O Estado do País

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Encerramento e fim de estória. A LA SEDA prepara-se para fechar todas as operações que tinha em Portugal, o que confirma a falência do grupo. Os investimentos de Sines e Portalegre passam a ser miragens.

A CGD e o Basílio Horta levaram mais um barrete!

O empreendedorismo nacional é sistematicamente rejeitado e a Banca Estatal só apoia os grandes projectos... vindos de fora, de gente que não conhece de parte nenhuma. Agora tem a resposta no desemprego!

Com a Banca de Investimento privada enterrada no Imobiliário e nas Obras Públicas de dividendos garantidos, o abismo está à nossa frente!

ambipet.jpg
 
Há umas semanas ouvi numa conferência aqui no Porto as queixas dos empresários sobre as condições em que a banca empresta o dinheiro aos projectos agrícolas ou industriais. Em suma, a Banca prefere emprestar dinheiro, como o Agreste refere, ao Estado e ao sector da construção civil.

E os grandes projectos, dos PIN, também estão em dificuldades, e não estão a ter o impacto que foi anunciado...
 
Governo e PS de Olhão no seu melhor, a Variante Norte da 125 à cidade é um caso muito grave, onde a variante leva casas, terrenos agrícolas, tudo é permitido neste país, pena não cair uma bomba em cima do PS local e em cima do governo. Mas alguém respeita o ambiente em Olhão com entulho na Ria Formosa deitado pela própria CMO, lixeira a céu aberto junto ao cemitério de Olhão, onde estão as autoridades competentes, o que tem feito a CCDR que diz que multa a CMO e ainda não fez. É os amigalhanços do PS no seu melhor. :thumbsup:

Novo traçado da variante de Olhão à EN125 desrespeita ambiente e agricultura

O deputado do PSD Mendes Bota vai dar entrada amanhã, na Mesa da Assembleia da República, com um conjunto de Perguntas ao Governo, relativas à alteração do traçado da Variante de Olhão à EN 125.

Segundo o parlamentar algarvio, trata-se de uma alteração que a Estradas de Portugal «subitamente parece pretender impor, à revelia do corredor de proteção previsto no Plano Diretor Municipal desde 1995 e das marcações no terreno feitas em Setembro de 2009».

Esta alteração, garante Mendes Bota, atropela «a legislação da Reserva Agrícola Nacional», e não foi sujeita a «qualquer Estudo de Impacte Ambiental ou parecer obrigatório da Entidade Regional da Reserva Agrícola do Algarve que a sustente».

«Os prejudicados são a agricultura e a pecuária, bem como um aglomerado urbano de iniciativa municipal. Os beneficiários da mesma ainda se desconhecem», salienta o deputado do PSD.

Eis os termos integrais das Perguntas endereçadas ao Governo:

«O Estado de Direito Democrático, e os direitos dos cidadãos que o integram, não podem continuar a ser atropelados frequentemente, por quem não tem autoridade nem legitimidade para actuar à margem da legislação vigente e do princípio da transparência de motivos e de objectivos.

Vem isto a propósito do novo traçado (já é o terceiro) que a Estradas de Portugal, SA. pretende impor na obra da Variante de Olhão à EN 125, no sítio de Bracanes/Arrochela, que veio súbita e inesperadamente contrariar o corredor de protecção previsto desde 1995 no Plano Director Municipal de Olhão, e que, sem que se conheça qualquer Estudo de Impacte Ambiental ou as razões ponderosas que possam justificar esta alteração de última hora, vem violar de forma grosseira a Reserva Agrícola Nacional e o seu regime jurídico, sem que tenha sido sequer solicitado o parecer prévio, favorável e obrigatório da Entidade Regional da Reserva Agrícola do Algarve, conforme a respectiva Direcção Regional de Agricultura mencionou numa missiva/protesto que recentemente enviou à Rodovias do Algarve Litoral, AGE.

Sustentada nesta ilegalidade, a Estradas de Portugal, SA. prepara-se para, de uma assentada, inviabilizar um conjunto de estufas cobertas, uma exploração pecuária devidamente legalizada, um furo de captação de água que irriga um pomar de citrinos com 2.000 árvores, uma área considerável de solos com elevadíssima potencialidade agrícola, além de fraccionar várias explorações em plena produção e de prejudicar seriamente a Urbanização Encosta do Brejo (de iniciativa municipal desde 1991), cujas casas edificadas ficarão a 35 metros da nova variante. Isto, além de se frustrar o esforço de agricultores que, tomando como bom e consensual o corredor de protecção previsto há mais de 15 anos no Plano Director Municipal (artigo 75º), têm vindo a investir nas suas explorações e no pagamento dos seus terrenos.Que razões, ou em nome de que interesses, poder-se-á sustentar o desvio para Sul de um traçado que já estava estabilizado e consensualmente aceite, e implantado no terreno desde Setembro de 2009, quando só quatro dos agricultores afectados possuem 50% dos terrenos previstos para o traçado inicial, e nenhum deles foi ouvido para esta alteração? Para quê esta obscura decisão, que significará mais um golpe numa Agricultura que está a desaparecer no Algarve, e a perda de postos de trabalho e de modos de subsistência de várias famílias, numa Região onde o desemprego não pára de crescer? Que agressão contínua é esta?

Assim dito, venho por este meio solicitar a V. Exa., ao abrigo do arsenal de disposições constitucionais, legais e regimentais aplicáveis, que se digne obter do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações resposta às seguintes perguntas:

1- Quais as razões que estão na base da alteração do traçado inicialmente previsto para a Variante de Olhão à EN 125, no sítio de Bracanes/Arrochela?

2- Que Estudo de Impacte Ambiental sustenta esta alteração ao traçado?

3- Que parecer obrigatório e vinculativo da Entidade Regional da Reserva Agrícola do Algarve, ao abrigo do artº 22º, nº 1 (alínea l) e artº 23º, nº 1 do Regime Jurídico da RAN, sustenta esta utilização não agrícola de terras integradas na RAN, e que esta alteração ao traçado irá ocupar?

4- Que decisão foi tomada pela Câmara e Assembleia Municipal de Olhão, e em que data, no sentido de alterar o Plano Director Municipal para permitir a passagem da Variante a Olhão fora do corredor de protecção nele previsto?

5- Tem consciência esse Ministério das lesões que esta alteração irá provocar nas explorações agrícolas, pecuárias e no aglomerado habitacional da Encosta do Brejo?

Pensa tomar medidas que façam retomar a empreitada de construção da Variante de Olhão à EN 125 ao traçado inicial, e há muito tempo consensualizado e legalmente defendido?»

Fonte: Barlavento Online
 
O objectivo desses traçados é criar novas áreas onde a especulação imobiliária possa florescer. Os construtores e os autarcas não param: enquanto conseguirem, hão-de procurar sempre novos poisos para pôr betão. Sei que isto dá azo a muita polémica, mas a construção civil está a destruir Portugal, disso não tenho dúvidas.
 
A foto do google maps não é actual mas ainda assim não se percebem as razões da mudança. O traçado inicial ainda é este...

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Zona do Brejo - Cemitério de Olhão

varianteolho2.jpg
 
Essa é a triste realidade que se vê nestes tempos Vince.:(

O povo atónito, adormecido, espezinhado, vai compadecendo com os ataques às instituições que ainda os tratam como pessoas e não números.
Esta "estatística" falante começa a ficar asfixiada por um estado que não cuida mas também não deixa cuidar...

O princípio que norteia estes governantes é o de que tudo se resolve legislando e manipulando. É o triste fim da democracia que quer acabar com tudo o que seja iniciativa privada seja neste campo seja na economia.
Tudo tem de ser controlado pelo estado nem que para isso se metam nas empresas e instituições privadas gente do partido.
AFIRMO: É O SOCIALISMO\COMUNISMO na génese deste comportamento. É afinal o TOTALITARISMO DE ESQUERDA a emergir!:disgust:
Os "bons" exemplos são a colagem nítida a governos de Cuba, Venezuela, Angola e Rússia.

P.S.: sou contra qualquer tipo de ditadura seja de esquerda ou de direita, mesmo que encapotada como o que está a surgir por aqui.
 
Boa tarde.

Gostaria de mencionar um tema que me preocupa, e que não é muito abordado. Não estou ainda dentro do assunto como gostaria de estar, por isso se alguém aqui do fórum me poder dar mais informações, agradecia.

Até 2012, com o pretexto do combate ao famigerado «aquecimento global», serão proibidas as lâmpadas tradicionais, para serem substituídas pelas económicas.

Contudo, estas lâmpadas económicas libertam quantidades de radiação ultravioleta que não podem ser desprezadas. A longo prazo, esta radiação envelhece a pele e o cabelo, provoca cancro e piora algumas doenças crónicas da pele. Por isso, não deve ser muito seguro estar numa secretária, a trabalhar, e levar com radiações horas a fio, isto a título de exemplo.

Para além disso, estas lâmpadas economizadores contém mercúrio.

No Reino Unido já estalou a polémica, e vários britânicos que sofrem de doenças crónicas da pele já protestaram contra estas lâmpadas.

Mas parece que a partir de 2012 já não haverá opção de escolha, e seremos obrigados a comprar lâmpadas economizadoras, por decisão da UE.

Parece-me que há aqui uma decisão de cariz totalitário, que retira ao consumidor o direito a escolher aquilo que pretende comprar. Se eu preferir as lâmpadas tradicionais, não deverei ter o direito a comprá-las?
 
Sobre a pobreza.

A mim parece-me que os portugueses estão a ser obrigados a voltar a um nível de vida que já houve no nosso país há quinze anos.

Eu nasci em 87, mas ainda me lembro de algumas coisas da primeira metade dos anos 90.

Nesses tempos...

- as pessoas viviam em casas herdadas de familiares ou arrendadas, muitas das rendas estavam há muito congeladas e eram bem baixas, havendo por isso muitas casas degradadas.

- ainda havia agricultura, vinham camiões de Lisboa e do Porto ao Algarve para se abastecer de fruta e legumes, lembro-me de os ver a carregar melancias, laranjas, melões, favas, etc.

- a maioria da população comprava nas feiras e nos mercados; as principais lojas estavam no centro de Tavira, Faro ou Loulé, e só quem lá comprava eram os médicos, pequenos e médios empresários, advogados ou professores; muita gente endinheirada só comprava roupa nova quando tinha um casamento, um baptizado, ou para estrear no dia de Natal ou na passagem de ano.

- os programas escolares eram mais exigentes, mas só se viam explicadores para Matemática, e nem havia centros de estudos.

- nas escolas primárias, tinha-se aulas de manhã, em tarde as crianças ficavam em casa, com a mãe, os avós ou os tios, ou então até iam com os pais para o emprego.

- quando um electrodoméstico se avariava, ia para a loja para ser reparado; só se comprava novo quando o velho já não tinha reparação.

- havia muitas famílias sem carro, deslocavam-se de comboio, autocarro, bicicleta ou então pediam boleia a vizinhos ou familiares.

- as crianças levavam o pequeno-almoço ou o lanche para a escola, feito em casa, não o tomavam nos bares; para além disso, os trabalhadores levavam o almoço numa marmita.

- as roupas que já eram usadas eram oferecidas aos pobres ou à paróquia, que depois as distribuíam pelos mais necessitados.

- quase ninguém viajava, e quem o fazia ficava-se por umas excursões à Serra Nevada, a Ceuta ou a Andorra, ou por uns fins-de-semana no Alentejo, no Norte de Portugal ou em Lisboa, tudo muito ocasional, apenas uma ou duas vezes por ano.

- não havia jovens a ir com regularidade a concertos ao Pavilhão Atlântico, a festivais de música, festas em discotecas...

- muitos adolescentes e jovens adultos trabalhavam no Verão e na Páscoa, para ter dinheiro para os livros escolares, para a roupa, para uma aparelhagem ou uma TV no quarto...

- havia muito abandono escolar precoce, e pouquíssima gente ia estudar para fora, normalmente para Évora, Lisboa ou Coimbra.

- quem tinha negócios, poupava muito.

Foi mais ou menos nesta altura que as coisas começaram a mudar. Abateram-se barcos de pesca, os terrenos agrícolas começaram a ser abandonados, para entrarem na especulação imobiliária. as famílias que estavam em casas arrendadas com más condições foram transferidas para bairros sociais, e o consumo começou a explodir. De repente, para muita gente era uma vergonha não ter carro, não comprar roupa nova todas as estações, não tomar as refeições fora de casa, não comprar o novo modelo de telemóvel da moda...
 
Boa tarde.

Gostaria de mencionar um tema que me preocupa, e que não é muito abordado. Não estou ainda dentro do assunto como gostaria de estar, por isso se alguém aqui do fórum me poder dar mais informações, agradecia.

Até 2012, com o pretexto do combate ao famigerado «aquecimento global», serão proibidas as lâmpadas tradicionais, para serem substituídas pelas económicas.

Contudo, estas lâmpadas económicas libertam quantidades de radiação ultravioleta que não podem ser desprezadas. A longo prazo, esta radiação envelhece a pele e o cabelo, provoca cancro e piora algumas doenças crónicas da pele. Por isso, não deve ser muito seguro estar numa secretária, a trabalhar, e levar com radiações horas a fio, isto a título de exemplo.

Para além disso, estas lâmpadas economizadores contém mercúrio.

No Reino Unido já estalou a polémica, e vários britânicos que sofrem de doenças crónicas da pele já protestaram contra estas lâmpadas.

Mas parece que a partir de 2012 já não haverá opção de escolha, e seremos obrigados a comprar lâmpadas economizadoras, por decisão da UE.

Parece-me que há aqui uma decisão de cariz totalitário, que retira ao consumidor o direito a escolher aquilo que pretende comprar. Se eu preferir as lâmpadas tradicionais, não deverei ter o direito a comprá-las?

Essas lâmpadas economizadoras têm mercúrio que é altamente cancerígeno. Não se pode deitar essas lâmpadas no lixo, a população não tem essa informação, daqui há alguns anos vamos sofrer as consequências. Falam que estas lâmpadas economizadoras duram muito mais tempo, mas será que duram mesmo? Ainda não tive uma lâmpada que durasse mais de 1 ano, o mesmo tempo que dura uma lâmpada incandescente. Se uma lâmpada dessas custa entre 5 a 10 euros dependente da marca e duração da mesma, que para mim, elas duram o mesmo que as outras e não venham cá dizer que é falso. Já fizeram uma experiência num supermercado aqueles que têm uma lâmpada incandescente com um contador e uma lâmpada economizadora com outro contador, experimentem a fazer a seguinte experiência, troquem as lâmpadas e vão ter uma agradável surpresa. Eu já fiz essa experiência e fiquei muito surpreendido. :):lol: Fiquei tão surpreendido que a lâmpada incandescente no sítio da lâmpada economizadora, o contador vai à mesma velocidade que o outro onde estava ao início a lâmpada incandescente. :D
 
Falam que estas lâmpadas economizadoras duram muito mais tempo, mas será que duram mesmo? Ainda não tive uma lâmpada que durasse mais de 1 ano, o mesmo tempo que dura uma lâmpada incandescente.

Tenho 5 lâmpadas economizadoras nos muros do quintal há mais de 3 anos e ainda estão todas ok. Há a economizadora boa e a economizadora chinesa...
 
Essa é a triste realidade que se vê nestes tempos Vince.:(

(...) O princípio que norteia estes governantes é o de que tudo se resolve legislando e manipulando. É o triste fim da democracia que quer acabar com tudo o que seja iniciativa privada seja neste campo seja na economia.
Tudo tem de ser controlado pelo estado nem que para isso se metam nas empresas e instituições privadas gente do partido. (...)

Mas atenção!!!! Há factos que comprovam que nem sempre o sector privado é o mar de rosas que alguns defendem! Senão vejamos...

-Exemplo 1: BPP, BPN;

-Exemplo 2: Universidade Independente / Moderna;

-Exemplo 3: Sistema de saúde Americano;

-Exemplo 4: Liberalização dos preços de combustíveis em Portugal;

-Exemplo 5: produtos financeiros tóxicos, criados pelos Bancos privados, que estão por detrás desta crise;

Eu defendo claramente, menos Estado e melhor Estado. Mas não acredito cegamente nos mercados. Acredito no equilíbrio entre Estado e privados.
 
Essa é a triste realidade que se vê nestes tempos Vince.:(

O povo atónito, adormecido, espezinhado, vai compadecendo com os ataques às instituições que ainda os tratam como pessoas e não números.
Esta "estatística" falante começa a ficar asfixiada por um estado que não cuida mas também não deixa cuidar...

O princípio que norteia estes governantes é o de que tudo se resolve legislando e manipulando. É o triste fim da democracia que quer acabar com tudo o que seja iniciativa privada seja neste campo seja na economia.
Tudo tem de ser controlado pelo estado nem que para isso se metam nas empresas e instituições privadas gente do partido.
AFIRMO: É O SOCIALISMO\COMUNISMO na génese deste comportamento. É afinal o TOTALITARISMO DE ESQUERDA a emergir!:disgust:
Os "bons" exemplos são a colagem nítida a governos de Cuba, Venezuela, Angola e Rússia.

P.S.: sou contra qualquer tipo de ditadura seja de esquerda ou de direita, mesmo que encapotada como o que está a surgir por aqui.

Discordo. Socialismo e Comunismo são realmente outro tipo de coisas. O texto completo está disponível no site do PCP.

Faz (Fez) 20 anos, a 3 de Outubro, que a Alemanha Federal iniciou oficialmente o processo de anexação e colonização da República Democrática Alemã. A grande burguesia e os servidores do capital monopolista costumam apresentar os acontecimentos que conduziram ao fim do socialismo na RDA como um acto «revolucionário» ou «libertador», mas o tempo encarregou-se de demonstrar que se estava e continua a estar perante um prologando processo contra-revolucionário de proporções devastadoras. Aqueles que a partir de 1990, numa orgia de vandalismo político-cultural, destruíram bibliotecas e livros, galerias e quadros, encerraram policlínicas e academias, destituíram docentes, afastaram jornalistas, e apagaram nas ruas os nomes de comunistas, socialistas e antifascistas como Clara Zetkin, são os mesmos que nos últimos vinte anos têm vindo a retirar direitos aos trabalhadores, a destruir o chamado «Estado social», a intensificar o militarismo e as guerras de agressão e que, num processo vergonhoso de revisão e falsificação da história, procuram branquear os crimes do grande capital e criminalizar as forças da resistência.

A existência do primeiro Estado socialista alemão foi sempre um espinho cravado no coração do imperialismo. Após a II Guerra Mundial, a luta do movimento operário e a existência do socialismo na RDA obrigaram os grupos monopolistas, que tinham enriquecido à sombra do terror nazi, a fazer concessões à classe operária. Mas o objectivo da liquidação do socialismo que levara Hitler a invadir a União Soviética manteve-se sempre inscrito na sua agenda contra-revolucionária.

Apesar de graves deficiências, deformações da democracia socialista e de importantes condicionalismos de ordem internacional, as conquistas reais do socialismo na RDA, como a eliminação da miséria, o pleno emprego, a educação de elevado nível, o acesso generalizado à cultura e ao desporto, saúde universal e gratuita, habitação a muito baixo preço, reformas asseguradas na velhice, etc., estão em flagrante contradição com a realidade que hoje se vive nos países capitalistas. Cada vez se compreende melhor porque é que a máquina de propaganda do grande capital procura abafar as conquistas do socialismo, ou desacreditá-las, como se fossem velharias do século XIX, espalhando a ideia de que não há alternativa para um sistema, o capitalismo, que gera tanto desemprego e miséria.

Logo que a RDA perdeu a sua soberania, uma chusma de 30 mil funcionários políticos e administrativos enviados de Bona invadiu o território da Alemanha do Leste com o objectivo de garantir a liquidação das estruturas do socialismo e a transformação do aparelho de Estado num instrumento ao serviço do capital monopolista. Quase todas as posições-chave foram ocupadas por alemães ocidentais. Quanto mais importante era a função mais elevada era a percentagem de funcionários ocidentais. Em 1990, os 62 secretários de Estado dos vários governos regionais do Leste tinham vindo todos da RFA. Através da chamada «Treuhand» – um organismo criado expressamente para privatizar e desmontar a economia da RDA – o Deutsche Bank, e os monopólios ocidentais apoderaram-se ao desbarato de tudo o que puderam, em muitos casos para encerrar a produção e desfazer-se de incómodos concorrentes. Os cidadãos da antiga RDA viram-se de um momento para o outro a viver num país vendido. 85% das empresas foram açambarcadas pelo capital alemão ocidental, enquanto 9% foram repartidas pelo capital de outros Estados europeus, como a França, a Suíça, a Áustria, a Inglaterra e a Holanda. Apenas 6% ficaram em poder de alemães do Leste. A produção industrial caiu para um terço. O semanário Die Woche qualifica este processo como «a maior desmontagem de uma nação industrializada em tempo de paz». (1)

Só entre Outubro de 1990 e Dezembro de 1994 foram liquidados, como se tivessem sido devorados por uma praga de gafanhotos, 75% da economia, fábricas e unidades de produção industrial e agrícola que eram propriedade de todo o povo da RDA. 40 000 contratos de privatização de empresas ou dos seus sectores mais rentáveis foram assinados pela «Treuhand». Nesse mesmo período, a percentagem de postos de trabalho destruídos nesse sector foi de 90%, caindo o seu número de 3162 867 postos de trabalho, em 1990, para 179 791, em 1993. A força de trabalho passou novamente a ser considerada uma mercadoria. Desapareceu o direito ao trabalho. Os trabalhadores voltaram a ser reduzidos a um factor de custos. O potencial científico da ex-RDA baixou pelo menos 60%. O rendimento familiar passou para 40% do rendimento ocidental e a percentagem de mulheres com actividade profissional passou de 86% para 56%.
Mais intensamente do que aconteceu noutros ex-Estados socialistas do Leste, na RDA a restauração capitalista foi consumada por um centro de poder estrangeiro, o Estado alemão ocidental, e de uma forma que contém todos os traços de um processo de colonização. (2)

O papel da social-democracia

E se coube ao governo de Helmut Köhl e à democracia-cristã ludibriar o povo da RDA com a promessa das célebres «paisagens florescentes» e entoar o canto da sereia das maravilhas do capitalismo, foi a social-democracia e os governos do chanceler Schröder que assumiram a tarefa de estender definitivamente a toda a Alemanha a contra-revolução social através da tristemente célebre «Agenda 2010» e das medidas «Hartz IV», que acabariam não só por institucionalizar a pobreza, mas por impor modernas formas de escravatura, através de medidas brutais, atentatórias da dignidade humana, como a obrigatoriedade para os desempregados de trabalhar por um euro à hora.

Para as classes dominantes, a política do governo de Schröder ficou marcada pelas vantagens fiscais para os bancos, grupos económicos e operações de especulação financeira, pela privatização das telecomunicações, dos correios e de outros sectores essenciais e rentáveis do Estado, pelo reforço dos benefícios para os rendimentos do capital e das grandes fortunas e pela desvalorização dos rendimentos do trabalho. O resultado destas medidas foi a liquidação da base financeira do «Estado», uma vez que as suas receitas dependem fundamentalmente da tributação dos rendimentos dos trabalhadores. (3)

Primeiro, reduziram-se as receitas estatais para logo de seguida se afirmar que não havia dinheiro para o Estado poder cumprir as suas funções e deveres constitucionais. Passados 20 anos, 7 milhões de pessoas em toda a Alemanha vivem abaixo do nível da pobreza, enquanto o número de milionários e multimilionários subiu para cerca de 800 mil numa população de 80 milhões de habitantes.

A chamada «aliança para o emprego», celebrada entre a direcção social-democrata da Federação dos Sindicatos Alemães (DGB) e o patronato, conduziu à estagnação escandalosa dos salários e à generalizada perda do poder de compra dos trabalhadores, mas o patronato continuou a liquidar milhões de postos de trabalho e a somar lucros fabulosos.

O social-democrata, Walter Riester, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, abriu, enquanto Ministro do Trabalho, o sector das reformas ao capital privado e às actividades especulativas. O social-democrata Norbert Hansen, presidente do Sindicato dos Ferroviários, aprovou o plano da privatização dos caminhos-de-ferro (neste momento adiado devido à crise financeira), sendo imediatamente recompensado com um posto na direcção da empresa. O social-democrata, Klaus Zwiekel, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos permitiu, como membro do conselho fiscal da Mannesmann, a sua venda à Vodafone em troca de prémios exorbitantes oferecidos à direcção da empresa, tendo de se sentar no banco dos réus ao lado do símbolo máximo do capitalismo alemão, Joseph Ackermann, presidente do Deutsche Bank. Num momento em que é vital para os trabalhadores intensificar a luta de resistência contra o roubo dos salários e a destruição dos direitos laborais, o presidente da DGB, o social-democrata Michael Sommer, recusa-se a exigir do Governo e do Parlamento a revogação da legislação que proíbe as greves gerais e impõe graves limitações aos direitos dos trabalhadores. O primeiro acto do presidente e dos membros da direcção do Sindicato dos Serviços, após a fusão naquele sindicato das cinco organizações do sector dos serviços, foi a duplicação dos seus salários de 100 mil euros para 190 mil euros anuais, com o pretexto de que necessitavam de rendimentos mais elevados para poder negociar em pé de igualdade com o patronato.

Tudo isto demonstra como a contra-revolução corrompeu a social-democracia, provocou o abandono das posições de classe dentro dos sindicatos e colocou à sua frente dirigentes que se identificam com o grande capital e a burguesia endinheirada. Este processo degradante da execução da contra-revolução social e de retrocesso democrático por um partido denominado «social-democrata» teve efeitos desastrosos para o próprio SPD, tendo provocado, pela primeira vez em 150 anos de existência, o abandono do partido pelo seu presidente, a maior cisão da base sindical social-democrata de que há memória e a perda de mais de metade do eleitorado.

Consigo encontrar enormes semelhanças com a "construção do mercado" portuguesa. :lol:
 
Bem, não sou (como é obvio) entendido na matéria nem sei minimamente o que se vai passando como vocês. Ainda assim, cá vai:

Crise... Hmnn, palavra feia. ma não sai da boca do Sr. que vai a liderar o governo. É a crise isto é a crise aquilo, se o défice aumentou é a crise, se diminuiu foi porque o governo tem boa prestação e faz bem as suas contas, arre bolas pucha. Arranjem outra desculpa. para mim, chama-se corrupção.:angry:

Como tem sido dito, desde o 25 de Abril que isto anda uma bacalhoada autêntica. E não me venham com a desculpa que falta o dinheiro, que não há como evitar a inflação e a crise. Há pois. Os portugueses desde sempre se deram ao luxo. São um povo de nariz empinado, desde que nasceu uma nação neste canto da Península. Conseguiram tornar-se independentes? ganharam terras aos Mouros e a Castela? Tiveram o maior império colonial que alguma vez o mundo viu? Fomos durante várias décadas o país com maior riqueza do mundo? Os meus parabéns _às gentes que viveram nessa altura, mas Portugal nunca soube ser modesto. Sempre quisemos mostrar o quanto somos ricos. tanto o fizemos que viemos parar a esta situação...:angry:

Eu gosto muito do meu país, mas acho que se nos mantivéssemos espanhóis, se calhar estávamos melhor. E o ditador de Salazar, apesar de não mostrar ser lá grande amigo do povo, e não era, mas conseguiu por uma das poucas vezes na história acertar as contas do país. Veio a democracia e foi como um tornado, para falar meteorologicamente, e "Tudo o vento levou"...

A solução não passa pelos cortes de despesas, pelos cortes nos salários, e que não se queixe a função pública, porque pudera muita gente ter as condições de trabalho que os trabalhadores do Estado têm, e para ser afectados pelos cortes salariais, terão que ter um vencimento superior a 1500€mensais, que é um bom ordenado, comparado com gente como a de cá de casa que não ganha mais de 600€., trabalham que nem cães e fazem horitas extra sem receber. Há pois é... Falar é fácil quando se tem tudo....

Voltando a conversa, e agora mais a sério, quem for habilitado faça-me lá estas contas... Se o IVA descesse para os 15%, por exemplo, será que a economia não seria estimulada, aumentava-se o poder de compra e o Estado acabaria por receber mais coisa menos coisa os imposto que recebe agora? Será que não andávamos mais contentes? pena que o povo português só conheça duas condições: a estourar dinheiro e a chorar a pobreza. É o nosso fado, como dizia Camões.
:D
Minha gente, se disse para aqui alguma baforada, mandei com este post para o lixo.;)

mais tarde deixo a minha opinião sobre a estúpida política das estatísticas...;)
 
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