O Estado do País

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Oito factos sobre a selecção de futebol
por ALBERTO GONÇALVES

Facto n.º 1: o sucesso da selecção determina o sucesso do país. Talvez, sobretudo se tomarmos em conta o caso da Grécia, que 2004 ganhou o campeonato europeu e desde então vem progredindo sem parança (a Espanha, que ganhou o "europeu" seguinte e um "mundial" de brinde, também não se saiu mal). O princípio é o de que as conquistas no futebol se repercutem no resto: se onze jogadores provarem que são os maiores dentro do campo, dez milhões de portugueses provam automaticamente que são os maiores fora dele e a sra. Merkel sofrerá um vexame sem nome. Muito bem. Mas a validade do pressuposto exige que levemos a sério o seu reverso, ou seja, que aceitemos as derrotas na bola enquanto um sinal inequívoco da nossa inferioridade geral. Uma eliminação humilhante no Europeu deverá levar o povo às ruas aos gritos de "Somos os menores!". Já um lugar honroso que não o de vencedor legitimará os berros de "Somos assim-assim!".
Facto n.º 2: os jogadores da selecção são um exemplo para os jovens. Sem dúvida. Qualquer sujeito que não estudou, confiou na habilidade para os pontapés, conseguiu um emprego raro e fartamente remunerado no Real Madrid ou no Chelsea, aplica os rendimentos em automóveis de luxo, é incapaz de produzir uma frase em português corrente e enfeita o físico com jóias, tatuagens e penteados belíssimos constitui o modelo que os pais conscienciosos devem impor à descendência. De resto, a alternativa passa pelas Novas Oportunidades ou, erradicadas estas, pelo Impulso Jovem, que também promete.
Facto n.º 3: a vitória no campeonato europeu dissipará o clima de tristeza que se vive em Portugal. Claro que sim, logo que admitamos andar tristes por falta de triunfos simbólicos no desporto internacional e não por excesso de desvarios materiais na vidinha quotidiana. Se os nossos problemas se resolvem mediante remates certeiros é sinal de que os nossos problemas não se prendem com o défice, a dívida, a austeridade, as falências e o desemprego, ao contrário do que vulgar e equivocamente se refere. A troika? Um bode expiatório. A solução? Investir no futebol, ganhar torneios (este ou os próximos), organizar torneios, construir mais meia dúzia de estádios e "infra-estruturas" sortidas, apelar à epopeia dos Descobrimentos. Não pode falhar.
Facto n.º 4: o futebol é o sector mais bem gerido do país. Então não é? Nem vale a pena falar nos clubes, os quais, ao contrário das empresas comuns (os supermercados, por exemplo), nunca se agridem com violência verbal ou física nem oscilam entre passivos monumentais, ordenados em atraso e a pura extinção. Fale-se na "equipa de todos nós", que costuma sair das competições com grande dignidade e que ajuda a balança comercial tanto quanto a exportação de microprocessadores.
Facto n.º 5: a celebração prévia das proezas da selecção é normal. Pois é. Em noventa e um anos de história, a selecção acumulou zero títulos. Se não se festejar antes, o que se festeja depois?
Facto nº 6: a cobertura noticiosa da selecção é a adequada. Até certo ponto. Ainda há uns pedacinhos da programação televisiva que não estão preenchidos com as notícias da selecção, os treinos da selecção, as conferências de imprensa da selecção, os "painéis" de comentário à selecção, o lado pitoresco do dia-a-dia da selecção, as polémicas da selecção, a euforia dos adeptos da selecção e os anúncios dos patrocinadores da selecção. Bem sei que o almoço da selecção na Fundação Champalimaud foi devidamente relatado, que a essencial recepção à selecção em Belém foi transmitida em directo e que um repórter orgulhoso informou a pátria de que a selecção sobrevoou a Alemanha para chegar à Polónia (a expectativa, pelos vistos, era de que sobrevoasse o Zaire). Mas continuo sem saber a cor favorita de Fábio Coentrão ou a morada da manicura de Ricardo Costa. Aliás, continuo sem saber quem é Ricardo Costa.
Facto n.º 7: as críticas à selecção são inconvenientes. Obviamente. A gravidade da hora pede união, espírito nacionalista, 11 por todos e todos por 11. Se a selecção sair enxovalhada do "europeu", com todas as consequências calamitosas para o nosso futuro daí decorrentes, a culpa será das más-línguas que abalaram a confiança dos rapazes. Se a selecção ganhar o "europeu", com todas as maravilhas daí resultantes, o mérito será dividido entre os patriotas que nunca duvidaram. Mas desconfio que o prémio monetário não.
Facto n.º 8: os portugueses acreditam na selecção. É inegável. Até eu, que não quero saber da selecção para nada, acredito nela na medida em que ela comprovadamente existe.
Somos os maiores, como repetem os entusiastas da bola? Depende da actividade: um relatório da organização Transparência Internacional (TI) coloca-nos de facto nos primeiros lugares europeus em matéria de corrupção. Segundo a TI, os nossos poderes públicos são tão ineficazes, negligentes e corruptos que se tornam indissociáveis das origens da crise vigente. Em Portugal (e na Grécia, Itália e Espanha), o Estado serve sobretudo aqueles que o dominam e que, mediante habilidade para fintar as leis ou, na maioria dos casos, para conceber leis que os favoreçam à partida, estabelecem um interessante tráfico de influência e uma curiosa rede de interesses, às vezes partilhada com os partidos, outras vezes com o sector a que eufemisticamente se chama privado. Em suma, na prática mediterrânica e muito nossa, os vícios do estatismo revelam-se ainda mais sinistros do que na teoria. Não é grande novidade.
A existirem, as novidades passam pelos métodos utilizados na alimentação dos vícios, leia-se a remoção de rendimentos aos legítimos proprietários, também conhecida por fiscalidade. Esta semana, foi notícia a cooperação entre a Direcção-Geral de Impostos e a PSP, que segundo o jornal i começou, ou prepara-se para começar, a apreender os carros cujos condutores possuam dívidas fiscais.
É uma ideia brilhante, e um precedente para o dia feliz em que as autoridades nos abordem na rua a pretexto de uma divergência no IRC, nos sequestrem familiares até que paguemos o IMI e nos incendeiem a casa a título de represália por atraso na prestação à Segurança Social. As regras são para se cumprir, pelo menos enquanto houver quem fique por cá a cumpri-las. E, se a coerência mandar, os muitos que temem a "ofensiva" ao imprescindível papel do Estado ficarão.
Porque é que a Associação República e Laicidade não exige a separação entre o Estado e Januário Torgal Ferreira, de preferência mediante a oferta de um retiro vitalício na Bolívia? Após o elogio do primeiro-ministro à "paciência" dos portugueses, no máximo uma redundância infantil, D. Januário apareceu logo a comparar o dr. Passos Coelho a Salazar (um clássico) e a sugerir (ou, no seu estilo quase frontal, a quase sugerir) que o povo saísse à rua em alvoroço.
D. Januário é assim: passa os dias à espera de um pretexto para apelar a gestos dramáticos das massas. E se é verdade que as massas não lhe ligam nenhuma, também é verdade que D. Januário nem precisa de pretexto: qualquer coisa - uma frase infeliz, uma frase neutra, um espirro - fomenta a alegada revolta da criatura.
Escusado acrescentar, a criatura está no seu direito. Só não percebo como é que tamanha irreverência mantém D. Januário confinado a dois estabelecimentos tão institucionais e em geral circunspectos quanto a Igreja e a tropa. Por outro lado, não percebo porque é que a Igreja e a tropa mantêm D. Januário: suponho que tentar promover agitações colectivas não seja uma das funções do bispo das Forças Armadas. Só não me perguntem que funções são essas: não sou crente nem militar. Mesmo que fosse, suspeito que não saberia a resposta.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/int...E7alves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1
 
A desigualdade dos Estados e a flauta ideológica

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O socorro financeiro de 100 mil milhões de euros concedido pela União Europeia (através do Fundo Europeu de Estabilização Financeira), em 9 de junho de 2012, ao Estado espanhol, alegadamente para auxiliar a banca, atolada em ativos imobiliários tóxicos, demonstra a aplicação da máxima de Orwell aos Estados: todos os Estados são iguais, mas há uns mais iguais que outros.
Enquanto a Grécia, pelos seus dois empréstimos no valor de 240 milhões de euros (no cáclculo total atinge os 350 mil milhões) começou por pagar 5,2% pelo primeiro empréstimo em Maio de 2010, sendo depois, em Março de 2011, a taxa global reduzida a 4,2% e mais tarde a 3,5% - ainda que tenha obtido um corte de cabelo de 28% (oficialmente 50%) -, a Irlanda ficou a pagar 5,8% (taxa reduzida a cerca de 3,5-4%, em julho de 2011) pelo empréstimo de 85 mil milhões em Novembro de 2010, e Portugal foi castigado inicialmente, em Maio de 2011, na concessão do empréstimo de 78 mil milhões de euros com 5,5% de taxa de juro, que foi aliviada para 3,5% em julho de 2011, a Espanha parece ter conseguido logo uma taxa de apenas 3% pelo empréstimo de 100 mil milhões... Mais, para salvar a face de um grande Estado, dá-se-lhe um título diferente, alegando que é para salvar a banca - como se, depois, o Estado espanhol, não obtivesse desse bolo, que ele próprio vai administrar, uma fatia de crédito indireta desses bancos para subvencionar os 24,4% de desempregados (valor de maio de 2012). No final, o resultado é o mesmo e a vergonha pouco diversa. As taxas de juro, e nomeadamente aquela cobrada a Portugal, terão de ser uniformizadas para prevenir o escândalo - e não é preciso gritar para obter o inevitável ou defender a diferença de taxas, num papismo maior do que da própria União, justificando-a com a diversidade das situações, como se fosse devido maior taxa pelo dinheiro pedido para pagar salários do que pelo dinheiro para sustentar os bancos... Mas o que importa é a diferença inicial de tratamento: os países pobres a pagar taxa mais alta e, quando precisam, os mais poderosos a beneficiar de taxa mais leve.
Em contrapartida aos 5,5%, e agora 3%, cobrados aos Estados, o Banco Central Europeu empresta dinheiro aos bancos privados europeus a 1% ao ano. O argumento utilizado é de que os bancos arruinados não podem pagar mais. A pergunta que o povo ex-soberano faz é: e os Estados podem?!... Não podem. Mas, se não obtivessem empréstimos a taxa baixa, os bancos dos países credores (por exemplo, Alemanha) não seriam pagos pelos empréstimos concedidos ao imobiliário mediterrânico e os seus Estados teriam de os refinanciar... Os bancos privados obtém uma taxa de favor e os Estados pobres uma taxa de castigo. Portanto, quem refinancia os bancos alemães, e de outros países credores, são os povos dos países dos bancos devedores... As taxas de crescimento que se têm verificado continuam bem abaixo dos 3% do empréstimo, o que significa que as fiunanças dos Estados continuarão a degradar-se. Não parece possível o requelíbrio financeiro com taxas superiores a 1%. Mas também não é viável sustentar défices crónicos com a emissão sistemática de dinheiro eletrónico (e depois em notas), pois isso provoca uma espiral inflacionista, e quebra do poder de compra das famílias, muito dificilmente controlável.
Os empréstimos aos bochechos não reequilibram a economia dos Estados europeus, nem sequer as suas finanças - tal como não reequilibraria a economia a criação maciça de moeda eletrónica (o quantitative easing de Obama, na versão berslusconiana europeia). Mas os governos não querem mudar de modelo político: o Estado social(ista) corrupto (assistencialismo ocioso e corrupção política com bancos e construtoras). E mesmo aqueles governos que gostariam de mudar temem a revolta nas ruas, pois o povo também não quer mudar de vida e só consente o abuso dos poderosos, enquanto for consentido também algum abuso de assistência. O resto da história tem um final triste: como os governos não querem suportar a remoção dos ratos, os filhos do povo são sequestrados pelo som da flauta ideológica que os ilude.

Do Portugal Profundo
 
Não recebem desemprego? Não recebem outros apoios sociais? Logo ai cai por terra a teoria de trabalhar de borla.

Em Portugal o CDS propôs que os desempregados e os beneficiários do RSI fossem guardar florestas de verão e fizessem outros tipos de trabalho social... veio logo uma certa esquerda acusar os fassistas de trabalho escravo e oprimirem as pobres pessoas, alguns deles não querem sequer trabalhar passando os dias nos cafés.

São desempregados de longa duração, não recebem apoios do estado. Foi-lhes prometida uma compensação pelo trabalho que não foi paga. O mesmo esquema vai provavelmente ser aplicado nos JO.

Primeiro eram os ciganos do rendimento mínimo que passavam o dia nos cafés e usavam o dinheiro para comprar grandes carros... depois os ciganos passaram a ser qualquer pessoa desempregada em geral. Já não é a ideia de não haver nada para fazer, a ideia mesmo é que as pessoas não querem trabalhar e devem ser castigadas por isso.
 
Não concordo. Os pais são muito mais responsáveis pela falta às aulas de um miúdo de 6 anos do que por um de 17. De resto essa medida é uma estupidez, mais um tentáculo do nosso nanny-state, que acha justo fazer uma família pagar 79 euros porque o seu filho de 17 anos lhe apeteceu faltar às aulas.

De resto, a própria ideia de aumentar a escolaridade obrigatória para o 12º ano é contraproducente, fazendo com que aqueles que não querem ir à escola sejam obrigados a ir, promovendo uma deterioração do ambiente escolar. E não é a mesma coisa controlar rufias de 18 anos do que rufias de 14.

Era exatamente isso que eu estava a dizer. É que se um miúdo de 6 anos falta à escola a culpa é claramente dos pais, se alguém de 17 anos falta... Aliás, eu quando andava no 8º ano tinha um colega de turma que os pais o mandavam para a escola e ele ia, mas era para os campos da escola jogar futebol:D. Que culpa tinham os pais (que iam trabalhar) disto?
 
Eu concordo em absoluto, que os pais sejam parcialmente responsáveis pelos actos cometidos pelos filhos menores. Trata-se de uma medida que directa ou indirectamente vai incentivar os pais a educar os filhos como manda a lei! A família funciona muito melhor que os tribunais, que nunca dão em nada, a família é assim comparada a uma instituição responsável pelos actos dos filhos, pois todos sabemos o quanto a educação é importante e primordial para a sociedade. Era assim no tempo da velha senhora, e não há motivos para que deixe de o ser! Se um filho rouba, a família paga, se um filho falta às aulas e a família o emprega em actividades laborais famíliares e ainda por cima recebe algum subsídio, obviamente deve ser penalizada! Somos para o parasitismo ou para a normalização dos deveres de todos enquanto cidadãos? Para mim estas medidas apenas pecam por serem tardias e por não serem na justa medida! 70eur de punição máxima, onde já se viu? Então e se os prejuízos forem superiores?? Então e se os prejuízos forem irremediaveis (ex: violação, homissidio..)??
 
Eu concordo em absoluto, que os pais sejam parcialmente responsáveis pelos actos cometidos pelos filhos menores. Trata-se de uma medida que directa ou indirectamente vai incentivar os pais a educar os filhos como manda a lei! A família funciona muito melhor que os tribunais, que nunca dão em nada, a família é assim comparada a uma instituição responsável pelos actos dos filhos, pois todos sabemos o quanto a educação é importante e primordial para a sociedade. Era assim no tempo da velha senhora, e não há motivos para que deixe de o ser! Se um filho rouba, a família paga, se um filho falta às aulas e a família o emprega em actividades laborais famíliares e ainda por cima recebe algum subsídio, obviamente deve ser penalizada! Somos para o parasitismo ou para a normalização dos deveres de todos enquanto cidadãos? Para mim estas medidas apenas pecam por serem tardias e por não serem na justa medida! 70eur de punição máxima, onde já se viu? Então e se os prejuízos forem superiores?? Então e se os prejuízos forem irremediaveis (ex: violação, homissidio..)??
Mas alguém falou aqui em casos desses? Ficas a saber que mais de metade dos alunos do secundário que faltam sem uma razão como deve ser (por exemplo, por estarem doentes) faltam porque não lhes apetece ir às aulas e os pais muitas vezes, por estarem a trabalhar, só ficam a saber quando a escola os avisa...
 
Mas alguém falou aqui em casos desses? Ficas a saber que mais de metade dos alunos do secundário que faltam sem uma razão como deve ser (por exemplo, por estarem doentes) faltam porque não lhes apetece ir às aulas e os pais muitas vezes, por estarem a trabalhar, só ficam a saber quando a escola os avisa...

Antes de mais, peço desculpa pelo meu tom, pois ainda não tenho filhos, talvez ainda não pese o suficiente na minha razão. O meu post é apenas reflexo de alguma revolta por tudo o que se vem a saber nos mídia, que nem sempre explicam as verdadeiras causas por trás. Claro que ninguém falou de causas extremas, em que no caso de menores, a justiça pouco ou mesmo 99% nada faz! Mas nos casos em que referes os pais serem os últimos a saber no que toca às faltas dos filhos, então nesse caso só posso dizer que é mesmo défice de educação, enfim daquelas coisas que não aconteciam antigamente no tempo dos nossos pais ou mesmo avós! Algo tem de ser feito, pois a continuar igual nada irá mudar, de acordo? Relembro a teoria da insanidade: "querer resultados diferentes, continuando a fazer igual..[Einstein]".
 
Antes de mais, peço desculpa pelo meu tom, pois ainda não tenho filhos, talvez ainda não pese o suficiente na minha razão. O meu post é apenas reflexo de alguma revolta por tudo o que se vem a saber nos mídia, que nem sempre explicam as verdadeiras causas por trás. Claro que ninguém falou de causas extremas, em que no caso de menores, a justiça pouco ou mesmo 99% nada faz! Mas nos casos em que referes os pais serem os últimos a saber no que toca às faltas dos filhos, então nesse caso só posso dizer que é mesmo défice de educação, enfim daquelas coisas que não aconteciam antigamente no tempo dos nossos pais ou mesmo avós! Algo tem de ser feito, pois a continuar igual nada irá mudar, de acordo? Relembro a teoria da insanidade: "querer resultados diferentes, continuando a fazer igual..[Einstein]".

Estamos a discutir um "crime" que não tem qualquer vítima. A mim não me choca que se possa discutir a responsabilização dos pais em casos de crimes graves cometidos por menores inimputáveis (como já foi referido, homicídio, roubo, violação). Agora, não faz qualquer sentido multar os pais por uma prevaricação de ordem disciplinar, que não causa qualquer transtorno público, nem causa qualquer dano a ninguém. Os alunos que faltam injustificadamente reprovam o ano. É essa a punição. Vão dizer que muitos miúdos não se importam de reprovar. Pois, pegando na citação do Einstein, o que se deve fazer diferente, é deixar o pensamento elitista de que todos os meninos serão doutores e engenheiros, apostar em cursos profissionais, não impor a aberração dos 12 anos de escolaridade obrigatória, e permitir que aqueles que o queiram, possam entrar no mercado de trabalho assim que atinjam os quinze anos, independentemente da escolaridade que tenham. Seria bom para os que não querem estudar, e para os que querem, pois não vêem o ambiente escolar perturbado por quem lá está contrariado.
 
E mesmo assim, sempre morei longe da escola, à vezes calhava a não chegar a horas, tinha aulas das 8:30 à 18:20, mas bastava estar 10 minutos atrasado para ter logo falta na primeira aula... falta essa injustificavel, que agora dá direito a multa de 80€... lol

E caso tivesse um bocado de febre ou algo assim só podia justificar com prova médica, isso implicava um dos meus pais ter de faltar a um dia de trabalho e um dia a menos de ordenado.

A educação está uma valente palhaçada de momento, não sei se sempre foi assim.

Isso de subir para o 12º a escolaridade obirgatória é muito simples...

Dsemprego aumenta, mercado saturado, metem o pessoal mais 3 anos na escola que são mais 3 anos com menos pessoas a ir para o desemprego e as estatística parecem melhores.
 
Se chegar atrasado 30 min ao trabalho, também me descontam no ordenado. Podem ser regras na escola, rígidas e sem bom senso, mas a disciplina ajuda a preparar-nos para a realidade no mercado de trabalho.

Sem disciplina, abrem-se portas ao facilitismo, e a seguir ao desenrasca irmão do compadrio. E isso existe na sociedade e em todos os quadrantes da política.

Infelizmente os portugueses não gostam de regras, e por isso quando adultos fazem abrir excepções à regra, até nas leis que produzimos. Disciplina zero, ou pelo menos para alguns.
 
Se chegar atrasado 30 min ao trabalho, também me descontam no ordenado. Podem ser regras na escola, rígidas e sem bom senso, mas a disciplina ajuda a preparar-nos para a realidade no mercado de trabalho.

Sem disciplina, abrem-se portas ao facilitismo, e a seguir ao desenrasca irmão do compadrio. E isso existe na sociedade e em todos os quadrantes da política.

Infelizmente os portugueses não gostam de regras, e por isso quando adultos fazem abrir excepções à regra, até nas leis que produzimos. Disciplina zero, ou pelo menos para alguns.

Descontam-te do ordenado, porque te pagam para tu lá estares. Não é um castigo, mas sim o não pagamento pelo trabalho que não produziste. E mesmo assim, é a tua entidade patronal que te desconta no ordenado, não estás obrigado a pagar uma coima ao Estado.
 
E no trabalho se calhas a querer ir à casa de banho podes ir tudo bem, na escola tens que esperar até ao intervalo, que por vezes são aulas de 130 minutos :lol:

Não sei não, há trabalhos e trabalhos.. Mas também quem tem de ir ao WC cada 120-130min, é porque vai 12x ao dia, logo tem certamente necessidades especiais que qualquer médico atesta e os professores irão compreender.

Mas pronto, esta questão de quem deve educar, pais ou escola, é sempre muito polémica, em especial quando pretendem "coimar" os pais. Cada um de nós tem a sua razão legítima, sem dúvida alguma! Eu pessoalmente, vou assegurar que os meus filhos cumpram as regras que sejam exigidas. Dpx quando tiverem 18 anos, já podem fazer o que quiserem, até ir para as obras, pois trabalho é sempre bem-vindo, nunca uma vergonha.

Compreendo perfeitamente os argumentos aqui debatidos, quando o estado pretende condicionar o papel educativo dos pais, através de coimas sempre que os deveres dos alunos não sejam cumpridos (pontualidade, assiduidade, bom comportamento..). Todos têm razão! Mas eu sinceramente, penso que não podemos querer melhor fazendo igual, e que a educação está uma verdadeira Lastima, ninguém o pode negar.
 
E no trabalho se calhas a querer ir à casa de banho podes ir tudo bem, na escola tens que esperar até ao intervalo, que por vezes são aulas de 130 minutos :lol:


Mas isso é porque não vão à casa de banho no intervalo. :D
 
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