que são criminosos nos mais variados ramos?

E acima de tudo, que vivem à conta de quem realmente trabalha neste país com rendimentos de m****, uma afronta a quem trabalha.

O que fazer a um povo que vive do parasitismo? mas que têm mais dinheiro do que muita gente alguma vez terá, o que fazer a um povo que até entre eles se matam?

Sim, sou a favor da expulsão dos ciganos.

Quanto à sua esquerda, estou a ter um dejá vu... estamos a falar da mesma esquerda que a seguir ao vergonhoso 25 de abril roubou e pilhou herdades? atacou os ricos chamando-os de fascistas? criou cooperativas onde não 'havia patrões' ?

Onde muitos chefes do partido enriqueceram brutalmente enquanto o povo se matava a trabalhar e nem comida tinha?

Ah, devemos estar, estamos a falar do Triunfo dos Porcos onde são todos iguais mas há uns mais iguais que outros


Para ver:

 
Editado por um moderador:
Trepkos, «nem muito ao mar, nem muito à terra».

Os ciganos não são propriamente apátridas, estão em Portugal há vários séculos e os ciganos portugueses têm tanto direito a viver cá quanto qualquer um de nós.

A questão é que têm de se submeter às regras da nossa sociedade, e ter pelo menos o mínimo de integração. Muitos ciganos vivem de forma honesta, têm os seus negócios ou as suas profissões e não são nem nómadas, nem ladrões, nem traficantes.

Em Espanha, os ciganos estão bem mais integrados, talvez seja o país da Europa Ocidental onde a sua integração é mais visível, e muitos até são figuras públicas de renome.

O caminho em Portugal, em relação aos nossos ciganos, é lutar por uma maior integração, e uma menor dependência do Estado. Há um esforço que tem de ser feito por ambas as partes, e a nós compete lutar contra o preconceito e contra a xenofobia que existe em Portugal contra o povo cigano e contra a sua cultura.

Se há dependência em relação ao RSI? Há. Mas não há menos nos portugueses que não são de etnia cigana.

Se há ciganos ladrões e traficantes? Há. Mas não há menos nos portugueses de etnia não cigana. E os sacos de alfarrobas, de amêndoas, ou as roupas do estendal que os ciganos roubam não são nada ao lado dos milhões de euros movimentados pela corrupção e pelo tráfico de influências nas autarquias e no poder central.
 
Trepkos, «nem muito ao mar, nem muito à terra».

Os ciganos não são propriamente apátridas, estão em Portugal há vários séculos e os ciganos portugueses têm tanto direito a viver cá quanto qualquer um de nós.

A questão é que têm de se submeter às regras da nossa sociedade, e ter pelo menos o mínimo de integração. Muitos ciganos vivem de forma honesta, têm os seus negócios ou as suas profissões e não são nem nómadas, nem ladrões, nem traficantes.

Em Espanha, os ciganos estão bem mais integrados, talvez seja o país da Europa Ocidental onde a sua integração é mais visível, e muitos até são figuras públicas de renome.

O caminho em Portugal, em relação aos nossos ciganos, é lutar por uma maior integração, e uma menor dependência do Estado. Há um esforço que tem de ser feito por ambas as partes, e a nós compete lutar contra o preconceito e contra a xenofobia que existe em Portugal contra o povo cigano e contra a sua cultura.

Se há dependência em relação ao RSI? Há. Mas não há menos nos portugueses que não são de etnia cigana.

Se há ciganos ladrões e traficantes? Há. Mas não há menos nos portugueses de etnia não cigana. E os sacos de alfarrobas, de amêndoas, ou as roupas do estendal que os ciganos roubam não são nada ao lado dos milhões de euros movimentados pela corrupção e pelo tráfico de influências nas autarquias e no poder central.

Referi-me aos ciganos como apátridas porque não se sabe a sua origem, apenas que estão em Portugal há mais de 500 anos, talvez venham lá dos lados da Roménia ou Hungria, o povo magyar.

Então eu só devo ter conhecido os ciganos da pior espécie que vão desde traficantes de armas a assassinos.

Os casos que conheço nada fazem nada se integrar e vivem todos do ilícito, claro, nada comparável aqueles 'ciganos' que nos governam há dezenas de anos, mas a culpa da situação dos ciganos também é de quem controla o estado, talvez mais destes.
 
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