O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Sejamos claros. As pessoas estão a borrifar-se para a revisão em alta do défice. As pessoas querem lá saber se algumas empresas do sector público vão ser privatizadas. As pessoas querem saber se têm dinheiro para pôr comida na mesa, pagar a hipoteca da casa, a escola dos filhos e a prestação do carro. A revisão em alta do défice é o tipo de assunto que interessa a trinta bloggers que passam fins-de-semana em Bruxelas, a convite do PPE, ou na Comporta, a convite dos patrões. As pessoas querem saber se têm subsídio de férias para pagar dívidas acumuladas no primeiro semestre do ano. E depois subsídio de Natal para poder oferecer aos filhos o aparelho fixo (dentário) que se tornou a imagem de marca da geração sub-15.

Não perceber isto é não perceber o país que somos. Por isso foi importante que o primeiro-ministro tivesse vindo dizer, preto no branco, como vai ser. Ontem, milhões de portugueses puderam respirar de alívio. Verdade que, não obstante os 78 mil milhões do resgate (coisa diferente dos propalados cem mil milhões), os desempregados continuam desempregados. Um drama a que não podemos fechar os olhos.(...)


Na minha opinião, o que o primeiro ministro disse ontem, não é lá muito preto no branco, é apenas uma meia-verdade, senão vejamos:

Quando se diz preto no branco que daqui a 2 ou 3 anos seremos 700 ou 800mil desempregados, o que é que está mal e não foi dito?

Aparentemente é preto no branco, a realidade! Agora o que não foi dito é que já estamos com 600mil desempregados há anos. E sabem o pior? O tempo para receber o subsídio de desemprego esgotou já para muitos! E as novas atribuições estão sujeitas a novas regras (menor subsídio, redução no tecto máximo e redução do tempo para 1ano). Estou a falar de subsídio de desemprego, existe ainda o social de desemprego que é muito menor e apenas alguns têm direito caso vivam em precaridade, mas é apenas um pequeno apoio!

A realidade que não foi dita, preto no branco, é esta: daqui a 1 ano o dinheiro será escasso para quem tenha de sobreviver com um subsídio social de desemprego (se tiver direito), e a crise social poderá ser uma realidade bem dramática a ter em conta!

Foi apenas isto, o que ontem não foi dito preto no branco!! :)
 
Esses números não contabilizam os portugueses que já estão fora dos núumeros do desemprego. No total, poderemos estar a falar de mais de um milhão de almas, entre desempregados «oficiais», desempregados não compatibilizados e portugueses que emigraram nos últimos 6 anos e não regressaram :shocking:
 
Sim o problema não vai ser só dos desempregados, acho que não vai haver dinheiro para nada. Acho muito difícil Portugal com uma recessão económica e que vai mantê-la durante dois ou três anos pagar estes juros altíssimos da pseudo-ajuda da "troika".

Depois de os "agiotas" voltarem a emprestar dinheiro à Grécia porque o seu plano fracassou o mesmo se passará em Portugal, vai acontecer que já não há mais dinheiro para o resgate, nem para Portugal nem para Espanha que caminha para o abismo também.

Consequência, estrutura da divida, vamos para o "junk" financeiro uma série de anos, salto fora do euro, inflação altíssima, divida pior, bancarrota de famílias e estado.
 
Sim o problema não vai ser só dos desempregados, acho que não vai haver dinheiro para nada. Acho muito difícil Portugal com uma recessão económica e que vai mantê-la durante dois ou três anos pagar estes juros altíssimos da pseudo-ajuda da "troika".

Depois de os "agiotas" voltarem a emprestar dinheiro à Grécia porque o seu plano fracassou o mesmo se passará em Portugal, vai acontecer que já não há mais dinheiro para o resgate, nem para Portugal nem para Espanha que caminha para o abismo também.

Consequência, estrutura da divida, vamos para o "junk" financeiro uma série de anos, salto fora do euro, inflação altíssima, divida pior, bancarrota de famílias e estado.

Já tenho equacionado a hipótese de saída do euro, mas é algo que não interessa à Alemanha. Os alemães beneficiam com a desvalorização imposta pelo euro. Se voltassem ao marco, ficariam com uma moeda mais cara, o que afectaria as suas exportações. Em boa verdade, a Alemanha está com indicadores económicos óptimos, desemprego baixo, crescimento económico, exportações, portanto, em suma, o euro interessa-lhes. Tal como lhes interessa exportar Mercedes e BMW's para Portugal, Grécia ou Espanha...

Por outro lado, acredito que sabem que nós não poderemos pagar. Portanto, Portugal poderá estar a caminhar para algo muito, muito sinistro...
 
E ninguém fala da explosão da questão do crédito malparado. Foi noticiado que 1 em cada 7 famílias não tem dinheiro para pagar as dívidas. Isto é só o começo. Com o aguçar da crise, muitas mais famílias ficarão sem dinheiro para pagar os créditos contraídos. Portanto, ainda a procissão vai no adro... :eek:
 
E ninguém fala da explosão da questão do crédito malparado. Foi noticiado que 1 em cada 7 famílias não tem dinheiro para pagar as dívidas. Isto é só o começo. Com o aguçar da crise, muitas mais famílias ficarão sem dinheiro para pagar os créditos contraídos. Portanto, ainda a procissão vai no adro... :eek:

A procissão só ainda vai no adro e bem no adro! É que se neste momento temos 1/7 de incumprimentos, imaginem só que a taxa de juro ainda nem descolou!! O BCE já aumentou uns pontinhos devido a alguma pequena ameaça de inflação, que não tenham dúvidas vai subir e subir e subir.. Daqui a 2 anos querem adivinhar qual a inflação e qual a taxa de juro? É melhor não pensarmos nessas coisas más.. Mas se agora é 1/7, daqui a 2 anos será quanto??
 
A introdução de portagens nas Scut prejudicou os automobilistas, que passaram a pagar o que antes era gratuito, mas foi igualmente ruinosa para o Estado. (...).
Na sua própria previsão, a Estradas de Portugal vai cobrar 250 milhões de euros de portagens em 2011, mas terá de pagar rendas de 650 milhões. Resultado: 62% de prejuízo.(...)
O consórcio Ascendi, liderado pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo tem garantidos, independentemente do número de carros a circular, mais 2532 Milhões de rendas pela da Beira-Litoral e Alta, mais 891 Milhões na Costa de Prata, mais 1977 milhões na concessão Grande Porto. Já o consórcio Euroscut, liderado pela Ferrovial, ganhou direito a um adicional de 1186 milhões pela concessão Norte Litoral.


http://cachimbodemagritte.com/
 
In url: Visto.Blog.pt

um Risco a Azul no Visto... disse:
Ora bem lá vou eu ter de bater no ceguinho, existe um Senhor influente num Partido Nacional, refém de um pseudo-engenheiro, que não leva com a sua oposição interna. Este senhor é refém do protagonismo político, poeta e com a ilusão que estar candidato em extrema-esquerda é diferente de o ser na extrema-direita, mas não deixa de dizer ter uma ideologia de centro-esquerda. Enfim um daqueles que não é independente mas é dependente do voto e do seu carreirismo político.

Hoje apresentará a um refém do sistema que nada pode decidir, um documento composto de suposta sociedade civil… Tristeza:

Académicos como Anália Torres, António Hespanha, Boaventura de Sousa Santos, José Reis, Fernando Catroga, João Ferreira do Amaral e Manuela Silva integram o conjunto de 58 personalidades que subscreveram inicialmente o manifesto.

Os sindicalistas Carvalho da Silva e João Proença, a arquitecta Helena Roseta, o compositor António Pinho Vargas, o ex-ministro socialista João Cravinho e o “capitão de Abril” Vasco Lourenço também estão entre os primeiros subscritores do documento em que é feita uma análise socioeconómica do país.

O manifesto apresenta um conjunto de propostas para o país e lança um apelo “a um compromisso sob a forma de um programa de salvaguarda da coesão social em Portugal”.

Um manifesto que fica bem, mas que internamente nunca foram voz ativa de contestação, serve para aprumar imagem e enganar mais o povo…

URL’s JN e MA
 
A introdução de portagens nas Scut prejudicou os automobilistas, que passaram a pagar o que antes era gratuito, mas foi igualmente ruinosa para o Estado. (...).
Na sua própria previsão, a Estradas de Portugal vai cobrar 250 milhões de euros de portagens em 2011, mas terá de pagar rendas de 650 milhões. Resultado: 62% de prejuízo.(...)
O consórcio Ascendi, liderado pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo tem garantidos, independentemente do número de carros a circular, mais 2532 Milhões de rendas pela da Beira-Litoral e Alta, mais 891 Milhões na Costa de Prata, mais 1977 milhões na concessão Grande Porto. Já o consórcio Euroscut, liderado pela Ferrovial, ganhou direito a um adicional de 1186 milhões pela concessão Norte Litoral.


http://cachimbodemagritte.com/

Já dá para pagar uns belos tachos.. Era preferível dar logo o dinheiro aos políticos, em vez de irem engonhar para os conselhos de administração dessas empresas!

Embora a iniciativa de 90% das PPPs seja de autoria socialista, há lugar para todos os boys dos restantes partidos, ou a maioria deles..
 
A introdução de portagens nas Scut prejudicou os automobilistas, que passaram a pagar o que antes era gratuito, mas foi igualmente ruinosa para o Estado.

Antes, o Estado devia às concessionárias 178 milhões de euros. Agora, a empresa pública Estradas de Portugal ficou comprometida com um dívida superior a 10 mil milhões de euros. Com a renegociação de contratos, para introduzir portagens, as estradas ficaram 58 vezes mais caras.

O problema é que a receita de portagens fica longe dos novos encargos assumidos pelo erário público, com pagamentos por disponibilidade às concessionárias.

«As concessionárias passaram a beneficiar de rendas Avultadas», denuncia o Tribunal de Contas.

Na sua própria previsão, a Estradas de Portugal vai cobrar 250 milhões de euros de portagens em 2011, mas terá de pagar rendas de 650 milhões. Resultado: 62% de prejuízo.

O Estado, para cobrar portagens, assumiu ele o risco de tráfego. Com a crise e o previsível aumento do preço dos combustíveis, menos carros vão circular nas antigas Scut. O Estado receberá menos dinheiro, mas as empresas estão a salvo porque recebem avultadas rendas fixas, suportadas pelos contribuintes e pelos automobilistas, que financiam a EP com uma parte do imposto sobre combustíveis.

O Tribunal de Contas quantifica o ganho dos consórcios privados com cada estrada.

O consórcio Ascendi, liderado pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo tem garantidos, independentemente do número de carros a circular, mais 2532 Milhões de rendas pela da Beira-Litoral e Alta, mais 891 Milhões na Costa de Prata, mais 1977 milhões na concessão Grande Porto. Já o consórcio Euroscut, liderado pela Ferrovial, ganhou direito a um adicional de 1186 milhões pela concessão Norte Litoral.

A renegociação visou desorçamentar a despesa com o ambicioso Plano Rodoviário do Governo, criando «receitas» para a Estradas de Portugal, que permitissem apresentá-la à Europa como mais dependente do mercado do que do orçamento de Estado. O objectivo, falhado, levou à renegociação dos contratos que já antes tinham portagem.

A EP passa a ter receitas de portagem da própria Auto-Estrada do Norte, a grande concessão da Brisa, mas ficou devedora de mais 2500 milhões de euros. O mesmo na concessão Grande Lisboa, em que vai ter de pagar mais
1023 milhões.

Almerindo Marques, presidente cessante da Estradas de Portugal, remete para o Governo a responsabilidade na renegociação dos contratos. Mas critica o Tribunal de Contas por não ter submetido à EP este relatório, para contraditório. A explicação é que esta auditoria é dirigida à regulação das parcerias publico-privadas por parte do Instituto Nacional de Infraestruturas Rodoviárias.

O Governo não só nomeou as comissões de negociação, como criou condições para escapar ao controlo do Tribunal de Contas. Em 2006, a maioria socialista aprovou uma alteração aos poderes do tribunal que permite modificações a contratos antigos:

«Não estão sujeitos à fiscalização do Tribunal de Contas os contratos adicionais aos contratos visados», determina a Lei 48/2006, de 29 de Agosto.

Esta auditoria, que a TVI revela em primeira mão, esteve para ser aprovada há quinze dias, por um colectivo de 3 juízes. O Presidente do Tribunal de Contas, Guilherme D`Oliveira Martins, entendeu, contudo, que ela deveria ser discutida no plenário, de 9 juízes. A votação está agenda para esta quinta-feira. A TVI convidou o ministro das Obras Públicas para uma entrevista, mas não obteve resposta.



Veja aqui o vídeo: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/scut-portagens-estradas-tvi24-auto-estradas/1252649-4071.html

Isto é ESCANDALOSO!
 
Mais uma prova de falta de isenção por parte da TVI! Que vilanagem para com o governo.. O sócras devia era processa-los! Ou quando ganhar as eleições privatizar a rtp e nacionalizar a tvi. Alguém tem de calar aquela tv. É só demagogia aquela estação!

A intenção do governo ao promulgar aquela lei, era apenas para desburocratizar, simplificar o trabalho do tribunal de contas, que está sempre cheio de processos e a queixar-se de falta de meios!

Incompreensível a atitude de quem só quer prejudicar o governo, mas descansem que não vai dar em nada!
 
Noutros países, este assunto seria esmiuçado até ao limite, e capa de jornais durante semanas. Por cá, ninguém presta a atenção devida. É mais importante pegar nas gaffes de Eduardo Catroga :mad:
 
Estado
Fechado para novas mensagens.